Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Eu estava adolescente de novo, voltando da escola, o caminho que conheço tão bem, o chão de terra batida, as casas ainda sendo construídas, o terreno baldio que eu cortava para chegar em casa. Tudo exatamente como era, mas agora eu via com os olhos do sonho, que parecem ser mais vivos do que qualquer memória. Eu tinha medo, um medo que me apertava o peito, aquele tipo de medo que faz o corpo encolher antes de chegar perto de alguém que você ama e teme ao mesmo tempo. E lá estava ele, meu pai, sentado, cabisbaixo, triste, a tristeza transbordando do corpo dele e entrando pelo chão, pelas paredes, pelos poros do meu próprio corpo. Eu sabia o que poderia ter acontecido, não precisava que ele falasse nada. Ela havia fugido de novo, minha mãe, meus irmãos talvez nem estivessem mais lá, e o mundo parecia menor e mais pesado por isso.
Passei por ele com cuidado, cada passo pensado, cada olhar desviado, torcendo para que ele não falasse comigo, para que meu silêncio fosse suficiente para me proteger. Atrás da casa, pelo quintal, eu saí de mansinho, como quem tenta escapar de uma sombra que poderia me engolir. A sensação de perigo era familiar, algo que eu sentia há anos, mas que naquela idade parecia ainda maior, mais cruel, mais absoluto. Eu não podia ficar ali, não podia enfrentar aquilo sozinha, então aprendi a fugir, aprendi a cuidar de mim mesma mesmo quando não havia ninguém para me proteger.
O sonho me mostrou que essas cenas não eram apenas memórias, eram marcas, mas também eram força. A menina de 16 anos correndo pelos fundos da casa, cheia de medo, era a mesma que saiu de casa para se proteger, que aprendeu a se virar sozinha, que sobreviveu a tudo isso. Hoje, olhando de fora, vejo aquela garota como alguém incrivelmente corajosa, alguém que carrega não apenas medo, mas também uma resiliência que a faz sorrir diante do absurdo do mundo. Eu podia sentir o peso do passado, mas também sentia a leveza de quem se libertou dele, de quem aprendeu a caminhar em silêncio pelo quintal do medo e sair inteira do outro lado.
É engraçado como a memória volta com tanto detalhe, como se cada casa, cada pedra do terreno baldio, cada olhar do meu pai, estivesse esperando para ser revisitados. E ao mesmo tempo, é uma oportunidade de abraçar a menina que fui, de reconhecer a coragem que existia nela, de rir um pouco da própria vida que nos coloca em situações que parecem impossíveis. Eu saí de casa aos 16 anos, mas cada passo que dei depois, cada escolha, cada risco, cada fuga silenciosa, me trouxe até aqui. A menina de ontem e a mulher de hoje se encontram nesse sonho e percebem que o medo não é mais absoluto, que a dor foi sobrevivida e que a força acumulada nesses caminhos de terra é imensa, invisível, mas real.
E talvez seja isso que sonhos assim fazem, nos lembram do que fomos, do que sentimos, do que superamos, e nos mostram que mesmo na mais profunda escuridão, mesmo quando parece que não há saída, há sempre um caminho, mesmo que seja pelos fundos, silencioso, mas cheio de vida, cheio de coragem, cheio de sobrevivência.






Um sonho do dia 25/03/2026

Eu sempre penso nisso como quem toma café no fim da tarde olhando o mundo acontecer, meio silencioso, meio barulhento, aquele tipo de silêncio que conversa com a gente por dentro. Eu amo a Deus de um jeito que não cabe muito em prédio, em regra rígida, em etiqueta de quem pode ou não pode sentir. Não é rebeldia, é mais como quem percebeu que a fé não mora num endereço fixo, ela mora no peito da gente, respirando junto com a gente. E quando eu digo que Deus vive em mim, não é frase bonita para postar, é quase uma constatação prática da vida, dessas que a gente aprende apanhando um pouco do mundo e ainda assim levantando com uma certa teimosia elegante.


Eu olho para a história de Jesus e encontro ali um tipo de coragem que não depende de plateia. Ele me inspira a continuar existindo quando o caos parece aquele vento que bagunça tudo na mesa, derruba até a xícara de café imaginária que eu estava segurando agora pouco. Porque existir às vezes é isso, um ato meio filosófico e meio cotidiano, tipo escolher respirar fundo e seguir, mesmo quando o roteiro não ficou como eu esperava. E tem dias em que eu percebo que amar viver é quase um protesto silencioso contra a desesperança. Uma forma de dizer para o universo que eu ainda estou aqui, ainda acredito que algo dentro de mim conversa com algo maior.


Não dependo de religião para sentir isso, e ao mesmo tempo respeito quem precisa dela para organizar a fé, porque cada pessoa encontra Deus por um caminho diferente. O meu é mais interno, mais parecido com aquela sensação de descobrir uma janela aberta dentro de mim quando eu achava que só havia parede. Às vezes eu rio sozinha pensando que o divino talvez goste desse jeito espontâneo de amar, meio humano demais, meio imperfeito, cheio de perguntas e ainda assim cheio de gratidão.


E no meio do caos do mundo, das histórias complicadas, das memórias que a vida deixa na gente como marcas de chuva na estrada de terra, eu continuo caminhando com essa certeza tranquila. Deus não está distante de mim, Ele pulsa aqui dentro, e Jesus é como aquela lembrança constante de que a vida vale a tentativa. Eu amo viver porque, no fundo, cada dia é uma conversa nova com o mistério de existir. E eu sigo, com fé, com humor, com aquela coragem discreta de quem aprendeu que acreditar também é um jeito bonito de permanecer.

Tem dias em que eu olho para trás e penso numa coisa meio curiosa, quase irônica, dessas que a gente conta rindo no café da tarde enquanto mexe o açúcar devagarinho. Desde pequena a vida parecia uma arena gigante, como se cada fase viesse com um teste novo, um daqueles que não dá para devolver para o professor dizendo que caiu conteúdo que ninguém explicou. E mesmo assim eu fui atravessando tudo com uma cara tranquila, quase elegante, como quem diz para o mundo que está tudo sob controle, quando na verdade por dentro existia um turbilhão inteiro discutindo filosofia com a própria sobrevivência.

Nunca contei quase nada. Não porque não existisse história, muito pelo contrário. Era tanto capítulo que dava para montar uma biblioteca inteira, daquelas silenciosas, onde só eu conheço o catálogo. E reclamar nunca foi muito meu estilo, não por heroísmo, mas porque as pessoas criaram uma versão de mim que parece feita de aço temperado. A tal mulher forte. Aquela que resolve. Aquela que aguenta. Aquela que sempre volta. E quando o mundo decide que você é forte, pronto, está oficialmente proibida de fraquejar em público, como se fosse uma regra invisível assinada numa reunião secreta da humanidade.

O curioso é que eu mesma comecei a acreditar nessa história. Não que eu nunca tenha cansado, claro que cansei. Só que eu aprendi a conversar comigo mesma como quem acende uma luz interna no meio de um apagão. Houve uma vez, só uma, que pensei em dividir o peso, abrir a caixa preta da minha história, mostrar as evidências, os fragmentos, os acontecimentos. E a resposta foi aquele silêncio estranho, ou pior, aquela frase que parece pequena mas faz eco dentro da gente por muito tempo. Não acreditam em evidências. E eu pensei, então está bem, talvez a minha prova não seja para convencer ninguém, talvez seja apenas para me manter de pé.

Engraçado como a gente descobre forças que não estavam no manual de instruções da vida. Eu fui percebendo que existe uma musculatura invisível dentro da alma. Uma espécie de academia espiritual onde cada queda vira um exercício novo. E ali, sem plateia, eu fui ficando mais resistente, não porque o mundo exigiu, mas porque alguma coisa maior sempre esteve comigo. Aquela presença silenciosa que não precisa de explicação, que aparece nos momentos mais absurdos da existência e sussurra, calma, continua.

Então eu continuo. Não enlouquecida, como alguns poderiam imaginar quando veem a quantidade de batalhas acumuladas desde a infância, mas curiosamente lúcida. Como quem atravessou tempestades suficientes para reconhecer o som da própria paz quando ela aparece. E tem uma coisa engraçada nisso tudo, quase uma ironia elegante da vida. As pessoas pensam que eu nunca precisei de ajuda. Mas na verdade eu sempre tive ajuda, só que veio de um lugar que não depende de aplauso, de aprovação ou de testemunha.

No fim das contas, eu sigo com essa mistura de força interior e fé silenciosa que me acompanhou o tempo inteiro. Como se eu estivesse caminhando por um mundo barulhento com uma bússola dentro do peito. E olha, posso te dizer uma coisa com aquela tranquilidade de quem já atravessou muita coisa. Quando a gente aprende a confiar nessa força que mora dentro da gente, o caos até tenta fazer barulho, mas já não manda mais na história. Porque a história, no fim, continua sendo minha. E eu ainda estou escrevendo.

Tem gente que olha para mim hoje, tomando café, rindo de alguma bobagem da vida, e pensa que eu sempre fui assim, meio serena, meio resolvida, como se tivesse nascido pronta. Eu quase rio sozinha porque, se a vida fosse um livro, o pessoal só está vendo a última página, aquela em que a protagonista aparece com o cabelo arrumado e a alma aparentemente organizada. O que ninguém imagina é o capítulo inteiro de infância e adolescência que parecia mais um teste de resistência do que uma vida de verdade.

Eu cresci com meus irmãos dentro de um ambiente que não era casa, era uma espécie de clima pesado que andava pelos cômodos como se tivesse endereço fixo. A gente era criança tentando entender o mundo enquanto lidava com dois adultos completamente desequilibrados emocionalmente. Um pai violento que tinha uma habilidade curiosa de transformar qualquer coisa em culpa nossa. Se chovia, era culpa nossa. Se o dia estava silencioso demais, também. Existia sempre uma justificativa pronta para gritos, ameaças e aquelas situações que fazem a infância envelhecer antes da hora.

Do outro lado estava uma mãe que, em algum ponto da história, deixou de ser só alguém com medo e acabou virando parte do problema. Isso é uma coisa que a gente demora anos para compreender, porque criança sempre tenta salvar a imagem dos pais dentro da própria cabeça. Só que chega um momento em que a realidade se senta na mesa e diz com toda calma do mundo que o silêncio também machuca. Ela teve chances de sair, teve ajuda, teve portas abertas. Mas o medo e uma certa doutrina rígida que dizia para suportar tudo acabaram fazendo com que ela se juntasse a ele de um jeito que doía ainda mais. A gente deixou de ser filho e virou inimigo dentro da própria casa.

É estranho contar isso hoje porque, quando as pessoas nos veem, veem adultos que trabalham, conversam, seguem a vida. Não existe marca visível na testa dizendo sobrevivente de um caos familiar. Mas nós sabemos. Entre nós, irmãos, existe um tipo de olhar que dispensa explicação. A gente sabe exatamente de onde o outro saiu. Crescemos quase como quem atravessa um campo minado emocional, aprendendo a sobreviver antes de aprender coisas simples da vida.

Houve momentos em que parecia que aquilo ia nos transformar em estatística, em mais um daqueles casos que as pessoas comentam na televisão com cara de surpresa e depois esquecem no intervalo comercial. A pressão psicológica constante, as agressões, as ameaças, tudo isso cria uma sensação estranha de viver dentro de um lugar que não deveria existir para crianças. Era como estar preso em um tipo de campo de concentração familiar, onde o objetivo parecia ser nos quebrar por dentro até a gente acreditar que realmente éramos os vilões que eles diziam.

Só que existe uma coisa curiosa sobre o ser humano. Às vezes a tentativa de destruição acaba criando exatamente o oposto. Hoje, quando olho para mim e para meus irmãos, vejo pessoas que conseguiram sair das amarras de dois narcisistas que fizeram de tudo para controlar nossas vidas. E não foi uma fuga cinematográfica, cheia de trilha sonora heroica. Foi lenta, silenciosa, cheia de decisões difíceis, medo, noites pensando se aquilo tudo realmente estava acabando.

Quem nos vê agora não imagina metade das batalhas que aconteceram antes desse momento. Mas nós sabemos. E existe uma dignidade muito silenciosa em sobreviver a algo que quase nos apagou do mundo. A gente não virou o que eles diziam que viraríamos. Não nos transformamos na história distorcida que tentaram escrever sobre nós.

No fim das contas, quando sento para pensar nisso tudo, percebo uma coisa curiosa. Sobreviver não é só continuar respirando. Sobreviver é olhar para trás e perceber que, apesar de tudo que tentaram plantar dentro da gente, ainda existe humanidade, ainda existe vontade de viver, ainda existe futuro. E isso, sinceramente, é algo que ninguém que viveu uma infância tranquila consegue entender completamente.

Mas nós entendemos. E isso já diz muita coisa.


ALINNY DE MELLO



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Às vezes eu penso que a vida tem dessas ironias que dariam um capítulo inteiro em qualquer livro, mas como eu estou aqui, no meio do café da tarde imaginário com as amigas, eu conto do meu jeito mesmo, com aquele sorriso meio torto de quem já viveu coisa demais para fingir que nada aconteceu. Porque bullying e cyberbullying, minha amiga, só entende mesmo quem já sentiu o golpe vindo sem aviso. Não é drama de internet, não é frescura moderna, é dor que entra silenciosa e demora para sair.

Eu já passei por isso. E não foi em um tempo em que a gente sabia lidar com tecnologia, redes sociais, essas coisas. Era o começo do Facebook, aquela fase em que parecia novidade, quase uma praça virtual onde todo mundo chegava curioso. Só que enquanto eu vivia minha vida sem entender muito daquele mundo digital, outra história estava acontecendo nas minhas costas. Uma garota que também se envolvia com o rapaz que na época era meu namorado acabou criando uma página sobre mim. Sim, dessas páginas feitas para atacar, expor, diminuir alguém como se fosse entretenimento.

Eu só fui descobrir três meses depois. Três meses. Parece pouco quando a gente fala, mas imagina existir um lugar na internet onde estão falando de você, usando suas fotos, inventando coisas, colocando apelidos cruéis, e você vivendo normalmente sem nem saber que aquilo existe. Até que um dia alguém chegou em mim e perguntou o que significava aquilo tudo. E eu fiquei com aquela cara de quem não entendeu nada, porque realmente não entendia.

Quando eu fui ver… foi como levar um soco silencioso. Um texto enorme falando da minha vida como se eu fosse um personagem ridículo, dizendo que eu não tinha onde cair morta, inventando apelido inspirado em um ser de ficção para zombar de mim, distorcendo meu nome, expondo fotos minhas, e o pior, comentários de pessoas que eu conhecia. Pessoas que já tinham conversado comigo, que já me olharam no rosto em algum momento da vida, estavam lá rindo, participando, me chamando de coisas que ninguém merece ouvir.

Tinha mais de duzentas pessoas seguindo aquela página. Duzentas. Parece número pequeno para quem olha hoje a internet gigante, mas naquele momento era como se uma multidão estivesse parada olhando para mim no meio da rua, apontando o dedo. Eu lembro exatamente da sensação de dignidade sendo arrancada, como se alguém tivesse decidido que eu não merecia respeito.

Eu quis processar, claro que quis. Aquela revolta que sobe pelo peito quando a gente percebe que foi injustiçada. Só que a pessoa que fez aquilo era menor de idade na época. E aí a vida tem dessas burocracias que parecem um balde de água fria na indignação da gente. Não daria em nada. Foi o que eu ouvi. E quando a gente ouve isso, fica uma mistura de frustração com silêncio.

Mas tem uma coisa curiosa sobre as memórias. Elas não desaparecem. Até hoje, quando lembro de alguns rostos que estavam ali participando daquilo, ainda dói. Não dói como antes, não é aquela ferida aberta, mas é aquela lembrança que faz a gente suspirar fundo e pensar como as pessoas podem ser capazes de machucar alguém só porque a internet dá palco.

Ao mesmo tempo, olhando hoje, eu percebo outra coisa também. Eu não enlouqueci, eu não desapareci, eu não virei aquilo que disseram que eu era. Na verdade, eu segui vivendo. E talvez seja isso que incomode quem pratica esse tipo de coisa. A pessoa espera que você se quebre. E quando você continua existindo, crescendo, contando sua história, algo muda de lugar dentro da narrativa.

Hoje eu falo disso sem vergonha, porque quem deveria sentir vergonha não sou eu. Eu sei exatamente o que vivi. Sei o que senti naquele dia em que descobri tudo aquilo de uma vez só. E sei também que muita gente já passou por algo parecido e nunca contou para ninguém. Então se alguém estiver lendo isso e reconhecendo um pedaço da própria história, eu digo uma coisa bem simples e bem verdadeira. Aquilo que tentaram fazer com você não define quem você é. Define quem eles escolheram ser naquele momento. E isso diz muito mais sobre eles do que sobre nós.



ALINNY DE MELLO 30/03/2026

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Outro dia eu estava pensando, dessas reflexões que chegam sem avisar, tipo visita que entra pela cozinha enquanto o café ainda está passando. E eu percebi uma coisa curiosa sobre a vida. Quando existe um propósito muito grande guardado dentro de alguém, parece que a pessoa é salva de formas que nem ela entende direito. Não é aquela história bonita e perfeita, não. Às vezes a vida quase desmorona, o chão treme, a lógica vai embora para passear e eu fico ali pensando comigo mesma, como ainda estou aqui? E aí vem a resposta silenciosa que não faz barulho, mas ocupa tudo. Quando Deus decide que uma história ainda não terminou, ela simplesmente não termina.


Mas também aprendi uma coisa que muita gente não gosta de ouvir. Isso não acontece por acaso com qualquer coração distraído. Existe uma espécie de afinidade invisível entre a alma e Deus. Não estou falando de placa de igreja, nem de número de cultos frequentados, nem de quem sabe mais versículos de cor. Estou falando daquela intimidade silenciosa, que ninguém vê, mas que mora dentro da gente como se fosse uma chama pequena que nunca apaga. A pessoa pode estar sozinha no quarto, pode estar no meio da confusão do mundo, mas ela sabe. Deus está ali.


E tem algo que sempre me faz rir sozinha, porque é tão simples que parece até ousado dizer. Deus não depende de endereço religioso para existir dentro de alguém. Ele não precisa de microfone, nem de banco de igreja alinhado, nem de calendário sagrado marcado na parede. Deus cabe dentro de um pensamento sincero. Dentro de um gesto limpo. Dentro de uma consciência que tenta, mesmo tropeçando, fazer o que é certo.


Eu gosto de pensar nele como o próprio ar que a gente respira. Ninguém acorda de manhã e diz agradecida ao ar, olha que maravilha, estou respirando de novo. A gente só vive. Mas se o ar faltasse por alguns segundos, a gente entenderia tudo na mesma hora. Deus é assim. Invisível, essencial e absolutamente presente. Sem ele não existe vida, não existe direção, não existe aquele empurrão misterioso que nos levanta quando tudo parecia ter acabado.


E tem outra coisa que eu venho aprendendo aos poucos, quase como quem descobre uma chave perdida no bolso do casaco antigo. A questão nunca foi apenas aceitar Jesus com palavras. Muita gente aceita, mas esquece de praticar. A pergunta que realmente muda tudo é outra. O que ele faria se estivesse no meu lugar agora? Parece simples, mas não é. Porque essa pergunta exige coragem. Exige olhar para as próprias atitudes e ajustar a rota.


Quando alguém começa a viver assim, algo muda por dentro. A pessoa passa a agir com mais verdade, mais justiça, mais compaixão. Não porque alguém mandou, mas porque a consciência começa a se alinhar com algo maior. E é aí que eu percebo aquela presença que nunca dorme. Mesmo quando o corpo está cansado, mesmo quando a mente apaga no travesseiro, existe uma consciência maior sustentando tudo. Onipresente, silenciosa, constante.


No fim das contas, acho que o propósito não é uma medalha que alguém ganha. É uma responsabilidade. Quem sente Deus de verdade dentro de si acaba entendendo que foi guardada muitas vezes por um motivo. E quando essa pessoa percebe isso, ela começa a viver diferente. Com mais cuidado com os outros, com mais respeito pela vida e com uma certeza tranquila no coração. Se ainda estou aqui, então ainda existe algo que preciso cumprir. E enquanto esse algo existir, Deus continua soprando vida dentro de mim como quem diz, vai, ainda não terminou.




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20 de agosto de 2025 - tive dois sonhos nessa madrugada...


Sonhei que eu abraçava a Mayla e ela estava muito feliz no sonho e eu também, eu dizia que a amava.

04:22 04/08/2025 Acabei de ver a minha mãe sozinha em um caixão...


Acabei de acordar, eu acordei após em um milésimo de segundos chegar em um velório onde não havia ninguém além de mim e um outro homem responsável pelo velório, acredito eu. Eu cheguei próximo ao caixão e vi a minha mãe, ela tinha algodão no nariz e na sua boca havia esparadrapos, seus olhos estavam cerrados. Ela vestia um vestido vermelho marsala, que ela tinha. Ela estava serena. Não havia flores, nem um paninho cobrindo ela, dentro do caixão.
Enquanto eu me aproximava do caixão bem devagar e com olhar observador, um homem me olhava, enquanto levantava a cabeça dela do caixão após retirar o algodão do nariz dela e o esparadrapo da boca dela e me mostrava o rosto dela.
Eu apenas falei: "ainda bem que você colocou algodão e esparadrapo na boca dela, é bom que não vaza líquido." Ele me olhava seriamente, era como se ele quisesse que eu gravasse bem o rosto dela morta, ele segurava com carinho. Eu apenas olhei e não senti nenhum tipo de sentimento, além de entender que ela havia morrido em plena solidão, porque o velório estava emanando um vazio existencial absurdo. Nem mesmo chorei. Mas, no velório, não havia ninguém mais além de mim, além daquele senhor de pele escura e cabelo duro e grisalho.
Estou aqui bem confusa. Será que ela está morta? Não tenho mais notícias dela, faz algum tempo... Será que ela morreu agora mesmo, por isso vi em sonho? Será que ela já morreu em outro dia e agora que vi? Não sei. Só sei que as escolhas dela, levou ela para distante de mim e dos meus irmãos. Se tiver realmente acontecido, que ela finalmente possa descansar em paz. Agora, sinto um enorme pesar. Não é algo fácil de lidar. Ela foi embora sem se despedir de mim, literalmente, mas se tiver acontecido dela ter ido para outra dimensão. Pelo menos consegui ver o seu rosto sereno pela última vez.




Edit: Ela está vivíssima 15 de março de 2026

Ela só queria um abraço, em meio a melancolia que emanava em seu semblante.


Então, eu a abracei.

10:27 10 de setembro de 2022


Hoje sonhei fugindo e me escondendo de coisas que eu tinha medo...
Quando entrei em um lugar estranho e me escondi, olhei para cima e todas aquelas coisas que me perseguiam, elas conseguiram me encontrar.


De repente, uma forte ventania começou e eu apenas observava, enquanto via tudo desabar ao meu redor...
Uma forte tempestade envolvia meus medos e levava tudo aquilo que eu amava.
Em frente aos meus olhos, enxerguei que tudo o que eu queria bem, na verdade, não queria ir...
Eles eram forçados, por uma força invisíve!
Enquanto isso, eu apenas permanecia no lugar, com medo de que aquilo também me levasse para longe, para algum lugar desconhecido, onde não conseguiria saber...
Os meus sonhos, sempre me mostram coisas que apenas fazem parte da minha realidade e o medo que senti naquele momento, é o mesmo medo que eu sinto agora...

19:34 - 5 de setembro de 2023






Ele estava em uma rede enquanto eu dizia:


- Promete que na próxima reencarnação você vai se apaixonar por mim?


Ele sorriu...
Eu acordei!

Acordei após sonhar com um forte abraço e um lindo sorriso, vindo em minha direção e eu me senti tão amada, tão feliz e fui beijada, com todo o fervor.
Sim. Foi um sonho e a pessoa que me abraçou, me deu sorrisos, me beijou e ficou ali...


7 de abril de 2023 14:27

Sonhei passando em frente a um lugar, onde estava lá, um rapaz que eu gostava muito, ele estava igual quando éramos na adolescência e hoje, temos mais de 30 anos, ele me olhava firmemente, mas não nos falavamos e havia uma Hilux ao lado dele. A Hilux era dele

Sonhei com um rapaz que eu gostava na adolescência, eu estava passando ao lado de um quartel e o vi, ele estava muito diferente.
Depois, eu retornei para uma festa nesse mesmo local e eu o procurava por todos os lados e não consegui encontrar


13:59 - 8 de setembro de 2023

Sonhei com uma amiga minha em um sonho, eu estava na casa dela e havia outra colega nossa que sentia inveja de mim e saiu de perto de mim, nesse mesmo sonho, havia um primo da minha amiga que pediu um autógrafo meu e ele ria muito, nesse sonho, eu e minha amiga do sonho, éramos bem famosas nas redes sociais.

Sonhei que o garoto que eu gostava na adolescência, estava morando na cidade novamente, mas em outro bairro


Julho de 2023

Sonhei brigando com um dragão de comodo, mas eu não consegui vencê-lo, então um homem retirou ele de mim.


Julho de 2023

Sonhei com uma vizinha me mostrando a casa dela inteira e eu a elogiava e dizia que ela merecia e estava feliz por ela no sonho.
Ela de repente me disse uma frase que me fez acordar em seguida "se tú precisar ir para o hospital, eu te ajudo".


Julho de 2023

Sonhei que eu trabalhava em um escritório, como assistente, para uma antiga patroa do meu ex marido, havia algumas meninas trabalhando junto de mim e eu senti fome e resolvi sair pra comprar algum lanche, passei em dois lugares e não comprei por achar o valor muito alto, olhei em minha carteira e havia muito dinheiro, mas eu pensei em outras necessidades maiores e voltei para o trabalho sem comprar nada. Quando cheguei na minha mesa, alguém havia escrito em uma folha "saiu e não avisou" eu fiquei muito chateada, porque as letras estavam tomando todo o espaço de uma folha A4 e me senti muito triste, com alguém que tentava me prejudicar. Desconfiei de uma garota que trabalhava lá há muito tempo, olhei pra ela e ela me olhava também, ela estava meio gordinha e grávida.




Julho de 2023

10:36 03/11/2024 essa noite sonhei com raposas...


"Sonhei que eu estava como se fosse em uma floresta e havia um rio, de repente aparece uma raposa e olha pra mim amigavelmente, depois aparece outra e mais outra, eu meio que fico confusa tentando entender se realmente se tratava de raposas, e era mesmo. Apesar delas me olharem amigavelmente, e começarem a me seguir como se quisessem me dizer algo, eu fugi com medo delas, elas me seguiram até certo ponto e depois desapareceram no mato à beira do rio"