Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Pandemia
E eu continuo batendo na tecla de que o bom seria escrever só sobre o belo, o que nos alegra e conforta o coração, falar de coisas leves... das borboletas... das flores... de sons e sabores maravilhosos mas...
Os dias estão aí para mostrar que há o outro lado...
dias maus...
o mundo parece estar estilhaçado - já escrevi isso outro dia... parece que faz tanto tempo.... mas foi mais ou menos anteontem.
e quando escrevi pensei: o fim dos dias maus está logo aí...
e esse logo aí que não chega.
notícias de morte não param de chegar... Covid... mortes de causas naturais... acidentes... e, ainda, há aqueles que tiram vidas... como está comum isso. Não quero me acostumar a abrir o Whats de manhã e achar normal que mais alguém... ou mais alguéns se foram...
mas quem sou eu?
nesse Universo enorme... sou um pontinho tão pequenininho, só não sou invisível porque sou visível... mas me sinto invisível... e jogada de lá pra cá ao sabor das ondas... faz tempo que não sinto meus pés pisando o chão com segurança.
tanta coisa empacada. Até planos que eram tão comuns fazermos, hoje parece que não há lógica em fazê-los. Nossas vidas, nossas decisões, nossos futuros - nada está sob nosso controle.
na verdade sei que é meio ilusão achar que minha vida pode estar totalmente em minhas mãos... que quem tem bem forte preso nas mãos o timão sou eu... não é bem assim, né?
mas eu tinha a ilusão e isso já me ajudava bastante... ter ilusão... era um sentimento que me ajudava bastante... acho que isso é uma grande ilusão... também.
e fim... por hoje.
Cuide-se... use máscara... evite aglomerações... lave muito bem as mãos... e vamos que vamos ❤
Longínquo tempo
Longínquo tempo.
A neve cobria a estrada.
Meus passos ficavam marcados.
Eu andava apressado.
Corria e ria…
Não sentia o frio que cortava meu rosto e mãos descobertos…
Não importava se era o frio da neve ou o calor do deserto.
Tinha você por perto.
Hoje estou só.
Não chove, nem venta.
Não neva também.
As ondas espreguiçam-se languidamente pela areia…
Uma vela lá longe tremuleia…
Ando.
Vagarosamente.
Não deixo marcas na areia.
A água do mar se encarrega de tudo apagar.
Não quero mais marcas.
Comecei a ter medo.
Já não sorrio… não rio mais.
Minha alegria ficou perdida há tanto tempo…
Minha alegria está tão lá atrás.
Há um tempo iniciei a saga de esconder…
E assim, confesso, tenho conseguido sobreviver.
Sombra
A sombra que me acompanha.
Às vezes à minha frente está...
Antes do que eu, quer a qualquer lugar chegar.
A sombra que me acompanha
Às vezes atrás de mim está
Chega sempre depois de mim onde estou a chegar.
Se eu corro
Minha sombra corre também.
Se devagar estou a caminhar...
Minha sombra em passos lentos a me acompanhar.
Às vezes ela se apaga... sem nem mesmo querer... sem nem mesmo me dizer.
Noutras... nem o vento mais forte consegue fazê-la desaparecer.
Sombra sombria.
Sombra na alegria.
Sombra nos momentos de dor...
E, como não poderia deixar de ser...
também sombra nos momentos de amor.
Meu amor
Ele tem uma voz que me encanta.
Suave, macia a me envolver...
Eu ficaria de lunes a domingo só a sua voz a escutar...
Oh como é bom ouvi-lo falar o quanto ele gosta de me amar.
No início... um amor tímido.
Não se fazia chamar a atenção
Foi num crescendo com o passar do tempo
Conquistou ele todo o meu coração.
Hoje, meu amor...
A vida não pode mais transcorrer
Se do meu lado não estás a viver.
Viver... qual é a graça?
Busco o tempo todo e em todo lugar
Algo que me explique o que estou eu a fazer neste meu viver.
Qual o sentido da vida?
Madrugadas de sono perdidas...
Alucinada busca de algo que sentido faça...
De viver e no fim de tudo morrer... diga-me: qual é a graça?
Memória
Na contramão da História eu me desencontro.
Depois de tantos passos… colisões, trombadas e encontros…
A essência do que sou vem à tona.
Ainda falta muito para o fim da maratona.
Corrida maluca contra o tempo.
Tempo que passa depressa.
A vida se faz de momento em momento.
Não aguento…
Não sei do amanhã absolutamente nada
O que me aguarda?
O que vem depois da próxima curva?
O que me acontecerá na próxima batida?
O que me trará o amanhã?
Mantenho a guarda.
Gerencio minha emoção…
Na mão e na contramão…
Que mistério será a vida?
Finjo
Enquanto isso eu finjo que vou... faço de conta que nada mudou... não preciso mais fingir sorrisos... estão eles escondidos.
Mundo perdido?
Há uma guerra se travando por aí... há tanto ódio sendo destilado... em inseguranças estamos banhados.
Guerra externa: indivíduos contra indivíduos que nem se conhecem... sim, sabem que existem... pelas redes sociais. Poderosa essa rede: enredou-nos. Por mais que tentemos nos desenredar, ela está bem aí a nos abocanhar. Já tentei dessas cordas me desvencilhar, mas - tenho certeza de que você também já tentou se deletar desse mundo invisível, cansada de tela do computador... onde se vê tanta gente sempre, mas incapaz de ver a dor... até porque quando em frente à tela, somos todos amor.
Guerra interna: coração no peito apertado... desolado. Vamos exatamente pra que lado? Sensação de ondas do mar de um lado pra outro a nos jogar. Viemos à tona... pra logo em seguida afundar... mal dá tempo pra um respirar.
E assim vamos seguindo. Fingindo.
Uma hora tem que acabar. Uma hora o vendaval vai se acalmar. Uma hora vamos recomeçar: num caminho de flores, num mundo só de amores, numa vida cheia de cores.
Por enquanto é cinza... muitos tons de cinza.
Acalma teu coração enquanto espera... espera enquanto finge... finge enquanto espera... e finge que não finge.
Ah! e lembra: nunca ninguém disse que seria fácil... só que, sem Deus,
certamente é bem mais difícil.
"Why are you so paranoid?
Don't be so paranoid
Don't be so
Baby don't worry bout it
Hey there don't even think about it
You worry bout the wrong things
The wrong things [...]" (Paranoid (feat. Mr. Hudson)
Kanye West)
Rosangela Calza
Tudo passa... ou não.
Eu leio a Bíblia... e você me diz `Sinto muito, eu não leio... é muito complicada`. E eu digo: `Ao menos tente, experimente... quem sabe!!'
E você acena afirmativamente com a cabeça.
E eu espero, torcendo pra que aconteça.
E o tempo passa, você por mim mil vezes passa... mas pelo seu olhar, acho que nem passa pela sua cabeça sobre a Bíblia conversar.
E eu fico a esperar... e com Deus a conversar... e o tempo a passar.
Um dia uma decepção, noutro uma desilusão, noutro uma perda inestimável, noutro um doença quase incurável...
E eu a esperar... e o tempo a passar.
E eu com Deus a conversar... torcendo pra você O encontrar... ou Ele te (sei, tô misturando as pessoas verbais, beleza, o texto é meu e eu escrevo do jeito que quero) resgatar...
E o tempo a passar.
E você cada vez mais fugindo do meu olhar... e eu a esperar.
Esse dia nunca vai chegar?
...
E o tempo passa... e um dia você por mim passa e diz que passou a ler a Bíblia, mas continua tudo igual, tudo nebuloso, nada passou do negro pro branco... que eu havia insistido tanto... pra você tudo negro continuou... o mundo um lugar muito perigoso.... é o que passei a ver em seu olhar.
"Nós dois lemos a Bíblia dia e noite, / mas tu lês negro onde eu leio branco" (William Blake).
Será que é mesmo assim?
O mundo em que vivemos... ou
o mundo em que morremos?
Você sempre pensou que estava vivendo - e eu também - mas acho que na verdade estamos todos morrendo...
O Relógio Astronômico de Praga - montado na parede sul da Câmara Municipal, na Cidade Velha, na Praça da Cidade Velha - tem um monte de coisa pendurada nele... Bem, não dá pra chamar de 'coisas' os detalhes arquitetônicos maravilhosos nele - detalhes dignos de nota..
Um desses detalhes é o mostrador do lado direito representado pela morte... e foi aí que eu pensei: é estamos morrendo.... é a morte a rainha deste mundo, deste tempo... do meu tempo, do seu tempo.
Está lá a morte com uma ampulheta na mão marcando o tempo que passa... pra mim e pra você. E cada vez temos menos tempo... você e eu.
A mudança da hora neste relógio é antecedida por um show. A demonstração é iniciada com a estátua da morte virando sua ampulheta... depois segue-se a Caminhada dos Apóstolos...y otras cositas mas...e no fim o galo canta...
porque alguém... ou algo... tem de cantar... não é?
Talvez a morte tenha o seu lado bom e já está querendo mostrar... talvez... só talvez :)
Desequilíbrio
Palavra de ordem: individualidade.
Eu e eu. Isso é o mais importante de tudo. Uma relação comigo mesma completamente sólida, um eterno monólogo - graças a Deus (os outros não têm nada a dizer - nada realmente importante, nada que faça diferença).
Ah! mas me mantenho conectada - internet, graças a Deus. O mundo virtual... tão (ir)real... tão ao alcance de minhas mãos.
Valores? Sólidos ou líquidos? Líquidos, né? Afinal tudo é descartável.
Vítima? Não, claro que não. Produto da evolução. E como sou líquida, conformo-me às situações, adapto-me às circunstâncias.
Novo cenário. Ultrapassada eu? Jamais!!
Claro, nada de generalizações, já que não sou burra.... há exceções, sempre as há.... nem todos são assim, nem sempre eu sou assim... ou assado... entendeu?
E você? Opta pela individualidade ou ainda encontra dentro de si resquícios de solidariedade? Há equilíbrio no seu desequilíbrio?
Eu sentiria o sentimento mais puro. Te encontraria num mundo mágico. Encontrar-mos-nos iriamos a cada correr da luz. Te faço sentir-se vivo. Venha até a mim, Juntos entraremos num exctase de harmonia. Teremos uma overdose de amor. Entender, Tu não entenderá, Tamanha alegria que irá encontrar.
O tempo me perguntou no que estou pensando, Eu disse a ele que penso que viver seja muito mais do que existir. Certas vezes não so penso como também vivo exatamente da forma que penso que seja alem de existir...
Sensiblidade por aqui aflora... sim! Talvez eu seja da época do romantismo brasileiro... Talvez Machado e eu trocamos inconfidencias... Sim, talvez seja por isso que sinto meu coração pulsar e clamar...
Desculpe se eu não mais lhe reconhecer, é que apaguei todas as lembranças que me aproximavam de você.
Desculpe, mas já não mais tenho tempo pra disperdiçar com sua presença.
Perdoe-me, mas cortei todo o inútil; E veja só, Você fazia parte!
I'm sorry!!!
[...] e eu não me importo em ouvir dos demais que me encontro em estados inoperantes... Eu bem sei o que desejo. Desenvolvo meus intuitos no tempo em que melhor me couber. Em observancia concluo que mudanças devem ser constantes. Pois, então, Dissolvo com respeito ao meu querer.
Não, eu não. Ahh... Não me prestarei a tamanha hipocrisia. Desculpe, mas passei noites em claro em sua companhia. E agora vc vem com meias palavras, com silêncio me rodea. Desculpe, mas terei que dispençar as "entrelinhas".
Desculpe o auê, é que se eu olhasse nos teus olhos talvez eu pudesse desfalecer, e eu me lembro que em milhares de segundos atrás eu citei que:
Bem, Acho que consigo ser forte. Acho que não irei desfalecer quando aos seus olhos novamente encontrar.
Se tratando do amor, a lógica foge da realidade e quando se está em fase de cura, uma recaída é mais fácil do que aparenta!
Adoro viver momentos em que eu jamais imaginava viver, e ainda vivenciando eu acho estranho... é legal quando a ficha não cai... : )
Todos os dias eu levava rosas para perfumar o casebre em que estivesse necessitado... Hoje, Não que seja vontade de retribuição; mas gostaria que o mesmo me fizessem. Existem momentos em que necessitamos de reciprocidade ou até mesmo de gestos similares!
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