Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
''presta atenção,presta atenção,presta bastante atenção...
eu moro em Londres uma cidade histórica,linda e vibrante na qual eu amo viver.Você mora em New York que é super estimada.
como o atlântico é largo demais para atravessar todos os dias a nado,de barco ou de avião,vamos decidir isso na moeda.Mas se você não quiser aceitar isso eu deixo Londres com todo prazer se você estiver me esperando do outro lado,porque a verdade é que eu te amo...loucamente,profundamente,verdadeiramente e apaixonadamente''
Quando vejo você, me sinto forte, como se pudesse fazer qualquer coisa. Como se até eu valesse alguma coisa.
Sem pressa
Tudo tem seu tempo certo. É o que eu costumo repetir para mim mesma, numa tentativa tola de driblar minha ansiedade. Mesmo que eu acredite piamente que em nada tentar adianta antecipar fatos ou situações, sempre me pego imaginando o futuro, pensando como seria ou será, sonhando com o que ainda não posso ter.
Não se trata apenas de criar expectativas. É mais do que isso. É desejar de verdade. Eu quero tudo e quero agora. Para mim não basta viver um fim de semana memorável, preciso emendá-lo numa segunda-feira empolgante e seguir a semana em ritmo acelerado.
Quero viver cada momento com todas as letras maiúsculas. Quero negrito, sublinhado, neon e nada de reticências. Quero me embriagar de sentimentos e sensações, sem deixar nem um gole para depois.
Sobra vontade, mas falta energia. Nenhuma vida tem vigor para tanto. Eu não tenho. E quero e não quero ter. Ao mesmo tempo em que tenho ganas de estar no ápice, preciso do meu sossego. Quero um equilíbrio com doses de altos e baixos, uma montanha russa que me perturbe por dentro, mas que também aquiete a minha alma.
Meu imediatismo quase não me deixa esperar. Mas quando espero vejo todas as respostas, consigo entender todos os porquês. Posso enxergar que sempre acontece o melhor, o que realmente estavamos preparados para viver e sentir de forma plena.
Hoje, depois de um dia inteiro sem parar por um minuto, meus olhos insistiam em sorrir, em contraste com a minha carinha cansada. Quem me via passar pela rua mal podia imaginar as gargalhadas que eles tanto tentavam esconder. E eu percebi que não há motivo para ter pressa em voltar para casa.
Isso é o meu compromisso
E se eu fumo ninguém tem nada com isso,
Não, não preciso da sua postura
A minha segurança eu faço na cintura
Um hipócrita vai e os valores não caem
É tanto preconceito que eu não aguento mais!
De onde em onde, ela punha os olhos sobre mim, denotando uma grande vontade de me adivinhar, e eu fugia deles com medo de me trair.
Parte de mim deseja se submeter às correntes, a uma vida cativa e silenciosa. Mas eu já vivi uma vida assim, na lama, nas sombras, numa cela, num vestido de seda. Jamais serei submissa de novo. E jamais vou parar de lutar.
(A Rainha Vermelha)
Sim, eu tenho medo do esquecimento terreno. Mas, quer dizer, não quero parecer meu pai nem minha mãe falando, mas acredito que os seres humanos têm alma, e acredito na manutenção da alma. O medo do esquecimento é outra coisa, o medo de não ser capaz de dar a minha vida em troca de nada. Se você não vive uma vida a serviço de um bem maior,precisa pelo menos morrer uma morte a serviço de um bem maior, sabe? E eu tenho medo de não ter nem uma vida nem uma morte que signifique alguma coisa.
Fale comigo sempre que você estiver triste, mesmo que eu não consiga lhe trazer a felicidade, eu lhe darei muito amor.
Se houvesse tempo para voltar,
eu teria continuado.
Se houvesse tempo para
continuar, eu teria vivido.
Indo para o leito
Vem, Dama, vem que eu desafio a paz;
Até que eu lute, em luta o corpo jaz.
Como o inimigo diante do inimigo,
Canso-me de esperar se nunca brigo.
Solta esse cinto sideral que vela,
Céu cintilante, uma área ainda mais bela.
Desata esse corpete constelado,
Feito para deter o olhar ousado.
Entrega-te ao torpor que se derrama
De ti a mim, dizendo: hora da cama.
Tira o espartilho, quero descoberto
O que ele guarda quieto, tão de perto.
O corpo que de tuas saias sai
É um campo em flor quando a sombra se esvai.
Arranca essa grinalda armada e deixa
Que cresça o diadema da madeixa.
Tira os sapatos e entra sem receio
Nesse templo de amor que é o nosso leito.
Os anjos mostram-se num branco véu
Aos homens. Tu, meu anjo, és como o Céu
De Maomé. E se no branco têm contigo
Semelhança os espíritos, distingo:
O que o meu Anjo branco põe não é
O cabelo mas sim a carne em pé.
Deixa que minha mão errante adentre.
Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
Minha América! Minha terra a vista,
Reino de paz, se um homem só a conquista,
Minha Mina preciosa, meu império,
Feliz de quem penetre o teu mistério!
Liberto-me ficando teu escravo;
Onde cai minha mão, meu selo gravo.
Nudez total! Todo o prazer provém
De um corpo (como a alma sem corpo) sem
Vestes. As jóias que a mulher ostenta
São como as bolas de ouro de Atalanta:
O olho do tolo que uma gema inflama
Ilude-se com ela e perde a dama.
Como encadernação vistosa, feita
Para iletrados a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns (a que tal graça se consente)
É dado lê-la. Eu sou um que sabe;
Como se diante da parteira, abre-
Te: atira, sim, o linho branco fora,
Nem penitência nem decência agora.
Para ensinar-te eu me desnudo antes:
A coberta de um homem te é bastante.
Não gosto de ser uma pessoa fria, de ignorar meus sentimentos ou fazer pouco caso de quem eu quero bem. Mas dói muito menos agindo assim.
