Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
Talvez...
Talvez eu viva em mundo só meu e não perceba o que acontece em volta de mim...
Talvez eu seja nada por aqui, ou eu seja sim, algo importante para alguns ou outros,
Talvez um dia eu ame alguem... ou não
Talvez eu escreva um livro, uma musica ou uma poesia
Talvez eu descubra quem sou, ou morra tentando até que chegue o momento que eu não saiba de mais nada...
Talvez você possa sorri pra mim, ou me odei o resto da vida.
Quanta infantilidade eu criei sem perceber e por isso me fez afastar das pessoas que julguei erradas pra mim.
Não me julgue! Pois se tudo que fiz foi mais por impulso do que sabedoria...
Não me olhe com pena... não sou tão fragil
Também não me substime... não sou tão forte!
Talvez eu minta,
Talvez eu traia,
Talvez negue que ja amei alguem... mas na verdade eu acho que não amei...
Talvez você não me entenda... então me desculpe por...
Talvez tentar.
Ode ao Burguês
Eu insulto o burgês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!
Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!
Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
“_ Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
_ Um colar… _ Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!…
Se você deixasse tudo de lado, por cinco minutos, e escutasse tudo que meus olhos têm a dizer, eu diria tudo em silêncio, sem precisar falar.
Eu te perdoo pela palavra não dita
Refugiada na solidão dos teus lábios
Entre os beijos que amordaçaste
Eu te perdoo pelo carinho adiado
Tatuado na insônia do teu corpo
Entre os sonhos que não dormiste
Eu te perdoo pelo olhar aflito
Desenhado no deserto do teu rosto
Entre os gritos de silêncio que guardaste
Eu te perdoo pelo abraço apenas imaginado
Sonâmbulo a ansiar o calor dos meus braços
Entre os luares que teus olhos apagaram
Eu te perdoo por sufocares teus desejos
Exilando-os na penumbra do teu coração
Entre os invernos perenes da tua alma
Eu te perdoo pelas vezes que te esperei
Quando teus passos emudeceram
Entre as fronteiras dos teus limites
Eu te perdoo pela tua renúncia
Por amontoares teus sonhos em gavetas
Entre tantos outros estilhaçados pelo tempo
Eu te perdoo por te perderes de mim...
" ALGUEM QUE TE FAZ SORRIR "
Eu nunca consegui saber diferenciar
Não querer com não mais sentir
Não merecer com não mais amar
E hoje eu estou aqui
Sem ter lugar pra ficar
Escrevendo canções pra que
Você possa escutar
Com outro alguém do seu lado
Alguém que te faz sorrir
Alguém que vai te abraçar
Quando a escuridão cair
Te impedindo de me enxergar
E eu que hoje estou aqui
E pra sempre vou ficar
Segundos antes de dormir
De mim você vai lembrar
Mas se ainda existir dentro de você alguma esperança, eu preciso demais que você me abrace e me faça sentir aquilo novamente. é fácil, basta você querer, eu ainda quero tanto.
Eu rio, você mar
Eu gosto de MPB
Você é Flamengo
Eu prefiro saber por quê
Você deixa com o tempo
Eu toco violão
Você adora uma micareta
Eu presto atenção
Por favor, não me esqueça
Você pula sem medo
Eu piso no chão
Você diz que é segredo
Eu seguro a sua mão
Você sabe o que quer
Eu quero o que sei
Você me despersou
E eu me embriaguei
Você me olha um instante
Eu rio, você mar
E isso é o bastante
Pra eu escolher sempre te amar
Sei, mais do que eu quis,
Mais do que sou, e sei do que sei
Só não sei viver, sem querer ser
Mais do que sou
E o fato é o ato da procura
E a cura não existe só
E o que era certo eu descobri
Nem sempre era o melhor
Abri os olhos, não consigo mais fechar
Assisto em silêncio,
Até o que eu não quero enxergar
Não sei afastar
A dor de saber que o saber não há
Só não sei dizer
Se esse meu ver se pode explicar
Enquanto eu penso tanto
entendo que é mais fácil não pensar
E o que era certo
eu aprendi a sempre questionar
Abri os olhos, não consigo mais fechar
Assisto em silêncio,
Até o que eu não quero enxergar
Sei, mais do que eu quis,
Mais do que sou, e sei do que sei
Por mais triste que eu estive, nunca deixei de sorrir, por mais feliz que estive, nunca deixei de chorar.
Não tenho medo de viver sem você, eu tenho é medo de me desapaixonar. Se isso acontecer, por quem eu vou sofrer? de quê eu vou escrever?
Eu só te peço uma coisa: Pare de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe. Somos todos culpados, se quisermos. Somos todos felizes, se deixarmos.
Eu já entendi que você entende, pois se você não tivesse entendido não entenderia que você teria entendido para ser explicado antes de você entender.
Às vezes as mentiras também ajudam a viver...
Talvez para meu filho eu também tenha que mentir para enfeitar os caminhos que ele um dia vai seguir...
Mas nesta época eles dançavam pelas ruas como piões frenéticos e eu me arrastava na mesma direção como tenho feito toda minha vida, sempre rastejando atrás de pessoas que me interessam, porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante pop pode-se ver um brilho azul intenso até que todos caiam no "aaaaaaaaaaaaaah!" Como é mesmo que eles chamavam esses garotos na Alemanha de Goethe?
Eu confio em ti;
Mesmo se as estrelas deixarem de brilhar,
Mesmo se secarem as águas do mar,
Mesmo se o sol não aquecer.
Eu confio em ti;
Mesmo se o meu coração não quiser amar,
Mesmo se a minha cabeça não pensar,
Mesmo se um sonho lindo morrer,
Eu confio em ti;
Mesmo se a chuva cair sem parar,
Mesmo se nuvens no céu não se formar,
Mesmo se o arco-iris não aparecer.
Tal vez...
Eu não sei,
porque tem que ser assim.
Mas sei...
Que tudo vai passar!!!
Sempre que precisar de mim, estarei aqui para lhe acalmar e dizer que tudo vai ficar bem... Mas eu também preciso de alguém que faça isso por mim.
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