Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

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O que me faz verdadeiramente importante é a importância que eu dou a mim.

Todo problema no sentimento faz parte da interpretação de um problema que eu mesmo criei na minha mente.

Tudo que eu procuro na vida está dentro do meu peito, no sentimento.

De todos conselhos que já ouvi do que devo fazer na vida, o melhor foi eu ter ouvido meu próprio sentimento.

Eu sou essa sensação de realidade vivo dentro desse corpo.

Desde que nasci, eu nunca saí de dentro de mim; porque me iludir então, vivendo para o mundo longe de mim?

Eu sou essa sensação de paz;
A angústia é apenas quando nego quem sou.

Neste pequeno texto, existe o início e o fim. O início do texto, o fim do texto, que é quando eu concluir o mesmo, e a passagem, que é a passagem em que está passando, lendo o texto no agora...


Em referência, é como a vida: o nascimento é o início, a vida é a passagem, e a morte é o fim.


Só que perceba: indiferente de quantos pontos finais dê, nunca é o fim, porque esse texto pode ser modificado, transformado quantas vezes quiser, pela minha mente, por em um papel, em uma parede, por na mente de alguém através do que lê, ou por qualquer coisa. Então, não existe um fim, nem um início, já que eu posso mudar o início e também o fim. A vida é transformação, eternidade, já que, mesmo colocando um fim nisso, eu posso transformar, ler esse texto, essa vida, quantas vezes eu quiser...


A morte nada mais é do que a transformação do fim para um início do agora.

Interpreto o que eu quero, quero interpretar isso.

Primeiro, eu escuto;
Segundo, eu entendo;
Terceiro, eu falo.
Se a ordem é ao contrário disso, ninguém se compreende.

Eu sou a ação do sentido que eu crio.

Quando eu me sinto esgotado, eu não estou esgotado, eu estou profundamente relaxado.

Não é importante eu lembrar de quem já fui, mas é importante eu enxergar quem estou sendo agora.

Não sinto falta do que eu fui, nem do que serei, pois minha falta é do que sou, da minha presença hoje, e hoje não tenho falta, pois no bem ou no mal, eu estou sempre presente comigo mesmo.

Eu sou tudo o que eu deixo, não sou nada do que eu guardo.

Sou rico daquilo que eu deixo para o mundo, sou pobre daquilo que eu guardo para mim.

Eu sou a vida eterna em corpos temporários.

Entre o muito e o pouco, eu só preciso do necessário.

Dentro de mim, vive o bem e o mal; o mal sou eu negando a mim mesmo; só eu posso me libertar do mal, me aceitando viver do jeito que eu sou.

De todo o mundo, o único mundo que eu mudo é o meu próprio mundo.