Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Se hoje fosse meu último dia. Eu Acordaria cedo e caminharia em volta do quarteirão. Faria um café para minha família. Diria a todos o quanto os amo milhares de vezes. Dançaria tango no meio da rua, e mais ! Com uma rosa na boca ! Sorriria, cantaria aquelas músicas que prefiro cantar debaixo do chuveiro. Hoje seria meu último dia, amanhã ninguém poderia reclamar mesmo. Almoçaria fora, e gastaria todas as minhas economias com uma boa picanha. Que delicia, não ? Iria ao cinema assistir meu último filme. Tomaria uma garrafa todinha de Coca-Cola e depois arrotaria bem alto. Seria totalmente nojento, mas que se dane ! Seria meu último dia mesmo. E mais ! Chingaria muito no Twitter e diria o quanto amo ver filmes de romance, mas que detesto os vilões. Mandaria todos os meus inimigos se ferrarem, afinal, não precisaria mais deles, nem de ninguém ! Daria metade do meu salário para os pobres e diria aos deputados o quanto eles são imprestáveis. Veria o meu último pôr-do-Sol com quem amo. E um beijo depois, hein ! Por fim, iria a uma super balada, dançaria até as dez, voltaria para casa, pediria pizza, muitos refris, batatas-fritas, me despediria de todos com um belo discurso contando todos os meus podres fazendo com que todos rissem, e não que chorassem ! Subiria as escadas de costas, poderia até levar uns tombos, mas tudo bem, não haveria tempo para sentir dor. Me trancaria em meu quarto com todos aqueles alimentos gordurosos e por fim, morreria feliz, sabendo que fiz tudo o que sempre quis fazer em toda minha vida, e o melhor, num dia só !
Minha vida toda eu procurei ser parte de algo especial, me sentir especial, mas na verdade é que eu sou especial."
Me perdoa, eu não queria te magoar assim. Mas ponha-se no meu lugar, tive que abrir mão do que me fazia mais feliz, você.
Eu peço que vá , deixo o caminho aberto , seus olhos trocaram de direção e já esta na hora de fechar as portas.
Não espere o amanhã para pedir perdão, pra dizer eu te amo, estou com saudades. De repente poderá ser tarde demais e nunca mais terá esta oportunidade. Ame as pessoas enquanto existe a vida e não depois que elas partirem.
" É que às vezes não precisa ser certo, nem pra sempre, nem definitivo... Às vezes eu só quero mesmo que SEJA. "
Eu só estou meio confusa..
Meus pensamentos vem desordenados, tomo uma coisa por outra me embaraço
Equivoco-me! Tudo vira um tumulto (desorganizado.)
Sabe por quê eu não perco tempo orientando um orgulhoso? Porque logo ele vai achar algo para te julgar e dizer que você não é exemplo, ou seja, a verdade absoluta faz ele achar que seus erros são erros e os erros dos outros são pecados.
Eu acredito sinceramente que possa existir amor puro e verdadeiro,e que nele não haja mentiras e traições,basta apenas haver honestidade vinda da pessoa que te ama .
Não é insistir em errar, é querer aprender sozinha. Ninguém pode viver por mim, deixa eu fazer o que me convém.
Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não cometa adultério’. / Eu, porém, lhes digo: todo aquele que olha para uma mulher e deseja possuí-la, já cometeu adultério com ela no coração.
Fujo do Amor (mas ainda espero por ele)
Eu fujo do amor.
E não é porque não acredito.
É porque, quando ele chega, eu tremo.
Tremo porque já acreditei antes…
E fiquei com as mãos cheias de nada.
Eu fujo do amor porque ele sabe entrar,
mas nem sempre sabe ficar.
E eu tenho medo.
Medo de ser mais uma vez abrigo temporário.
De ser casa que acolhe e depois vira lembrança.
Mas eu também quero.
Quero esse amor que não chega gritando,
mas se aproxima devagar e fica.
Que entende o meu silêncio.
Que não me cobra ser forte o tempo inteiro.
Fujo…
mas se me olham com verdade,
se me tocam com cuidado,
eu desarmo.
Porque, no fundo, eu ainda espero.
Espero por alguém que venha com presença,
com firmeza no gesto e leveza no olhar.
Que me beije como quem tem tempo.
Que me deseje, mas também me cuide.
Que não corra quando me encontrar vulnerável.
Então sim, eu fujo.
Mas se for amor de verdade…
pode vir atrás de mim devagar.
Pode me alcançar.
Pode me mostrar que amar não é sempre perder.
E que, dessa vez,
eu não vou precisar me despedir de novo.
Eu venho desse chão que ensina, desse povo que acolhe, desse território onde o passado não se perde — ele se transforma em raiz. E é dessa raiz que eu cresço, que eu floresço, que eu me reconstruo. É dela que vem a coragem de olhar o mundo com sensibilidade, de transformar cada fotografia, cada palavra, em memória viva.
Meu trabalho é isso: um gesto de honra. É minha forma de agradecer à terra que me moldou, ao povo que me guiou, à cultura que me abraçou. É sobre eternizar o que muitos passam apressados e não veem: o riso tímido das crianças correndo nas ruas, o cheiro de casa antiga, o cuidado das mãos que fazem o cotidiano acontecer.
Eu faço questão de enaltecer tudo que sou, tudo que me fez ficar de pé: minhas raízes, meu pertencimento, meu crescimento.
Porque antes de qualquer conquista, existe a minha cidade pulsando dentro de mim — e é por ela que eu sigo, contando histórias, preservando memórias, deixando viva a beleza que insiste em existir aqui.
Muitas pessoas me perguntam o que eu estou esperando. Dizem que eu preciso sair mais, conhecer gente nova, me permitir viver experiências. Algumas acreditam que o amor é algo que se encontra pela insistência, pela exposição ou pela quantidade de portas que se abre ao longo do caminho. Talvez seja por isso que se surpreendam quando percebem que eu não procuro ninguém.
A verdade é que eu nunca procurei.
Não porque tenha desistido do amor, mas porque aprendi a diferenciar carência de conexão. Aprendi que a minha paz vale mais do que qualquer companhia e que nem toda presença é capaz de preencher aquilo que realmente importa.
Durante muito tempo, ouvi que eu precisava me mostrar mais ao mundo para ser encontrada. Como se o amor estivesse escondido em algum lugar e dependesse apenas de eu circular pelos ambientes certos para finalmente acontecer.
Mas o que meu coração espera nunca foi alguém qualquer. Nunca foi um encontro que servisse apenas para aliviar a solidão ou ocupar um espaço vazio.
Talvez seja justamente por isso que a minha espera tenha se tornado tão incompreendida.
Eu não estou esperando um relacionamento. Estou esperando uma conexão genuína. Algo que não possa ser forçado, fabricado ou apressado. Algo que alcance lugares que nenhum toque vazio é capaz de alcançar.
E não, isso não significa que eu não tenha desejos. Sou humana. Tenho saudades do que ainda não vivi. Tenho sonhos, expectativas e, por vezes, sinto o peso da ausência de alguém com quem compartilhar a vida.
Mas aprendi que sentir falta de uma conexão verdadeira não é motivo para aceitar qualquer aproximação.
Houve um tempo em que escolhi me guardar. E essa escolha me ensinou muito mais sobre mim do que sobre o amor. Aprendi a ouvir meus próprios silêncios, a compreender meus desejos sem me tornar refém deles e a reconhecer o valor daquilo que entrego quando decido permitir que alguém se aproxime.
Por isso não abro as portas apenas porque alguém bate. Não porque me considero difícil. Não porque me sinto superior. Mas porque algumas coisas dentro de mim custaram caro demais para serem entregues sem significado.
Se um dia acontecer, que seja verdadeiro. Que não nasça da pressa, da conveniência ou do medo de estar só. Que venha carregado de propósito, reciprocidade, admiração e permanência.
E se não acontecer, ainda assim estarei em paz.
Porque eu não construí a minha vida em torno da falta de alguém.
Mas continuo esperando.
Não por necessidade.
Por esperança.
Porque ainda acredito que algumas conexões não são encontradas por quem as procura desesperadamente. Elas chegam quando duas almas se reconhecem e, sem esforço, entendem que finalmente encontraram um lugar onde podem permanecer.
2 de fevereiro 2024
Orações Escritas | Cartas aos Céus
Quem sou eu, Senhor?
Sem Tua presença, sou apenas pó que se esquece de onde veio. Sou falha, limitada, tantas vezes tomada por dúvidas que me fazem questionar minha própria capacidade, meu valor e até aquilo que um dia sonhei alcançar.
Quem somos nós sem a Tua misericórdia? O que haveria de bom em nossos corações se não fosse a Tua graça nos alcançando todos os dias, nos chamando filhos mesmo quando falhamos, nos vestindo de dignidade quando tudo em nós parece ruína?
E ainda assim, com amor, Tu nos levantas. Não nos defines pelos nossos erros. Apenas nos estendes a mão e nos convidas a recomeçar.
Por isso venho a Ti. Não com méritos para apresentar, nem com certezas para oferecer, mas com o coração aberto, necessitado da Tua presença.
Faz-me nova criatura, Senhor.
Reveste-me da Tua bondade. Constrange-me com o Teu amor. Corrige em mim o que precisa ser corrigido e fortalece o que em mim ainda é frágil.
Ensina-me a confiar quando eu quiser desistir. Ensina-me a permanecer quando o medo tentar me fazer recuar.
E dá-me a ousadia de sonhar os sonhos que colocaste dentro de mim. Não para a minha glória, mas para que eu veja Tuas promessas florescerem no tempo certo.
Eis-me aqui, Senhor. Com minhas imperfeições, minhas dúvidas e minhas esperanças. Inteira diante de Ti, porque sei que é nas Tuas mãos que tudo em mim encontra sentido.
Eu sou uma pergunta de certo. Uma pergunta que não deseja ser respondida. Que também não se contenta com as respostas porque acha tudo um tanto quanto relativo. Meus braços são por demais pequenos para o mundo que eu quero abraçar. E meu coração é por demais tortuoso para não causar espanto. Quero tudo! Agora!
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