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Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu

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Pouca gente pensa mais de duas ou três vezes por ano; eu ganhei reputação internacional a pensar duas ou três vezes por semana.

Eu amo aquele que deseja o impossível.

Em vida, / eu jamais teria sido tão cortês, / tal era o meu desejo de sobressair.

Você e eu como indivíduos podemos, por meio de empréstimo, viver além de nossos meios, mas apenas por um período limitado de tempo. Porque deveríamos pensar que coletivamente, como uma nação, não estamos ligamos pelo mesma limitação?

O eu é odioso... mas trata-se do eu dos demais.

– Sinto que o mundo inteiro me odeia, mãe.
– Sei que parece ser assim. Sei que parece. Mas eu te amo o suficiente para compensar por todos.

⁠Meu Deus, você não entende nada,
entende? Conhece Jace há o quê, um mês? Eu conheço há sete anos. E em todo o tempo em que
o conheci, nunca o vi se apaixonar, nunca nem o vi gostar de ninguém. Ele ficava com
meninas, claro. Meninas sempre se apaixonavam por ele, mas ele nunca se importou. Acho
que é por isso que Alec pensava... — Isabelle parou por um instante, mantendo a compostura.
Ela está tentando não chorar, pensou Clary espantada; Isabelle, que parecia nunca chorar. —
Sempre me preocupou, e a minha mãe também, quero dizer, que espécie de adolescente nunca
sequer se interessa por ninguém? Era como se sempre estivesse meio dormindo no que se
referia a outras pessoas. Pensava que talvez o que aconteceu em relação ao pai tivesse
causado alguma espécie de dano permanente a ele, como se talvez nunca pudesse amar
ninguém. Se eu ao menos tivesse sabido o que realmente tinha acontecido com o pai dele...
Mas, pensando bem, eu provavelmente teria pensado a mesma coisa, não é? Quero dizer, quem
não teria sofrido um estrago com aquilo?

“E depois a conhecemos, e foi como se ele tivesse acordado. Você não podia ver, porque
nunca o conheceu de outro jeito. Mas eu vi. Hodge viu. Alec viu! Por que acha que ele a odiou
tanto? Foi assim desde o instante em que a conhecemos. Você achou incrível poder nos ver, e
era, mas, para mim, o que era incrível era que Jace podia vê-la também. Ficou falando de
você em todo o caminho para o Instituto; fez Hodge mandá-lo atrás de você; e quando a trouxe
de volta, não queria que você fosse embora. Onde quer que você estivesse, ele ficava
olhando... Estava até com ciúme de Simon. Não sei nem se ele mesmo percebeu, mas estava.
Eu notei. Com ciúme de um mundano. E depois do que aconteceu com Simon na festa, se
dispôs a acompanhá-la ao Dumort, a transgredir a Lei da Clave só para salvar um mundano do
qual sequer gostava. Ele fez por você. Porque se alguma coisa acontecesse com Simon, você
sofreria. Você foi a primeira pessoa de fora da família cuja felicidade ele levou em
consideração. Porque ele a amava.”

Deus me dá dons; o sol me dá a vida; a vida me dá alegria; e a alegria me faz lembrar o quanto eu sou feliz com Deus.

‎O que sei é que não sou carente pra aceitar restinhos. Se estou inteira, quero alguém inteiro também. É mais do que justo.

Alguns, bem sei, já até me disseram, me acham perigosa, Mas também sou inocente. (...) Sei, e talvez só eu e alguns saibam, que se tenho perigo tenho também uma pureza. E ela só é perigosa para quem tem perigo dentro de si. (...) Às vezes a raiz do que é ruim é uma pureza que não pôde ser.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica O vestido branco.

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Estou tentando te dizer de como cheguei ao neutro e ao inexpressivo de mim. Não sei se estou entendendo o que falo, estou sentindo – e receio muito o sentir, pois sentir é apenas um dos estilos de ser.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Não sei ser romântico sem ser ardente.
Mas sei ser ardente sem ser nada romântico.
Minha essência é de ar e de fogo,
e minha alma queima, baby...

Você me dá ânsias em lugares que não tenho. Você sorri com sua cara séria e nunca sei se você está se divertindo ou odiando tudo.

Hoje não dá. Não sei mais o que dizer e nem o que pensar...

Pego um livro de psicologia, sei que há muitos trechos ali sublinhados, frases que destaquei alguns anos atrás, tento resgatá-las para saber se ainda fazem sentido, se conversam comigo, mas elas não me dizem mais nada, preciso ler outros livros, buscar consolo em ideias recém-escritas, talvez eu encontre algo que me faça rir, que consiga distrair meus pensamentos sem muito esforço.

Não sei o que posso parecer para o mundo, para mim mesmo, porém, parece ter sido somente como um menino que brinca à beira do mar, tendo me distraído me encontrar vez por outra um seixo mais liso ou mais bonito que o comum, enquanto o imenso oceano da verdade se estende à minha frente, inteiramente desconhecido.

Sei que posso contar com minha fé, com meu otimismo, com minha positividade, com minha esperança, com minhas crenças e com meus amores.

Sei lá, sei lá... A vida é uma grande ilusão, só sei que ela está com a razão.

Tom Jobim

Nota: Versão de Tom Jobim (com Miucha e Chico Buarque) de trecho da música "Sei lá... a vida tem sempre razão", original de Vinicius de Moraes.

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Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade não sei. Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito. E que o seu silêncio me fale cada vez mais.

É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Ou pelo menos o que me faz agir não é o que eu sinto mas o que eu digo. Sinto quem sou e a impressão está alojada na parte alta do cérebro, nos lábios – na língua principalmente –, na superfície dos braços e também correndo dentro, bem dentro do meu corpo, mas onde, onde mesmo, eu não sei dizer. O gosto é cinzento, um pouco avermelhado, nos pedaços velhos um pouco azulado, e move-se como gelatina, vagarosamente. Às vezes torna-se agudo e me fere, chocando-se comigo. Muito bem, agora pensar em céu azul, por exemplo. Mas sobretudo donde vem essa certeza de estar vivendo?

Clarice Lispector
Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.