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Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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O tempo e o amor

Eu não sei onde vc tá agora
Mas eu espero de verdade que esteja bem
Eu penso às vezes nisso, se a vida tem sido leve com vc, se vc encontrou paz nos lugares onde existiam tanta preocupação
Eu me sinto muito grato por ter te conhecido, foi tão rapido e bonito
E mesmo que o tempo tenha levado cada um pro seu lado
Eu guardo com carinho o que a gente viveu
Vc me ensinou a ser mais calmo,
me ensinou e me apresentou muitas coisas novas, me mostrou um mundo completamente diferente do meu, e de alguma forma me ajudou a ser uma pessoa melhor
A verdade é que nem tudo que é bonito precisa durar para ser eterno
Tem amores que cumprem seu papel no tempo exato em que existiram
Hoje eu consigo olhar pra trás e me sinto bem
Pq eu sei que o que a gente teve foi verdadeiro, e o verdadeiro ele não se desfaz com a distância, ele só muda de forma
Vc deixou coisas boas em minha vida e eu me pergunto se vc pensa em mim de vez em quando e se lembra com o mesmo carinho e que sente também que de alguma maneira o que vivemos foi real
O tempo tem dessas coisas, né?
Levar as pessoas pra longe
Mas tem uma coisa que ele não consegue levar, o que elas deixaram dentro da gente
Portanto, onde quer que vc esteja agora, seja lá quem vc tenha se tornado ou o que esteja fazendo, eu te envio amor... sempre!

Amanhã

Mais uma vez me pego escrevendo
Dores e sentimentos ruins
Que foi eu mesmo que criei

Sentimentos de culpa
De odio
Uma tortura
Nao sei o que será de mim





Eu não vi a luz.
Mas caminhei.


Eu não ouvi a voz.
Mas respondi.


A pedra não se moveu.
Mas eu acreditei no caminho.


Cada passo era silêncio,
cada silêncio, um grito contido.


O céu não abriu.
Mas o dia nasceu.


E o frio ficou.
Mas eu fui calor por dentro.


Eu caí.
Eu sangrei.
Eu calei.


E mesmo assim, eu disse: amém.


Porque fé não é ver.
Fé é arder sem fogo.
É andar sem chão.


É segurar uma mão que não se vê —
mas se sente.


E se a noite vier, virá.
E se o medo soprar, soprará.


Mas o que pulsa dentro, não se apaga.


Porque no mais profundo da ausência, mora a presença que não falha.


E mesmo sem sinal,
mesmo sem prova,
eu sigo firme na fé.

Qual o propósito da existência? Eu apostaria na lei da compensação que Buddha chamou de "caminho do meio", alguns de "lei do retorno", e outros de "princípio da ação e reação", mas onde tudo se resumiria à busca pelo ponto de equilíbrio levado ao físico, ao mental e ao espiritual. Se comeu em excesso num dia, faça jejum no outro; se foi tomado pela cólera numa determinada hora, concentre-se em meditar na próxima; se atingiu alguém com suas ações hoje, ao nascer do sol conscientiza-se e peça desculpas; se foi atingido em sua auto-estima em algum momento, no seguinte se imponha de forma a que não o repitam. Tal sentido de vida não se inspira em crença, mas na lógica de pontos equidistantes que não nos colocam acima ou abaixo, nem à direita ou à esquerda, mas no único lugar que nos mostrará o porto seguro situado entre os extremos. Essa é a posição onde apenas SE É, pura e simplesmente. Nas demais só se poderá ESTAR, e em nenhuma delas você se encontrará naquela à qual realmente pertença.

⁠Toda decisão que se deseja sensata deve passar por quatro filtros:
1. Eu quero?
2. Eu posso?
3. Eu devo?
4. Convém fazer?
E sempre que obtivermos um "não" como resposta para qualquer deles, é preciso pensar dez vezes antes de colocar a ideia em prática, porque a emenda pode sair pior do que o soneto.

⁠A primeira coisa que um hóspede que eu receber em casa precisaria aprender é que não há nela um único objeto que esteja ali por acaso. Existe uma razão para ele estar exatamente naquele local. Mas alguns não se importam com isso e subvertem uma ordem que foi criada exatamente para que a as coisas atendessem à sua finalidade. Da vez que um deles voltou pra casa eu precisei lhe ligar várias vezes para saber onde havia guardado cada objeto de meu uso diário. Se a intenção era que falássemos com mais frequência, então alcançou sucesso total!

Se, em meu diálogo com meu Deus interno, ouvisse dele que, por algum mérito, eu teria direito a uma graça, vêm-me à consciência ter recebido muito mais créditos do que débitos em toda a história escrita até aqui, não havendo nada mais a pedir. Assim sendo, a única coisa que ainda me restaria esperar seria um último momento sereno, entendendo isso como livre de sofrimento para mim a para os que deixo ao transpor meu portal. Mas sou capaz de assimilar que pelo entendimento de Deus essa serenidade se apresente de uma forma diferente da que concebi.

Teve pessoas cujas vidas se tornaram perenes fontes de inspiração para erros que eu jamais deveria introduzir na minha.

Recuso-me a aceitar a sentença de que "eu sou o que sou". Eu sou - e ainda assim temporariamente - o que EU DECIDO ser.

Posso escolher estar em todos os lugares em que eu veja sentido
Ou ver sentido em todos os lugares em que eu esteja...
Posso optar por fazer um monte de coisas que me deem sentido
Ou dar sentido a cada uma das coisas que faça.

Eu não me permito ser ferido numa guerra apenas para destroçar o inimigo, pois que o adversário não merece tal sacrifício. Sou, porém, capaz de mergulhar num combate mortal – em que apenas um dos lados sairá com vida – ao concluir que esse é o único preço a pagar pela minha dignidade.

Ao longo de minha vida tive várias incertezas sobre o que eu queria colocar nela; mas essa dúvida, por focar sempre o depois, nunca aconteceu em relação ao que eu NÃO queria.

Eventualmente ouço de pessoa que compartilhou tanto quanto eu do histórico de vida de uma outra, contra a qual mantenho severas restrições, a seguinte pergunta:
"Você não acha que depois de tudo o que ele passou por agir assim, já não pode ter mudado?" ou ainda: "Você não acha que todo mundo que erra merece uma segunda chance?"
Minha resposta para as duas questões em uma situação hipotética é: "Depende!" ...Se é o tipo de pessoa que passou por intenso sofrimento, após um longo período de inconsciência do mal que espalhava, e a dor a acordou para essa realidade, não duvido que as chances de uma mudança são consideráveis. E também quando se comete erros – ainda que graves – por uma, ou umas poucas vezes, com certeza também merecerá uma segunda chance de provar que essa não é sua essência.
Mas quando, saindo da generalização, a pessoa em questão já passou por inúmeras oportunidades para corrigir o caminho escolhido e, mesmo assim, por distrações suas nos é revelado que a essência permanece a mesma, apesar do longo histórico, então não há que se abrir a guarda arriscando-se a confiar, pois que o tempo de vida que lhe resta não será suficiente para apagar-nos da alma o estrago que causou ao longo de toda uma trajetória mal cumprida.

Quer me mentir? Então faça-o de tal forma que, ainda que eu venha a detestá-lo um dia por ter-se mostrado o canalha que é, com certeza terei respeito pela sua capacidade de me enganar com tamanha competência. Não há nada que mais me irrite do que o mentiroso que me faz sentir subestimado em minha inteligência, pois que deixa evidente sua idiotice até para tentar bancar o esperto!

⁠Eu estou sorrindo, pois eu confio no Senhor.

Eu foquei em coisas que não existiam, te deixei de lado te perdi, me perdi e fui exilado, ando sem rumo perdido sem forças para viver, sem sentimentos para poder sorrir, sem motivação para conseguir viver.

⁠Voltei para te agradecer por ter soltado minha mão quando mais precisei, realmente eu precisava voar

⁠O mundo mudou, ou fui eu que cresci?

Preciso entender que a vida real não acontece na minha imaginação; ela acontece quando eu desperto.

Eu já apodreci tanto que virei semente, estou pronto para renascer.