Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto
Coisas da vida...
"Por que tenho que seguir algo?
Sou do meu jeito tenho meu estilo
E se eu quiser ser louco?
E se eu quiser ser bobo?
E se eu não quiser pessoas me julgando?"
Vem a mudança sem nem avisar
As vezes com força te leva distante
Mal tu percebes, começa a mudar
Te levas primeiro e muda o restante
Embora mudança, vem vindo o costume
De tão corriqueiro começa a brincar
Distorce o tempo, aumenta o volume
Mais tarde nem sente e começa entregar
Se é que mudou, eu nem percebi
Severo passou, se fez escoar
Mudou de repente nem quase senti
Mudou de uma forma assim tão a esmo
E só uma coisa consigo arriscar
Muda-se o dia e o sol é o mesmo.
Encontrei-me quando te vi
Em caminhos dispostos ao vento
Por muito tentei lhe seguir
Mas deveras de vida mudar
Meu jeito me fez dispersar
Fiquei assim fora de mim
Cantado tão só por se só
Voltei a pensar em você
Será que no amanhecer
Consigo parar de sonhar
Parar de viver a ilusão?
Por mais que eu tenha razão
Só não consigo explicar
O quê me faz gostar de você
A humildade é algo que o homem tem de conquistar. Para mim, ela é o horizonte que meus olhos buscam retratar em meu espírito, para que seja uma bela obra divina.
Dizem que quando os sentidos se "enamoram", fazem fascínio a razão.
Se duvido ou creio?
Não ouso;
mas confundi-los... também não.
Uma sociedade que se sobrepõe a vida é, antes de tudo, uma sociedade miserável, egocêntrica e vazia de conteúdo.
Torvelinho de emoções...
Quando vens, arrastas contigo outonos e primaveras.
Quando tardas, vagarosas são as horas.
Quando só, já no peito, a solidão me exaspera.
Quando juntos, tu és amor.
Eu, a saudade que se revigora!
a caminho do trabalho vou contemplando uma bela vista, e meus pensamentos vão além do horizonte, o que a natureza oferece você agradece.
Não permita que seus planos sejam paralisados pelas opiniões das pessoas, elas nunca saberão realmente o que você esta sentindo, então não permita esfriar-se, suas idéias por mais estranhas que pereçam a eles, partiram do seu eu interior, saiba que foram das idéias aparentemente idiotas que surgiram o que se tem de mais moderno hoje.
As pessoas estão buscando algo na internet todos os dias, o segredo esta em descobrir o que estão buscando.
Partindo do seus pensamentos nascem seus sonhos, coloque suas idéias em prática, para que seus objetivos não morram no seu isolamento. lute pelo que acredita, você é o seu melhor investidor!
Se o mundo tivesse solução, tudo já estaria solucionado. O resto são apenas especulações e omissão de juízo.
"A solidão pode ser ruim para alguns, causar danos a outros, mas ela ensina, molda e te leva a máxima do arquétipo humano. Nada mais gratificante que ser um elo do nada, pelo nada, para o nada". 11/16. César.
A Voz do Silêncio
(...)
Assim como há roupas para diversas ocasiões, vinhos propícios para diferentes pratos e copos para diferentes vinhos, há também silêncio com os mais variados propósitos e significados, oscilando entre o elegante e o inconveniente, entre os que geram benefícios e os que são nocivos.
Pensando nisso, ofereço uma pequena lista com alguns tipos de silêncio possíveis de serem observados, em variadas situações.
Silêncio Sábio, ou motivado pela prudência. É utilizado quando se percebe que os ânimos encontram-se exaltados, a descompensação se faz presente, o complexo assumiu a posse da consciência, a ira cegou a razão, a lucidez foi apagada, o ego encontra-se divorciado do Eu. Nestas circunstâncias, manifesta sabedoria quem se refugia em amoroso silêncio até que a "tempestade" passe, entendendo que "não havendo maldizentes cessa a contenda". Sabe que muito mais útil do que ter razão é ter bondade; mais importante do que um argumento forte é um coração manso.
Silêncio acolhedor, quando face à dor do semelhante, causada por perdas humanas ou materiais, evita-se argumentar, comparar, justificar, explicar ou aconselhar, restringindo-se a estar perto, em silêncio, esvaziado das pretensas verdades, totalmente disponível, para sentir e ouvir o que o outro experiencia. O silêncio acolhedor abre espaço em nós para que o outro se refugie. Nestas circunstâncias, um olhar encharcado de ternura, um abraço cheio de compaixão, estar presente de corpo e alma, é puro alento.
O silêncio extasiado. Quando, diante do que encanta e arrebata, quedamos em reverente silêncio, em prostração de espírito e de alma. Silêncio que nos assalta diante do mistério da vida e da morte ou da magia da Criação. Silêncio que relativiza todas as vozes e faz cessar todos os argumentos, ao sentir no coração a presença divina, ao ouvir na alma a voz de Deus, quando na mística da fé contemplamos o Eterno Mistério.
Silêncio imposto. Quando pelo uso da força cala-se a voz do mais fraco, do injustiçado, do discriminado, do oprimido, do marginalizado. Silêncio imposto pelo medo, gerado pelas armas do poder econômico, político e religioso que perpetuam a escravidão, a repressão, a culpa, o julgamento e a condenação. Silêncio de quem se tirou a voz e a vez.
Silêncio conivente. De quem se deixa calar por benefícios injustos, de quem possui a consciência estuprada pelo ganho ilícito. Silêncio comprado, fruto do desavergonhado diálogo entre o corruptor e o corrupto. Tem a verdade como mercadoria de troca onde o que é direito é silenciado em benefício da ganância; quando diante da oportunidade ilícita sobressai a falta de caráter e "vende-se a alma ao diabo".
Silêncio covarde. Quando diante da maldade, da corrupção, do estelionato, do desmando e da injustiça praticada nos domínios familiar, econômico, político e religioso, opta-se por manter-se a "língua presa" no céu da zona de conforto na qual medrosamente se abrigou. O silêncio covarde é o silêncio da omissão, aonde o maior dano não vem só dos malfeitores, mas também e sobretudo dos cidadãos de bem que se mantém omissos.
Silêncio que fere. É silêncio motivado pelo ódio, pela indiferença, pelo sentimento de vingança, pela incapacidade de perdoar, de acolher e de amar. Neste aspecto, lembrando Rodovalho, "o silêncio é um recado. É a pior carta que alguém pode enviar para o outro." Tal silêncio é capaz de infernizar e produzir enfermidade em quem o protagoniza, podendo ainda causar muito sofrimento ao alvo da aridez de tal comportamento.
Silêncio Buscado. Lembro aqui do silêncio praticado pelos "Nadistas" que sugerem desconexão de aparelhos eletrônicos por algum período, o que sem dúvida é muito salutar; além de potencializar a criatividade, pode evitar o "burn out", transtorno psíquico que mescla esgotamento e desilusão. O objetivo principal do silêncio buscado, no entanto, é nos conectar conosco mesmos, levando-nos a tomar consciência do próprio corpo, sentir a respiração, o coração, reencontrar a alma, mergulhar no nada grávido de criatividade. Tal silêncio nos liga à essência divina que nos habita, reconcilia o ego com o Eu, faz-nos íntimos de Deus, liberta-nos da aparência, redireciona e suaviza a existência. Harmoniza os pensamentos, sentimentos e relacionamentos, possibilita e potencializa a meditação, dá profundidade à oração, além de ser saúde para o espírito e para o corpo.
Há silêncio e silêncio, carregando cada um sua própria singularidade, linguagem, propósitos e resultados. Há o silêncio altruísta e o egoísta, o que fecha e o que abre, há o que constrói e o que destrói, o que abençoa e o que amaldiçoa, há o que gera paz e o que perpetua o ódio. Há silêncio que cura e que faz adoecer, há o que é fruto de amor e o que é fruto do ódio.
Lançar mão do silêncio, como instrumento abençoador, exige coragem, maturidade, esvaziamento, proatividade, autocontrole, sabedoria e auxílio divino. Que ao silenciarmos o façamos movidos por amor, com o desejo de abençoar sempre. Saúde e Paz!
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