Eu Desculpo Voce
Ser intenso… me dilacera. Mas ser raso me apodrece.Eu não sei fingir leveza quando tudo em mim é peso.Sinto demais. Sempre senti.E juro… já tentei caber no silêncio, sorrir pequeno, amar pela metade.Mas não dá.Engolir sentimento me sufoca. Me arde. Me mata por dentro, aos poucos.O mundo pede calma. Eu sou incêndio.Queria ser fácil. Mas sou verdade, crua, dura, inteira.E se isso assusta... queassuste.Antes um coração que explode… do que uma alma que se apaga. Nessa vida que exige calma e superficialidade, ser intenso é um grito solitário dentro do caos. É carregar um peso que ninguém vê, amar com a alma exposta, sentir cada emoção como se fosse o último instante. É tentar se encaixar num mundo feito para o fácil, mas não conseguir. É viver com o coração na pele, ferido e pulsante, não por escolha, mas porque a verdade de quem somos não cabe em meio-termos. Essa intensidade que cansa, que dói, que queima é o que nos mantém vivos. Porque, no fim, é preferível explodir em verdade do que se apagar na mentira do silêncio.
Eu sou do tipo que dá o coração inteiro.
Mas hoje, só entrego onde há reciprocidade.
Amor não é favor, é encontro. "A pior parte de amar errado é perceber o quanto você precisou se diminuir pra caber no coração de alguém que nunca soube te enxergar." As vezes, o que dói não é o que aconteceu, mas o que você teve que engolir em silêncio pra não perder quem já tinha ido por dentro. Aprendi a escolher paz, mesmo que isso signifique perder pessoas. Porque minha saúde emocional vale mais do que qualquer presença que pesa mais do que soma.
Se eu pudesse voltar pros meus primeiros erros, eu abraçaria aquela versão perdida de mim e diria: vai passar... e você vai se tornar alguém incrível.
Sua nota para ele: Eu achava que o amor era só dor, até aquele dia em que seu olhar me mostrou que havia um lugar seguro… em você. Mas o tempo… ah, o tempo. Ele revelou que até os olhares mais sinceros podem mudar. Que até quem parece abrigo pode, um dia, se tornar distância. Você se foi, e levou com você o meu conceito de segurança. Doeu, e como doeu. Mas foi da dor que a lição veio: o amor não é só o que o outro nos dá, mas o que ele nos ensina sobre nós mesmos. E você me ensinou que eu sou capaz de amar de verdade. Que eu mereço amor, que fique, que cure, que seja leve. Você foi o olhar que me mostrou que o amor existe. E a partida que me ensinou que, às vezes, ele não dura. Você se foi. Mas eu fiquei. E em meio à dor… eu floresci.
Eu me perdoo por ter me esquecido de mim, tentando ser tudo para os outros. Eu me perdoo por cada vez que aceitei migalhas achando que era amor. Eu me perdoo por não ir embora quando meu coração já implorava silêncio. Eu me perdoo pelas vezes que me sufoquei para caber no espaço de quem nunca soube me acolher. E hoje, eu me escolho. Não por orgulho, mas por amor. Porque aprendi da forma mais dolorosa que quem se abandona tentando ser inteiro para os outros, se perde. Eu me perdoo. E nesse perdão, eu me reencontro.
Tem olhares que dizem: 'tô aqui'. Tem gestos que sussurram: 'eu cuido'. Amar, às vezes, é isso, falar com o coração, sem uma palavra.
A solitude ensina: se não for além do que eu me dou, não vale a pena. Ou é tudo… ou não é nada. Meio termo nunca me coube.
Flores, eu aceito. Ilusão? Só se for a sua necessidade de achar que me tem. Flores me encantam. Gente rasa, não.
Responsabilidade afetiva não é te querer… É saber se eu tenho o direito de ficar. Antes de querer alguém, aprende a não bagunçar o que já tá em paz. Solitude não é solidão… É paz sem interferência. Descobri que o melhor som do mundo… É o silêncio de onde ninguém bagunça minha paz. Amor-próprio também é aprender a ir embora… Em silêncio. Cuidado: tem gente que chama egoísmo… Mas é só o peso de nunca ter respeitado o outro. Não grito, não imploro, não explico. Quem não percebe meu silêncio… Não merecia meu barulho.
Eu sou feito de palavras que queimam, de silêncio que dói e de um amor que não aceita metade. No mundo emocionado de hoje, carrego essa intensidade que brilha forte, fruto da solitude que me ensinou a viver com responsabilidade afetiva comigo, com os outros, com cada sentimento que desperto. Minhas escritas são pedaços da minha verdade intensa, amável, tensa porque eu não vivo pela metade, eu vivo para arder, para sentir, para amar até o fim. Quem lê sente. Quem sente, sabe: comigo não tem jogo, tem alma nua, coração em brasa e um desejo eterno de ser inteiro.
No fundo, eu não preciso de muito. Sou feito de simplicidade e essência. Um “bom dia” verdadeiro. Um olhar que me percebe. Um tempo dedicado com atenção já me basta, porque o amor de verdade não está no que se tem, mas no que se entrega sem medo, sem desculpas. Nas pequenas ações que dizem: “estou aqui.” sem precisar de discursos.sem esperar retribuição.no amor verdadeiro, não há espaço para medo de mostrar-se.nem para desculpas vazias.há presença, coragem, entrega.porque no fim, o que importa mesmo é o que se doa sem medida, sem máscaras e com o coração aberto.
Depois que eu perco a admiração, não adianta correr atrás. Quem vacila com o que é raro, aprende com a ausência.
A minha intimidade com Deus está num nível tão alto, que quando uma pessoa quer me contar algo,eu já sabia.
É tanta arrogância nos dias de hoje, que eu me pergunto se esse pessoal sabe, que o corpo apodrece e vira pó.
Um dia eu quero aprender a fazer tudo que pensam que eu faço, para finalmente não ter só a fama e sim o proveito.
João C14 v6
Caucionou-lhe o filho de Deus:
Eu sou a direção a exatidão e a vida;
Nenhum ser humano vem ao Progenitor, exceto por mim.
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