Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
Eu não guardo raiva de ninguém, mas o meu respeito e admiração, estes sim, muitas pessoas já perderam!
São muitos os anseios de lacração, discursos inflamados, iludidos na empolgação, destes eu tenho pena, comoção, pois eles se esquecem do mais importante, a virtude da oração!
Eu parei de pensar no ontem e no que poderá acontecer amanhã, eu entendi que não vale a pena chorar pelo que já passou, nem ficar angustiado pelo que virá, pois percebi que devo viver intensamente o agora, sem me preocupar com o futuro, nem com os fatos de outrora.
Eu só queria mostrar o meu trabalho e contar um pouco da minha história, mas nunca imaginei que neste processo surgiriam tantos idiotas para me atrapalhar...
Às vezes nem é preciso mostrar, mas eu tenho esta mania de querer te apresentar, dizer que somos um só, que se completa no olhar, no sorriso de graça e no jeito simples de amar!
Eu sempre perdoo com muita facilidade, mas do ato não me esqueço, para que não se repita o semelhante erro com a mesma intensidade!
Ah, como eu gosto de agosto, lindo de viver, sim, gosto, pois o mês de agosto teve o gosto de me ver nascer!
Se todos os meus erros do passado neste exato momento sumissem, eu nada ganharia, pois, com este fato, imediatamente todos os meus conhecimentos e experiência de vida, também desapareceria.
Eu não sou cantor, mas amo cantar, nem ligo com o meu desafinar, solto a minha voz sem medo, canto bem alto sem me importar, não sou maluco, faço isso apenas para que a minha felicidade eu possa espalhar!
Peço licença, simplesmente para dizer, direcionada aos que insistem em me desmerecer, que um dia eu vou passar, mas a minha história irá permanecer!
MEU EU
Em relação a sentimentos, eu sempre me entreguei demais, seja em relações amorosas ou mesmo de amizades.
Quando menino, eu me doava, minha vida de bandeja eu entregava, demais eu cofiava, deste modo, sempre acreditei em tudo, no amigo que dizia ser parceiro, na menina que dizia que me amava.
Por acreditar demais, as decepções vinham em dobro, de um lado, era o amigo que mentia, do outro, era a menina que me traía, deste modo, a vida, pouco a pouco eu conhecia.
Eu chorava, eu sofria, mas dia após dia, entre decepções e amarguras, eu crescia.
Eu chorei, em meu rosto a lágrima descia, era doloroso, dentro da minha alma, doía, era o mundo se apresentando, estava aprendendo com a vida.
Ainda hoje sou assim, acredito, confio e me entrego, mas tenho algo diferente, o que conquistei com anos de estrada, a experiência, algo que me deixou com a visão muito mais aguçada.
Vejo melhor e percebo a maldade, isto eu conquistei com a vivência da idade, não quer dizer que não me decepcione, pois esta fraqueza ainda tenho, mas não demonstro como antes, ainda choro, ainda sinto a dor, acredito haver em cada ser humano a presença do verdadeiro amor.
Meus sentimentos são os mesmos, mas a minha força e confiança, esta mudou!
(Jean Carlos de Andrade)
O que eu faço quando chegar aos 25? Assim eu pensava, há algum tempo, ainda menino! Hoje ainda não sei, vejam só, que pensamento esquisito, o tempo passou e continuo menino, 48 anos bem vividos, mas a mesma pergunta de antes ainda me atenta, o que eu faço quando chegar aos 50?
Eu errei bastante, mas poderia ter errado muito mais, caso tivesse ouvido certos conselhos e não seguisse minhas próprias vontades!
'QUANDO EU PARAR DE SONHAR...'
Quando eu parar de sonhar,
serei um hipócrita simulando poesias.
Praguejando dias irreais.
Sem cordilheiras,
fingirei a presença de verbos...
A caminhada será insensata,
abstrata com sua burca espalhando negrume.
O novo Oriente implorará complacência.
Pretenso,
não mais falará de religião...
Quando eu parar de sonhar,
Não terei os abraços convencionais,
desleais/egoístas.
A casa não terá crianças para avivar os dias fúteis.
O ar exalará despedidas misturada à escassez de utopias...
O coração arrítmico confessará segredos não mais sonhados.
Medos terão descansos promíscuos.
Ao lado a realidade verídica,
tão implícita,
agonizando os dias reais...
'QUANDO EU CRESCER...'
Abarcarei montanhas e mares de ausências, turbulência e poeira nos olhos tornar-se-ão verdadeiras. Ficará a saudade dos abrolhos nas plantas rasteiras exalando o que realmente seria a vida...
As lágrimas cor de sangue ficarão mais impetuosas e perceptíveis. Não haverá mais lugar para elas caírem ou mãos para agarrarem-nas nas pontas. O sol agora em ruínas tornar-se-á mais avassalador, dissecando dores e as poucas esperanças nas tempestades e dias sombrios...
Quando eu crescer, quero ter olhos de criança. Não o ser sem bonança que fizeram de mim: sem identidade própria e lugar no mundo, trancafiado numa caixa de pandora, respirando desvairados acasos e um amotinado de questões sem respostas ...
Tudo acontece lentamente quando se vai espichando o espírito. A coleta de sorrisos esparramados tornam-se resquícios, sem arco-íris. Quer-se acalanto, um mundo menos profano e de todos, sem metafísica...
Quando eu crescer, quero ser um casebre de palha, sem retratos pendurados nas janelas. Sem sequelas ou falas para reproduzir a harmonia passada. Tudo sem dualidades, sem metáforas que fazem da vida uma repetição desastrosa e colapsada. Eu nunca pedi para crescer! ...
