Eu Sofro porque te Amo Pensa um pouco em Mi

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"Sim, meu amor, eu estou bem, à exceção daquela saudade, minha eterna crise.
Estou bem, até onde a sua ausência me permite.
Sem ti, o bem estar e o estar bem, não existem.
Sem o brilho dos teus olhos, todo fim de tarde é triste.
Os raios do Sol me esfriam, minh'alma congela, meu eu não resiste.
Em teu âmago, o que reside?
A bruma da manhã, sobre mim incide.
Me trazem lembranças doces de gosto amargo, fazendo que da minha sanidade eu duvide.
Quando éramos dois, parecíamos dois corpos celestiais viajando a inenarrável velocidade e que de súbito, no espaço cósmico do amor e do prazer, colidem.
Sim, meu amor, estou bem, vá em paz, não vai ter revide.
Já marquei o enterro da nossa paixão, espero que tenha recebido o convite.
Obrigado por não se preocupar, meu amor, obrigado por ser tão medíocre.
Eu estou bem, até onde a sua ausência me permite..."

"Hoje, eu, andando pelas ruas vazias, na madrugada silenciosa da cidade, percebi que alguém iria sofrer de amor, só fui descobrir quem, quando eu cheguei em casa e me olhei no espelho.
Amor é paixão, paixão é desejo.
Meus olhos, refletem a imagem do sofrimento, e é só você que eu vejo.
Minha boca, ainda guarda cada beijo.
Minha pele, ainda grita seu nome, implora seu toque, o vento ainda tem seu cheiro.
Cada lembrança, cada memória, ainda me acelera o peito.
Ainda acordo assustado, lembrando nossos momentos, me recobrando do pesadelo.
Ainda amo o seu jeito.
Ainda sou aquele sujeito.
Que uma vida a seu lado planejou, tudo, nós, por inteiro.
Quisera eu, que meus planos, sonhos, se materializassem, mas, para o meu desalento, meu viver é sofrimento e devaneio.
Tento te encontrar em outra voz, outro olhar, outro seio.
Aqui um beijo; acolá, outro aconchego.
Mas é impossível, você é única, e, lembrado demais de ti, que meu Gólgota está feito.
Hoje resolvi sair, para tentar afastar você da minha mente, já que é impossível, do peito.
O frio da madrugada já anunciava, que alguém sofreria de amor, mas não sabia quem, um arrepio veio.
Só pude descobrir quem fora destroçado pelo venenoso sentimento, ao chegar em casa e me deparar com a deplorável e sofrível figura, refletida no espelho..." - EDSON, Wikney

"Quando o Sol se avergonha no horizonte, eu sei que a saudade vai recair sobre o meu eu, de novo.
Ela se via como Ouro de Ofir, mas era só uma bijuteria, ouro do tolo.
Quando a vislumbrei, conclui meu hara-kiri, ela não teve dó; teve dor, ela não teve zelo; ela agiu com dolo.
A infância, a juventude, são tão boas, a inocência é tão doce, sinto falta da minha ignorância, sinto falta das vezes em que fui tolo.
Quando se ama, quando se envelhece, percebe-se que até mesmo a ausência de algo pode ser doloroso.
Um cheiro, um beijo, um olhar, uma carícia, aquele 'eu te amo', um corpo.
Quando o amor nasce, floresce em um só peito, em um só coração, é um sentimento natimorto. Recordo-me de nós, das vezes em que tentei, das vezes em que, mesmo sem errar, errei, e só me vem o desgosto.
Paguei, ah sim, mas paguei por todas as iniquidades, pecados desta e de outra existência: já não devo mais nada ao Deus, deixe minh'alma longe de outra vida com ela, Pai, não quero esse martírio, de novo.
Se fui feito para ela, então, me desfaça, Pai, destrua minha existência, me faça rastejar pelos sete infernos, mas não me faça olhar uma outra vez na constelação daquele olhar, o de minh'alma, o poço. Sei que errei, fui parvo, pecador, boêmio, nunca um bom moço.
Mas, mesmo que o Senhor, por sobre os céus, castigasse Lúcifer com o amor incondicional àquela mulher, eu rogaria para que, com o de muitas faces, fosse mais piedoso.
Nem mesmo ele merece o castigo que eu, um mero mortal, experimento dia após dia, um inverno após o outro.
Meu coração sangra ao lembrá-la, sinto meu peito roto.
Eu a escuto em toda voz, toda brisa tem seu cheiro, todo beijo tem o macio dos lábios, eu a vejo em todo rosto.
Disseram-me, certa vez, que eu estava somente apaixonado; era melhor o atestado de insanidade, terem me trancado como um louco.
Ela não ama, Pai, ela é incapaz, e, por amá-la em demasia, torno-me um ser extremamente odioso. Indiferente à dor alheia, se não posso ter o que mais almejo, por que poderia qualquer outro?
É errado, meu Deus, eu sei, mas ela me tornou um ser invejoso.
Percebo que era falácia, dela, cada choro.
E uma vez mais, eu a amaldiçoo.
Eu, que tentei ser o melhor homem que ela poderia ter ao lado, hoje parece que lancei meu espírito ao dos sentimentos, o esgoto.
O Sol parece já estar nascendo, devaneei, uma vez mais, com o copo cheio, até que tu, sobre o céu, me mates, eu hei de sofrer mais um pouco.
Pois, quando o Sol nos sorri no horizonte, eu sei que a saudade vai recair sobre o meu eu, de novo..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador, A Oração do Desesperado

"Eu encontrei o diabo, há muito tempo atrás,
me senti tão feliz, fora a melhor sensação.
Como de praxe, escondia a sua verdadeira face, me disse coisas vãs, repletas de paixão.
Ele tinha um cabelo castanho, os olhos negros, inenarrável calor exalava de suas mãos.
Cada toque, do de muitas vozes, acelerava-me o coração.
Ele dizia que me amava, mas sabia eu, mesmo crendo, que era tudo ilusão.
Deus ali não se encontrava.
Roguei pelo Cristo, não obtive resposta da minha questão.
Me apaixonei pelo diabo, em uma tarde de verão.
Quente era sua pele, quente era a estação.
Fui tolo, achei que poderia ser melhor que o próprio Deus e, àquela alma, trazer salvação.
O diabo era só lascívia, agira com mentira e era eu quem pedia perdão.
Mesmo hoje, recuperado, o diabo ainda permeia meu coração.
Pois ele ainda ocupa as lembranças de há muito tempo atrás, quando eu o conheci e fora a melhor sensação..."

"Eu sei, prezei pela verdade.
Mas sou mentiroso e ela sabe.
Ela descobriu, quando eu disse que já não sinto saudade.
Quando ela disse que ia e eu respondi 'já vai tarde'.
É mentira, é verdade.
E ela sabe.
Sabe pois, a boca pode mentir, mas o ardor da pele, o brilho no olhar, servem à verdade.
A boca que lhe desenhava o corpo, em cada curva de prazer, é a mesma que professa inverdades.
Um todo de nada, palavras de amor, puro fulgor, juras, leviandades.
Amar é vaidade.
É crer que se é possível querer e conquistar a da alma, metade.
E eu a amei, amei-a em cada esquina da cidade.
Em cada bar, em cada copo, em cada dose, em toda parte.
Vá, amor, vá; me odeie, esperneie, grite, fale.
Acho é bom, que mesmo em ódio, estarei novamente em sua boca, em cada frase.
Rogo para que o silêncio lhe encontre e minha boca, novamente, te cale.
Sem voz, sem sussurros, somente os gemidos, e o arrepiar, o choque da tez, como eletricidade.
Eu minto, amor, minto, pois fingir não te amar, fazer te odiar, é o único jeito de manter a minha sanidade.
Lhe amaldiçoo por me corromper, logo eu, que sempre prezei pela verdade..."

"Eu sou só o palco em que desfilas.
Eu sou a escuridão, para que você seja a luz que brilha.
Serei palavras soltas, para que meus pedaços você os una e recite poesia.
Serei tristeza, para que sejas alegria.
Serei a carne, para que me sangre com sua lâmina fria.
De bom grado, serei a morte, para que sejas vida.
Serei a seca, para que você seja a chuva por sobre as pradarias.
Farei-me efêmero, para que tu se eternize em minhas escritas.
Entre modas, sonhos de bodas, palavras não ditas.
Alianças derretidas.
Palavras, promessas, juras vazias.
Sentimentos, olhares, mulheres malditas.
Percebi que sou nada, além do palco em que tu, amada minha, desfilas..."

Que eu possa ser sempre forte quanto a rocha e continuar sensível como uma flor, pois sei que só quem tem luz própria é que pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, sem que uma coisa fira a outra!!!

O que tentou me quebrar virou o ponto exato onde descobri quem eu realmente sou.

Eu estaria sendo desonesta se dissesse que não percebi a presença de Deus na minha vida neste ano. Houve dias difíceis, mas Ele nunca me abandonou.

Disseram que eu deveria ser firme, previsível, inteira.
Mas escolhi ser movimento.
Entre certezas prontas e verdades impostas, prefiro a dúvida que ensina e o caminho que se refaz.

Não carrego o passado como âncora, nem o futuro como promessa.
Aprendi que existir é atravessar, não permanecer.
O erro me molda mais do que o acerto, porque nele há aprendizado, humildade e humanidade.

Não busco aplausos, nem lugares de destaque.
Meu valor está na travessia silenciosa de quem entende que chegar nem sempre é o objetivo.
Há beleza em não possuir, em não reter, em não se prender.

Enquanto o mundo cobra perfeição, escolho transformação.
Enquanto pedem raízes fixas, escolho asas conscientes.
Desapegar não é descuido, é maturidade.
É saber que algumas coisas passam porque cumpriram seu papel.

No fim, não sou feito de certezas,
sou feito de escolhas.
E a mais honesta delas é continuar mudando.

"Na noite, eu rogo para que toda estrela despenque do firmamento e, para cada uma, eu possa pedir você aqui comigo.
Eu choro, imploro para que Deus me livre desse amar, meu eterno castigo.
Demasiada punição, amar quem não me ama, eterno martírio.
Amá-la, amada minha, é demasiado sofrido.
Quando Deus, por sobre os céus, me impôs o amor a você, passei a invejar a cruz e o sofrimento do próprio Cristo.
O que fiz? Indaguei-me na madrugada, não merecia, não mereço isso.
Eu sou calor, amor, erupção; ela é indiferença, ódio, o frio.
Uma vez e outra, mais uma e numa, ama-lá mais que eu, de novo.
A morte, ante amá-la, seria livramento, mas de ti não me livro.
Leio uma, duas páginas, um trago, uma caneta, te registro em meus escritos.
Queria apagar-lhe do de minha vida, o livro.
Bem da verdade, eu minto, eu finjo.
Tento me livrar de você e não consigo.
Pois, na noite, eu rogo para que toda estrela despenque do firmamento e, para cada uma, eu possa pedir você aqui comigo..."

Eu não tenho nada contra você.
E acredito que também não exista em você
qualquer impasse contra mim.
Afinal, ninguém ganha vivendo em disputa,
alimentando maldade, intrigas
ou ferindo uns aos outros.
A vida já é exigente demais
para que escolhamos o peso do conflito.
Paz não é fraqueza,
é sabedoria de quem entendeu
que viver bem é melhor do que vencer discussões.

⁠Eu quero perder tempo para o mundo e ter tempo para Deus.

O tempo foi suficiente para eu amar novamente, mas curto demais para viver o sonho de ser amado verdadeiramente...

Em algum momento, eu percebi que estava começando de novo.
Não de uma vez,
mas aos poucos,
em várias partes da vida.
Um desses recomeços veio de uma paixão antiga.
Da infância mesmo.
O automobilismo.
A criança que passava todos os fins de semana ansiosa,
acordando cedo para ver a Fórmula 1 na TV com os pais.
Algo que nasceu ali,
simples,
mas que ficou comigo mesmo quando a vida tomou outros rumos.
Hoje, mais velho, comecei a correr de kart
e voltei a acompanhar esse mundo de verdade.
Foi extremamente bom pra mim.
Me trouxe foco, vontade de evoluir
e a certeza de que ainda dá pra buscar mais.
Outro recomeço importante foi sair da casa dos meus pais.
Ver a vida por fora muda muita coisa.
Muda a forma como a gente entende o esforço,
as escolhas
e as renúncias.
Estar longe me fez enxergar melhor.
Me fez ter ainda mais orgulho da minha família,
da história que construímos
e da base que sempre esteve ali.
Falar de recomeço também é falar de eras.
Vi grandes amigos mudando de rota,
assumindo riscos,
buscando crescimento.
E senti orgulho de ver cada um tentando do seu jeito,
sem desistir de quem são.
De certa forma, eu também vivi o meu recomeço.
Mesmo seguindo um sonho antigo,
o jeito de olhar pra ele hoje é diferente.
Sei que ainda tem muita coisa pela frente.
2026 se aproxima com direção.
Com planos,
com vontade
e com sonhos que agora sabem pra onde ir.
E isso, pra mim, é esperança.

⁠"Enquanto você deseja meu fracasso. Eu desejo que Deus realize todos seus sonhos. "

Eu era feita de resolver tudo. Hoje sou feita de saber limites: não sou Deus, e o que não depende de mim, já não me preocupa.

Se eu fosse poeta, homenagearia
cada voz preta que rasgou o silêncio do Brasil.


Homenagearia Maria Firmina dos Reis —
a primeira luz que escreveu a fuga e a dor,
plantando cais de memória em terra de esquecimento.


Homenagearia Luís Gama —
ferro forjado em palavras, libertando nomes,
vindo das chagas para erguer a lei com verso.


Homenagearia Cruz e Sousa —
que fez do céu um espelho de expatriadas almas,
tecendo símbolos como quem reza contra o vento.


Homenagearia Solano Trindade —
com o batuque antigo no peito, palavra viva do terreiro,
poeta do povo, do samba, do salto que não se cala.


Homenagearia Machado de Assis —
ironia que desarma o pudor das verdades,
um espelho complexo onde se lê a cor do país.


E homenagearia tantas outras,
vozes anônimas nos quintais, nas cartas, nos jornais,
mães de rima, operários de verso, crianças de refrão —
todos os poetas negros do Brasil, uma constelação de nomes.


Se eu fosse poeta, faria altar com seus poemas,
acenderia lamparinas sobre as páginas gastas,
faria do silêncio um salão de festa,
transformaria o esquecimento em arquivo de resistência.


E recitaria seus nomes como quem chama antepassados:
para que a memória dance, para que a história ouça,
para que o futuro herde mais do que palavras —
herde voz, coragem e a beleza inteira de ser ouvido.

Eu observo tudo que há de errado. Percebo tudo. Isto mostra que estou vivo. Porém não me deixo levar à loucura de querer mudar tudo e todos. A razão é simples. Desperdiça muita energia em vão. A melhor forma de agir é ver o lado bom que há em tudo e em todos. Aí sim. A mente se renova e agradece.

talvez eu seja o seu "para sempre"⁠