Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Os antigos dizem: "O que os olhos não vêem o coração não sente."
Eu porém digo: " Quem aos olhos não olha, o coração não sente!"
Como eu definiria vc ... se neste mundo a um perfeição eu acredito que seria vc ...pq vc e perfeita em beleza perfeita em carisma perfeita em jeito de ser perfeita em gentileza para finaliza perfeita em ser perfeita ...
Passei o tempo todo me testando pra saber até onde eu aguentava, mas daí eu descobri que eu não tinha limite. Sofrer virou uma brincadeira viciante. E eu só parava quando eu cansava, mas dali a pouco eu recuperava o fôlego e ia lá de novo, me jogar na vida de alguém pra fazer desastre. Mas um dia eu cansei, as histórias se repetiam demais, e eu me repetia mais ainda. Resolvi fazer diferente e tentar me jogar na vida de alguém pra fazer alegria. Mas deu decaída, e eu fiz desastre de novo..
Se
Se, ao final desta existência,
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar;
Se eu me debater aflito
No conflito, na discórdia…
Se ainda ocultar verdades
Para ocultar-me,
Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas…
Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui
Possuir, fazer, dizer e mesmo ser…
Se eu retiver um pouco mais
Do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo…
Se algum ressentimento,
Algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar,
E, mais ainda,
Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou…
Se continuar a mediocremente
Denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave
Em meu próprio…
Não. Eu não o perdi apenas ontem. Eu o perdo hoje, amanhã e em todos os dias que me restarem. Esta é uma dor que não tem idade. Esta é uma dor que jamais irá passa
(20 contos inspirados em músicas da Legião Urbana)
Grampeado, dentro e fora do mundo e eu estou
Fechado num aperto, bizarro mas em casa eu estou
Claustrofóbico, fechando e eu sou
Catastrófico, não de novo
Estou manchado através da página, e encharcado de gasolina
Eu te uso como uma mancha
Eu ainda sou aquele que é obsceno
me acompanhe em todas as suas pequenas insurreições classificados
Eu não tenho tempo a perder e
Eu estou apenas pegando isso em todo o gado
Desgaste as cordas
Atire as figuras
Segure a respiração
Ouça!
Eu sou um verme antes que eu sou um homem
Eu era uma criatura antes que eu pudesse levantar
Eu lembrarei antes que eu esqueça
Antes que eu esqueça isso!
Eu sou um verme antes que eu sou um homem
Eu era uma criatura antes que eu pudesse levantar
Eu lembrarei antes que eu esqueça
Antes que eu esqueça isso!
Rasgado através da vala, e se estabeleceram na terra e eu
Desgastá-lo como um ponto, mas eu sou aquele machucado
Preste atenção às suas pequenas indiscrições torcidas
Eu não tenho direito de vencer, estou preso em todas as batalhas
Trancado em garra
Empurrado em um lugar
Segure a respiração
Ouça!
Eu sou um verme antes que eu sou um homem
Eu era uma criatura antes que eu pudesse levantar
Eu lembrarei antes que eu esqueça
Antes que eu esqueça isso!
Eu sou um verme antes que eu sou um homem
Eu era uma criatura antes que eu pudesse levantar
Eu lembrarei antes que eu esqueça
Antes que eu esqueça isso!
Meu fim
Isto justifica meus meios
Tudo o que eu faço é atrasar
Meu esforço para escapar
O fim da estrada e meu fim
Isto justifica meus meios
Tudo o que eu faço é atrasar
Meu esforço para escapar
O fim da estrada!
Eu sou um verme antes que eu sou um homem
Eu era uma criatura antes que eu pudesse levantar
Eu lembrarei antes que eu esqueça
Antes que eu esqueça isso!
Eu sou um verme antes que eu sou um homem
Eu era uma criatura antes que eu pudesse ficar
Eu lembrarei antes que eu esqueça
Antes que eu esqueça isso!
Eu sou um verme antes que eu sou um homem
Eu era uma criatura antes que eu pudesse levantar
Eu lembrarei antes que eu esqueça
Antes que eu esqueça isso!
(Before I Fogert)
Eu gosto de gente doida.
Gente que coloca cor na vida, que fala demais, que tem ideias próprias e impróprias, que perde o senso e os limites do politicamente correto e do permitido. Que fala alto, que ri alto, que vive alto. Que canta, mesmo desafinando. Que dança, mesmo descompassando. Que é bobo alegre e feliz por nada. E quando triste, sabe fazer piada.
Gosto de gente que não fere ninguém, assim diretamente, às vezes só com as indiretas.
Pessoas doidas e livres, que são o que são. Que têm a liberdade de não enxergar os seus excessos. Que não se podam. Que têm opinião sobre tudo e que são donas de suas verdade – apesar de sabe-las efêmeras. Seus mundos são fantasias concretas. E tão estáveis quanto uma nuvem.
Perdem horas palestrando sobre seus universos e vivem neles diariamente. Não querem sair, querem que as pessoas entrem.
Gosto de gente doida, que se diferencia, e que por isso inspira.
Gente que escancara as portas do peito e deixa a vida entrar.
Gente que se move, que discorda, que sofre, que não se entrega, que não sabe voltar a ser o que era, se é que já foi, algum dia, outra coisa além de doida.
Gente que tem personalidade, tanta, que vira história, que vira referência, que vira centro das atenções e nem precisa subir num palco. Gente que vira assunto naqueles momentos chatos.
Gosto de gente forte na doidice. Gente assumida! Que saiu do armário ainda criança.
Eu sigo essa gente, eu rio com essa gente, eu choro com essa gente, eu me encontro nessa gente.
Eu fico hipnotizada com os doidinhos que equilibram a falta de sensatez do mundo.
Esse meu ímpeto de falar tudo o que penso e sinto ainda vai me causar muitos problemas, mas eu prefiro a sinceridade e abomino a falsidade, e melhor ser mal interpretada e odiada, do que ser a simpática "dada " que leva fama de retardada.
Eu não entendo perfeitamente a relação existente entre a bipolaridade e a contradição, mas que são parentes, ah isso são!
(29 abr 2011)
Eu e minha vidinha, provando pro universo que a história por aqui é muito mais interessante que a sua. E é. Inédita. Mas ás vezes eu ainda tento te imaginar vivendo por aí. Sem mim. Mas dá uma preguiça de pensar em vocês quando eu lembro que não tem mais eu pra movimentar essa vidinha chata que deve tá rolando nesse seriado reprisado. Eu finalmente dou um enorme sorriso quando percebo que virei tão protagonista da minha vidinha que não tenho mais saco pra acompanhar a sua.
Pra tentar descontruir o fixo eu derreto, frito, desmonto, grito, me descabelo, até cair de joelhos. Exaurida e extenuada, perplexa. I just can't help myself. Finalmente se saber confortável, ou pílula de alegria. Entrega, entregue. Sou toda suor rubro e agridoce. Sou toda sua.
Só sei que eu não tenho mais nada a perder, e não me consola pensar que não há mais erros a cometer porque não há mais ninguém pra me perdoar. É a condição da solidão absoluta. E mesmo que o acaso tenha me tirado muita coisa, no fundo eu sei que as mais importantes foi eu quem joguei fora.
O futuro lá eu aqui - Martha Medeiros
Eu admiro muito este circo mais moderno que existe hoje, que não expõe animais amestrados e privilegia o equilíbrio, o ilusionismo, a movimentação, a fantasia, a música, a acrobacia e a arte, tais como o nosso Tholl e, naturalmente, o Cirque du Soleil. Quando eu soube que haveria uma apresentação do Cirque em Porto Alegre, vibrei. Quando? Na segunda quinzena de maio de 2008. Contando desde agora, faltam sete meses e meio. Temos que passar antes pela primavera, pelo verão, pelo Natal, pelo Ano-Novo, pelo Carnaval, pela Páscoa e ainda entrar em um novo outono. Não comprei os ingressos.
Sou uma mulher planejada, mas não consigo me antecipar tanto assim aos fatos. É bastante provável que eu esteja viva em maio de 2008, mas não posso garantir que não estarei envolvida com um problema de família, ou com uma viagem marcada para o Exterior, ou com uma dor-de-cotovelo gigantesca, daquelas que nos jogam na cama e nos fazem esbravejar diante da palavra Alegria. Ok, tudo desculpa esfarrapada, mas a verdade é que não quero deixar nada agendado para maio de 2008, nem para mês algum de 2008. Deve ser coisa da idade, claro. Quero parar o tempo, e não ser empurrada lá pra frente.
Fico imaginando que casais de namorados que compraram as entradas três meses atrás (quando um cartão de crédito fez uma tentadora promoção) talvez não estejam mais juntos ano que vem. Mas sentarão lado a lado, rosnando educadamente um para o outro. Mulheres que também compraram o ingresso em julho passado talvez tenham engravidado logo depois e estejam saindo da maternidade no dia do espetáculo. Algumas pessoas terão, neste meio tempo, recebido uma proposta de emprego, só que em outro Estado. Alguns poderão estar passando por dificuldades financeiras e acabarão vendendo seus ingressos na entrada, feito cambistas. Vá saber como estará sua vida em maio do ano que vem.
Acredito nas voltas do mundo, nas surpresas que nos aguardam, na velocidade das mudanças. Isso me impede de agendar compromissos com tanta antecedência, pois daria a entender que tenho controle sobre meu destino, e não tenho, ninguém tem. Não me comprometo com eventos profissionais muito longe do meu hoje, não reservo mesa em restaurantes da moda que possuem uma fila de espera de semanas, não compro bilhetes de viagem para datas que não possam ser anotadas na agenda que estou usando agora. Vou perder o Cirque du Soleil em Porto Alegre? Talvez não. Espero que não. Sou otimista o suficiente para acreditar que, chegando mais perto, conspirações cósmicas me ajudarão a adquirir um lugar na platéia, alguma venda extra há de ter. Mas se não conseguir, paciência. Não vou trazer o futuro para tão perto, prefiro chegar lá com mais calma. Já me basta a tortura de ter que começar a planejar o próximo Réveillon.
E cada vez que eu caí nessa vida, o quanto eu sofri nessa vida, te procurei nessa vida, e não te encontrava. Mas hoje eu sei que não fiz nada sozinho, a cada passo, a cada respiração você 'tava dentro de mim.
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