Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
Eu perguntei ao vento, por que sempre assovia ao passar. Disse-me que é encantado com a vida e se passa cantando, é para esta alegrar.
... E brincando eu ficava, a atenção no pega-pega agitado, na corrida desenfreada, e o coração parecia que saltava.
Quando eu era bem pequena papai era gigante, tudo ao redor era tão grande e tão longe de minhas mãos.
Ainda bem que defeitos fazem parte da vida, porque eu os tenho e você também. O que realmente importa é o esforço que se faz para vencê-los.
É dentro do pensamento que verdadeiramente eu me liberto. Vou para onde ele me levar.
No pensamento é fácil viver, porém é difícil voltar.
Prisioneira me sinto dessa paixão
que desnorteia meu horizonte
que outrora tinha o norte
onde eu podia me orientar.
Na solidão junto aos meus pensamentos vou ao encontro de meu eu que perdi quando em desarvorada correria fui parar, ao que achava ser, o mar calmo que poderia abrigar as ondas quentes de meu coração.
Eu senti como o vento balançando a árvore,
mas mais forte... o vento deslocado em
redemoinho gigante, assim...
Me achei tão pequeninha e balancei, e tremi...
depois passou, acordei.
Nas pegadas que vão ficando em meu caminho, há o sentimento de que foi tentado o melhor que eu poderia e dado o melhor que havia dentro de mim.
Sobre caridade:
Cada vez mais eu me convenço que o lindo de dentro se externa, refletindo e revelando a beleza por fora.
Quando parei de sentir pena de mim, conheci uma outra pessoa me habitando. E percebi o quanto eu me bastava.
Quando parei de sentir pena de mim, visualizei todo um outro universo em que eu podia relaxar, ficar feliz e agradecer minha existência.
Quando parei de sentir pena de mim me senti inteira.
Adorava o natal, eu podia usar roupa nova... nunca vou esquecer um chapéuzinho que mamãe fez. Fui a missa com um sapatinho de verniz que brilhava... Deu início assim a saga de menina por seus objetos de consumo....
Navego eu, navega você, navegamos nós nesse mar infindo, na galeria de oportunidades que nos surpreende a cada instante. O sopro de vida é que nos chama a pegar no remo e remar.
Flutuando eu estava porque nada me pesava, a mente leve e a alma a voar. Tinha a impressão de que ficaria alí para sempre entre a felicidade e o bem estar.
Então eu vou colorindo o dia porque quando ele nasce cinza a responsabilidade de fazê-lo ganhar cor é minha.
O sentimento nasce em mim, e eu tenho a possibilidade de criar o que eu quiser. E eu quero amor... vibro no amor... creio e vou em busca do amor.
Quando eu era bem pequena
Achava que a lua era brinquedo
Que o sol aparecia para eu levantar
Que as estrelas eram donas do céu,
Mas o que eu gostava muito
Era de na chuva brincar.
Se o espelho mostrasse nosso EU verdadeiro ao invéz da aparência, certamente muitos se assustariam.
