Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi
"Eu sou só o palco em que desfilas.
Eu sou a escuridão, para que você seja a luz que brilha.
Serei palavras soltas, para que meus pedaços você os una e recite poesia.
Serei tristeza, para que sejas alegria.
Serei a carne, para que me sangre com sua lâmina fria.
De bom grado, serei a morte, para que sejas vida.
Serei a seca, para que você seja a chuva por sobre as pradarias.
Farei-me efêmero, para que tu se eternize em minhas escritas.
Entre modas, sonhos de bodas, palavras não ditas.
Alianças derretidas.
Palavras, promessas, juras vazias.
Sentimentos, olhares, mulheres malditas.
Percebi que sou nada, além do palco em que tu, amada minha, desfilas..."
Que eu possa ser sempre forte quanto a rocha e continuar sensível como uma flor, pois sei que só quem tem luz própria é que pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, sem que uma coisa fira a outra!!!
Eu estaria sendo desonesta se dissesse que não percebi a presença de Deus na minha vida neste ano. Houve dias difíceis, mas Ele nunca me abandonou.
Disseram que eu deveria ser firme, previsível, inteira.
Mas escolhi ser movimento.
Entre certezas prontas e verdades impostas, prefiro a dúvida que ensina e o caminho que se refaz.
Não carrego o passado como âncora, nem o futuro como promessa.
Aprendi que existir é atravessar, não permanecer.
O erro me molda mais do que o acerto, porque nele há aprendizado, humildade e humanidade.
Não busco aplausos, nem lugares de destaque.
Meu valor está na travessia silenciosa de quem entende que chegar nem sempre é o objetivo.
Há beleza em não possuir, em não reter, em não se prender.
Enquanto o mundo cobra perfeição, escolho transformação.
Enquanto pedem raízes fixas, escolho asas conscientes.
Desapegar não é descuido, é maturidade.
É saber que algumas coisas passam porque cumpriram seu papel.
No fim, não sou feito de certezas,
sou feito de escolhas.
E a mais honesta delas é continuar mudando.
"Na noite, eu rogo para que toda estrela despenque do firmamento e, para cada uma, eu possa pedir você aqui comigo.
Eu choro, imploro para que Deus me livre desse amar, meu eterno castigo.
Demasiada punição, amar quem não me ama, eterno martírio.
Amá-la, amada minha, é demasiado sofrido.
Quando Deus, por sobre os céus, me impôs o amor a você, passei a invejar a cruz e o sofrimento do próprio Cristo.
O que fiz? Indaguei-me na madrugada, não merecia, não mereço isso.
Eu sou calor, amor, erupção; ela é indiferença, ódio, o frio.
Uma vez e outra, mais uma e numa, ama-lá mais que eu, de novo.
A morte, ante amá-la, seria livramento, mas de ti não me livro.
Leio uma, duas páginas, um trago, uma caneta, te registro em meus escritos.
Queria apagar-lhe do de minha vida, o livro.
Bem da verdade, eu minto, eu finjo.
Tento me livrar de você e não consigo.
Pois, na noite, eu rogo para que toda estrela despenque do firmamento e, para cada uma, eu possa pedir você aqui comigo..."
Eu não tenho nada contra você.
E acredito que também não exista em você
qualquer impasse contra mim.
Afinal, ninguém ganha vivendo em disputa,
alimentando maldade, intrigas
ou ferindo uns aos outros.
A vida já é exigente demais
para que escolhamos o peso do conflito.
Paz não é fraqueza,
é sabedoria de quem entendeu
que viver bem é melhor do que vencer discussões.
O tempo foi suficiente para eu amar novamente, mas curto demais para viver o sonho de ser amado verdadeiramente...
Em algum momento, eu percebi que estava começando de novo.
Não de uma vez,
mas aos poucos,
em várias partes da vida.
Um desses recomeços veio de uma paixão antiga.
Da infância mesmo.
O automobilismo.
A criança que passava todos os fins de semana ansiosa,
acordando cedo para ver a Fórmula 1 na TV com os pais.
Algo que nasceu ali,
simples,
mas que ficou comigo mesmo quando a vida tomou outros rumos.
Hoje, mais velho, comecei a correr de kart
e voltei a acompanhar esse mundo de verdade.
Foi extremamente bom pra mim.
Me trouxe foco, vontade de evoluir
e a certeza de que ainda dá pra buscar mais.
Outro recomeço importante foi sair da casa dos meus pais.
Ver a vida por fora muda muita coisa.
Muda a forma como a gente entende o esforço,
as escolhas
e as renúncias.
Estar longe me fez enxergar melhor.
Me fez ter ainda mais orgulho da minha família,
da história que construímos
e da base que sempre esteve ali.
Falar de recomeço também é falar de eras.
Vi grandes amigos mudando de rota,
assumindo riscos,
buscando crescimento.
E senti orgulho de ver cada um tentando do seu jeito,
sem desistir de quem são.
De certa forma, eu também vivi o meu recomeço.
Mesmo seguindo um sonho antigo,
o jeito de olhar pra ele hoje é diferente.
Sei que ainda tem muita coisa pela frente.
2026 se aproxima com direção.
Com planos,
com vontade
e com sonhos que agora sabem pra onde ir.
E isso, pra mim, é esperança.
Eu era feita de resolver tudo. Hoje sou feita de saber limites: não sou Deus, e o que não depende de mim, já não me preocupa.
Se eu fosse poeta, homenagearia
cada voz preta que rasgou o silêncio do Brasil.
Homenagearia Maria Firmina dos Reis —
a primeira luz que escreveu a fuga e a dor,
plantando cais de memória em terra de esquecimento.
Homenagearia Luís Gama —
ferro forjado em palavras, libertando nomes,
vindo das chagas para erguer a lei com verso.
Homenagearia Cruz e Sousa —
que fez do céu um espelho de expatriadas almas,
tecendo símbolos como quem reza contra o vento.
Homenagearia Solano Trindade —
com o batuque antigo no peito, palavra viva do terreiro,
poeta do povo, do samba, do salto que não se cala.
Homenagearia Machado de Assis —
ironia que desarma o pudor das verdades,
um espelho complexo onde se lê a cor do país.
E homenagearia tantas outras,
vozes anônimas nos quintais, nas cartas, nos jornais,
mães de rima, operários de verso, crianças de refrão —
todos os poetas negros do Brasil, uma constelação de nomes.
Se eu fosse poeta, faria altar com seus poemas,
acenderia lamparinas sobre as páginas gastas,
faria do silêncio um salão de festa,
transformaria o esquecimento em arquivo de resistência.
E recitaria seus nomes como quem chama antepassados:
para que a memória dance, para que a história ouça,
para que o futuro herde mais do que palavras —
herde voz, coragem e a beleza inteira de ser ouvido.
Eu observo tudo que há de errado. Percebo tudo. Isto mostra que estou vivo. Porém não me deixo levar à loucura de querer mudar tudo e todos. A razão é simples. Desperdiça muita energia em vão. A melhor forma de agir é ver o lado bom que há em tudo e em todos. Aí sim. A mente se renova e agradece.
esses dias eu tava na beira da praia, e vi que o pôr do sol é uma das coisas mais lindas que eu já presenciei.
Eu gostava do jeito que você me olhava, do jeito que me abraçava, da sua reação quando me via, hoje só restaram as lembranças e as sdds de alguém que um dia você foi.
Por isso, quando meus olhos veem uma coisa e meu estômago sente outra, eu parei de discutir. Eu sigo o estômago. (Livro Sangue no Tanque de Tubarões)
Tem dias que eu acordo pensando nele,
E vejo o meu mundo desabar,
Tento me controla, por que não posso chorar.
Depois cai a ficha que eu não posso o vê,
fico a pensar,
Será que esse vazio um dia vai me abandona?
Tem gente que escolhe se afastar, e sofrem por amar.
Onde quer que eu esteja, e para onde quer que o meu Deus decida conduzir meus passos, carregarei comigo a lembrança viva de que tudo nasceu aqui.
Neste lugar — banhado pelo luar e vigiado pelos astros silenciosos — ergui minha voz em uma oração singela, porém infinita:
“Conduze-me, Jesus… que minha vida seja o eco da Tua vontade plena.”
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