Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
"Toda autobiografia é um pedido silencioso para que alguém diga: eu ouvi você."
(Osman Matos, séc. XXI)
Um hipopótamo falante.
Era uma vez, um hipopótamo falante. Eu estava passeando pela selva, numa caminhada alucinante, em busca de aventura, quando tive a necessidade de atravessar um grande rio cheio de jacarés. Era tarde do dia, e sentei-me a beira do rio para meditar em como atravessar esse rio cheio de predadores. Tive a ideia de criar uma canoa, mas estava sem materiais para isso, e resolvi atravessar nadando quando todos os jacarés dormissem. Os jacarés dormem geralmente, ao iniciar a noite, e assim sucedeu, no entanto, eu teria que ir sorrateiramente, sem fazer nenhum barulho para não acordá-los e assim o fiz. Ao entrar no rio, passei a nadar, silenciosamente, no entanto, entrei numa correnteza, e tive de nadar com mais força, quando de repente, acordaram todos os jacarés ali presentes, cerca de uns cinco jacarés que vieram em minha direção, famintos de carnes. Eu nadei mais depressa o possível para atravessar seguro, mas esses répteis gigantes, eram muito mais rápidos que eu, e se aproximaram com muita velocidade, quando observei uma boca gigantesca vindo em minha direção, pronto para devorar-me, fechei os olhos e esperei a bocada. Enquanto esperava, algo surpreendente aconteceu, um hipopótamo apareceu e tomou a frente do ataque e afastou os jacarés com grande desempenho e força. E lutou com todos eles, mostrando quem era mais forte. Após tê-los afastados, o hipopótamo aproximou-se de mim, e num impulso colocou-me em cima dele e levou-me para o outro lado do rio, para onde eu pretendia ir. Eu estava espantado, mas muito feliz por ter sido salvo, e não sabia como agradecer ao hipopótamo, que me deixou na beira do rio e com um olhar profundo, soou um grito semelhante aos humanos. Eu observei esse grunhido e percebi uma semelhança com os humanos, no entanto, não acreditava que eu entendia o que o animal expressava, e muito menos que ele falava como nós, humanos. Foi então, que novamente fitando-me, eu ouvir o hipopótamo dizer claramente, “tome cuidado nessa selva, bom amigo humano”, então caiu sobre mim, mais um espanto, conheci um hipopótamo falante, que simplesmente deixou-me ali na beira do rio e foi-se vagarosamente para onde estavam seus familiares. Eu não acreditei no que me havia ocorrido, um hipopótamo falante! Como pode tal proeza? Nada mais espantoso, o fato de ter sido salvo por um animal, até aí tudo bem, mas ouvir do bicho falar-me para tomar cuidado? Isso com certeza, foi além da normalidade. Por fim, enquanto ele se ia, indaguei em tom de espanto, “amigo hipopótamo, você entende o que eu falo?”, e o hipopótamo disse, “sim amigo humano, eu posso me comunicar com você, qual o espanto?”. Eu não sabia o que dizer, estarrecido, pedi para que ele permanecesse mais tempo comigo, para conhecermo-nos sobremaneira, e questionei o seu nome. “Você tem um nome hipopótamo?”, ao que me respondeu, “Hipopo” e em seguida, perguntou-me o meu nome, então eu lhe disse, “Human”. A partir daí, passamos a conversar. Perguntei-lhe se era o único animal falante e disse que sim. Perguntei como me salvou e ele disse que desde quando eu estava na beira do rio, estava observando-me e sabia do perigo que eu corria, e assim que entrei no rio, veio para salvar-me. Eu finalmente pude agradecê-lo como se fosse um ser humano, por que podíamos comunicarmos. “Obrigado Hipopo, por ter me salvado”, E ele disse, “não há do quê, nossos amigos jacarés, são mui famintos e qualquer presa eles devoram”. Perguntei-lhe, se já havia falado com outro ser humano como eu e ele disse que não. Perguntei-lhe como sabia que eu podia comunicar-me com ele, ele disse que não sabia, mas quando eu estava no rio, eu grunhia igual os hipopótamos, por isso, ele entendeu e ficamos felizes por isso. Então ele me convidou a passear pela selva, e conhecer um pouco mais a vida selvagem. Perguntou-me a razão de estar ali, cheio de perigos e mistérios, disse que vivia na cidade e conhecia bem, mas que preferia viver na selva longe de muito barulho. Ele compreendeu, fomos caminhar. Então ele ensinou-me muitas coisas sobre a selva, os animais mais fortes, os mais fracos, como viviam e como faziam para viver. Reclamou que uns comiam uns aos outros, uma verdadeira comilança para sobreviver, a vida na selva. Eu perguntei-lhe do que alimentavam-se os hipopotamos, e ele disse que das grandes arvores, e dos seus frutos, mas haviam muitos animais que devoram outros animais, como o leão, as hienas, jacarés etc. Estava muito triste quanto a isso e me disse para tomar muito cuidado. O Hipopótamo, a pesar dos demais animais, inclusive o leão, a águia, era o mais sábio da selva, pois tinha o poder de comunicar-se com um humano e esse humano era eu, que podia comunicar-me com ele, sendo eu, também o mais sábio dos humanos. E agora, aprenderíamos um com o outro sobre as duas formas de vida, a dos animais e a dos humanos. Eu contei para ele, das guerras, das coisas boas e ruins dos humanos, e ele me disse que além dos animais comerem uns ao outros, os humanos vinham e os capturavam e os matavam e que não gostava de humanos maus, que feriam a selva, mas que comigo, viu um bom humano. Então eu disse para ele que seria o protetor do mundo animal, juntamente com ele, por eu ter a capacidade de me comunicar com os humanos, e ele por sabe se comunicar com os animais, me protegeria na selva. Ambas a selvas precisavam de seres bons.
"Eu sou só mais um apaixonado, igual aos que enchem os bares e esquinas tentando esquecer a razão deste amor."
Talvez um dia eu encontre, alguém que goste de mim, talvez um dia eu goste de mim, quem sabe eu enlouqueça mais um pouco, mais do que enlouqueci, talvez eu desmanche em palavras, e derreta com olhares, posso agir como uma boba, uma criança apaixonada, talvez eu chore e você me deixe, e eu me recupere, talvez eu seja eu, e seja aceita, talvez eu brigue com você sem motivo nenhum, um dia talvez, eu passe a madrugada fora, apenas olhando as estrelas, talvez um dia eu esteja no palco, com pouca luz, e muita gente, ouvindo o que minha alma tem a dizer, talvez um dia eu apareça refletida em algum lugar, ou ocupe um outdoor, talvez eu suba em uma arvore e fique meditando por lá, talvez eu cante alto no meio da multidão esquecendo de sua existência, talvez um dia, eu, eu seja apenas EU!
"Talvez um dia eu cometa muitos ERROS, por decisões precipitadas, mas terei a humildade para me arrepender e retroagir para não causar DANOS aos outros e a mim; considerando isto uma atitude de nobreza"
"Talvez um dia, eu perca tudo que conquistei com muito esforço --- bens matérias, amor, amizades, entre outros, mas não ficarei por muito tempo reclamando da sorte, com ajuda de Deus, partirei para luta com objetivo de conquista-los novamente"
"Se um dia a felicidade me abandonar, e eu tiver recursos, não deixarei aqueles que convivem comigo. em condições financeiras precarias, porque jurei a mim mesmo ser justo durante a minha a vida"
Reflexões: 🦉 Tenho um pássaro que fala
Eu tenho uma casa.
Uma casa com um pátio.
Bom, muitos tem, então nada de mais.
Mas, o meu pátio tem muitas árvores e pássaros.
Isso também não me torna diferente de muitas pessoas.
Só que há algo no meu pátio, algo que duvido que outros tenham...
Tem um pássaro...
Vi da janela do meu escritório na árvore em frente.
E daí? Dirão... muitos tem pássaros no pátio!
Calma! É que o meu é um pássaro que fala!
Outro dia notei ele enquanto caminhava no galho.
Percebi que queria me transmitir algo...
Olhei demoradamente para ele, até que foi embora.
Mas e outro dia voltou.
Ficou em um galho mais perto.
E, em outro dia mais perto ainda...
De vez em quando aparece.
Vem me visitar.
Chega a entrar no meu escritório...
Fica algum tempo, e sai.
Eu diria que temos uma amizade.
O meu amigo pássaro não diz nada, na verdade.
Aliás, ele diz muito... silenciosamente.
Coisas boas, que acalmam.
Que dão serenidade.
Mas, vou parar por aqui.
Antes que me internem como maluco!
Um beijo no coração...
A vida que segue
Clovis G.A. Macedo
Eu traduzo o melhor que existe em cada ser, e assim a vida de cada um melhora ainda mais. É LEI!
Nina Lee Magalhães
E se eu voltasse?!
Ou talvez partisse?!
Ou se findasse.?!
Quem sabe um recomeço...
Ou se me quebra-se
Em mil ou em vários
Pedaços?!Se ficasse em silencio
Ou quem sabe gritasse
implodir,eclodir?!
Dinamitar-me para
Que se faça dentro de mim
Um alto retrato pintado
Real,surreal...Não sei bem ao certo
Quem sabe talvez uma pintura
Uma obra de arte dentro de mim.
A Paz Que o Poder Não Compra
Dinheiro, poder e política movem o mundo.
Eu os comparo a um campo de batalha, onde alguns são exaltados enquanto outros saem machucados.
No entanto, esses poderes também precisam de nós, meros mortais, para que o movimento continue deslizando neste grande palco. Afinal, somos a alavanca que move o país.
Existe uma realidade simples, e ela é um fato: só há paz quando todos têm o que querem e o que merecem.
Ainda assim, nem sempre possuir aquilo que se deseja — ou até mesmo aquilo que se merece — nos traz a paz esperada.
Eu sou um poeta, não tenho medo de afirmar, pois tudo que vejo e sinto, de algum modo faço rimar... Poetizo a minha alegria, da mesma forma que a dor sentida, compartilho os meus sentimentos, dividindo com todos um pouquinho da minha vida.
Eu sou muito sincero, não invento e nunca consigo esconder o que quero, às vezes sou um bobo, uma criança que se expõe na inocência de um sorriso maroto, mas também fico magoado, e todos podem perceber quando isto
acontece, basta apenas observar o meu olhar, que aos poucos se entristece!
Não fareis incisões na vossa carne por um morto, nem fareis figura alguma no vosso corpo. Eu sou o Senhor.
Um dia desses,
quando eu estiver embriagada
Lhe mandarei uma mensagem
Direi tudo o que penso
Direi tudo o que sinto
Você promete fingir que não leu?
Talvez um dia eles entendam quem eu fui de verdade, mas até lá sigo sendo silêncio para quem nunca quis me ouvir.
O nada e um algo
Eu não tenho nada
Pois o nada posso ter
Se o vazio me inunda
Com a ausência do seu ser
O meu peito vira um muro
Que afasta o teu olhar
E no eco desse escuro
Não consigo te tocar
Guardo a farsa na memória
Com o medo de perder
O final da nossa história
Se a verdade amanhecer
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