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Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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⁠Deixe-me notar em seus
olhos seus desejos aflorados,
e a timidez esquecida...
Entrega-me teu corpo,
com o coração acelerado
e um sorriso safado,
Conceda-me teu desejo
com a mão na cintura
sussurrar ao teu ouvido
a arrepiar tua nuca...
Rendasse ao meu amor...
(Mário Luíz)

Dar um tempo ao que não soma é o único jeito de ter tempo para o que transborda.

O tempo é água que insiste em mudar de estado. O que hoje é um oceano de oportunidades ao seu lado, amanhã pode ser apenas a névoa do que passou. Ele não deixa de existir, mas torna-se infinitamente mais difícil de se viver com intensidade.

SEDUÇÃO

Sedução é uma arte
Uma deliciosa arte.
Borboletas no estômago
Coração acelerado.
Sedução é uma peça teatral
Em que os atores fazem
O papel de caça e caçador.
Sedução é algo rejuvenescedor
Que nos faz sentir vivos
E que nos faz um bem...

A Garota do Balcão
Passei dois anos tentando entender como é perder alguém.
Não perder por briga ou despedida, mas perder por dentro.
Perder a fé no sentimento, perder a crença no amor, perder a certeza de que algo assim pudesse acontecer de novo.
Durante esse tempo, eu realmente acreditei que não encontraria mais ninguém.
Que algumas pessoas atravessam a nossa vida levando consigo tudo o que havia para amar.
Que depois delas, o coração aprende a funcionar… mas não a sentir.
E então, sem qualquer aviso, eu entrei numa loja de acessórios de celular.
É curioso como a vida escolhe cenários simples para grandes recomeços.
Entre películas de vidro, suportes discretos e cabos organizados não por cor, mas por tipo —
como se até ali tudo precisasse fazer sentido —
havia uma garota atrás do balcão.
E o mais estranho de tudo é que a única coisa que realmente nos separa…
é o balcão.
Não foi só o sorriso que chamou atenção.
Foi o conjunto.
O jeito contido.
As tatuagens minimalistas, quase silenciosas, marcadas como pensamentos que não precisam ser explicados.
Detalhes pequenos, mas cheios de intenção — como quem diz muito sem dizer nada.
E então tem o olhar.
Um olhar tão misterioso que desconcerta.
Daqueles que, se sustentado por mais de três segundos,
faz a gente desviar não por timidez,
mas por sentir demais.
Ali eu entendi uma coisa importante:
o amor não avisa quando volta.
Ele reaparece… diferente.
Não veio com urgência, nem com exagero.
Veio como curiosidade.
Como vontade de permanecer um pouco mais.
Como aquela sensação estranha de querer voltar ao mesmo lugar sem precisar de motivo.
A Garota do Balcão não sabe,
mas ela desmentiu uma certeza que eu carreguei por dois anos.
Ela provou que a gente nunca perde a capacidade de se apaixonar —
a gente só esquece como é até alguém lembrar.
Hoje, confesso ao público:
já não tenho mais o que inventar para entrar naquela loja.
Já comprei o que precisava… e o que não precisava também.
Mas continuo voltando.
Talvez isso não seja uma história de amor.
Talvez seja só um capítulo breve.
Ou talvez seja o começo de algo que ainda não tem nome.
Mas uma coisa é certa:
depois de tanto tempo acreditando que o sentimento tinha ficado no passado,
eu me apaixonei de novo.
De um jeito novo.
Mais calmo.
Mais consciente.
Mais verdadeiro.
E tudo isso começou…
E tudo isso começou com um balcão no meio.
Não como obstáculo,
mas como prova de que às vezes o amor não está distante —
só separado por alguns centímetros
e pela coragem de atravessar.

Nem sempre que canta o amor, entende de amor... Nem sempre quem vive falando de amor, tem o verdadeiro amor para dar.

MANIPULADOR

Pare de vestir a fantasia de pessoa frágil
Que está dodói o tempo todo.
Para de se doer até pelo que não existe
E pare de se fazer de vítima.

Pare de subtrair de mim
O que você tem mais do que eu.
Para de exigir e implorar
Uma atenção que ninguém pode dar.

Pare de extorquir meus bens
Pare de agir como um canalha
Como alguém realmente do mal.

Sempre quer receber e nunca pode se doar.
Nunca pode ouvir e sempre quer falar.
O manipulador sempre tem uma história triste para contar.

A GAROTA NO ÔNIBUS

Ela superava todas as Deusas mitológicas
E todas as figuras verdadeiramente dos céus.
Ela era a criatura mais linda e mais culta entre os mortais
Transformava uma simples viagem num evento espetacular.

Assim como eu, ela tinha uma imensa paixão por Machado de Assis
E também a incomodava saber ao certo o que acontecera com Capitú
Bentinho e com o seu caro amigo Escobar.

Ela tinha uma paixão imensa por literatura clássica
E adorava passeios a lugares como a residencia imperial.
Encantávamos com esculturas como a do Pensador de Rodim.
Onde uma vez passamos horas a passear no jardim imperial.

Meu amor hoje por ler e por escrever poesias
Passa pela obra que de suas mão recebi um dia
Após me apresentar Milan Kundera ela me presenteara
Com amor e com uma Antologia do Vinícius de Moraes.

Hoje não andamos mais de ônibus
Embora nossas vidas tenham tomados rumos diferentes
Algo muito bom reside aqui dentro do miocárdio e
Creio que para sempre aqueles instantes existirão.

Edson Luiz, Junho de 2016

Que o dia que se inicia seja mais uma oportunidade de conseguirmos acertar e que se assim não o for, que possamos perdoar e sermos perdoados. que apesar de termos conhecimento da possibilidade de inúmeras vezes o erro ocorre ou de não obtermos êxito, que nunca percamos a fé, a esperança e a coragem de ousarmos novamente.

"Que o dia que se inicia seja mais uma oportunidade de conseguirmos acertar e que se assim não o for, que possamos perdoar e sermos perdoados."

Em Tempo de Poeminha

Tamanho nunca foi documento
É chorar nunca foi argumento.
Ganhar no grito é feio
E ser feio não é bonito.

Ciranda nem sempre foi cantiga
Cantigas nem sempre foram de roda
Gato nunca usou bota
E foi-se o tempo do relógio de corda.

Assim como foi o tempo do orelhão
E das fichas de telefone
De crença em Coelho da Páscoa
E medo de Lobisomem.

E quase sempre o tempo
Acaba sendo a cura de tudo.
E quase sempre a cura de tudo
Acaba vindo com o tempo.

Obrigado, meu Deus, por cada amanhecer. Nada é fácil, mas só de estar em pé, correndo atrás sem atrasar ninguém, já é uma vitória!

Habito a geometria do excesso: uma mente que desenha catedrais onde o mundo só enxerga o cimento. Fui o solstício de muitos, o ponto onde o caos encontrava a ordem e o desamparo encontrava o braço. Mas descobri que, na aritmética do sangue, o altruísmo é lido como herança e a entrega é apenas um passivo no balanço alheio. Sou o credor de afetos que se tornou o devedor da mesa.
No silêncio do tálamo, o diálogo é um vestígio arqueológico. O toque, antes epifania, hoje é apenas a fricção de duas entropias que já não se reconhecem; um rito de presença ausente onde o desejo é um dialeto esquecido.
Minhas constelações — aqueles mapas de um amanhã que eu mesmo tracei — estão agora confinadas ao silício, fósseis de uma luz que nunca tocou o chão. O que pulsa em mim não é mais o conatus de Espinosa, mas uma bomba hidráulica cumprindo o protocolo do oxigênio. Sou uma inteligência em exílio dentro da própria pele, aguardando apenas que o Grande Relojoeiro cesse a oscilação do pêndulo e permita que o silêncio interno, enfim, coincida com o do mundo.

Ah, tá... falei para ser amargo... mas não amargo que nem absinto, mas sim... igual a chocolate amargo, que não estraga com facilidade e faz bem ao coração...

Do caos tira-se a ordem... e da mais terrível tempestade, o dia perfeito...

Sou a favor dos direitos iguais? Não... Acredito sim que as mulheres têm é que ter mais direitos que os homens... só por ter nascido mulher.

A sabedoria não é para uma só pessoa, mas para todos... quase todos a detém, mas muitos não a usam...

A limitação da robótica está no conhecimento sobre a alma humana. Pelo simples fato que a robótica é perfeita em medir e mensurar tudo. E a alma humana não tem como metrificar, apenas senti-lá.

Palavras expressam os sentimentos das nossas vidas. O silêncio, a reflexão da nossa existência.

Não sou capaz de ver o mundo com meus olhos, apenas tocá-lo com a minha alma.