Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Cada um vem ao mundo para ser feliz consigo mesmo, e não para atender às expectativas dos outros. Quando escolhemos compartilhar a vida com alguém, deve ser por amor, por vontade e pela alegria da companhia — nunca por necessidade.
As pessoas não se completam por serem metades, mas por serem inteiras. Elas se unem para dividir sonhos, alegrias e uma vida em comum, lado a lado.
Para saber se o que vivemos no mundo virtual é real, só há um jeito: o encontro pessoal. É no convívio que tudo fica claro. Um olhar confirma, um sorriso traz certeza, um carinho é verdadeiro. Ouvir ao vivo as palavras que antes só eram lidas, sentir o abraço e o tom da voz... É isso que transforma a ideia em algo concreto. A vida real dá o sentido verdadeiro para o que conhecemos pela tela.
Tem dias que tudo pesa. A mente não para, e a solidão aperta no meio da confusão. Todos querem um pedaço de você, mas ninguém parece enxergar a sua luta.
Para. Respira fundo. Você não é essa pressão toda. Você é mais forte. Cada pequena coisa que você faz é um passo importante para a sua vida. A paz que você precisa já está dentro de você.
E se alguém sumir? Se o silêncio machucar? A verdade é essa: sua força não pode depender de quem não está. A sua luz é sua...
Um beijo bom é certeiro, mesmo que escolha ser devagar. É generoso, úmido, uma entrega sem medo. É sem pressa, que ignora o tempo e se perde no escuro, já que os olhos estão fechados. É aquele que você não consegue parar. É o que prende a sua mente, sem deixá-la voar para outro lugar. E, no fim, é o beijo na pessoa que você ama de verdade.
Beijo ruim existe: sem sentimento, muito polido, cheio de cuidado, rápido, seco. Mas uma coisa é certa: são sempre duas pessoas que o deixam frio ou quente. Todo mundo pode beijar bem — é só encontrar a boca certa.
O tempo passou e muita coisa mudou. O coração muda, a mente muda. Um dia, tentei voltar ao passado, mas ele não me quis.
Do presente, recebi um convite novo. Aceitei. No meio dessa vida diferente, vi um sorriso novo — meu próprio sorriso, que eu não via há muito tempo. O tempo passou, mas agora ele me levou para um lugar melhor, mais calmo.
No futuro, um convite pra viver, pra começar outra vez. Aprendi que seguir em frente é o melhor caminho.
O tempo muda muita coisa...
"É verdade que muitos homens são oportunistas, mas saiba que o verdadeiro homem é um batalhador; a diferença está em que o primeiro aproveita as chances que aparecem, enquanto o segundo corre atrás da chance de ganhar o amor de uma mulher... Por mais que você goste de alguém, não deixe que as coisas aconteçam rápido ou de forma fácil, porque isso geralmente só leva à decepção; a verdade é que quanto mais difícil é a conquista, maior é o valor que se dá; não tenha medo de tornar as coisas um pouco mais desafiadoras. O homem que realmente gosta de você não vai desistir, pois não há nada mais recompensador do que conquistar o coração da mulher amada."
A mulher é toda carinho, finge fragilidade no meio da briga e da agitação. Elas não gostam de um ciumento que não amam, mas ficam bravas se o homem que amam não tiver ciúmes. É um sorriso quando tudo parece ruim. Ela é o amanhecer na grama verde e o anoitecer debaixo das estrelas. Ela é um cobertor quente. É vento forte, é furacão, quando ama então...
As paixões fazem a gente ficar maluco, fazem a gente dizer coisas das quais depois a gente se arrepende!
Em uma mesa de bar, um católico devoto debatia política com um amigo evangélico, enquanto uma senhora espírita ouvia atenta, ao lado de um praticante de religiões africanas, que exaltava a força de seus ancestrais. Um jovem budista tentava acalmar os ânimos. A discussão acirrou quando um empresário de direita defendeu reformas econômicas, sendo contestado por uma professora universitária de esquerda, que pedia mais investimentos sociais. No fim, todos concordaram: religião e política dividem opiniões, mas futebol e cerveja unem a torcida — principalmente na hora da saideira ou depois do apito final...
da vida!
Que esse seu sorriso tão bonito apareça muitas vezes pela vida. Que cada um deles deixe você maior por dentro, dando lugar para novos sentimentos e para que você se mostre mais para as coisas boas. Que cada um deles ajude a curar qualquer machucado que ainda exista, acalmando as lembranças tristes e trazendo paz ao coração. Que cada um deles traga uma luz que, mesmo que ninguém veja, tenha a força de deixar a vida mais leve, amolecendo os momentos difíceis e clareando os dias nublados. Que esse sorriso seja seu aconchego e também o seu jeito verdadeiro de cuidar do mundo.
Observe as coisas de um jeito novo: pense no que elas podem se tornar.
Uma grande causa do desânimo é achar, sem razão, que o futuro vai ser igual ao passado.
É mesmo difícil seguir em frente quando uma experiência anterior trouxe tanta decepção.
Mas a verdade é que a vida não precisa andar sempre em linha reta.
A qualquer momento, podemos mudar de direção.
Ah, coração
Quisera fosses apenas
Um pedaço assim
De pedra, giz ou carvão
Este, que bate em mim
Nada sente
O da alma é diferente
Esse me diz, todo dia
Meu poeta, eu não queria
Viver outra coisa além
Dessa singela poesia que fazemos
Nela, a vida pode não ser bela
Seguramente não é
Mas a gente bota o pé
Quase que seguro de onde pisa
E não precisa mais ninguém
Além de tu e de mim
Pois o mundo não é assim
Que nem a gente
Felizes, interagindo
Buscando um desfecho
Que não se arvore a ser perfeito
Também não precisa ser lindo
Desde que tenha alguma graça
E que faça algum sentido
Pra tu e pra mim
Pois o mundo não pensa assim
O avião que passa lá no céu, só voa
O trovão da tempestade é barulhento
A chuva molha e a vida é boa
Contigo aqui comigo, coração
A chuva é maravilhosa
O trovão da tempestade, ecoa
A vida, flutuante, pega carona
Numa corrente de vento
O avião que voa, sobrevoa um mar de rosas
Mas não vimos nada disso
Porque estivemos desatentos
Tentando enxergar poesia
Onde a luz do dia iluminava
Uma parede de concreto
Uma cidade reta
A flora de ervas daninhas que aflora
Pra glória de quem deseja
Que tu e eu também vejamos
O quanto este mundo seria bom
Se todos os corações apenas
Se comportassem
Como pequenos pedaços
De pedra, giz ou carvão.
Edson Ricardo Paiva
O que achei depois da ilusão
Esta não é uma carta de prosperidade.
Não é um relato de vitória.
Não é uma narrativa otimista construída para convencer alguém de que tudo acontece por uma razão ou de que, no final, tudo ficará bem.
Não sei se ficará.
Escrevo de um intervalo.
Um espaço estranho entre quem fui e aquilo que ainda não sei nomear.
Durante muito tempo acreditei que estava vivendo minha própria vida.
Hoje suspeito que apenas executava uma sequência de instruções herdadas.
Estude. Trabalhe. Produza. Conquiste. Resista. Suporte.
E eu suportei.
Suportei tanto que transformei o peso em identidade.
Passei a admirar minhas cicatrizes mais do que minhas necessidades.
Confundi exaustão com virtude.
Confundi utilidade com valor.
Confundi sobrevivência com existência.
Fui o homem que carregava.
O homem que resolvia.
O homem que seguia.
O homem que sempre encontrava uma forma.
Mas ninguém me perguntou se eu ainda queria carregar aquilo tudo.
Nem eu.
Talvez porque algumas perguntas sejam perigosas demais.
Elas não derrubam apenas respostas.
Derrubam estruturas inteiras.
Então o abismo apareceu.
Não como um monstro.
Não como um inimigo.
Mas como um espelho.
E pela primeira vez percebi algo perturbador:
eu não estava com medo do abismo.
Estava com medo do que descobriria sobre mim ao olhar para dentro dele.
Porque durante anos me tornei especialista em observar o mundo.
Analisei sistemas.
Pessoas.
Comportamentos.
Estratégias.
Falhas.
Mas havia uma região inteira de mim que permanecia interditada.
Uma caverna onde escondi desejos.
Medos.
Raivas.
Carências.
Sonhos abandonados.
Partes de mim que não cabiam na narrativa do homem forte.
E quando aquela porta começou a abrir, tudo entrou em conflito.
A carreira.
Os relacionamentos.
As crenças.
A espiritualidade.
A identidade.
A própria ideia que eu tinha sobre quem era.
Descobri que saber meu nome não responde quem sou.
Saber meus gostos não responde quem sou.
Saber meus objetivos não responde quem sou.
Nem mesmo minhas conquistas respondem.
Porque existe um ponto da existência onde o currículo perde valor.
Onde a performance social perde força.
Onde os títulos deixam de explicar a alma.
E foi exatamente ali que me encontrei.
Ou talvez tenha sido exatamente ali que me perdi.
Ainda não sei.
Só sei que algo morreu.
Não fisicamente.
Mas simbolicamente.
Morreram versões de mim que eu jurava serem definitivas.
Morreram certezas.
Morreram personagens.
Morreram narrativas que me mantiveram funcional por anos.
E quando a poeira baixou, restou apenas o silêncio.
Um silêncio pesado.
Incômodo.
Sem promessas.
Sem aplausos.
Sem distrações.
Foi então que percebi que minha solidão não era ausência.
Era convocação.
Ela não queria me punir.
Queria conversar.
Queria que eu sentasse diante dela sem telefone, sem trabalho, sem justificativas e sem fuga.
Queria me apresentar a alguém que passei anos evitando.
Eu mesmo.
E essa conversa continua acontecendo.
Nem sempre de forma gentil.
Nem sempre de forma bonita.
Às vezes ela chega como revolta.
Às vezes como vergonha.
Às vezes como tristeza.
Às vezes como uma pergunta simples que destrói uma semana inteira:
"Se ninguém esperasse nada de você, quem você escolheria ser?"
Ainda não tenho a resposta.
Mas pela primeira vez parei de fingir que tenho.
Hoje compreendo algo que antes me ofendia:
a consciência tem um preço.
Toda visão ampliada dói.
Toda lucidez cobra.
Toda verdade exige espaço.
Porque enxergar não é ganhar conforto.
É perder ilusões.
E nenhuma ilusão abandona o palco sem resistência.
Por isso não escrevo esta carta como alguém que venceu.
Escrevo como alguém que despertou.
E despertar não é um momento glorioso.
É um processo brutal.
É perceber que algumas das grades eram feitas pelas próprias mãos.
É descobrir que parte do sofrimento vinha das correntes que chamávamos de identidade.
É admitir que certas escolhas eram abandono disfarçado de responsabilidade.
Hoje caminho sem muitas respostas.
Mas com menos mentiras.
E isso precisa bastar por enquanto.
Não sei exatamente quem me tornarei depois desta travessia.
Mas sei quem não consigo mais continuar sendo.
Talvez esse seja o verdadeiro começo.
Não a certeza.
Não a paz.
Não a iluminação.
Mas a coragem de permanecer acordado enquanto tudo aquilo que era falso desmorona.
E continuar olhando.
Mesmo quando o abismo devolve o olhar.
A compensação emocional compõe uma província ilusória em nossa geografia íntima, um território cujas fronteiras desenhamos usando a argila pesada do pertencimento. Muitas vezes, erguemos essa topografia movidos pela urgência da aceitação ou por um senso mecânico de crescimento, preenchendo o papel com rotas que são, na verdade, decalques exatos dos sonhos alheios.
Contudo, reconhecer a existência desse continente de expectativas herdadas — e tateá-lo com a lucidez de uma vulnerabilidade consciente — é um ato de profunda integridade íntima. É essa clareza nua que nos devolve a pena e o compasso, concedendo-nos a permissão vital para adentrar o espaço virgem do nosso próprio mapa, onde as coordenadas finalmente obedecem ao silêncio e à nossa verdadeira razão de existir.
Queria viver um sorriso tão lindo quanto aquele que inventei nas memórias da minha mãe.
Um sorriso que talvez nem tenha acontecido exatamente assim, mas que minha alma precisou criar para continuar acreditando na ternura.
Queria sentir algo tão glorioso quanto o abraço que imaginei ganhar do meu pai no dia da minha formatura. Um abraço inteiro, sem pressa, sem dívida, sem ausência. Um daqueles abraços que dizem, sem dizer: “eu vi você chegar até aqui”.
Queria um colo com gosto de lar.
Um lar com aroma de lavanda, janelas abertas para a paz, silêncio criativo repousando no canto da sala e uma playlist que parece não ter fim, como se o tempo tivesse decidido parar só para me deixar respirar.
Talvez eu não queira luxo.
Talvez eu só queira presença.
Um lugar onde a alma não precise se explicar tanto. Onde o coração possa tirar os sapatos, pousar suas guerras no chão e existir sem pedir licença.
Talvez eu só queira, por um instante, viver dentro da beleza que um dia precisei imaginar para sobreviver.
O primeiro som que sucede o silêncio não deve ser um estrondo, mas uma pulsação. A verdadeira paz não exige a imobilidade de quem respira; ela apenas pede que o movimento não seja uma fuga, mas um ancorar contínuo. Ao atravessar as cortinas recém-abertas, o cenário que se revela não nos apressa. Ele exige presença. É na cadência minuciosa dos passos, no atrito suave da sola contra o cascalho da própria jornada, que a identidade deixa de ser uma ideia no espelho e passa a ser o chão que pisamos. O silêncio nos ensinou a olhar para o centro; agora, o ritmo nos ensinará a caminhar a partir dele.
Minha alma sangra,
e meus olhos transbordam a dor.
Cada respirar é um lamento,
e cada toque machuca como cortes profundos.
Saem flores dos meus olhos e boca,
cuspo sangue que se transforma em rosa.
Tão indiferente…
Tão… vivo?
Mesmo com medo,
mesmo no escuro.
Como respiro?
As pétalas cortam tão fundo.
É como se fosse o preço que devo pagar.
Tentei ser a rosa do seu solo infértil.
E virei uma planta sem espinhos.
Você arrancou meus espinhos só pra me ver murchar?
Tentei te dar o meu tudo,
dei o meu melhor…
E quando minhas pétalas caem;
é como se eu estivesse morrendo.
“Um espaço pode impressionar os olhos.
Mas só uma experiência é capaz de tocar a alma.”
— Daugliesi Giacomasi Souza
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