Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Tinha comigo a melhor das rosas,
A mais linda das flores.
Junto ao meu corpo, conduzia um regador.
Regava-a até o seu florescer.
A rosa, ainda tímida, encolhia-se quando via perigo.
Contudo, levantava as pétalas quando via seu amigo.
Faça Sol, faça chuva, ele sempre estava lá para a regar.
Quando a tristeza batia, a flor, de sua mão, nunca saía.
Ela dava-lhe o seu olhar.
A lua cheia daquele mês avisou da sua chegada;
O rapaz - com ânimo excepcional - beijou-lhe a mão para irem ao encontro da convidada.
A flor aceitou com um grande pulo de alegria, chocando assim os olhos daquele que lhe propôs o divertido encontro.
A flor e o rapaz correram pelo vale campestre e escorregaram no campo.
A moça - comovida com tudo aquilo - gargalhou um canto.
O rapaz - com os olhos presos ao fio que a prendia - sorria para a situação.
Ela levou-lhe sua mão; ele beijou-lhe mais amavelmente que antes.
Eles dançavam,
Eles se amavam,
Eles riam,
Eles se viam.
A noite se foi como o sopro de uma forte ventania;
Os dias - carregados por um coche - não paravam para deixar seus cavalos aspirarem o ar, que lhes dava energia.
A moça não o via mais com tanta frequência;
O rapaz - tomado por um ato de desespero - pedia-lhe a mão para correr pelo céu.
Ela não o respondia da mesma maneira.
Ele enviava-lhe cartas recheadas, mas, de sua querida, recebia meia dúzia de letras.
Os pássaros pararam de gorjear, mantiveram-se quietos em respeito à lucidez daquele que, com sua voz, ajudava-lhes a cantar das mais diversas canções.
As árvores - cuidadas e podadas todo ano por ele - encontravam-se turvas, em luto por aquele que lhes dedicava tanto zelo; suas folhas murcharam e destacam-se dos galhos que lhes davam sustentação.
O campo - que costumava ser rodeado e cuidado pelos lindos animais e pela cadeia alimentar destes - perdeu suas gramíneas, sua vivacidade e aquilo que mais temia: aqueles que, em seu solo, desfrutaram da mais bela benção que o ser humano é capaz de ser presenteado; em compasso com os outros, observava o rapaz e o lia.
O jovem - em prantos com a vida que levava - prostrou-se no chão e suplicava a Deus com a mão no coração.
“Por que me deste aquilo que tanto Te pedi para que, com uma frieza cruel, tirar-me?”
O cenário convergia sua visão àquele que implorava por respostas. A partir deste momento, tudo estava íngreme.
“Por que quando experimento da felicidade dada pelas Tuas mãos, tu a tiras de mim? Então, Pai Celestial, meu Deus, por que me concedeste a dádiva do amor se tinha em Tuas mãos, Pai, um fio amarrado em Teu mindinho para puxá-la de volta a Ti?”
As aves - com as penas caídas e descoloridas - aconchegaram-se no rapaz, que, naquele instante, com as lágrimas na mão e regando o chão com elas, era dominado pela mais intensa sanha.
Ele batia contra o chão; o campo soltava um gemido doloroso a cada vez que sofria, mas não se importava, pois aquele que mais lhe regou se sentia desconexo com aquele que lhe deu a vida.
“Diga-me, Senhor dos Céus, com qual objetivo Tu me sopraste com a vida? Fora para teres o luxo de me ver o sofrimento alheio?”
“Por qual razão, Deus, Tu, com um arsenal infinito de força, fazes da minha vida um grande paraíso para o Diabo?”
O campo, as aves e as árvores, todo o meio campestre derramava o gelo derretido de suas faces.
O jovem - ainda prostrado - prosseguiu com um longo silêncio.
Ele estava sem meio,
Enxugando as lágrimas, caminhou para longe.
Não se sabe em qual sege adentrou, mas que a razão não é mais aquilo que o tange.
Ele desmoronou sua estrutura no campo;
Este - gentilmente - enrolou-o num grande cobertor que lhe protegeria do frio que ali costumava a castigar.
As aves lhe beijaram o lábio;
As árvores, suor que escorria em seu olhar;
O campo, o braço que costumava regar.
O céu, cansado de tanto azul, se esvaiu.
Foi por ti que descobri que o amor é estonteante.
Inefável és tu, que fazes de mim um ser íntegro.
Doravante, não me deixes desacompanhado jamais.
Em meio ao turbilhão da vida, conceder-se o precioso instante de contemplação é um ato sublime. Que, ao olhar para o horizonte infinito, possamos redescobrir a arte de simplesmente existir, com a alma leve e o coração em paz, imersos na grandiosidade deste mundo que, com sua beleza serena, nos ensina a arte de viver.
O colonialismo não é uma máquina de pensar, não é um corpo dotado de razão. É a violência em estado puro, e só se curvará diante de uma violência maior.
Saudades do Rio
Agilson Cerqueira
O Rio Cachoeira já foi um pedaço do céu derramado sobre a terra. Suas águas corriam tão claras que o azul das manhãs parecia morar dentro delas. Entre pedras douradas pelo sol, a correnteza cantava baixinho, e os peixes deslizavam como versos vivos sob o espelho líquido do rio.
Nas margens havia música humana. O canto das lavadeiras se misturava ao bater da água nas roupas; os areeiros, com suas pás e seus animais, desenhavam o ritmo do trabalho; os pescadores conversavam com o silêncio das águas; e as crianças, livres de qualquer temor, mergulhavam antes mesmo de aprender o significado da palavra perigo. O rio não era apenas parte da cidade — era a própria infância respirando.
Eu me lembro do mergulho seguro. O corpo entrava na água como quem volta para casa. A correnteza nos envolvia com a ternura de um velho amigo, e, debaixo d’água, o mundo tremulava em transparência e luz. Havia cheiro de terra molhada, de mato fresco, de manhã recém-nascida. Tudo parecia eterno.
Lembro também dos jegues nas margens — Sobrado, Ponteiro e Arvoredo — companheiros silenciosos daquele cenário que hoje só existe inteiro na memória. O Sobrado caminhava com a imponência de quem conhecia o próprio valor; o Ponteiro era ligeiro e atento, sempre à frente; e o Arvoredo, com sua orelha quebrada pendendo para baixo, seguia devagar, como se tivesse aprendido a conversar com o tempo.
E como esquecer meu avô? Sua presença vinha junto com o cheiro do rio, com a vara de bambu nas mãos e o anzol unha-de-gato brilhando à luz da manhã. Quando o peixe fisgava, começava um pequeno balé sobre a água: a linha esticada, a vara vergando, o peixe riscando o espelho do rio numa resistência bonita, quase uma dança entre a liberdade e a captura.
Os pescadores voltavam com fieiras pesadas, com muitos peixes reluzindo ao entardecer. Os tarrafeiros lançavam suas redes como quem lançava esperança, e muitas famílias encontravam no Cachoeira o pão de cada dia. O rio alimentava corpos e também alimentava a dignidade.
Hoje, quando a estiagem chega, o leito parece respirar com dificuldade. Das águas cansadas sobe um cheiro triste, como se o rio tentasse expulsar a dor acumulada em tantos anos de abandono. O brilho desapareceu, os peixes se calaram, e as margens perderam a alegria das vozes que sabiam viver no compasso da correnteza.
É estranho sentir saudade de um rio que ainda atravessa a cidade. O nome continua o mesmo, o curso ainda insiste em seguir adiante, mas algo essencial se perdeu. É como olhar uma fotografia antiga desbotada pelo tempo: reconhecemos o contorno, mas as cores da vida já não estão lá.
Dentro de mim, porém, o Rio Cachoeira permanece cristalino. Ele corre intacto pelas lembranças de tardes intermináveis, de pés descalços na areia, de mergulhos sem medo e de horizontes que pareciam não ter fim. Na memória, suas águas continuam limpas, e talvez essa seja a última nascente que ainda não conseguiram poluir.
Ah, que saudade da vida do rio. Saudade do tempo em que a transparência das águas iluminava os olhos das crianças, amparava as lavadeiras, sustentava os areeiros e dava esperança aos pescadores. Saudade do meu avô à beira d’água, da vara de bambu apontada para o poente, e do silêncio dourado das tardes em que o Cachoeira parecia eterno.
Hoje, quando fecho os olhos, ainda escuto a correnteza chamando meu nome. E por um instante breve — tão breve quanto o brilho de um peixe saltando ao sol — volto a ser menino nas águas claras do rio que nunca deixou de correr dentro de mim.
.
Aquele que amou a tristeza jamais sofreu um única noite, pois, ao conhecer as cores compreendemos os tons do mundo.
Deus
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Às vezes te sinto
Às vezes não
Tu tens um cheiro tão memorável
Tu tens uma sensação tão marcante
Um azul tão belo
Uma voz tão bonita
Um branco tão puro
Um verde tão vivo
Um vento tão astuto
Um ar tão limpo
Me banho em teu sangue
Da sua água bebo
Da misericórdia usufruo
Por teu amor me apaixono
Hoje eu sofro
Amanhã serei santo
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**Escrito em 20/07/2026 às 17:50 em Curitiba, Paraná, Brasil**
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Autor: Gustavo Biazotti
Uma coisa é certa: Amor e carinho, podem sim curar um coração. Mas a indiferença, deixa o coração doente.
Wanessa Guimarães Z96
Ela era o tipo de pessoa que sentia medo de se machucar. Mas um dia, alguém lhe desafiou a fazer tudo aquilo que lhe dava medo.
E ela fez.
Se permitiu amar. Amando, conheceu a si mesma, e conhecendo a si mesma, percebeu que precisava somente dela para ser feliz.
Criou asas, e voou.
Wanessa Guimarães Z96
Não procuro mais a sorte de um amor tranquilo, e sim, a paz de um amor sincero. Pra minha vida quero o que é eterno, e pra ser eterno, tem que vir da alma.
Wanessa Guimarães Z96
Não saia por aí, contando seus sonhos, seus planos e projetos a qualquer um. Lembre-se que, nem sempre quem deseja a você felicidades, quer de fato de ver feliz.
Até o tolo é visto como sábio quando se cala.
Wanessa Guimarães Z96
'Um dia a gente entende que nem todo silêncio é castigo, na maioria das vezes é proteção e resguardo. As vezes a gente precisa calar, pra sabedoria poder agir. Tenho aprendido que o silêncio cura, e que falar demais perturba e machuca a mente. Aprendi que o tempo, também se cala pra renovar a vida da gente.'
Wanessa Guimarães Z96
Siga o curso da vida sem medo de mudar,
Há sempre um novo sonho esperando para brotar.
Como um rio que nunca deixa de seguir,
A esperança nos convida a sorrir.
Helaine machado
No palco aberto da vida a girar,
Cada manhã traz um novo atuar.
Entre cortinas de sonho e razão,
A gente aprende a seguir o coração
Helaine machado
Não carregue velhas dores nem deixe o medo decidir. Quem acredita no agora sempre encontra um novo sorrir.
A esperança abre caminhos onde a fé faz florescer. O futuro nasce no presente, esperando por você.
Tudo bem se hoje doeu, amanhã vai melhorar. Quem não desiste dos seus sonhos sempre encontra um novo lugar. Tudo bem, tudo bem, deixa o coração falar. O tempo cura as feridas e ensina a gente a sonhar.
Esqueça o passado, deixa pra lá,
quem vive de ontem não consegue sonhar.
Abre um sorriso, deixa o sol entrar,
o teu coração nasceu pra amar.
Helaine machado
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