Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Que nunca desperte em mim o sentimento de inveja.
Por alguém de sucesso, que eu prossiga inspirada
em alcançar o meu ideal.
Agora que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo vou tentando te encontrar...
São seis horas da manhã e eu tenho que lhe contar algo. Sério, você não vai acreditar no que eu tenho para lhe dizer. Está chovendo forte, tem um vento frio que traz os pingos gelados para perto da gente. Eu abri a janela para espiar e o barulho da água rolando no telhado ficou mais alto, muito mais alto, tão alto que fiquei com medo. Sabe aquela chuva que vem com força, parecendo querer lavar a cidade? Então. Está um pouco mais forte que isso. Ainda não amanheceu, acho que esse tempo molhado atrasará a claridade do dia. Eu fiquei olhando para o céu por alguns minutos e me deu uma vontade louca de sair na rua e ser lavado por essa água congelante. Está frio, muito frio. Mas eu fui. Sério, eu fui. Eu abri a porta e saí de casa. É, eu disse que você não acreditaria. Eu sou louco, mas você sabe disso. Você me conhece tão bem sem nem ao menos saber da minha existência. Lá fora, o vento levou meus cabelos para trás e eu fechei os olhos resmungando. Meu rosto estava completamente molhado, senti como se estivesse colocando a cabeça dentro de um congelador. Eu fiquei parado ali perto da grade que fica na frente do quintal olhando para o calçamento da rua que parecia estar resvalando. Sei lá, deu vontade de abrir o portão e dar uma volta. A água vinda dos céus continuava mantendo a temperatura do meu corpo um pouco baixa me fazendo tremer. Você acredita que eu saí portão à fora? Sim, eu saí. Estava escuro, estava chovendo e o frio deixava minha boca roxa. Eu fui até a esquina que tem aqui perto e sentei naquele degrau que eu costumava sentar sozinho há alguns anos atrás. Eu me senti tão sozinho. Minhas roupas estavam totalmente encharcadas e eu continuava tremendo. Não havia nada na rua, nem carros, nem pessoas. Estava tudo deserto. Foi nessa hora que eu fechei meus olhos e pensei em você. Eu não lembro muito bem o que veio à mente, parecia que eu havia me desligado do mundo e entrado na inconsciência. Eu estava com tanto medo. Medo de ficar assim por muito tempo, medo de ser engolida por essa solidão sombria que se perdia no escuro chuvoso da noite. Mas eu vi o seu sorriso. Eu juro que vi. Eu gritei o seu nome na minha mente e você sorriu. Você sorriu para mim. Acho que eu sorri também. Não sei, não lembro, não tenho muita certeza, mas eu senti uma gota quente escorrer pelo meu rosto em meio a água da chuva que me banhava. Sabe, eu senti um aperto no coração. Dá para acreditar? Eu sempre fiz de tudo para ser forte e vencer o meu maior medo sem precisar de ninguém, mas agora eu me encontrei preso em uma gaiola feita de um material muito brusco e forte, eu me encontrei aqui chamando o seu nome. Eu sinto minhas forças irem embora e eu finalmente estou precisando de alguém. Mas não é um alguém qualquer. É você. Eu acho que fiquei ali sentado por uns dez minutos olhando para o nada e ouvindo a sua voz cantando para mim dentro da minha cabeça. Você cantava a nossa música, aquela que me acalma, aquela que você sabe que pode ser usada como antídoto. Você sabia o que cantar porque você me conhece. Você me conhece tão bem sem nem ao menos saber da minha existência. Você me conhece porque nós dois somos um só. O vento aumentou sua velocidade me despertando da fantasia e me forçando a mover meus pés de volta para casa. Demorei um pouco para entrar, fiquei no quintal, perto da minha janela, pensando um pouco mais em nada. Acho que era disso o que eu precisava: viver o irreal. Eu não sei por que eu saí de casa, nunca me dera essas crises loucas antes, eu posso ter pego um resfriado, sei lá, daqui a pouco vou começar a tossir. Mas a chuva, a água que congelava meu corpo, era amena. A água que limpava a cidade, escorria pelo meu corpo tentando levar toda a dor que me habita. Era irreal. Eu juro para você que era. Parecia algo do além, algo curável. O banho quente que eu tomei depois foi como um choque no meu sistema. Eu acordei. Não foi nem um pouco parecido com o momento em que o vento acelerou e me fez voltar para casa, foi algo muito mais que isso. Eu acordei do irreal. Daquela chuva, daquele frio, daquela coisa do além que supostamente tentou levar minha dor embora. Sua voz sumiu da minha mente. Você não cantava mais, você não estava aqui. Eu fiquei sozinho e assustado de novo. Eu continuo precisando de você, eu me rendi, eu admiti que não sou forte, eu gritei. Eu fiz o que pude. Você não ouviu, não me notou. Talvez você fique tão espantada com tamanha loucura que eu obtive de sair por aí sozinho e não se convença. Mas eu disse lá no início que você não iria acreditar no que eu tinha para lhe dizer. São seis e dez da manhã e o céu continua escuro, o barulho da chuva ainda está alto e a janela continua aberta. Eu olho para a água caindo lá de cima e lembro da sensação estranha que eu senti há trinta e cinco minutos atrás quando as gotas bateram no meu corpo e eu estava sozinho pensando em você. Você é minha única saída, é a única pessoa que pode me ajudar. Você está com o pouco de força que ainda me resta. Você pode desacreditar disso também, mas só você pode espantar o medo e a dor que habitam meu coração.
Hoje eu preciso ouvir qualquer palvra tua, qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria, em estar vivo.
Eu nunca vou conseguir falar de você. Para ninguém, ninguém. Eu posso até dizer umas coisinhas aqui, outras ali, posso até dizer que você é lindo, me faz um bem danado, etc. Mas dizer sobre você, sobre quem você é pra mim… nunca. Porque eu tenho essa coisa estúpida de não conseguir falar quando fico nervosa. E aparecer uma enxurrada de lágrimas na minha visão. E parecer que existe uma bola de pelo na minha garganta. Fica tudo uma merda. E eu nunca vou conseguir falar de você por causa disso. Porque eu fico nervosa, choro, sinto saudade, paixão acumulada, desejo, instinto de proteção, carinho, ciúme e amor. Isso tudo só de pronunciar as sílabas do seu nome.
Eu não entendo como você pôde vir até aqui,
mudar totalmente a minha vida,
depois desistir de me fazer sorrir
e partir assim, sem nem ao menos olhar para trás
Enfiou as tuas mãos em meu coração
e retirou tudo o que me faz feliz
Agora meu peito está tão vazio
que perdeu toda a força e a fé em dia melhores
Bial, eu também sei voar!
É Bial!
Quantos você já fez sonhar?
Eu sei, eu também já sonhei com teus sonhos...
Com a tua realidade, já pude voar.
Bial, será que é errado sonhar e fazer alguém se tornar tão grande assim?
Creio que não, fazer alguém ficar grande é tão bonito, não é!
E Confiar
Ah!
Como é bom crer que somos grandes
Nem que seja por um momento!
E o teu coração Bial parece ser tão bonito!
Finito.
Eu não sei contestar
Senão...
Como poderia sair frases tão lindas
No tom de:
Raios de luar
Nuvens de algodão
Arco-Íris
Canção de ninar
Céu azul
Pássaros azuis voando contentes
E os problemas se derretendo como balas de limão
Sonhos se tornando realidade.
Verdade!
E os guerreiros dos teus sonhos!
Eles têm coração!
E os leões de prata, não são de lata.
E os espantalhos têm coragem!
Só você consegue acreditar.
Como pode alguém duvidar
Se pássaros azuis podem voar
Acima do Arco - Íris
Porque pessoas também não podem sonhar?
Vou fazer um pedido a uma estrela cadente
Para que pensem numa coisa bem boa
Que eles ainda nem viram
E os sonhos que eles ousam sonhar
Se tornem realidade
E lá, acima do Arco-Íris, eles também poderão me encontrar
Por que eu também sei voar.
Bial!
15/04/2011
Direitos Autorais de Iria Salete Horn e Denise de Lima Este artigo está licenciado sob a GNU Free Documentation License. Usa material do artigo da Iria Horn "".
Aonde mandar eu irei, seu amor eu não posso ocultar, quero anunciar para o mundo ouvir que Jesus é o nosso Salvador.
Senhor.
Nas tuas mãos está a minha vida.
Nas tuas mãos está o meu existir.
Tu sabes que eu só quero,
ser amada.
Quando estou de joelhos,
e olho para ti...
Vejo como sou pequena e fraca.
Vejo a tua grandeza... A tua humildade....
A tua simplicidade.
Eu não sou nada,
se tu não me amasses.
Seja feita a tua vontade e não a minha.
Foi então que eu resolvi, já que não poderia ser a mais gostosa por uma questão de nascimento, ... nem a mais inteligente por uma questão de preguiça, ... ser a mais estranha e a mais engraçada. Hoje eu sou assim, estranha e engraçada.
Eu me transformaria numa ponte de pedra que resistiria a 500 anos de vento, 500 anos de chuva e 500 de seca, se preciso fosse; para esperá-lo cruzar o rio.
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