Eu Sinto poema
Sinto-me como um quebra-cabeça incompleto, peças soltas na busca de sentido. Sou uma melodia sem partitura definida, uma tela em branco aguardando pinceladas do destino. Às vezes, questiono se há uma definição concreta para o que sou ou se sou apenas um eco perdido no universo, uma nota sem compasso.
Sinto-me como se meu coração não pulsasse mais, como se eu fosse uma máquina com limitações, constantemente à beira de me ferir. Parece que perdi a capacidade de sentir, enquanto toda a dor se acumula em meu ser, sufocando-me emocional e psicologicamente, apertando meus sentidos em um vórtice de angústia. Já não respiro como um ser humano, apenas sobrevivo com respirações superficiais, enquanto o mundo ao meu redor perde suas cores, mergulhado em um branco simulando o além e o negro das noites insones. Não suporto mais o odor da morte, nem a pressão e dor infligidas por outros. Por que devo sofrer tanto, odiar meu próprio corpo, não reconhecer a imagem refletida no espelho? Sinto que pouco de mim restou, que a amargura ameaça tomar conta, embora eu lute para não me deixar corromper. O medo de me tornar o monstro que construíram em mim, através de negligência, humilhação, perseguição, exploração, chicotes e palavras cruéis, é constante. Sou uma criança ferida, dilacerada dentro de um corpo adulto, uma adolescente depressiva perdida em seu quarto, com perspectivas frustradas em um corpo adulto. Não sei mais além da carga de dor que carrego, não sei o quem eu seria sem todo esse peso sobre mim.
Às vezes, sinto-me como um espectador de mim mesmo, flutuando além do meu corpo, assistindo ao espetáculo da existência. É como se eu dançasse ao som de uma melodia sem compositor, uma sinfonia mental onde cada nota é uma emoção que reverbera em minha alma. Meus ossos são feitos de ferro, suportando o peso das decepções e dos desencontros. Neste inverno, percebi que a monocromia dos dias cinzentos e das chuvas incessantes refletia a desolação da minha alma, despedaçada pela vida e pelos encontros com outras almas igualmente fragmentadas.
O que você sente em seu coração eu também sinto no meu. Frase dita por você quando eu conectada pela alma. Fechei os olhos e aquela vontade de abraça-lo foi tanta que a saudade escorreu pelos meus olhos e a solidão invadiu-me. É nessas horas que você entra em meus devaneios. É nessas horas que o um sopro no coração doido inflama a minha alma. É nessas horas que você invade o meu ser. É nessas horas que eu insisto em te ver. É nessas horas que eu... Que eu ainda amo você!
Sinto um mal estar imenso. Sinto vergonha!!! Cada vez mais enxergo a cegueira da justiça brasileira! É lamentável que nossas vidas estejam nas mãos de funcionários sem preparo nenhum! Estamos cada vez mais só! Temo em pensar que lamentavelmente o meu país esteja cada vez mais tomado por esse vírus do preconceito. Infelizmente o meu Brasil é um país do racismo camuflado. Força Vinicius Romão e sucesso pra ti. É... confiar mesmo...só na justiça de Deus!!
Escrevo porque gosto e me sinto livre. É uma paixão que me liberta. As letras desfilam para mim como crianças, transformando palavras em versos adultos. Elas são minhas confidentes. São amigas que dançam, conversam e se divertem comigo.
Às vezes, sinto um desejo profundo de escapar deste mundo. A revolta surge diante da maldade, injustiça e ingratidão que observo. Contudo, ao ponderar sobre tudo isso, reflito intensamente. As lágrimas fluem, e nelas reside certeza e sinceridade. Então, retorno ao meu âmago e compreendo que Deus nos presenteou com a vida para zelarmos dela. Ele também nos envia provações para promover nosso crescimento e evolução, uma lição que absorvi ao olhar para trás. É inegável: diante das provações, devemos aceitar e enfrentar, sem lamentações ou queixas. Sinto-me expandir internamente, reconhecendo a existência da evolução. E recordo que a vida nos é concedida uma única vez, apenas uma vez.
Devaneios
Caminhando pela praia, sinto a suavidade da areia sob meus pés. O vento brinca com meus cabelos enquanto nossos olhares se encontram. Observo cada gesto teu com profunda emoção, capturando tua expressão no retrato que guardo comigo. De mãos dadas, trocamos ternuras, e a umidade dos lábios denota palavras não ditas, que se perdem no silêncio da brisa marinha. Apenas os murmúrios do mar testemunham nossa presença. O dia se torna uma extensão de nossa própria pele... Ah, doce vida!
“Eu só me sinto feliz quando a felicidade explode em meus olhos e desce graciosamente pelo meu rosto, caindo em múltiplas gotículas. Ou mesmo quando se agarra à minha pele e penetra dentro de mim, causando mais e mais explosões!”
Sinto um calor ao observar o final da tarde, que lentamente abre caminhos para uma noite intensa, iluminada por luzes cintilantes. Hoje, as estrelas brilham tanto que parecem pingentes de diamantes. Preciso acertar os ponteiros daquele relógio; isso é essencial para minha escrita. Sinto em você, hoje, um desmerecimento, e percebo que tento imitar alegrias alheias, mas o desânimo me encontra. Embora me mova em câmera lenta, meu espírito parece livre; ele sorri e corre. Aqui do alto, vejo tudo e olho de soslaio para o amanhã que está por vir, refletindo sobre as razões que nos tornam melhores e aquelas que nos transformam em monstros.
Sinto saudade daquele tempo em que o ar era puro, a brisa era leve e transparente, o cheiro doce do verde preenchia o ambiente, e as noites quentes eram perfumadas pela dama-da-noite. Agora, tudo o que vejo é um dia tingido de cinza, coberto de poeira. Não sinto mais a brisa, apenas um odor estranho no ar. Me pergunto: será que o mundo se transformou em um grande latão de lixo? Temo que o pior ainda está por vir.
Você partiu, e eu tive que colher as lembranças contidas na árvore do tempo. Até hoje sinto frio, porque não nos vemos mais. Nas mãos, o suor secou; nos olhos, a tristeza se instalou. Persistente, visto minha armadura, avisto o horizonte, respiro fundo, olho para os meus pés e sei que eles precisam continuar a caminhar. Ainda assim, penso: viver é ser ativo. O que houve foi tão pouco! Foi tão breve, no entanto, eternizou-se.
Às vezes, sinto vontade de desistir de tudo, virar as costas e seguir o caminho inverso — quem sabe esse seria o certo. Mas, ao olhar o horizonte, imagens passam vagarosamente pela minha mente. Lembranças de sorrisos dados e risos compartilhados trazem sentimentos que me fazem repensar minhas lutas e gritos silenciosos, renovando minha força para continuar na batalha, em busca de um amanhã mais próspero e feliz.
Quanto a dar tempo… bem, minha intuição me diz para não pensar nisso!
Há vezes que sinto a noite excitar-se ao me abraçar. Mergulho em uma queda negativa para outra dimensão. Sinto medo quando a noite me abraça.
Sinto dó do ontem que na madrugada do hoje outrora se transformou. E o hoje dá passagem a lembranças do ontem que passado se tornou.
Quando o presente que passado foi me abraça, sinto a prova viva que o passado que se foi continua vivo.
Felicidade.../ Sinto cada dia/ Ao escrever uma poesia/ Acredito nas asas da saudade/ Ela voa até meu bem/ Pois em cada paisagem/ Vejo o meu amor.../👉💗🌹
