Eu Nao sou Perfeita So apenas eu
Vou contar pra vocês, sem enrolar, O poder que tem um simples olhar. Não falo do olho que só vê o chão, Mas do jeito de ver, da percepção. Pois na vida da gente, meu caro irmão, O olhar transforma a situação.
Depois da dor, não quero mais o que era. Quero o que é real, mesmo que doa. Porque só o que é verdadeiro permanece.
Amor que não morreu
Diziam: “Vai passar, é só ausência.”
Mas o que sinto não conhece fim.
É como se a tua essência e a minha
tivessem fundido o próprio porvir.
Não há morte para o que não nasceu,
nem esquecimento para o que arde.
Teu amor é cadáver que viveu,
e em mim repousa — lúgubre, mas tarde.
Terra que pulsa em mim
(Eliza Yaman)
Não é o chão que falta — é o perfume,
da flor que só no meu país floresce.
Aqui, o céu é outro, o ar resume,
a ausência que em silêncio me adormece.
Minha pátria não é só geografia,
é o afeto que moldou minha raiz.
Mesmo longe, ela canta em minha via,
como um tambor que nunca se desdiz.
Estive só,
sem graça,
como um cão
que deseja
o osso,
feito um poeta
que não consegue
escrever uma linha.
Não é sobre se achar, é simplesmente sobre ter certeza de que só existem dois tipos de noivas: ou você é a prudente ou você é a néscia.
Sinceramente não sei
se é a dor, se é a tristeza,
ou se as duas se juntaram
numa só, dentro do vazio
que sinto no peito...
Não importa o quanto você se considere preparado. Só vai aprender a ser policial, de verdade, com constante aprimoramento teórico e prático.
A I.A. só sabe tudo de tudo dentro da razão e do interesse e da necessidade humana e não sobre a perspectiva de Deus, que para alguns que querem ir atrás desse conhecimento infelizmente vão nas igrejas e vão atrás da teologia distorcida sobre Deus(ou nas espiritualidades), isso nem a teologia tem o conhecimento verdadeiro, está toda cheia da doutrina fundamentalista dos "pais da igreja".
As pessoas não te falam tudo. As pessoas só te falam aquilo que estão dispostas a ganhar algo em troca.
A vida é uma máquina de moer gente, só não entendo quem traz carne nova para ser moída de tão bom grado.
" A Dor da perda é só uma experiência amarga, mesmo assim ela nos ensina que a doçura não dura para sempre, devemos estar preparados para tudo, mesmo tristes, saber conciliar os momentos com harmonia e serenidade com um único objetivo, seguir em Frente. "
Não existe tempo certo para a ausência, só a certeza de que a memória cura em passos pequenos e silenciosos.
Existem pessoas que simplesmente não merecem a sua atenção. Gente que só aparece quando precisa sugar algo de você, mas que nunca está quando é a sua vez de precisar. Pessoas que diminuem suas conquistas, que zombam dos seus sentimentos, que te cercam de inveja e negatividade. Dar atenção para esse tipo de gente é como desperdiçar energia preciosa em algo que não retorna nada de bom.
Atenção é valor, é cuidado, é escolha. Quem não te respeita, não te apoia e não sabe reconhecer quem você é, não tem direito a ocupar espaço na sua vida. Não se culpe por fechar as portas. Você não deve nada a quem não sabe somar.
Calunga da Alma: Umbanda em Versos Alquímicos
Não é só na guia, no atabaque ou no giro,
Mas na sombra que dança no fundo do respiro.
A Umbanda não vem só de folha ou raiz,
Vem do abismo do ser, onde o eu se infiltra e diz:
"Quebranta-me, Preto Velho, com teu cachimbo lento,
Desfia este novelo de falso sofrimento.
Mostra-me na kalunga do inconsciente fundo,
O Exu guardião do meu desejo infindo.
Eis que o terreiro é espelho: arquétipo em transe,
Jung e Lévi-Strauss no mesmo passo que dança.
Ogum desce no ferro da couraça quebrada,
Oxóssi flecha a angústia, caça a alma atordoada.
Iemanjá é o útero, o mar primordial,
Onde o ego se afoga num sal gélido e igual.
Ela lava na espuma o complexo enraizado,
O trauma cristalizado, o amor não realizado.
Oh, Pombagira gira no eixo da libido,
Desata o nó do gozo, do que foi reprimido.
Seu riso é catarse, seu gume é análise,
Desvelando na lama a mais pura promessa.
A magia? É símbolo que opera no osso,
Projeção transformada em axé, sangue e gozo.
O médium, o transe, não é Narciso ferido, é amparo
Enxergando no orixá seu duplo esquecido.
A cura não é fuga, é integração profunda:
O inconsciente coletivo que em santo se desfunda.
O ego se dissolve no ponto riscado no chão,
E renasce no corpo de luz, em comunhão.
É "Erzulie" no espelho quebrado da autoimagem,
Xangô julgando a culpa, cortando a ramagem
Do superego severo, da moral que oprime,
Restituindo o sujeito ao seu centro sem crime.
A Umbanda opera a grande sublimatio...
A pulsão devoradora, em caridade e ofício.
O desejo recalque, em gesto de dar,
O ódio ancestral, em perdão sem parar.
Não é magia menor, feitiço no escuro,
É "magnum opus" da alma no cadinho do futuro.
É a psique em procissão, arquétipo em terreiro,
Desfazendo o sintoma, curando o mundo inteiro.
No silêncio que ensurdece após o último ponto,
O eu, agora coletivo, perde seu contraponto.
A vida transformada? Não por mero milagre,
Mas porque a alma, enfim, aprendeu a ser ponte
Entre o abismo e o astral,
Entre o humano e o divino,
Entre a dor e o axé,
No terreiro, destino....
