Eu Desejei mais do que Voce

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Se eu acordasse todo dia com o seu "BOM DIA" - Ah Meus dias seriam bons.

Que amigo eu seria, se só tivesse ao seu lado na bonança, mas na hora da tempestade te abandonasse.

Eu ainda lembro do "olhar sem misericórdia", das palavras duras, das muitas mentiras contadas e das traições, tudo foi perdoado, mas ainda lembro.⁠

Metáfora expandida I
Um Sonho Distante

Eu tive um sonho distante.
Neste sonho, éramos muitos — porém, um só.
Um a cada capítulo, membros de um único livro.
Cada página à frente só podia enxergar as páginas de trás.
O título era o passado: um sonho distante.
O futuro, o capítulo final — e o fim da história.

Essa história tomava emprestadas referências de outros livros na mesma prateleira.
Mas a prateleira também nos rotulava.
E esses rótulos, ironicamente, eram o que nos prendia àqueles livros —
livros que estavam ao nosso lado,
também sonhando o mesmo sonho distante.

Mas conversávamos do logradouro de outra biblioteca.
Essa não falava nossa língua —
e, ainda assim, tinham dúvidas semelhantes às nossas.

O sonho de todo livro era ser mencionado,
e, quem sabe, ganhar sua própria saga e volume.
Mas para isso era preciso um ato raro:
libertar-se de si mesmo.

Contudo, sempre que um ousava mencionar outro,
vozes sussurravam ao redor:
— É um sonho distante.

O "mim” nada faz por nós, é o “eu” que precisa despertar para viver a realidade."

O futuro me espera. E, sinceramente, eu nunca achei que fosse aguentar chegar tão longe.

Eu devia ter pensado bem, antes de te deixar,
Com tua luz de prata e o sorriso que me fazia parar.
Eu devia ter medido o risco, contado as noites em claro,
Pois agora o amor é um fardo, um peso que se tornou caro.
Eras a promessa suave, a paz que a alma pedia,
Um porto seguro em brumas que a vida me oferecia.
Mas eu, na pressa cruel, na cegueira de um instante,
Afastei a tua mão quente, tornei-te um sonho distante.
Agora resta o silêncio, a frieza deste quarto,
Onde a tua ausência dança, num lúgubre esparto.
E a melancolia se aninha, qual sombra em dia cinzento,
Lembrando-me a cada suspiro, o meu maior tormento.
O drama é meu, só meu, esta culpa que me consome,
De ter trocado o teu abraço por um vazio sem nome.
Eu devia ter pensado bem, mas o fiz tarde demais;
E este amor, que podia ser céu, jaz em destroços e mais.

Querer como eu te quero, não existe querer assim.
Como eu te quero, somente eu te quero assim.

Eu sou um fruto do niilismo?


Um buraco de minhocas que ninguém sabe aonde vai dar?
Sabe-se apenas que transporta, mas pra qual tempo, pra qual lugar?


Só sei que, apesar de um tanto torta,
as ondulações do mar,
com toda a sua beleza e forma indefinida,
me confortam.


Porque dá pra ser disforme, enorme,
e, ainda assim, pacífico.


Mas por oposição ao que se espera,
é o alinhado que mais me intriga:
a reta que liga um ponto a outro,
a ideia linear de trajeto percorrido,
de coesão, de equilíbrio.


Então pergunto-me:
como é possível algo ou alguém se manter tão rígido?


Parece fino como linha,
a um sopro de embaraçar-se
em nós miúdos, quase irreversíveis.
E o que se mantém por muito ereto,
não tende ao declive?


Será que é tão ruim ser um abismo?
É obscuro, eu sei.
Mas cabe tudo, inclusive o nada.


Essa vastidão inspira grito que ecoa,
inenarrável
e um silêncio desconhecido,
interminável.
Não há régua que meça
a altura ou a dimensão.


E é nessa incerteza que se arrasta,
que nos tornamos
livres de toda crença,
de todo medo,
de toda razão,
inexoráveis apenas por existir.

Eu a amaria mesmo se ela não me amasse,mesmo que a falta de amor me machucasse e mesmo se ela não me conhecesse eu a amaria , pois nem todo amar tem que ser correspondido.

Capítulo — O amor que não pediu que eu me perdesse


Os dias foram passando, e eu comecei a sair cada vez mais. Não por carência, mas por retorno à vida. Foi no terreiro que eu o conheci — como se a espiritualidade, mais uma vez, soubesse exatamente onde me colocar.


Ele era tímido. Respeitoso. Trazia sempre um sorriso sereno no rosto, desses que não pedem nada, apenas oferecem calma. Alto, cabelos pretos como a noite, cheios de cachos, como se guardassem segredos. Meu coração dizia: vai em frente. Minha cabeça, ainda ferida, sussurrava: foge. Não vale a pena perder o rumo outra vez.


Dessa vez, eu queria. Mas fui devagar. Pé no freio, cinto de segurança, marcha lenta. Eu já sabia que amar não precisava ser queda — podia ser escolha.


Apresentei-o à minha filha como meu amigo. Ele se aproximou com cuidado, sem pressa, sem invadir. Ele e meu pai se tornaram amigos de imediato. Em pouco tempo, ele chamava meu pai de pai, minha mãe de mãe, como quem entende que família é vínculo, não contrato.


Eu gostava de tudo aquilo, mas mantinha o coração em retranca. O medo ainda morava ali, atento, desconfiado. Ainda assim, as atitudes dele falavam mais alto. Quando ia à minha casa, fazia de tudo para me agradar e agradar minha filha. Era carinho constante, cuidado natural, presença sem esforço.


Ele me levou para conhecer a mãe dele. Nos tornamos amigas com uma facilidade quase absurda. Tudo parecia encaixar. Era um sonho. E sonhos, eu sabia, também podiam doer.


Chegou o Carnaval. Ele não pôde viajar comigo — havia conseguido um trabalho. Ainda assim, me incentivou a ir, a me divertir. Na viagem estavam meus pais, minha irmã, minha comadre com seus dois filhos, minha filha e eu. Uma pequena multidão de afetos.


Fui.
E falávamos todos os dias por telefone.


Numa noite de folia, minha mãe nos deu um vale-night. Disse que ficaria com as crianças para que eu e minha comadre fôssemos curtir um pouco do Carnaval de Rio das Ostras. Fomos. Rimos. Sambamos. Bebemos. Bebemos demais.


Minha cabeça girava, mas meus pensamentos só tinham um endereço: ele. E, guiada pelo álcool e pela verdade, acabei contando para todo mundo o quanto eu gostava dele. Foi aquele porre em que a dignidade escapa, mas o sentimento decide aparecer.


Quando voltei para casa, ele estava no meu portão. Me esperando. Carregou as malas, entrou, fez almoço para mim e para minha filha. Como se aquilo fosse simples. Como se cuidar fosse seu idioma principal.


Naquela noite, a luz acabou. O calor era insuportável, e eu precisava trabalhar no dia seguinte. Ele passou a noite inteira me abanando com um leque, em silêncio, sem reclamar, sem dormir. Quando acordei pela manhã, ele ainda estava ali, repetindo o gesto.


Foi nesse instante que eu soube: ele me amava.
Não com promessas. Com presença.


Algum tempo depois, veio a notícia. Ele havia passado em um concurso para outro estado. Estava sendo convocado para tomar posse. O futuro o chamava.


Saímos juntos na noite seguinte. Foi uma noite linda. Intensa. Silenciosa. Nós dois sabíamos: era despedida. Não havia drama, nem cobrança. Só um amor adulto o suficiente para não pedir sacrifício.


Levei-o até o aeroporto. Ali, combinamos que viveríamos nossas vidas da melhor maneira possível. Que não ligaríamos. Que não escreveríamos. Porque às vezes, para não se perder, é preciso soltar. E insistir só criaria fantasmas.


Ele foi o maior amor que já vivi. Sem interesse. Sem cobrança. Sem dor. Só carinho, cuidado, alegria e amor.


Até hoje, de vez em quando, ainda penso nele.
E o pensamento vem manso, sem culpa.


Às vezes me pergunto:
e se ele não tivesse ido?
e se eu não tivesse cumprido o acordo de não ligar?


Mas aprendi que alguns amores não existem para durar.
Existem para ensinar.


E ele me ensinou que eu podia amar sem me perder.

⁠Eu, penso assim:
DEUS não atrai ninguém pela dor,
mas pelo amor.
Pela dor, a pessoa se converte,
depois que a dor passa,
ela se afasta de DEUS.
Pelo amor , mesmo na dor,
ela permanece,
na sua fé em DEUS.

⁠Eu não vou negar que homem chora,
porque as vezes eu choro,
de saudade,
da felicidade,
do seu colo!

O que eu perdi,
eu não perdi,
eu só ganhei!

se cada louco têm sua mania
eu também tenho as minhas
e não são poucas,mas algumas,
são apenas minhas!

Dizem que a vida começa aos 40,
mas eu digo: a vida só começa mesmo quando se começa a viver de verdade!

Eu não posso prever o que há dentro das pessoas. Mas raciocínio, pelas atitudes delas⁠

Dizem que para ser feliz temos que encontrar a felicidade. mas quem disse que eu quero encontrar a felicidade.eu só preciso encontrar você!

O Refúgio da Inércia
Se as tuas mãos hoje não podem curar, Eu te peço: apenas não firas. Se o teu peito não consegue o bem ofertar, Não permitas que a sombra teça mentiras.
Dói ver o brilho alheio quando o nosso se apaga, Eu sei... a inveja é uma estrada vazia. Mas não tente diminuir quem a vitória propaga, Pois apequenar o outro só aumenta a tua agonia.
Não use a língua como adaga no escuro, Não exponha a ferida de quem já tropeçou. Ser pequeno dói, o mundo é duro, Mas não se cresce sobre o que se derrubou.
Se a bondade secou e o amor te deu as costas, Se o cansaço é o que resta no fim do caminho, Não precisa de ataques, nem de respostas, Basta o silêncio... basta o teu ninho.
Pois quando o mundo nos tira a força de ser luz, Não ser o abismo é o ato mais nobre. Não fazer o mal é a paz que nos conduz, É a única riqueza que resta ao homem pobre.

Sempre volta




Só basta os meus olhos adormecerem para eu me encontrar com,
os lugares,
os rostos,
as emoções,
com a saudade,
com as vitórias,
enfim, com tudo aquilo que um dia foi bom e não ficou para trás, pois verdadeiramente sempre volta.