Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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Se eu não sei quem sou de verdade, quem é esse “eu” que responde quando me chamam?

Talvez essa seja a pergunta que passamos a vida inteira evitando responder.

Recebemos um nome antes de descobrir uma identidade. Herdamos crenças antes de desenvolver consciência. Aprendemos a representar papéis antes mesmo de conhecer o autor da própria história.

Passamos tanto tempo tentando ser alguém que nos esquecemos de descobrir quem somos.

Chamamos isso de personalidade.

Mas, e se personalidade for apenas a máscara que a sociedade aplaudiu até você acreditar que era o seu rosto?

O espelho nunca revelou você. Apenas refletiu sua aparência. A consciência, porém, revela aquilo que nenhuma imagem suporta mostrar.

Quem é você quando não há plateia?

Quem é você quando todas as expectativas morrem?

Quem é você quando o silêncio começa a fazer perguntas?

Talvez o maior erro da humanidade tenha sido procurar identidade no mundo, quando ela sempre esteve escondida no interior. Procuramos reconhecimento sem antes nos reconhecermos. Queremos ser vistos sem nunca termos nos enxergado.

É estranho…

Passamos a vida dizendo “eu penso”, sem perceber que boa parte dos nossos pensamentos nunca nasceu em nós.

Dizemos “eu quero”, sem saber quem escolheu os desejos que chamamos de nossos.

Defendemos opiniões que nunca examinamos.

Vivemos histórias que nunca escrevemos.

Se a mente mente, quantas das suas certezas são apenas mentiras bem organizadas?

Talvez você nunca tenha perdido a si mesmo.

Talvez nunca tenha se encontrado.

Existe uma enorme diferença.

Perder pressupõe possuir.

Como perder aquilo que nunca conhecemos?

Eis o paradoxo: passamos a vida procurando o sentido da existência, enquanto ignoramos a existência de quem procura.

Queremos descobrir o propósito da vida antes de descobrir quem está vivendo.

Talvez seja por isso que tantos chegam ao fim da caminhada sem jamais terem partido.

Respiraram.

Trabalharam.

Consumiram.

Envelheceram.

Mas nunca nasceram para si mesmos.

A maior distância não separa dois lugares.

Separa a pessoa da própria consciência.

E talvez a pergunta mais importante da vida nunca tenha sido:

“Quem sou eu?”

Mas sim:

“Quem ficou em meu lugar durante todo esse tempo?”

Carlos Eduardo Balcarse

11/06/2026

Eu podia escrever aqui muitas coisas. Até podia escrever neste espaço todas as palavras do mundo. Mas hoje não me apetece.

Antônia,
por que fostes
se perder?
Eu que não dependo
de ti
mas infeliz
á bons
e indiferentes olhos;
Me chama,
me ama,
me perturba,
com ou sem torpor
da ganância típica
de um jovem sonhador.

se eu
te amasse
com exatidão:
certamente
amor não seria...

"O meu lugar é onde eu possa me reinventar"

Bandeira branca, amor
Não posso mais
Pela saudade
Que me invade
Eu peço paz

Para a unica garota em que eu realmente amei e continuo amar!



Minha loirinha, que não é mais minha
Escrevo esta carta no dia 17/09/2026 com o meu coração partido, sem esperar nada em troca, apenas com a necessidade sincera de colocar em palavras tudo o que ficou guardado em mim por tanto tempo. Passo os dias lembrando da nossa história, dos momentos simples e daqueles momentos em que o mundo parecia girar só para nós dois. Sentado aqui no chão gelado, com a chuva caindo, percebo o quanto nós mudamos e o quanto aprendi com tudo o que vivemos juntos.Antes de qualquer outra coisa, quero te pedir desculpas. De todo o meu coração, me desculpe por cada palavra dita sem pensar, por cada silêncio ensurdecedor que machucou mais do que qualquer discussão, e por todas as vezes em que falhei em te entender. Me perdoe pelas minhas imaturidades, pela falta de paciência e por não ter sabido cuidar do nosso amor o qual eu dizia que era inefável,não cuidei da forma que ele merecia naqueles momentos difíceis. Sei que magoei você em situações onde eu deveria ter sido seu porto seguro,o seu amigo, e me dói saber que causei qualquer tipo de tristeza no seu olhar. Admitir os meus erros não apaga o passado, mas quero que saiba que carrego um arrependimento genuíno por tudo o que aconteceu de ruim entre nós.Por outro lado, o que prevalece em mim é uma gratidão imensa por ter compartilhado a vida com você. Obrigado, minha loirinha, por ter trazido tanta luz e cor para os meus dias. Agradeço por cada gargalhada compartilhada no meio da tarde, por cada abraço apertado nos momentos em que eu mais precisava e por ter sido minha maior companheira e incentivadora. Lembro com um carinho enorme de todos os seus detalhes: do seu jeito único de sorrir, da sua risada leve, de como o seu cabelo loiro brilhava ao sol e do cuidado e carinho com que você tratava tudo ao seu redor. Lembro-me do nosso primeiro beijo, nosso primeiro encontro. Tudo estará bem guardado. Você me ensinou tanto sobre amar, sobre ter empatia e sobre enxergar a beleza nas pequenas coisas do cotidiano.( é eu sei, sou um reclamão)Mesmo que os nossos caminhos tenham seguido rumos diferentes, o impacto que você teve na minha vida é permanente. Guardo com muito respeito tudo o que construímos e a pessoa incrível que você foi para mim. Torço do fundo da minha alma para que você seja imensamente feliz, que realize cada um dos seus sonhos e que encontre sempre motivos para sorrir com essa leveza que só você tem.
EU NÃO QUERO QUE OS FILHOS DE OUTRO HOMEM TENHA OS OLHOS E O SORRISO DA GAROTA QUE EU JAMAIS ESQUECEREI!!Com todo o meu amor e eterna gratidão, me despeço mais uma vez.

Evite ao máximo falar eu te amo para uma namorada ou namorado do mesmo sexo ou do sexo oposto. Fale que gosta muito da pessoa. Você não precisa amar alguém para se relacionar. Se você quer trocar afeto, é o suficiente para ter um relacionamento afetivo saudável.

Quando a maturidade chega, um gostar muito sincero e verdadeiro pode valer mais do que um eu te amo falso.

Eu nunca comprei um barco
Eu nunca comprei uma lancha
Eu nunca comprei um jetski
Eu nunca comprei um iPhone
Eu nuca comprei um jatinho
Eu nunca comprei um helicóptero
Eu nunca comprei um carro de luxo
E nunca deixei o Brasil
Vivo aqui honestamente
Nunca aliciei e nem trafiquei ninguém
Que orgulho eu tenho de mim!

No que amo! Eu amo da terra as estrelas que me cobrem,Amo a montanha que se assanha ao ver o mar que em teus pés dorme,Amo a beleza que vejo na flor,Amo o néctar que ela produz,Amo a abelha que suavemente chega de repente,E rouba o doce que ela induz,Eu amo o amor do dia a dia,Para realizar o que assedia numa proposta de luz,Mas eu amo também amo as artes humanas, que por muitos são soberanas,No teatro da vida que se faz jus, Amo o toque suave e alegre do vento nos cabelos,Que dançam sem ninguém dete-los,Contudo ainda eu amo o amor que me vem da vida,na chegada ou na partida,Mas o que importa é firmar os passos,E ir viajar nos espaços,Que à mão é prometida,Tocar os cabelos de JESUS,E por ESTE MESTRE eu amo tudo,O que Ele me tira o que Ele me dá,Sei que por muitas vezes sem merecer,Mas eu amo sem reclamar,Porque não posso descer,Quando estou a voar,E entre todas as coisas perfeitas,Que pelas Mãos Sagradas são feitas,E delas não posso me furtar,Eu amo reconhecer nos religiosos ou nos ateus,Quando sinto e comprovo,Na energia em que me renovo, Na constante Presença de DEUS!

QUANDO EU SENTI JESUS, ELE ME VIU POR INTEIRO.

Eu estava longe.
Não longe no espaço,
mas longe de mim mesmo.
Meus passos já não sabiam voltar.
Minha voz se calara há muito tempo,e eu me confundia com o pó dos caminhos que escolhi.
Eu havia gasto tudo: as forças, as crenças, a alegria.
E quando já não havia mais nada,
nem mesmo orgulho,foi ali nesse vácuo de mim que algo suave e luminoso me envolveu.
Era Ele.
Não disse nada.
Não exigiu promessas, nem juramentos.
Apenas me olhou... e me viu.
Por inteiro.
Viu os cacos, os erros, os retornos interrompidos,
os muros que eu mesmo ergui.
Mas também viu, por trás de tudo a criança que um dia sonhou com o céu,e que ainda existia em mim.
Não me perguntou onde estive.
Não quis saber o porquê da demora.
Apenas sorriu com os olhos,
como quem diz: "Você sempre foi esperado."
E naquele instante,todo o tempo perdido se desfez como névoa.
As feridas não desapareceram,
mas deixaram de doer.
Porque eu compreendi: não era eu quem voltava para Ele.
Era Ele quem nunca havia me deixado.

Conclusão:

Há um lugar dentro de nós que jamais será esquecido por Jesus.
Mesmo que nos afastemos mil léguas da luz, o Seu amor nos reconhece no escuro.
E no instante em que O sentimos mesmo que seja entre lágrimas, no fundo do abismo ou do arrependimento descobrimos que jamais deixamos de ser filhos.
Jamais deixamos de ser amados.
Jesus não espera a nossa perfeição.
Ele espera apenas que aceitemos ser amados de verdade.
E quando isso acontece,
não é o passado que nos define.
É o abraço que nos redime.
Marcelo Caetano Monteiro.

“Enquanto todos viam apenas minhas falhas, meus filhos jamais souberam quantas dores eu enterrava para lhes oferecer um pouco de paz.”

AMOR,EU SEI QUE TU ESTÁS AÍ.
Catarina Labouré.
Filho é para ti que insuflo estas palavras empregnadas de amor e o amor é inegavelmente coragem para todos os momentos.
Recorda-ti desse sentimento no âmago do teu íntimo e diante da dor mais profunda que te faz verter lágrimas dorídas, mergulhes na solidão que sentes em teu inexprimível sofrimento para dizeres: _ Amor! Eu sei que tu estás aí. Vem ser minha companhia visível.
No momento da raiva incontrolável que fadiga as fibras de todo o teu cérebro à afetar teu corpo o entorpecendo em dormência estática. Vai no teu íntimo e evoques esse puro sentimento inato a todos,mas tão postergado,o amor, digas tu em profunda e emocionada rogativa: _ Amor, eu sei que estas aí.
Diante da ofensa que lançan-ti sem misericórdia na face vos procurando fulminar maldosamente os teus sagradas idéias refugia-ti no pensamento próprio procurando se firmar vai secretamente em teu caminho entronizado ainda pela luz que tu amas sem ser enfadonho e grite para dentro de ti: _ Amor, eu sei que estás aí.
Quando as perseguições te espreitarem por onde quer que vás, nutra-ti de coragem,siga adiante mal grado os perigos penses alegre e evoques as figuras dos perseguidos injustamente e aparentemente vencidos, libertes junto as vozes e exemplos desses mártires repetindo--lhes a inolvidável vivência e cantes junto a esse coral: _ Amor, eu sei que estas aí.
Na alegria que vives mesmo que embora poucas vezes,pois a presença da solidão não vos esqueces, não olvides a missão da simples flor que mesmo na escuridão e esquecida não deixa de evolar a beleza e o perfume que lhe faz sobrepor o desprezo e com a mesma resiguinaçao fazes emitir de tua fala tristonha,mas confiante no porvir: _ Amor,eu sei que estas aí.
Segue meu filho! Redimido porque em todos os instantes nunca permitista estares só e revoltado.O amor te acompanha e vos atende. As noites poderão ser solitarias,exteriormente frias mas em ti fostes fiel e o amor vos dirá:-Amado,eu aqui em tua porta,ansioso para que tu a abras para mim e ser contigo.
Votos de muita paz.

"Eu ri como todo mundo do Espiritismo, mas o que eu considerava como o riso de Voltaire não era mais que o riso do idiota, muito mais comum que o primeiro."
Eugène Bonnemère.

ESPELHO QUE SUSSURRA O AMANHÃ.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Do Livro: Do Meu Eu.

O pronunciamento na frase: " Exatamente! Bom seria se ao olharmos no espelho e o reflexo nos dissesse te vejo ainda amanhã. " invocamos um desejo antigo como a própria consciência o de que a alma encontre permanência dentro do próprio corpo. O espelho torna_se então uma fronteira silenciosa entre o que somos e o que tememos deixar de ser. Diante dele o rosto não é apenas rosto é memória condensada é promessa que tenta sobreviver ao esquecimento.

Há instantes em que o reflexo parece perguntar:
_ Quem és tu? Quando ninguém te observa e em outros murmura quase como confidência: _ Vejo-te cansado mas não vencido. Porém o que verdadeiramente nos comoveria seria ouvi-lo afirmar com ternura: _ Te vejo ainda amanhã como se reconhecesse em nós uma centelha que resiste apesar das sombras que recolhem nossos passos.

Amanhã é palavra que se curva ao tempo mas aqui assume outro significado torna se permanência íntima fidelidade a nós mesmos. O reflexo que promete reencontro não fala da matéria mas da lucidez do caráter da chama que não deseja se apagar. E assim contemplamos o vidro como quem se inclina diante de um oráculo discreto buscando nele não a vaidade mas a continuidade do espírito.

O espelho nos é sempre este guardião que nos recorda que não estamos fragmentados, que o nosso melhor não se perdeu na noite e que o nosso amanhã ainda nos espera com a dignidade de quem confia em nossa própria luz renovada. Pois quando a alma reconhece a si mesma nada lhe rouba o brilho da sua permanência sutil e inexaurível.

Ó mestre, eu permito que tu me persigas.
“Jesus, ó meu Mestre, meu Guia, minha dor amada… eu permito que Tu me persigas, se for na direção da Tua luz.”

Há corações que já não pedem consolo, pedem apenas sentido. E nesse instante sagrado, quando o Espírito se ajoelha diante do invisível, nasce a verdadeira prece aquela que não suplica por alívio, mas por permanência na Vontade Divina.

Há dores que não ferem, purificam. Há lágrimas que não denunciam fraqueza, mas lavam o que ainda é humano demais dentro de nós. Quando a alma pronuncia esse “eu permito”, ela não se entrega à fatalidade, mas à consciência daquilo que a move: o Amor que corrige, que chama, que transforma.

Não é a perseguição do castigo, é a perseguição da graça. O Mestre não vem para punir, vem para fazer de cada ferida um altar, de cada queda uma oportunidade de renascer. A perseguição de Jesus é o toque suave da Verdade que não desiste de nós, mesmo quando fugimos do espelho da própria consciência.

Quem assim se entrega já não busca milagres, busca entendimento. Já não deseja o conforto do corpo, mas o repouso da alma em Sua presença. É o instante em que o “eu” se dissolve e resta apenas o silêncio luminoso de quem ama sem pedir, de quem serve sem pesar, de quem sofre sem revolta.

E nessa entrega sem nome, sem forma e sem recompensa, a alma descobre que a dor, quando amada, deixa de ser dor. Torna-se caminho. Torna-se luz.

De signos, eu não entendo,
mas se eu pudesse,
com um sentimento ascendente,
desbravaria teu vasto universo,
tentaria avivamente
fazer contato com teu coração,
Feito alcançado,
Os anéis de saturno seriam de fato
o símbolo da nossa União.

⁠Nas curvas do teu corpo,
posso até perder o rumo,
mas sem perder a direção
pra que eu chegue até o teu âmago
de intensa emoção.

⁠⁠Se eu pudesse,
estaria num lugar lindo e pacífico,
sentindo um raro sentimento de leveza
com a brisa do mar invadindo,
levando embora qualquer conflito
ou tristeza,
enquanto o vai e vem das ondas
numa dança suave e intensa
e o céu estaria deslumbrante
com a arte do sol e suas cores fortes
com uma divina essência,
espero que não demore pra que assim aconteça.