Eu Gosto do Risco dos que Arriscam
Você é igual a Flor
que eu vi num certo jardim.
A flor nasceu para ser admirada,
mas você minha amada,
nasceu para mim!
Eu não vou negar que homem chora,
porque as vezes eu choro,
de saudade,
da felicidade,
do seu colo!
Outra pessoa vai recitar aquilo que eu criei pensando em você, para outra pessoa que não é você, outra pessoa vai fazer coisas que eu queria estar fazendo com você.
O retrato de uma profunda traição!
Até o meu melhor amigo, em quem eu confiava, e que partilhava do meu pão, também me traiu! (Salmos 41:9)
Se você foi traído pela pessoa que dizia que te amava é porque nunca te amou, então não discuta, apenas vire-se vai embora e agradeça a Deus pelo que Ele te livrou.
Lembre-se: respeito, amor-próprio e valores andam juntos.
Não se preocupe com judas, eles mesmos se matam.
Falar de silêncio é algo muito importante — e, ao mesmo tempo, difícil.
Toda vez que eu paro pra falar de silêncio, eu vejo o abismo que eu sou.
E toda vez que o vejo, percebo que vou me salvando através dele.
Quantas vezes a gente questiona o outro sem ter empatia pelo que ele vive — e, às vezes, nem é uma escolha.
Faltam três meses pro ano acabar, e eu já começo a sentir saudade.
O silêncio me faz respirar.
Ao mesmo tempo que ele me cansa, ele também me desafia.
Às vezes, ele atravessa a gente — de um jeito que nem dá pra explicar.
Engraçado como, a cada dia que passa, surge uma nova sensação sobre o meu trabalho.
Hoje foi um dia triste, e tive a certeza de que o meu trabalho leva um pouco das minhas tristezas com ele.
Ainda assim, eu agradeço muito.
Vou sentir falta quando acabar.
E toda vez que eu digo isso, penso: que clichê!
Mas, na verdade, quando a gente se despede de um trabalho — de um ciclo, né? — a gente se despede de muita coisa dentro da gente também.
Às vezes, me pergunto: o que as pessoas sentem quando leem meus textos?
O que está chegando delas até mim?
Será que elas sentem essa avalanche de emoções que a gente sente ao escrever?
Ou será que não sentem nada?
Será que a falta é minha?
Ou será que elas só não querem entrar em contato com as coisas que doem?
Mas aí, de repente, a gente recebe o gesto de alguém que poderia julgar quem sofre — e não julga.
A pessoa encosta a mão em você e diz:
“Posso te fazer um elogio? Muito obrigado. Eu me vejo em você.”
E, na verdade, quem agradece sou eu. Porque é a escrita que me faz ficar viva. Enquanto eu tiver oportunidade, eu vou escrever o melhor que eu puder.
Todo dia eu luto, se hoje minha vida parece mais fácil, é simplesmente porque me esforcei antes, honrei minha mãe e deixei de fazer por mim, para fazer por alguém, que muitas vezes nem merecia, não esperei gratidão, pois um dia, todos os dias que tive ar para eu respirar, Deus foi bom comigo sem eu merecer.
O Espelho do Eu
Olho para mim e vejo fragmentos que esqueci,
restos de sonhos, pedaços de coragem que o tempo dispersou.
Mas não há pressa.
Cada cicatriz, cada sombra, me lembra que sobrevivi.
E sobreviver, mesmo em silêncio, já é um ato de força.
Cada momento contigo
traz uma paz que eu nem sei explicar.
Cada mensagem tua
parece um pedaço de luz entrando no meu dia,
me lembrando o quanto é bom ter alguém
que faz tudo parecer mais leve.
Mesmo quando estamos longe,
é como se eu sentisse tua presença por perto.
Teus gestos, tuas palavras,
têm algo que me alcança de um jeito único,
como se o coração entendesse o que os olhos não veem.
E no meio desse silêncio,
é teu nome que sempre ecoa baixinho.
Não sei explicar o que é,
mas é diferente, é certo, é real.
Tem algo em nós que o tempo não apaga,
um sentimento tranquilo, firme,
como se o destino tivesse esperado por esse encontro.
Com o passar dos dias,
vou percebendo o quanto és especial.
Cada riso, cada conversa,
cada pedacinho de tempo ao teu lado
me mostra que o amor pode ser simples,
e ainda assim, imenso.
Por isso, sem precisar prometer nada,
eu já sei — és o amor da minha vida.
Não por acaso, não por sorte,
mas porque meu coração
encontrou descanso no teu.
Eu consigo ver uma luz dentro de si. Não deixe que ninguém apague o seu sorriso. Você merece muito mais, acredite. Deus te ama, Ele sempre está do seu lado... Nunca perca sua fé, continue em pé. Os melhores dias virão.
Amizade Improvável
Se eu contar a história, talvez digam que é besteira.
Se ouvirem só a versão sem o contexto, até eu mesma diria que não faz sentido.
Mas, Maria Clara é exatamente isso: uma amizade improvável.
E, ao mesmo tempo, uma das mais preciosas que já tive.
Ela tem uma lealdade imensurável e uma gentileza rara.
É daquelas pessoas que, mesmo de longe, fazem questão de estar perto.
Nós nos falamos mais por aqui(redes sociais), quase nunca nos vemos pessoalmente.
Mas a maior raridade de tudo isso não está na frequência dos encontros, e sim na qualidade da conexão.
Porque amizade verdadeira não precisa de presença constante, ela se sustenta nos valores, nos princípios, no cuidado silencioso.
E foi com Maria Clara que entendi: amizade de qualidade é aquela que se percebe na essência.
Eu sou bastante seletiva com quem deixo entrar na minha vida.
E talvez por isso ela seja tão única.
O Amor que não toquei
Eu te amei no silêncio mais profundo,
como quem carrega em si o eco de um milagre.
Tua presença era luz e condena,
era abrigo e abismo — céu e inferno em um só nome.
Não ousei tocar teu corpo.
Temia que o gesto rompesse o encanto,
que a pele profanasse o que era divino,
e que o desejo, impuro e humano,
manchasse o amor que nasceu casto e sem tempo.
Amei-te com as mãos atadas pela reverência,
com o olhar preso ao chão, como quem ora.
Havia em mim uma devoção doente,
um anseio que queimava, mas que não ardia em voz.
Eu sonhava contigo nas horas em que o mundo dormia,
quando até o vento parecia ter piedade de mim.
Falava contigo em pensamento —
em preces, em delírios, em lágrimas que não caíam.
Teu nome era meu sacramento.
Tua ausência, minha penitência.
E eu, exilado do toque, vaguei entre o desejo e o medo,
entre o amor que salva e o amor que destrói.
Hoje, sou o que sobrou do que senti:
um corpo vazio, um altar sem fé.
O tempo passou, mas tua sombra permanece,
sentada ao lado do meu silêncio.
E se há céu ou perdão, não sei —
só sei que, no fundo,
a maior dor não foi perder-te...
foi nunca ter ousado te possuir.
Casar-se é abrir mão do eu em favor do nós, é entender que o amor maduro não exige igualdade de direitos, mas equilíbrio de entregas
Quem busca vantagens no casamento ainda não entendeu o valor da união.
Um dia me perguntaram quais eram os meus planos.
Eu apenas sorri e perguntei de volta: morrer é uma opção?
O Barco e as Marés
Se eu me sentisse vivo,
minha vida perderia a graça.
Minha mente, perdida,
se encontra vagando por praças.
A vida é bela —
e o contrário disso,
ninguém fala.
Me sinto perdido,
mares e oceanos
já não afogam minhas mágoas.
Mas sigo sorrindo.
Cresci acreditando em contos de fadas —
não o de Notre Dame,
mas o peso nas costas
me mata.
Tropeços nos fazem crescer,
não é isso que falam?
Então daqui uns anos
serei tão grande
que esses problemas
já não me param.
Até lá, vou levando.
São idas e vindas
de coisas tão rasas.
O barco balança...
mas poucas marés
realmente me abalam.
Por Gabriel Alves
“Eu não morreria por ti”
Não, eu não morreria por ti.
Viveria por nós.
Tentaria por nós.
E quando tudo parecesse difícil,
faria o impossível, o possível e até o inexplicável,
só pra ficar ao teu lado.
Nos momentos mais sombrios, te ajudaria.
Nas tuas crises, te acalmaria.
E nas tuas águas, mergulharia.
E em um poema que jamais verás,
escreverei meus sentimentos mais profundos,
meus pensamentos mais secretos.
E se um dia, por acaso do destino, os leres,
perdoa-me por ser tão tolo...
tão tolo por ti.
Às 23h47 da noite, me pego pensando em nós.
Pensando em como poderíamos ser.
Amei-te, e ainda amo, por quem tu és.
E, mesmo com todos os teus mil e um defeitos,
vos amarei também.
Cada
um
deles.
Mas tu ficastes cega,
e meu amor não enxerga
que aos teus olhos,
não passa de uma simples paixão.
que logo desabrochará e morrerá.
E assim, como meu último ato de amor,
eu vos digo:
Sim, eu morreria por ti.
Certo dia, eu estava assistindo a uma série e ouvi a seguinte frase:
“É isso que o abuso faz com a gente. Me transformou nessa isca grudenta pra todas essas pessoas esquisitas. Uma ferida aberta pra farejarem.”
Aquela frase me atravessou como uma espada enferrujada, rasgando todo o meu interior. Quantas vezes me peguei pensando exatamente isso, tentando encontrar uma resposta para, repetidas vezes, ser esse ímã que atrai pessoas capazes de abusar, aproveitar, machucar...
Muitas foram as vezes em que me questionei sobre quais atitudes minhas me colocavam nesse lugar de vulnerabilidade.
Quão frágil eu sou?
O quanto eu não sei impor limites?
O quanto eu mesma me abuso, por não saber dizer “não”, pelo medo de deixar o outro desconfortável?
Tem dias em que me sinto um amontoado de dor, amassada em paredes e invadida, como se eu não significasse mais nada a não ser um pedaço nojento e miserável de carne.
Como aquela pequena garota de cachos e olhos estatelados podia despertar algo além de pena? Eu só queria poder abraçar aquela garotinha e dizer que vai ficar tudo bem, que aquilo nunca mais vai acontecer, mas eu estaria mentindo.
Aquele acontecimento te marcaria como um gado, te fazendo lembrar todos os dias de que você é propriedade dessa trágica realidade.
É estranho pensar que a dor faz parte de mim, que eu preciso senti-la para saber que estou viva. Quantas foram as vezes em que me machuquei, me invalidei, apenas por sentir que não era digna de ter nenhum respeito.
Parece que não estou apta a ser feliz...
