Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Eu odeio me sentir assim. Odeio me sentir triste, desanimada. Odeio ler coisas que me deixam mal. Odeio quando as pessoas têm atitudes que me deixam com raiva. Eu queria que tudo mudasse por um instante, que tudo se acalmasse e encontrasse paz. Queria que as brigas cessassem, essas brigas que tanto detesto, que me fazem pensar em decisões precipitadas, que machucam meu coração de forma furiosa. Às vezes, as palavras machucam profundamente, trazendo lágrimas e nos fazendo sentir como um verdadeiro nada. Mesmo desejando ser tudo, é inevitável não se magoar com as pequenas palavras que dizem tanto, expondo tudo o que preferiríamos não ouvir daquela pessoa, aquela que tanto apreciamos, que tanto desejamos ter por perto.
As feridas provenientes de brigas e mágoas anteriores estavam começando a cicatrizar, até que algo aconteceu novamente, algo que fez você chorar, sentir tudo aquilo que evitava a todo custo. E então, as feridas se reabrem, deixando um vazio imenso, um aperto insuportável que traz uma tristeza que invade o coração, quebrando cada pedaço dele, permitindo que a dor se instale naquele momento. Naquele instante, você anseia por sorrisos em vez de lágrimas, por abraços em vez de distância. Porém, isso não é uma opção, pois o desejo não é compartilhado igualmente, depende daquela pessoa que mencionou antes, a pessoa especial, que você gosta tanto, que tanto deseja ter por perto. Mas ela permanece distante, presa em sua própria tormenta, aguardando a paz voltar a envolvê-la novamente.

Tenho seguido a Cristo por oitenta e seis anos sem que ele tenha me feito mal algum; por que eu haveria de negá-lo agora?(ao dizerem seus algozes, que o bispo de Esmirna escaparia com vida se negasse a Cristo)

Quando alguém me pergunta se o Yoga ensina a respirar, eu respondo que na verdade, ele ensina a aproveitar melhor os momentos em que perdemos o fôlego.

eu sempre estive sozinho.
hoje eu parei e concluí: a solidão foi a única coisa que sempre esteve comigo durante esses anos todos.

Eu quero ver o sol atrás do monte
Eu quero ver o brilho que ele traz
Eu quero ouvir de novo a Sua voz!

⁠Se tem uma coisa que eu sei é que seu lugar é aquele que te faz se sentir confiante, importante e bem.
Se aquele lugar (música, pessoas, livros, ambientes) te faz se sentir mal, insuficiente e pequeno, então, não é seu lugar.

Nunca precisei fingir estar amando um outro alguém, até porque eu não conseguiria fingir estar feliz quando na verdade há uma dor dentro de mim, choro por não te ter... E seria em vão viver uma felicidade que não existe. Atuar! Não é comigo.

*Exatamente pela luta do meu sonho de ser feliz que resolvi deixar pra trás tudo entre nós. Você está enxergando em mim, uma felicidade que não existe... (Você sempre consegue errar duas vezes pelo o mesmo motivo).

Soneto XXXVIII

Quando a chuva cessava e um vento fino
franzia a tarde tímida e lavada,
eu saía a brincar, pela calçada,
nos meus tempos felizes de menino.

Fazia, de papel, toda uma armada,
e estendendo meu braço pequenino,
eu soltava os barquinhos, sem destino.
ao longo das sarjetas, na enxurrada...

Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
que não são barcos de ouro os meus ideais:
são de papel, são como aqueles,

perfeitamente, exatamente iguais...
_Que meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais!

"Ela disse: “Estou com tanto medo…” E eu perguntei: “Por quê?” Aí, ela respondeu: “Porque estou me sentindo profundamente feliz. E uma felicidade assim é assustadora.” Voltei a perguntar por quê, e ela prosseguiu: “Só permitem que alguém seja assim tão feliz se estão se preparando para lhe tirar algo”."

Então ela sorrateiramente surgiu aos poucos atrás daquele paredão vermelho, sem perceber que eu a via, e mesmo sem olhos ela me via.
Ah, essa lua cheia... Cheia de magia.

Amor não se se divide, por isso eu lhe dou o meu amor por inteiro.

Eu não quero ser mais alguém em um mundo hipócrita. Eu só quero sobreviver aos medos e fazer com que as minhas palavras soem mais alto do que a falta de coerência dos tolos.

Não procuro pessoas que me façam feliz. Procuro quem me faça bem, porque feliz eu mesmo me faço.

eu sou só eu, não somos nóis pois então não podemos viver dependendo dos outros.

Eu não me afasto de pessoas que entram em minha vida, apenas deixo espaço, pra observa-las melhor. As que ficam, são as que realmente, valem a pena!
Lei de Direito Autoral (nº 9610/98)

"A coisa mais bonita do mundo é o amor que não pede nem espera retribuição. Se eu te amo, o problema não é teu, é meu."

Eu me lembro que ainda muito jovem li as memórias de Goethe. Goethe era um sujeito que achava que nós deveríamos cumprir todas as nossas obrigações para com a sociedade. Porque nós temos de ser superiores a ela, não inferiores. Se nós consentimos que a sociedade nos marginalize e nos derrube, então nós seremos seus escravos.

Eu tinha muita amizade com o doutor Juan Alfredo César Müller. Ele era um sujeito goetheano. A ética que ele seguia era a do Goethe, baseada em três coisas: o homem deve ser digno, prestativo e bom. O dr. Müller era a encarnação dessas três coisas, era digno, prestativo e bom. Você não pode fugir das suas obrigações sociais. Claro que, às vezes, você as cumpre imperfeitamente. Mas você não pode fugir delas, porque se você fugir, você se enfraquece. E se você se enfraquece, você torna-se uma vítima inerme da pressão. Você tem de se esforçar, tentar fazer o máximo para que seja mais forte do que a pressão da sociedade, não mais fraco, jamais uma vítima.

Goethe fala de sua ética do trabalho em seu livro de memórias "Poesia e Verdade" e nas "Conversações com Goethe", escrito por seu secretário, que teve a prudência de anotar os diálogos que tinha com Goethe nas conversações do dia-a-dia e que eram jóias.

Eu não preciso diminuir alguém para me sentir superior, até porque não sou, mas só o fato de não descer a esse nível de atitude já me torna uma pessoa muito melhor.

Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou.

Quando ela se sentou no sofá, eu pulei para ficar com ela e apoiei minha cabeça no colo dela. Senti parte da tensão e da tristeza dela irem embora. Eu estava dando conforto à minha mãe. Isso era mais importante do que sair para passear ou ajudar a alimentar os gatos. Era o meu trabalho mais importante. Eu sabia que devia ficar sentada ao lado da minha mãe durante o tempo que ela precisasse.