Eu Queria Saber Coisas que Rima com Lais
A mulher ama apenas um homem, o resto ela engana.
Agora resta você saber se é o enganado ou o que é amado.
🤣🤣🤣🤣
O saber ouvir é tão divino e transcendente.
É um ato de entrega e desapego que diz mais sobre quem ouve do que sobre quem está ali, falando e compartilhando sua alma.
Entre Mentes
Há algum tempo anseio o saber —
não o que dorme nos livros empoeirados,
mas o que se aprende com o corpo cansado,
com o tropeço, o erro, o fardo.
Como vampira, sugo teu intelecto,
saboreio tua razão, teu susto, teu afeto,
digiro o que entendo, excreto o que sobra —
e o resto, ah, o resto, me dobra.
Uma parte de ti em mim se instala,
como lembrança que nunca se cala,
e sigo, voraz, faminta, errante,
à caça do próximo semblante,
buscando no outro o que me falta,
eco antigo, alma farta.
Procuro o que não sei nomear —
mas saberei, quando encontrar,
eterna metamorfose do pensar,
esperança cansada de esperar.
Mas a verdade — ah, a verdade —
não tem alma, nem saudade,
é fria, nua, imortal,
e eu — humana — sigo,
buscando o que é real.
É aterrorizante olhar para trás
E não saber onde ficou
É aterrorizante olhar para o lado
E não saber quem o acompanha
É aterrorizante olhar para frente
E não saber o que o espera.
Triste saber que, para muitos, somos vistos apenas como objetos de utilidade.
Enquanto temos algo a oferecer, sorrisos se multiplicam, palavras se tornam doces e a presença é valorizada.
Mas basta um momento de silêncio, de cansaço, ou de vazio — e tudo muda.
Aqueles que antes nos cercavam desaparecem, e o silêncio se torna a única resposta.
É nesses instantes que aprendemos o valor da presença verdadeira, aquela que não depende do que podemos dar, mas do que realmente somos.
Porque quem fica apenas quando tudo é fácil nunca esteve de verdade — apenas usava o reflexo do que tínhamos a oferecer.
A experiência não habita no relógio, nem se conta em anos, mas sim, ela revela-se no saber fazer.
Não é o tempo que faz a experiência, mas o saber fazer com o tempo que se tem.
Boa Esperança, nome antigo,
hoje Iara, luz do saber.
Em teus gestos encontrei abrigo,
aprendi a ler, rezar e escrever.
Benê Morais.
Deixa-me triste (dói-me) saber que a história da minha vida será julgada por aqueles que não a conhece. Furucuto,2025
