Eu Gosto do Risco dos que Arriscam
Porque eu tenho que estar sempre feliz? Porque eu tenho sempre tenho que ter algo a dizer?
Hoje eu não quero aparecer na rua. Hoje eu não quero ser o cara que pratica esportes, que tem um humor sinico, que não liga pra nada e apesar de tudo ser forte.
Hoje eu não quero ouvir que tudo vai dar certo de que as coisas vão ficar bem. Eu não quero ter esperanças. Eu não quero que me adulem ou me julguem.
Eu não quero responder a perguntas idiotas. Eu não quero ouvir conversas estúpidas e sem sentido e ter a certeza que os felizes são os ignorântes e que os sábios são solitários e infelizes.
Hoje eu não quero dar conselhos, eu não quero ouvir dicas. Eu não quero responder bom dia. Eu não quero der um sorriso falso e responder sem pensar que está tudo bem.
Hoje eu não quero comprar presentes, eu não quero ser bajulado e nem quero ser grato com ninguém.
Hoje eu não quero cantar. Eu não quero que ninguém me sirva. Eu não quero piedade e muito menos compaixão.
Hoje eu não quero preocupação falsa de meus amigos e a virtude boa dos meus inimigos.
Hoje eu não quero que ninguém diga que está com saudades de mim, quando não está. Eu não quero convite para ir na praia. Não quero pessoas felizes do meu lados.
Hoje eu não quero falar o que os outros querem ouvir. Eu não quero fingir ter amor pelas pessoas. Hoje eu não quero compania e muito menos afetuosidade.
Hoje eu não quero andar em casa e nem cheirar uma rosa. Hoje eu não quero que ninguém me apoie. Hoje eu não quero plantar nada.
Hoje eu não quero a hipocrisia da vida feliz. Hoje eu não quero participar desse teatro sem final.
Hoje eu apenas quero estar na platéia e bater palmas quando tudo isso chegar ao fim.
Hoje eu só quero ser eu.
Rui Miguel Trindade Dos Santos
Somos pessoas diferentes. O modo como eu lido com as minhas amizades, em que alguns momentos estou bem e em outros nem tanto, não quer dizer que não as ame com tamanha intensidade e força que necessite deles ao meu lado, mesmo que eu não demonstre isso. Por isso é tão importante cultivar nossas amizades, dedicando-nos, interessando-nos e envolvendo-nos. Isso leva tempo.
Vou entregar as minhas escolhas a Deus.
Não seja eu a decidir mas Ele.
Quem mais tem poder para comandar?
Quem mais tem poder para dirigir um sonho?
O sonho de descobrir, de amar mesmo com a distância a ter que enfrentar.
Amar não tem hora nem lugar.
Só espero contigo um dia estar.
E poder dizer-te "Amo-te, quero ser teu."
Seus olhos castanhos
São pérolas que adoro.
Com o seu sorriso eu coro.
Seus ouvidos são estranhos.
Pois escutam a palavra de Deus.
Por isso isso eu oro.
E peço ao Senhor,
Que me oiça, que me acolha,
Que me encha de amor.
Amor livre é amor verdadeiro.
Amor verdadeiro não é passageiro.
È lógico que eu quero você, você que me faz bem, VOCÊ ... cadê você??? VOCÊ? Quem és tu que tanto quero????
Eu quero dormir bem,
tantas tarefas, corrida intensa,
o são ficou louco,
a ganancia se confundiu com ambição,
e não quero seguir por essa linha!
Quando o santo é forte,
ele pesa por estarmos seguindo errado,
produção a milhão,
sustentando filhos de deputados,
assaltos sem armas,
tudo muito bem registrado,
porém não perceptido.
O instinto animal, cadê o nosso faro?
Lindo, garboso e fino com uma roupa de etiqueta,
feio, chato e escroto sem uma roupa de etiqueta,
sou o que tenho, não o que sou.
Fácil falar de que não precisa de dinheiro quando a carteira tá cheia,
há quem diz ter muitos amigos,
não sabem quem os rodeia,
puxa-saquismo de primeira.
CRENDICE
Quem me disse fui eu...
Achava que jamais iria envelhecer
Mas a gente reconhece a velhice
Na esquisitice de ver a mãe da gente morrer
E continuar a viver em nós.
Inquieta, eu, poeta, paro e penso.
Às vezes, preciso beber um gole
denso de silêncio.
Tomar um porre fluido de nevoeiro,
Um cálice poético evidente.
Poder inspirar pela tangente,
Preciso me embrenhar,
Gritar, silêncio...
Silêncio...
Eu e minha amiga Nina
E lá estávamos nós, pedalando nossas bicicletas, deixando os cabelos dançarem ao sabor do vento. A estrada à nossa frente, a vida passando rápido, mas nossos olhares se cruzavam, e cada sorriso seu era como uma centelha que me impulsionava a ir mais longe. Meu coração batia forte, ansioso por descobrir algo novo, algo que só o desconhecido poderia nos oferecer.
Nina, com seu jeito único, misturava meiguice com uma pitada de loucura. Como não se encantar por ela? A menina das histórias mais fascinantes, dos momentos mais inesperados. Cada palavra que ela pronunciava era como uma página de um livro que eu nunca quisesse terminar.
Chegamos à beira da barragem, e seus olhos brilhavam como estrelas refletidas na água. Era como se o sol inteiro estivesse contido neles, iluminando tudo ao redor. Naquele momento, o mundo parecia se resumir à maravilha que era vê-la admirar a paisagem. Era a pureza de uma criança, a profundidade de uma mulher e a doçura de uma menina, tudo em um único olhar.
Carta de Desabafo
Você sabe… eu nunca pensei que precisaria escrever isso.
A gente abre a porta da casa, mas principalmente a do coração. Acredita, confia, entrega… E quando é amizade de verdade, não há medo, não há testes. Só que algo dentro de mim, não sei explicar, pediu silêncio e atenção. Então fiz algo pequeno — deixei um pote com dinheiro sobre a mesa. Saí cedo, como sempre, para comprar pão. Uma rotina comum… em uma casa que já não era só minha, era nossa.
E quando voltei, o pote tinha sido mexido.
Não foi só o dinheiro que sumiu. Foi a confiança que escorregou pelos dedos. Foi a imagem que eu tinha de você que desmoronou sem fazer barulho. No corredor, ouvi passos — passos que sempre reconheci, mas naquele dia soaram diferentes. Não eram de amigo. Eram de alguém que rastejava… como quem foge depois de fazer algo errado.
E ali, parado no meio da casa, eu entendi. E doeu.
Doeu mais do que eu esperava. Não pelo que foi levado, mas pelo que foi quebrado. E o pior… eu calei. Não disse nada. Decidi observar. Esperei. Mas cada dia que passou depois disso só afundou mais a mágoa dentro de mim. Porque o silêncio também fala, e o seu silêncio me disse tudo.
Fico aqui tentando entender: em que momento a amizade virou interesse? Quando foi que meu carinho virou descuido? Será que fui ingênuo? Ou será que você nunca esteve por inteiro?
Hoje eu escrevo não pra cobrar, nem pra confrontar. Escrevo porque preciso tirar isso de dentro de mim. Porque o que dói não é o que foi levado da mesa… é o que foi arrancado do meu peito.
Espero que um dia você entenda o peso do que fez. E que saiba: mesmo decepcionado, eu ainda torço pra que você aprenda. Porque quem trai por tão pouco… vive perdendo o que tem de mais valioso.
Mas eu? Eu sigo. Com menos gente por perto, talvez. Mas com mais verdade nos olhos.
— Hercules Matarazzo
