Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

Cerca de 575185 frases e pensamentos: Eu e Voce de Luiz Antonio Gasparetto

Podem cuspir-me, insultar-me, que eu não ligo... Mas se há coisa que eu não permito é que magoem um amigo meu.

Minha mãe sempre me diz para sorrir e fazer uma cara alegre. Ela disse que eu tinha uma finalidade. Trazer risos e alegria ao mundo.

Quando eu estou triste, eu não preciso de conselhos e lições de moral. Eu só preciso que alguém demonstre que realmente se importa.

a sua falta de fé não cancela o que eu acredito

As vezes me perguntam como me tornei ateu, e eu simplesmente digo -- É que sempre dei muito mais ouvido ao que a vida me dizia do que ao que as pessoas me falavam.

É na alegria exagerada que eu encontro forças para superar a tristeza mais profunda.

E quando eu morrer
Eu não quero enterro
Eu não quero tristeza
Nem choro, nem dor

E quando eu morrer, não será morte, será liberdade...

Eu morri...

Meu coração parou
Já não sinto mais nada
Os meus sonhos, objetivos, metas
vontades e desejos
Tudo acabou

Não sinto calor, nem frio
Não sinto mais aquele velho vazio

Não sinto paixão, nem amor
O sentimento que um dia me destruíra agora se tornou indolor

A felicidade... bom, que felicidade?
Já não existia esse termo na minha mentalidade

Decepção? que decepção?
Sumiu tudo do meu velho coração

Eu tive tudo... tive bons pais, uma boa família, bons amigos, bons professores, uma boa namorada e uma boa vida. Mas no fundo eu não tinha nada, era só um pedaço de carne que escrevia por charme...

Eu acho que sempre esperei o fim, o desconhecido parecia sempre melhor do que a realidade, uma fuga pros meus problemas

Mas quando eu morrer
Não quero que deem importância
Não quero que vejam valor
Na minha enorme insignificância

No meu fim, quero deixar bem claro
Que eu não tive uma vida, eu tive um fardo
Mas o meu adeus enfim, eu consegui
E constatei que eu não vivi, eu apenas existi...

Eu sou aquilo que Deus pensa de mim.

Eu prefiro me afastar ao ter que me decepcionar. Pessoas fingem, machucam, usam-nos como se nossos sentimentos fossem objetos descartáveis.

Essa talvez seja uma das coisas mais egoístas que eu já te disse. Só preciso dizer uma vez, e você só tem que ouvir. Eu te amo, Elena. E é porque eu te amo que não posso ser egoísta com você. Eu não a mereço, Elena, mas meu irmão merece. Como eu gostaria que não precisasse esquecer. Mas precisa.

Desculpe-me, mas eu não quero esfregar na sua cara que eu sou uma doente psicopata, uma louca desalmada, uma pessoa extremamente solitária.

Eu to cansada, só isso. Não é nada demais, eu não vou morrer, e nem matar ninguém. Relaxa. Só me deixa quieta no meu canto, preciso encontrar o meu sossego que você fez questão de sumir com ele. Eu preciso de um tempo para mim, mas a vida passa tão depressa, e qualquer dia desses a gente se esbarra. E se eu não tiver preparada para esse momento? O que eu faço? O fim dessa brincadeira eu já sei de cor: eu sentada na minha cama, tentando descobrir onde errei. Mas essa resposta eu também já sei de cor: eu errei te dando valor demais, te dando amor demais, carinho demais; coisa que você nunca vai saber retribuir, pra mim, nem pra ninguém. Porque você é egoísta demais, sua vida é vazia demais, e eu já me cansei das suas mil desculpas, do seu medo de se entregar. Vou deixar que a vida te ensine no momento certo, tudo o que eu tentei te mostrar e você ignorava. Vou deixar também, que a vida me ensine a me cuidar mais, a não me entregar de bandeja para quem não reconhece o meu valor. Porque eu mereço ser feliz, e disso eu não tenho nenhuma dúvida. E se é verdade que o tempo cura tudo, não vai demorar muito para eu te esquecer. Me dói muito aceitar o fim, mas me dói ainda mais, me anular para ter alguma atenção barata sua.

Nem sempre coloco em prática aquilo que julgo certo. São poucas as pessoas para quem eu me explico.

É como se matar e renascer. Acho que eu já vivi cerca de dez ou quinze mil vidas.

Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé!? Sentiu o barulho de granito?

Tati Bernardi

Nota: Trecho da crônica "Zelador".

Hoje eu escrevo com o coração na boca, mente aberta, pés no céu e pensamentos além.
Sabe quando em um segundo seu mundo desanda? Se perde? Dá aquele desânimo, a gente não tem vontade de nada. Parece que as bruxas estão soltas. Você se sente sozinha, e sente aquela pontinha de inveja de todos os casais felizes. Seu coração aperta tanto de vez em quando e você fica a flor da pele. Uma angústia. E um momento de paz, calma, amor, sorriso, parece ser impossível. Você desacredita no amor. O dia fica triste, sem graça. Vem então aquela síndrome de Barbie, a típica pessoa que não consegue e nem quer ficar sozinha. Você quer um Ken na sua vida, quem te faça feliz. Daí quando você está em um desses dias monótonos que parecem não acabar nunca e você só quer dormir e sumir, o sol começa a brilhar de novo, o dia está lindo, a vida é bela, a girafa amarela e você descobre. Por acaso, mais descobre. Descobre que as coisas não são bem assim, tão tristes e modorrentas. E descobre que vc pode achar outra pessoa que vai fazer seu coração parar, o chão sumir, o mundo parecer mais lindo, e te fazer feliz enfim. Você sente isso. E ela aparece assim na sua vida, do nada. E você fica naquela expectativa. Faz toda a sua rotina, faz tudo pensando nela. Aquela emoção que só quem está apaixonado sabe como é. Por enquanto, por mais platônico que ainda seja - e você SABE que é só por enquanto - passa pela sua cabecinha (que não sai da lua) como serão os dias com ela, e você fica imaginando, andando por aí com um sorriso abobado no olhar. Esperando o dia que isso vai sair do platônico e se tornar real. Fica naquela expectativa enquanto O dia não chega. Afinal, só resta esperar e ver no que vai dar.

E até quem me vê
Lendo jornal
Na fila do pão
Sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá
Que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor
A gente é quem sabe

Eu imagino diálogos antes de consumá-los e não sei lidar com suas lacunas ocasionais. Às vezes penso tanto antes de falar, que nada falo. E vivo para me arrepender do que não aconteceu.

Os dias que eu me vejo só são dias
Que eu me encontro mais e mesmo assim
Eu sei também existe alguém pra me libertar.
(Trecho da música Condicional, Rodrigo Amarante)

Los Hermanos
Música Condicional

Ainda assim, naquele instante, eu me senti bem. Inteira. Pude sentir meu coração batendo no peito, o sangue pulsando quente e rápido por minhas veias de novo. Meus pulmões encheram-se do doce aroma que vinha da pele dele. Era como se nunca tivesse havido um buraco em meu peito. Eu estava perfeita - não curada, mas como se nunca tivesse sido ferida.