Eu sei Dividir os Dons que Deus me Deu
*Tesouro e fé*
Para longe eu vou
Não há lugar, nem prisão
Livre por dentro
Ainda que ao redor prisão
Longe daqui
Esqueço que vim de lá
Onde pessoas más empreendem confusão
Haja paz e liberdade dentro de mim
Ninguém pode prender o livre pensador
Podem boicota-lo
Mas não encerra-lo em prisões
Homem de fé já é livre por definição
Aposenta a cidadania
Vive a cosmopolia
Desacultura teus costumes
Faz jus a aventura
Não violes
Não sejas pródigo
Não seja insólito
Mas viva com propósito
Aproveite, cresça
A terra está aí
Deus a fez te deleita
Conquista o ouro, a prata, a terra e a fama
Seja fiel a Deus
Não esbanja
Nem coma com os porcos na lama
Não troque seu Deus por um prato de lentilha
Atenta, caminho em sua luz
Não almeja o que seduz
Nem tudo que reluz é ouro
Mas guarda o teu tesouro, que é a tua fé
Dionísio C.S. Oliveira
Janeiro/2026
“O maior medo que eu tenho de uma discussão é que a primeira coisa a ir embora é a razão.”
— Dionísio Oliveira
Eu te amo! Sem porquês, sem medida, de todo jeito, com todas minhas forças, sem explicação, sem definição, ou talvez muito mais que isso. Eu sinto nosso amor, e vivo junto com você todo esse sentimento. É tão grande que chega a transbordar.
Eu te amo, Ba.
Te amo com tudo o que sou
e com tudo o que tenho para te oferecer.
Amo você de maneira despida,
transparente.
E ainda me surpreende
às vezes até me custa acreditar
que esse amor que entrego inteiro
seja recebido
e devolvido
na mesma intensidade.
Pra mim tanto faz se o seu amor me compromete
Com você, aposto tudo no número sete
Se eu cair, que você me segure
Eu por você, você por mim, podem me acorrentar
Quando eu digo que vou fazer algo e a pessoas não me chamam de louco, eu paro e repenso o que eu iria fazer.
Eu acredito seriamente que as mulheres devem ter mais direitos que os homem, sim ... com certeza, o homem já nasceu homem.
"Ao estudar um pouco de astronomia, descobrir que eu sou ateu, porém de uma forma extremamente diferente: não consigo acreditar que Deus não exista. Cristo rege todo universo!"
A Ti, Senhor, consagro o meu caminhar,
Pois sem o Teu amor, onde eu poderia chegar?
Tua força, Pai, é o pão que alimenta e a luz que conduz.
Eis aqui o Teu servo, a serviço da luz,
Que não há de parar, nem descansar,
Até que o último coração Tua Palavra possa abraçar.
Eu não vou me perder na tua loucura,
nem me curvar diante do teu vazio vulgar.
Minha essência não se vende, não se dobra,
sou raiz que cresce em solo limpo,
sou chama que arde sem se apagar.
Habito um mundo que não conhece contaminação,
onde o silêncio é sagrado
e a verdade é meu único escudo.
Não me alcançam tuas sombras,
não me ferem tuas máscaras.
Eu caminho erguido,
com passos firmes sobre a terra da minha própria criação.
Sou dono da minha paz,
guardião da minha liberdade.
E nada — absolutamente nada
vai me arrastar para fora do meu horizonte.
Hum homem fraco, implora para sentar na mesa das aparências.
Hum homem forte não mendinga atenção.
Afinal o homem tem suas próprias decisões.
Eu lamento não ter o poder nas mãos para consolar a todos,
nem o poder de abraçar cada um.
Resta-me apenas fechar os olhos e, em minha mente,
fazer minha alma ajoelhar-se
e pedir ao Supremo que olhe por seus filhos.
Eu não sou feito de respostas.
Sou feito de rachaduras.
Por dentro, tudo em mim é barulho:
pensamentos tropeçando,
memórias se mordendo,
desejos que não cabem no corpo.
Eu existo em estado de urgência.
Tenho dias em que me sinto infinito
e outros em que mal caibo em mim.
Tenho vontade de ser tudo
e medo de não ser nada.
Eu me desmonto com frequência.
E não é metáfora.
Eu me desmonto mesmo.
Ideias, identidade, planos, certezas —
tudo cai no chão.
E eu junto os pedaços
com mãos tremendo.
Não sou estável.
Sou vivo.
Carrego perguntas como quem carrega feridas abertas:
quem eu sou quando ninguém está olhando?
quem eu seria se não tivesse aprendido a me esconder?
quem eu posso ser se eu parar de pedir permissão?
Às vezes eu me sinto grande demais para esse mundo pequeno.
Às vezes pequeno demais para meus próprios sonhos.
Eu sinto tudo no limite:
o amor rasga,
a perda ecoa,
o desejo arde,
o medo grita.
Não sei sentir pouco.
Se eu te disser que sou forte,
é porque você não viu minhas noites.
Se eu te disser que sou sábio,
é porque você não viu quantas vezes eu me perdi.
Eu sou feito de tentativas.
E de fracassos belos.
E de recomeços malfeitos.
E de coragem improvisada.
Não me peça equilíbrio.
Eu sou terremoto aprendendo a andar.
Mas deixa eu te contar algo:
se você me ler e doer,
é porque tem algo em você querendo sair.
Porque todo mundo anda por aí
se amputando emocionalmente
para caber.
E eu não quero caber.
Eu quero existir.
Eu quero que minhas contradições respirem.
Que meus abismos tenham nome.
Que minha bagunça seja honesta.
Eu não sou exemplo.
Sou espelho.
Se você se vê em mim,
não é coincidência —
é humanidade.
Você também sente demais.
Você também finge menos do que parece.
Você também tem um caos bonito aí dentro
pedindo para ser reconhecido.
Então não se organize.
Se entenda.
Não se controle.
Se escute.
Não se esconda.
Se permita.
Porque viver
não é parecer inteiro —
é continuar mesmo em pedaços.
E se alguém te chamar de intenso,
agradeça.
Pior seria ser vazio.
