Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi

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"Um pedacinho de cada desesperança, eu transformei em arte."

Eu Não me importo se a Vida é um Jogo !
Sei perder e Ganhar mas Não me canso de Tentar .

eu jogo ela longe
ela volta tipo um frisbee

Ai, que saudades que eu tenho do sertão
tinha um ranchinho
hoje não vejo mais nada
Ai, ai, meu Deus
quanta dor, quanta aflição
êêê, quanta saudade que eu tenho do sertão
Tá tudo novo, tá tudo modernizado

Coral: tá tudo novo, tá tudo modernizado

Ai, que saudade eu tenho da minha boiada
pega de boi
da minha vaquejada
do meu chapéu
do meu facão
do meu gibão
Ai, que saudade que eu tenho do sertão
Tá tudo novo, tá tudo modernizado

Coral: tá tudo novo, tá tudo modernizado

Gostar de você?
Eu gosto sim!

Não é um "Eu Gosto de você!"
...É um "Eu GOOSTO muitoo de você!"

Em meio a tudo o que eu passo,
à Deus eu peço um sinal...

Não sei se o que eu passo já é o tal sinal
ou se é o tempo fazendo o seu papel.

Não quero ser a ‘pedra no seu sapato’, ou até mesmo; um obstáculo na sua vida…
Eu realmente não te mereço.

O arrependimento verdadeiro acontece ao colocar um ponto final no "eu errei".

Você sabe que eu sei, e eu sei, o que vc sabe: não force ninguém a lhe preterir!
Um pequeno círculo e uma mente leve, são melhores do que uma multidão e um caos; o silêncio ensina sabedoria: "ouça mais do que fale"!
Como esperança em festa, vai aprender uma hora a arte de passar um tempo só, ninguém virá te salvar... seja teu salvador!
Letras que ardem o meu nome: sem luta, sem história... "um diamante não pode ter brilho sem polimento"!

Desamparo

Eu só queria
alguém que cuidasse de mim.

Um colo.
Um abrigo contra o mundo
que me expõe
como pele sem defesa.

A solidão chega sem ruído,
instala-se aos poucos,
ocupa os vazios,
faz morada no peito
— e dói.

Dói como peso contido,
como um aperto
que não encontra saída.

O ar falta.
Afundo devagar,
sem resistência,
como quem desce ao fundo do mar
em silêncio.

Ainda assim,
há em mim uma consciência:
preciso voltar à superfície.

Retorno.
E nada mudou.

A solidão permanece.

Então pergunto,
não em voz alta,
mas por dentro:
vale a pena?

Se vale,
revela-me o porquê.

O silêncio se estende
como um vento que uiva
sem me tocar.
Há um vidro invisível
entre mim e o mundo:
vejo o movimento,
a correnteza,
mas não posso atravessar.

Estou presa
num espaço estreito,
insonoro,
onde a ausência de saída
me torna cativa.

Desperto.

E ao me reconhecer desperta,
compreendo:

ainda estou só.

R. Cunha

Eu não sei se talvez.
Se um dia haverá compromisso
ou se tudo vai continuar exatamente como está:
no meio do caminho, sem nome, sem promessa.
Não vou oferecer o meu ombro
nem pedir que me ajude a dividir o peso.
Cada um carrega o que escolhe carregar.
Silêncio também é escolha.
Não te cobro presença,
mas também não aceito ausência disfarçada de liberdade.
Sentimento não é rascunho
pra ser deixado na gaveta quando aperta.
Se for pra ficar, que seja verdadeiro.
Se for pra ir, que seja honesto.
O que cansa não é a dúvida —
é permanecer onde nunca se decide.

Em sintonia com o universo, como um. Nesse momento, ganho uma pequena liberdade. Eu movo o universo comigo. Por um breve momento, me torno o Maestro da orquestra da existência (Lavoratti)

⁠Quando eu nasci eu era um lírio da paz, mas, a vida me transformou em um comigo ninguém pode.

Eu sou um entusiasta, acredito até em mentiras.

Cuidado, eu te advirto, as coisas nem sempre são o que aparentam. Faça sempre um exame silencioso de tudo que você vê antes de dar sua opinião. Você é dono dos seus pensamentos, mas não mais de suas palavras.

Quando acordo de manhã, vejo o sol, e eu preciso de um tempo para pensar quem sou eu, na luz!
A diferença entre dormir e tremer até o amanhecer, está com os embates do pensamento com as fazeduras para o novo dia... em vez de tentar suprimir as causas que às torna mais fortes, deixe-as passar com pensamentos positivos!
Nada é por acaso com causa e consequência, e se a ruminação se tornar paralisante e sem paz, preencha o pensamento com outra movimentação com um propósito maior... como amar!
Um sentido na vida não precisa estar atrelado a matéria, mas em qualquer ambiente que traga sensação de preenchimento, de felicidade, e aliança com quem verdadeiramente é!

Desde criança eu carregava um mapa
que ninguém via
uma casa aberta no meio do mundo,
gente chegando cansada
e saindo com um pouco mais de vida.


Enquanto os outros sonhavam viagens,
eu sonhava abrigo.
Sonhava mãos dadas,
cadeiras puxadas pra perto,
um lugar onde ninguém fosse peso.


O tempo passou
e disseram que crescer
era esquecer essas ideias grandes.
Mas meu peito nunca aprendeu a ser pequeno.


E então a vida colocou pessoas no caminho
que acenderam o desenho antigo.
Não como salvação,
mas como espelho:


“olha, isso ainda mora em você.”


Conhecer alguém
não criou o sonho
só deu nome à coragem
de tirá-lo da gaveta.


Meu instituto não é prédio,
é promessa.
É a criança que fui
estendendo a mão pra adulta que sou
e dizendo:


“a gente ainda pode.”


Quero construir um lugar
onde a dor não seja vergonha,
onde intensidade seja força,
onde gente quebrada
descubra que ainda é casa.


Se um dia isso existir
não será milagre.
Será soma:
de quedas,
de encontros,
de amor que não coube em mim
e precisou virar mundo.

A maior intimidade não é o corpo.
O corpo qualquer um alcança.
Intimidade é quando eu escuto
o que você nunca disse em voz alta.
Quando eu entendo teus silêncios
antes das tuas palavras.
É ficar.
Mesmo quando você se esconde.
É perceber teu medo disfarçado de riso,
tua força cansada de lutar sozinha,
e ainda assim… não ir embora.
A roupa cai fácil.
A máscara também.
Mas a alma…
só se entrega
a quem sustenta o peso dela.
E quando isso acontece,
não é barulho,
é presença.
Não é pressa,
é domínio tranquilo.
Isso não se encontra.
Se reconhece.

Metáfora expandida I
Um Sonho Distante

Eu tive um sonho distante.
Neste sonho, éramos muitos — porém, um só.
Um a cada capítulo, membros de um único livro.
Cada página à frente só podia enxergar as páginas de trás.
O título era o passado: um sonho distante.
O futuro, o capítulo final — e o fim da história.

Essa história tomava emprestadas referências de outros livros na mesma prateleira.
Mas a prateleira também nos rotulava.
E esses rótulos, ironicamente, eram o que nos prendia àqueles livros —
livros que estavam ao nosso lado,
também sonhando o mesmo sonho distante.

Mas conversávamos do logradouro de outra biblioteca.
Essa não falava nossa língua —
e, ainda assim, tinham dúvidas semelhantes às nossas.

O sonho de todo livro era ser mencionado,
e, quem sabe, ganhar sua própria saga e volume.
Mas para isso era preciso um ato raro:
libertar-se de si mesmo.

Contudo, sempre que um ousava mencionar outro,
vozes sussurravam ao redor:
— É um sonho distante.

Eu sou um fruto do niilismo?


Um buraco de minhocas que ninguém sabe aonde vai dar?
Sabe-se apenas que transporta, mas pra qual tempo, pra qual lugar?


Só sei que, apesar de um tanto torta,
as ondulações do mar,
com toda a sua beleza e forma indefinida,
me confortam.


Porque dá pra ser disforme, enorme,
e, ainda assim, pacífico.


Mas por oposição ao que se espera,
é o alinhado que mais me intriga:
a reta que liga um ponto a outro,
a ideia linear de trajeto percorrido,
de coesão, de equilíbrio.


Então pergunto-me:
como é possível algo ou alguém se manter tão rígido?


Parece fino como linha,
a um sopro de embaraçar-se
em nós miúdos, quase irreversíveis.
E o que se mantém por muito ereto,
não tende ao declive?


Será que é tão ruim ser um abismo?
É obscuro, eu sei.
Mas cabe tudo, inclusive o nada.


Essa vastidão inspira grito que ecoa,
inenarrável
e um silêncio desconhecido,
interminável.
Não há régua que meça
a altura ou a dimensão.


E é nessa incerteza que se arrasta,
que nos tornamos
livres de toda crença,
de todo medo,
de toda razão,
inexoráveis apenas por existir.