Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Eu sou tão desprezível que mereço algo igualmente ruim.


Eu sou tão bom que mereço algo excelente.


A verdade é essa.

"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo" (Salmo 23:4

“Esse salmo pode se um alerta para quem tem o hábito de roubar e matar: porque aqui nessa situação você está sendo o vale da morte de alguém, então Jesus afirma que não mataras e não roubadas para que não sejais morto”. Você e eu precisamos afastar dessas práticas, afastai também de quem praticam! E serás salvo por tua bondade.

Eu não pretendo ser o grande sábio, não quero ditar regras, tão pouco ser uma referência pensante, com teorias históricas ou linguísticas na ponta da língua... Quero apenas deixar as minhas ideias fluírem através de meus atos e citações poéticas, se as mesmas forem dignas de aceitação, não me importarei que a sigam...

ABRINDO O MEU CORAÇÃO...
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Com 10 anos de idade eu era engraxate, carregava minha caixa nas costas e também uma cadeira, aos domingos de manhã, ficava esperando a missa terminar, para assim vários pares de sapato poder engraxar, com batidinhas de escova e sambinha no pano, estava feliz, ganhar várias notinhas, este era o meu plano... Também com essa idade, vendia sorvete e pirulito no campo, em outra ocasião, juntava ferro-velho e também vendia alface, este era o meu trabalho, eu valorizava o meu trampo...

Com 13 anos trabalhei como auxiliar de serralheiro, cortando aço e manuseando solda, era arriscado, mas eu queria ganhar o meu próprio dinheiro...

Com 14 anos acordava às 04h00 da manhã e pegava em uma enxada, assim fui com vários amigos para a colheita de batatas, eu não era tão bom, eram sacos de 60 quilos, mas eu conseguia colher de 10 a 15 sacos, o eito era pequeno, mas eu dava enxadada, quem é fera no assunto, vai achar engraçado e dizer que isso era nada...

Com 15 anos comecei a trabalhar em um posto de gasolina, fazia limpeza interna dos carros e também fazia serviço de frentista, às vezes até lavava algum automóvel, dependia da gorjeta, esse era o meu negócio...

Com 18 anos tirei minha esperada habilitação, um mês depois eu já estava dirigindo um caminhão, viajando por todo Brasil sozinho, vivendo uma e outra emoção, fiz mais de mil viagens e conheci o Norte, Nordeste e Sul de nosso país, com tantas aventuras na estrada, escrevi o que passei, sem me esquecer, contei cada detalhe...

Daí com 34 anos, lancei meu primeiro livro, com essa idade, me tornava oficialmente um escritor, continuei a minha saga, precisava me adaptar, parei o caminhão e voltei a estudar, me aperfeiçoei na área que escolhi, com 41 anos de idade e descobrindo uma e outra novidade, me tornei Professor...

Passando a limpo a minha vida bem rapidinho, percebo que foi muito bom começar a trabalhar ainda menino, assim pude aprender a dar valor ao dinheiro recebido, pois como dizia meu pai, nada me foi dado de "mão beijada", a vida é feita de desafios, de conquistas almejadas, tive momentos incríveis, mas também decepcionantes, nada disso me fez desistir, ao contrário, estou mais empolgado do que antes...

Estou aqui e quero ainda muito mais, pois sou na vida, apenas mais um integrante...

Eu aprendi que em tudo devemos ter prudência, seja com atos ou palavras, pois ao apressar o erro, haverá uma consequência... Cuidado com o julgamento precipitado e com o ódio direcionado, pois a vida é feita de surpresas, o que era antes, pode não ser agora o real fato, prefiro esperar e observar com calma o resultado... Eu não sou o dono da verdade, muito menos o "perfeitinho" da sociedade, apenas sou prudente em tudo que faço, analiso as reais possibilidades e tenho o maior cuidado em tudo que falo...

⁠Eu sou um poeta, não tenho medo de afirmar, pois tudo que vejo e sinto, de algum modo faço rimar... Poetizo a minha alegria, da mesma forma que a dor sentida, compartilho os meus sentimentos, dividindo com todos um pouquinho da minha vida.

⁠Eu converso com as plantas e elas me respondem! Sabe como?
Com a sua beleza e seu perfume!

Eu sou muito sincero, não invento e nunca consigo esconder o que quero, às vezes sou um bobo, uma criança que se expõe na inocência de um sorriso maroto, mas também fico magoado, e todos podem perceber quando isto
acontece, basta apenas observar o meu olhar, que aos poucos se entristece!

Manifesto do Insubmisso

​Eu escrevo a história dos ninguéns, dos que sofrem o horror da perversidade do sistema.
Eu pinto a tela social dos mais atormentados pela exclusão de um sistema estúpido que é vendido como progresso, mas que atua como máquina de fazer embutidos.

​Eu sou a pena que sangra nos cadernos rasgados dos que não têm nome nos registros da glória. Eu fotografo com palavras as cicatrizes deixadas pela engrenagem que tritura a dignidade e cospe o resto. Este progresso não é a luz, mas sim a sombra densa onde a esperança é esmagada sob o peso de um capital que se alimenta da miséria e da obediência cega.

​Eles nos querem quietos, padronizados, meros ingredientes no produto final do lucro. Mas eu não me calo. Minhas linhas são o grito sufocado que ecoa dos cortiços, das esquinas frias, dos campos varridos pela ganância. Eu sou o memorialista da resistência silenciosa, e minha arte é o espelho que estilhaça a ilusão: o sistema não falhou; ele está funcionando exatamente como foi projetado. E meu trabalho é garantir que o horror não seja esquecido nem perdoado.

​Sou a vela vermelha dos Exus das encruzilhadas, sou o terreiro inteiro se mudando de lugar.
Sou a tenda resistindo à estupidez da hipocrisia religiosa.

Sou o Cristo do crucifixo morto – porque a vida pulsa onde a opressão o mata.

Sou a rua, a esquina, a Banda de esquerda, o armário vermelho amarelo.

Sou o furacão que arrasta o ego e o joga no paredão do terreiro das entidades mais intensas.

​Eu sou a contradição que liberta. A liturgia profana que desfaz os dogmas e veste o corpo nu da verdade. Não aceito o céu prometido em troca do silêncio na terra.

Sou a Pomba Gira que dança sobre os contratos sociais não cumpridos. Sou o Zé Pilintra que bebe a indiferença e cospe a revolta, dando dignidade aos que o sistema chama de marginais.

​Eu sou o ruído necessário que quebra a missa silenciosa da conformidade. Eu sou o verbo encarnado na pele dos marginalizados, o ponto cantado que ninguém pode abafar.

Minha escrita é a macumba social, feita para desmanchar as armadilhas do "progresso" e invocar a justiça sob a luz da Lua e o cheiro de pólvora da insubmissão.

Pedro Alexandre

Eu sou um verdadeiro acúmulo
Tem tanto aqui,
Não diria um achado
Eu mesmo me perco e me acho
Já me fiz aos poucos
E me peguei aos prantos
Encantos e encontros,
Me balancei em um tronco e cai.

Acumulei incertezas
Olhos fechados são sinceros
Alma é besteira,
Amor é beira,
Sentir não raso,
Cair faz estragos,
A cada corpo que sente uma alma que foge.

Morei em lugares vazios
Fui expulso de outros
Mas eu passei por lá,
Nunca parei
Mas aqui eu quis ficar,
Hoje eu moro em mim e ouço os vizinhos reclamarem.

⁠Eu sou um taco
Do verso de MACHADO de Assis.
E o outro taco
Do verso de Carolina de JESUS.
Prazer, sou o Machado de Jesus!

POEME-SE

⁠Eu sou um poema que virou a página do livro, e se libertou.
Daí, descobri que; a arte de viver: é você sendo seu próprio leitor!!

Machado de Jesus

Não tem importância, eu crio outra conta, que me permita dizer o que penso!

A saudade veio me visitar e lembrou-me de um tempo que eu enxergava a leveza do ar...

Querem me calar mas eu resisto...

Eu sou real mas minha família foi clonada!!!!!

Não preciso dizer quem eu sou pra quem me conhece de verdade. Se eu precisar, é porque não me conhecem de verdade.

Hoje eu nasci para a esperança. Ela se revelou para mim como uma besta abismal, embrenhando-se entre as sombras da floresta. Eu estava em uma clareira confortável demais, segura demais, pequena demais, sufocante demais, embora luminosa. Ali, ao redor, escutava as folhas quebrando no chão. Eram passos vagantes, circundantes, tateando a luz do lugar. A fera pulou em mim, e eu caí monumentalmente como o império de uma era inteira. Morri naquela clareira do conhecido, o animal se me assemelhou, reconheci que eu era a própria fera, e renasci para algo maior que eu, algo ainda em mim mesmo. Esperancei-me. Fui, assim, explorar o breu da floresta, porque queria viver deliberadamente.

Estou bem!
Isso é Bíblico dizer
Se eu vou além?
Não sei como fazer!
Eu desaprendi a ser mãe.
Mas me cobro não por não ser esposa, mas por não me sentir mulher. A mulher que sonhava
A mulher que mesmo em lágrimas, lutava
Hoje, fui cobrada de não ser companheira.
Irônico é ouvir: eu te dou liberdade pra falar.
Mas, ao tentar a aproximação levei uma lavagem de questionamentos!
Hoje, sei minha tia(mãe) tem razão em tudo o que falava. Eu nunca sou ser alguém na vida, vou viver correndo atrás do próprio rabo.
E estou seriamente pensando e abrir mão de tudo e sumir sem noticiar ninguém. Mesmo porquê quem iria sentir falta de um lixo como eu, além da minha princesa?a quem eu deixarei aos cuidados do pai.

Enquanto eu estiver sob a vontade de Deus, as bênçãos de Deus irão me acompanhar.