Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

Cerca de 576276 frases e pensamentos: Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

Quando alguém me define de qualquer forma, eu aceito e concordo.


As definições dizem mais sobre quem as faz do que sobre quem eu sou. Ao aceitar sem resistência, desarmo conflitos e sigo em paz, enquanto cada um lida com suas próprias interpretações.

A única certeza que temos é a nossa existência. Se eu existo, o universo também existe. Se eu sinto, eu existo; se eu penso, eu existo. Não importa se é programado ou não, se é um pensamento ou um sonho, ainda assim, existe uma forma de existência.


O que não parece existir, na verdade, está apenas dando lugar àquilo que é. A inexistência, na verdade, não existe, pois até a palavra que usamos para defini-la, existe. Portanto, a existência prevalece sobre a ideia de inexistência.


Não posso deixar de existir após a morte, pois a morte, na realidade, não é o fim. O que existe são transformações. Quando morro, não estou realmente morrendo, estou apenas passando por uma mudança, encerrando uma transformação para dar início a outra. A existência segue, em um ciclo contínuo de transformações. Cada mudança encerra uma forma de ser e dá início a outra. Nada realmente deixa de existir; tudo apenas se transforma e continua de maneira diferente.

O que a sociedade pede para eu fazer, muitas vezes, é o contrário do que eu devo fazer. Isso porque, ao seguir o que ela quer, eu não estarei fazendo o que realmente desejo, mas sim o que ela espera de mim. Mas o que eu realmente quero? Essa resposta só eu posso encontrar, ninguém mais. E só vou descobrir isso na prática, vivendo, vivendo por mim, sem seguir imposições externas, mas sim me ouvindo e buscando o meu próprio caminho.

Não sou obrigado a fazer nada que eu não queira.
Não sou obrigado a trabalhar no que eu não goste.
Não sou obrigado a estudar o que eu não quero.
Não sou obrigado a fingir ser o que não sou.
Não sou obrigado a viver o que meus familiares querem.
Não sou obrigado a viver o que meus amigos querem.
Não sou obrigado a viver o que a sociedade quer.
Não sou obrigado a agradar o mundo.
Não sou obrigado a viver a vida de ninguém.


Eu vivo por mim;
Pra dentro de mim mesmo;
Respeitando as minhas próprias escolhas;
Independente das consequências;
Pois a vida é minha;
E eu me fodo como eu quiser.

O único mundo que eu posso mudar sou eu.

A alma e o corpo são uma coisa só: Eu.

Antes de julgar o que é certo ou errado, eu vejo o fato; depois que eu entendo esse fato, vejo se esse fato é certo ou errado para mim.

Eu sou a própria cura da minha vida.

Geralmente, quando eu julgo o outro, o outro vira espelho de mim mesmo.

Existem pessoas como eu, mas ninguém igual a mim.

Eu faço do inferno o paraíso da minha vida.

Não existe solidão, porque existe eu.

Eu não estou preso em casa e nem livre na rua; eu estou em mim mesmo.

Parado esperando ou fazendo tentando, o tempo passa; então eu faço.

Por que eu teria ódio de alguém? Esse alguém é uma parte de mim...

Eu não me torno "bonzinho" apenas porque tenho medo das punições dos meus atos; mas me torno verdadeiramente bom se, mesmo sem punição, eu não faço.

Os outros não podem viver minha vida por mim, então eu escolho viver pra mim, e não pelos outros. Mas, de certa forma, ao viver pra mim, acabo impactando e vivendo também para os outros — não porque quero ou escolho isso diretamente, mas porque é assim que a vida funciona. Quando eu vivo pra mim mesmo, minhas escolhas, ações e existência acabam se refletindo no mundo ao meu redor. É uma consequência natural de viver verdadeiramente para si.

Só para deixar claro e evitar expectativas ou ilusões:

O que eu falo é o que considero óbvio, é uma reflexão do que sinto no momento, algo que faz sentido para mim, que tem profundidade e sentimento, com base em experiências que vivi, percepções que tive e tenho. Porém, é apenas o que eu externalizo, são desabafos. Quem quiser tirar proveito disso, que tire, mas para mim, é apenas um alívio de algo que carrego dentro.

Agora, o que eu sou, minha personalidade, meu verdadeiro eu, é algo diferente. Não sou santo, mas também não sou cruel. Sou o que sou, sou aquilo que estou sendo no momento. Não sou uma única coisa para sempre, não me limito a ser apenas uma coisa, pois estou em constante mudança. Só quem realmente me conhece sabe disso.

Ao nascer, todos sorriram;
Quando eu morri, todos choraram;
Mas eu sorri,
Por tudo que vivi.

E então me vejo acordar,
Compreendendo que nunca morri,
Sempre estive aqui,
E sempre estarei.

A vida e a morte são uma só coisa,
Tudo se transforma, mas nunca acaba,
Eu sou o que fui, o que sou,
E o que sempre serei.

Tudo é amor. No entanto, cada um tem um jeito de amor dentro de si. Esse jeito de amor é quem eu sou de verdade. É esse amor que busco aceitar na vida, pois busco me aceitar. Aceitar quem eu sou de fato. Esse amor vive aqui dentro.