Eu Gosto do Risco dos que Arriscam
Quero que se lembre de onde vim
Lá eu era feliz
Meu mundo era uma sapatilha de pontas e só, dó, ré, mi...
Padê burrê, assemblé, brisé, piruetas.
Meus problemas eram com os laços, fitas, tutu e os belos saltos no palco
Meu palco, minha vida
Meu inferno
Tempo maldito que me fez errar o caminho
Desviar do destino
Aprontar armadilhas para eu cair
Perder o ultimo passo
A ultima dança
A ultima chance
Já não tem holofotes
Nem sorriso, nem aplausos
Nem coxia, nem tutu, nem sapatilhas
As luzes se apagaram
O show terminou
Meu Deus obrigado por permitir que eu faça o que posso em favor do Evangelho para que o senhor faça tudo o que eu não posso.
Pr Danilo de oliveira.
pelas ruas que andei procurei te encontrar sempre! porém as ruas que eu andava vc não passava! então fui andar pelas avenidas para ver se em algum acaso da vida,por essas grandes avenidas poder te encontrar.
Em sampa vc nao se sente sozinho, voce esta sozinho! Eu sento no chao e observo as pessoas irem e virem, ninguem liga pra voce! Ninguem quer saber se vc precisa de algo, a selva de pedra nunca fez tanto sentido... Cada barraco, cada viela, cada pessoa, mostra a realidade da qual queremos nos proteger com medo de um dia por ironia do destino acabar ali no mesmo lugar que um dia nos horrorizamos, e no fim.... SOMO TODOS IGUAIS... Acho que essa é a maior ironia.
As únicas pessoas em que eu pessoas ter um pouco mais de confiança é minha família, e alguns amigos-família.
Nordestina Paulistana
Um talento recebi
Das mãos de nosso senhor
Me foi dado a poesia
Eu aceitei com amor
Para descrever minha vida
Como o destino mandou.
Nordestina paulistana
Cultivo dois corações
Um sertanejo arretada
Outro cinzento solidão
Os dois falam a mesma língua
Seguem cantando a canção.
Bem num passado distante
Pele queimada do sol
Mãos calejadas da enxada
Vida marcada sem dor
Mais a esperança no peito
Como quem dança um forro.
Assim sigo minha vida
Sem jamais desanimar
Meu pai homem muito forte
Foi que me ensinou a andar
Minha mãe mulher bendita
Me ensinou como amar.
No sertão cantei toada
Em São Paulo cantarolei Beatles
Fiz amigos verdadeiros
Tive momentos esquisitos
Mas também amargurei
Em horas de vereditos.
Um belo dia porém
Conheci a poesia
Em uma sala de leitura
Não foi como eu queria
Mas fizemos amizade
Hoje, vivemos em harmonia
Terê cordeiro.
“...E, de novo aconteceu,
Assim como eu pedia,
Cê caiu nos braços meus,
Eu sempre assim queria,
Ter você dentro de mim...”.
AJCMusskoff.
