Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
ŘØMĀŊŤİŠMØ
Quem não ama, morre,
Quem não sabe o que é
O amar, deve-se ficar porre
O amor, vida saudável é.
Quem não ama o amar
Nem a si ou alguém
Para terra da solidão
Cedo, mui breve irá voltar.
O NASCER DA POESIA
Muitas pessoas já se perguntaram para si mesma e para quem é poeta, como nasce a poesia? A poesia nasce não só de um pensamento, ela nasce da forma que você ver o mundo, da forma que você romantiza o que vê pela frente. A natureza sempre foi o alvo dos poetas que a admiram, sempre esteve caminhando junto com os versos e as pinturas artísticas.
O saber intelectual gera poemas, enquanto o saber do dia a dia pode gerar poesia na forma de falar e de se expressar. A poesia não está em simples palavras, ela pode estar presente em uma obra de arte, numa música ou as vezes até nos elementos sem palavras como o sol, a lua e as estrelas.
Eu tenho maior cuidado ao escrever poesias, faço o possível para não dar migalhas ao papel nem às obras de arte do scripts que eu posto. Sempre gostei de sinceridade, realidade e romance com intensidade na forma de se expressar. Poesia não é só amar, nem emprestar palavras à alguém. Poesia é o retrato da alma, não tem cegueira, fala o que o interior e o consciente pensam com profundidade.
REPUBLICAMENTE FALANDO
Moro aqui, nos confins do Brasil,
O verde da bandeira aqui já sumiu
O ouro amarelo, foi esgotado e pego
De refém para a Europa à palo febril.
O azul, a fumaça cinza consumiu,
A exigida ordem e o famoso progresso
De desordem à decadência persuadiu.
Aqui na Amazônia o sinal veio e caiu
Mas vemos a floresta sofrer o fim
Índio sangue de tupi, vítima sim
Das pancadas do próprio país: Brasil.
A democracia em grego já nasceu torta
E aqui em guarani já está morta
Nos olhos felinos do valente jaguari.
O charuto dos ricos é o que fecha
A porta da digna e social inclusão
E abre a porteira da necessidade
Café com leite nem aqui, nem no Japão.
Politicagem do cabresto arrebentado
Vulgo política da saca de café queimado.
O punho do brasileiro honesto padece.
Nessa roda social somos caroços
Dentro do maracujá coberto de imposto
Toda tristeza que há hoje em dia
Fala de uma morena linda da Bahia
Santa negrinha: Caramuru jogada ao mar
Coberta os olhos com a água do chorar.
Referência às atuais divididas capitanias.
Sem açúcar, atearam fogo no canavial,
Sem peixes, botos mortos na seca fluvial
A janela da solução está ficando menor
Cada dia sem vento, sem orvalho pluvial
O pasto, terra dura ficou muito mal
O gado na porteira da várzea é de dar dó
Nesse embrulho, o homem mesmo se deu um nó.
E no meio dessa ressecada folhagem
É cada cidadão por si
Seu tapete foi puxado, virou imagem
Pelo sócio que te traiu assim.
E no fim do mês o salário mini miragem,
Dará só para comprar um sanduíche e um guaraná tupiniquim.
A PELE
Ela veio ao mundo pequenina
Tão pequenina
Quanto lábio de menina
Alguém a nomeou,
Outro a batizou
E um a namorou.
Ela sentiu dores, feridas
Tão dolorosas quanto espinhas.
Ela aproveitou,
Viu tudo com o seu olhar e brincou.
Ela sentiu o sereno e a chuva
Tão doces feito açúcar.
De estações a estações
Formou-se dois corações.
Que tipo de coração?
A paixão
Tão forte quanto o vento
Que partiu o coração apaixonado
Levado pelas emoções
Que sentiu -se um só lamento.
Ela viveu os últimos grãos
Um ciclo de separação,
A morte teve de levar, e
Sempre uma linda pele viverá
Os últimos suspiros
Após o ato de sonhar.
ELEGÂNCIA É TUDO
Dinheiro é um cigarro
Que rápido vou consumindo
Dizem que dinheiro não compra felicidade
Mas sem ele, o que será do seu destino?
Terá dinheiro para um copo de vinho?
Enrolo ele nas minhas mãos
E me comporto elegante com esse traje
Levando o a boca,
Fumando seu valor e identidade.
UM RIO DE POESIA (CHUÁ CHUÁ)
Entrei nas pororocas do Tapajós
Nadando contra as correntes do amazonas
Os dois apaixonados
São inteiramente inseparáveis,
Mas deixam o poeta flutuante, inspirado,
Navegar na precisão do sossego.
Um rio de poesia,
Que deixa o apaixonado renovado após um mergulho feito de alegria
Rio que guia a lua
Faz o sol desaparecer
Me dá motivos para te descrever.
Rio nobre do despejo
Despeja a melancolia para bem longe dos meus desejos.
Desengasga-me o que quero por pra fora
O que tá incomodando-me agora.
Os aviums festejam na sua água doce
Mas essa alegria acaba,
Quando o pescador da sua bajara,
A rede retroce
Os tristes se alegram após um banho de cheiro
Pois para o caboclo, um banho alivia de pensar nos maus companheiros.
MENINO POETA
Menino da poesia
Levanta de manhãzinha
Só para ver o sol e a terra
Se cruzando bem pertinho.
Menino, a chuva te inspira
Para escrever mais uma poesia.
Ela molha tua pele,
Teu rosto de moleque,
Mas não inunda a tua mente madura,
Nenhum tema poético ela te furta.
A vida nos prega peças,nos faz correr,nossa vida é uma corrida insessante, em busca de tudo e daquilo que imaginamos ser tudo.Fugimos do mediano, desprezamos a mediocridade.
Somos os atletas que buscam sua medalha de reconhecimento perante tudo e todos, corremos, saltamos,mergulhamos,escalamos, com um único objetivo, sermos os primeiros;Quem praticaria algo para ser o segundo? Quem vibraria com a derrota?
Precisamos de aprovação para tudo que fazemos?Não podemos ser felizes somente pelo privilegio de poder fazer?Temos que ser os melhores? sempre?
Treino, nos desdobramos nos nossos treinos,vivemos o treino da vida,a competição diária contra a morte,contra o tempo que nos leva até ela.
Hoje,assistindo uma matéria sobre os jogos panamericano, percebi que o sacrifício de quatro anos será recompensado apenas para os três primeiros, não que tenham sido os melhores durante os quatro anos passados, mas sim naquele momento.
Naqueles 05 ou 10 segundos aos quais se resumiram seus quatro anos de sacrifício, buscando sua recompensa,que no máximo em 01 semana, será lembrada somente pelos que te rodeia,em um ano, talvez nem por eles.
A glória é tão passageira que na Grécia antiga a recompensa pela vitória seria uma coroa de louros( os louros de sua vitória),efêmera,passageira, fugidia,do ápice à normalidade em um atmo de tempo.
por outro lado a maravilha da persistência prega que amanhã será um novo dia, que farei novamente o meu melhor, que me empenharei ao máximo, para que daqui 04 anos eu possa ser o máximo, pelo menos pelo efêmero tempo que a fama e a glória me permitir estar no topo,entre os deuses.
O caminho da vida somente é visto quando olhamos para trás,foi ele que nos trouxe até onde estamos.
Estado de sítio mental, conduzido pôr um medo artificialmente irreal, "excelente" estratégia de "controle social"...Se não saem de casa, passam a consumir, virtualmente, o que o "grande mercado" ordena às mentes "pequenas".
JARDINS DA ARÁBIA
Farei dos teus desertos, jardins suspensos,
Onde haverá oásis para matar a sede
Onde a vontade de amar prevaleça onde esteve
E que a quentura vire riachos propensos.
As tendas precisam ter quintais
Flores para mil e uma noites,
Onde os tapetes não se sujem em todo instante
E que a lua crescente faça sombra com seus umbrais.
Brotará vinhas nos novos jardins árabes,
Para molhar a garganta com galhos colossais
Dará fonte de vida e novos ares.
Florescerá a paz oriental
Onde amores estarão até entre as aves
E o amor feminino como os camelos esponsais.
A chuva parou,por enquanto a reclamação cessou
tudo correrá às mil maravilhas,se não chover,por alguns dias
Se daqui há algum tempo chover reclamaremos,por ter chovido,
Se não chover será por não ter acontecido
Se ventar,teremos mais um motivo para reclamar
Se não reclamaremos por esquentar
Ou por esfriar,afinal não é época para isso
Frio no verão é enguiço
Frio deveria ser na época do frio e calor na época dele
Mas as temperaturas e suas variações deveriam ser moderadas,
não drásticas como são,calor muito quente incomoda
Como frio muito frio não é bom
Se não venta está muito abafado isso chateia
mas Vento despenteia o cabelo e enche o quintal de sujeira
Reclamamos por qualquer asneira
talvez se vivermos em uma bolha onde nada seja oscilante
tudo seja melhor que antes
não teremos motivos para reclamar ou reclamaremos contiuando
A vida em uma bolha deve ser tão chata quanto uma vida reclamando
O que seria do por do sol se não houvesse a visão?
O que seria da flor se não houvesse o olfato?
O que seria dos passaros se não houvesse audição?
O que seria do amor se não houvesse o tato?
O que seria do homem se não houvesse os sentidos?
Como seria a cor?
Como seria o cheiro?
Como seria?
Vida haveria,haveria alegria?
Talvez não houvesse dor,como seria o amor?
Que contato precisa,precisa de calor
Não haveria tristeza,nem saudade,nem ódio,
Nem rancor,mas também não haveria alegria,
Nem paixão,nem saudade,nem ilusão.
Não havendo sentimento não há sofrimento
Em compensação a vida não teria alento
Pra que acordar?pra que sonhar?
Não sonharia pois sonho exige emoção
Não havendo sentimento não existiríamos então
E a vida teria sido em vão
É incrível e admirável como ultimamente os homens vêm se ligando, aceitando e aprendendo a ouvir e, até mesmo, ensinando outros a ouvirem suas intuições e pressentimentos.
Algo que todos temos, mas poucos realmente prestam atenção, poucos lapidam esse "poder" único e incrível que temos.
Dentro de nós há uma conexão com o divino masculino e o feminino, por isso basicamente todas as religiões (principalmente as mais antigas) nos ensinam a "olhar pra dentro", procurar a Deus ou Deuses dentro de nós mesmos, não no exterior.
Algumas religiões ou doutrinas indicam meditação, outros indicam oração, outros indicam rituais com chás e ervas psicotrópicas, mas a verdade é que todos eles têm algo muito importante em comum:
Nos ensinam a olhar pra dentro de si mesmos.
Se quer encontrar a verdade, procure-a primeiramente dentro de si.
Se quer mudanças, comece primeiramente com você mesmo.
Quem se acha soberano, é porque não entende o circular da vida.
A mãe natureza é sábia. Da mesma forma que constrói ela destrói.
O vazio
Nascemos e vivemos sem um objetivo estabelecido apenas com uma teórica, estudar, crescer e trabalhar de forma medíocre para alcançar um objetivo que por muitas vezes nem queremos, nós decepcionamos, se estressamos, fracassamos e percebemos tarde de mais
Se afogando em um grande mar escuro, sob um vicio repulsivo de consumismo desesperado, um grande vazio no meio, falhas e sentimentos armazenados em uma caixinha velha, um cofre de moedas para uma cartada final no fim de mês.
Oh, grande mundo tu disseste que eu sou livre, mas cadê minha liberdade?
Oh, grande mundo tu disseste que eu conquistaria tudo, mas nada tenho.
Oh, grande mundo tu tanto falas deste amor mas eu só vejo ódio, tu tanto falas desta liberdade mas eu só vejo correntes, tu tanto falas da beleza mas só vejo algo repulsivo.
Tu tanto choraminga mas tão pouco faz, viciado em tua própria melancólica logo não ira sair mais, soluções simples mas pessoas complexas.
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