Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio

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⁠Um anjo comigo

Eu sei que não é fácil viver,
sozinho sem ter alguém.
Por isso eu amo você,
Por isso eu amo você.

Pedi ao sol, pedi à lua
Pra encontrar um amor,
E o anjo me respondeu,
E o anjo me respondeu.

No sonho lindo, acordei,
Ouvindo a voz de alguém, a me dizer:
"Sorridente, sou eu,
Que estou aqui com você.

Também estava sozinha,
Agora estou no céu,
Agora estou no céu.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Recíproco

Eu sei, você não sabe viver,
mas encontrou em mim
a poesia que faltava,
o verso que acalma,
o rastro de luz na sombra do querer.

Quem de nós sentiu primeiro
o pulsar mútuo, o laço inteiro?
Foi no toque das almas,
na vibe de um amor recíproco,
que o tempo parou, e o mundo,
por um segundo, cedeu à existência.

Amor, você é meu sol incessante,
verão que dissipa o frio cético do amante,
minha costela, minha essência,
o calor que desfaz a distância
entre o medo e a entrega.

Você é o poema que respiro,
a razão pela qual não apenas existo,
mas amo e vivo.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Minha Presunção

Na poesia e na escrita,
Se acaso eu tivesse uma meta,
Uma ambição insana,
Não seria superar Homero,
Nem Shakespeare, nem Cervantes.
São mitos e lendas,
E há sempre uma sombra de dúvida
Quanto a se existiram de fato.
Mas há um espírito,
Um poeta maior que Dante,
Que não se alcança facilmente.
Seu eco de loucura fascinante
Ecoa além dos sonhos ou delírios,
Um poeta que é a soma de todos eles.
Eu, se fosse poeta,
Ou quem sabe um louco,
Em meus devaneios,
Só almejaria uma coisa:
Escrever como um tal Fernando,
Um esquizofrênico consciente,
Que, em meio à solidão,
Se superou e deu vida a tanta gente.
Um homem que, fragmentado,
Se multiplicou em vozes e versos,
Fez de sua dor uma constelação,
E do vazio, um universo.
Se eu fosse poeta,
Ou então um sonhador perdido,
Minha presunção seria esta:
Ser digno de ser chamado
Uma sombra,
Um eco de Pessoa.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Eu sei

Eu sei,
que você é tudo que tenho,
e não há engenho intelectual quando digo isso.

Ao acordar, quando lhe sirvo o café,
sinto que o dia só começa
quando seu olhar repousa em mim.

Ah, meu anjo,
minha sorte,
meu guia neste escuro existir.

Quis voltar ao poeta simples de outrora,
livre do peso das palavras pensadas,
mas já não sei ser sem sentir.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Queira eu falar ao ouvido do mundo,
Poeta rouco, que sabe pouco dessa função.
Mas, agindo com bravura, fingindo loucura,
Alcança, sem rima, a erudição.

Poeta nasce por acaso,
Entre um suspiro e outro do caos...

O absurdo me atrai; diante do abismo,
Acelero o passo. O rito sacrossanto
Repete o mantra da má sorte,
Que suplanta qualquer dúvida da esperança,
Que pergunta ao homem sobre a eternidade

Inserida por EvandoCarmo

⁠Em busca de sentido

Se você deseja, eu também quero,
O mesmo que te faz bem.
Você e eu, juntos em qualquer canto,
No céu, na terra, no rio ou no mar.

Vamos nós buscar sentido,
Dormir abraçados, olhando as estrelas.
Tudo parece bom—
A música, o vinho, o tom da voz,
Nosso paraíso perdido.

Um lampejo de eternidade
Ilumina o mundo
Quando estamos sós.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Quase

eu quase morri.
não foi por falta de dor,
mas por excesso de espera.

quase fim,
quase meio,
quase gesto inteiro que se perde no intervalo.

quase vida —
essa sombra acesa que não ilumina.
quase amor —
esse sopro que não toca,
mas levanta poeira no peito.

quase ida,
porque eu ainda volto em sonhos.
quase vinda,
porque nunca cheguei por completo.

quase morte,
como um adeus sussurrado sem convicção.

quase destino,
feito linha torta que não ousa ser traço.

quase eu,
quase tudo,
quase nunca.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Era outubro, na cidade velha de pedra,
de areia e espanto.
Foi de propósito — que sem querer — eu te olhei.
Você também, sem disfarce, me encarou.
E eu pensei: o que é tudo isso?
Artifício do acaso, ou um descuido da dor?

O tempo parou.
O céu ficou suspenso.
A primavera se atrasou.
A luz dos teus olhos me iluminou —
quando dei por mim, era verão.

Como parece ao vento
eu sussurrei um monólogo
Sem melancolia, nem saudade.
Quando tudo terminou, como num sonho
Inefável, eu aprendi a soletrar
A palavra eternidade.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Confissão de um artista incompreendido

Eu só sou artista quando escrevo.

Tocar, cantar — tudo isso, por mais que me habite, me degrada. Há um processo silencioso de deterioração da minha alma artística quando tento me expressar fora da palavra. Como se algo se perdesse no ar. Como se aquilo que eu sou, no fundo, não coubesse no gesto ou na voz.

Minhas melodias? Eu as crio em catarse. Elas nascem do abismo, do indizível, mas raramente alcançam quem ouve. Alguns me dizem, com um sorriso breve: “muito legal.” Outros me parabenizam — por educação, talvez. Mas eu percebo. Eu sei. A língua que falo, com minha arte, não chega audível aos seus ouvidos.

Eles não escutam o que eu ofereço. Escutam outra coisa. Um som qualquer. Um ruído bonito, talvez. Mas não escutam eu.

É por isso que, quando escrevo, me sinto inteiro. Porque sei que um — um só já basta — um leitor, em qualquer tempo, há de entender. Há de perceber. Há de aprender a língua secreta do meu ditirambo. Porque a palavra escrita não exige pressa, não pede aprovação imediata. Ela se deixa ler por quem for capaz de ouvir o silêncio entre as sílabas.

E é ali, nesse instante invisível, que eu sou artista por inteiro.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Eu sou burro, dizem.
Não aprendi a ser hipócrita.
Não sei sorrir com o fígado doendo,
nem elogiar quem me envergonha.

Nasci torto pra esse mundo liso,
onde a esperteza é se calar,
e a virtude é caber na média.
Não sei me vender.
Não sei bajular.
Não sei.

Só sei ser inteiro.
E isso, hoje, é burrice.

Vejo os que vencem —
sabem o tom, a pose, o disfarce.
Sabem dizer sim sem concordar.
Sabem pedir desculpas sem culpa,
elogiar sem respeito,
defender sem acreditar.

Eu não.
Eu sangro na frente de todos,
falo o que penso,
perco amigos,
perco oportunidades,
perco o conforto.

Mas durmo.
Durmo sabendo quem sou.
E isso, talvez, seja o que ainda me mantém
vivo — mesmo fora do rebanho.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Eu sou burro, dizem. Não sei me posicionar, não sei me calar na hora certa, não aprendi a jogar o jogo. Nunca entendi o valor de um elogio falso, nem a importância de um aperto de mão estratégico. Não sei fingir respeito, não sei sorrir com o fígado amargo. Nunca aprendi a ser hipócrita — e isso me custa.

Enquanto outros sobem, eu permaneço. Enquanto fazem alianças por interesse, eu perco oportunidades por lealdade. Enquanto moldam a voz ao que o outro quer ouvir, eu falo o que penso, mesmo que doa, mesmo que afaste. Eu não me adaptei. Não consegui. Há quem chame isso de orgulho, de teimosia, de burrice mesmo. Eu só sei que não consigo ser outro pra agradar. Só sei ser eu — e isso, hoje, é visto como falha.

Não é que eu goste da solidão. Nem que me orgulhe da minha margem. É que a conta que me pedem pra pagar pra caber no mundo — ela custa minha alma. E isso, não. Prefiro perder, prefiro errar, prefiro andar só. Mas durmo. Durmo sem vergonha. Durmo em paz com o homem que carrego dentro. E isso, talvez, ainda seja o que me salva de virar o que todos esperam.

Inserida por EvandoCarmo

FARDO

⁠Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você...
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você.

Diz o poeta, com razão:
Que amor demais dá combustão.
Acende o fogo da paixão,
Mas toda chama, um dia, apaga.
E todo amor, meu bem, um dia acaba...

Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.

Inserida por EvandoCarmo

eu queria ser pra sempre uma criança pra andar tranquilo sem preocupação de nada, andar solto livre feito uma garça.

não ter medo de errar nem acertar apenas brincar,poder brigar com um amigo mas depois fazer fi-guinha, e voltar a brincar.

ser livre pra imaginar,voar,brincar,dançar,festejar o luar da imaginação infantil, podendo ser quem quiser em questões de segundos ou frações

ser criança e lindo magico e fantástico, viver no mundo só nosso na ingenuidade e bela pureza de ser um anjo de deus.

Inserida por mauriciocavalcante19

eu penso assim se teu passado e sujo nao fale do meu se seu presente e bom ou mal problema seu.

Inserida por mauriciocavalcante19

⁠sou uma sobrevivente pelos cuidados e abandonos. Abandonos do eu...se seguisse todas as minhas ilusões eu morreria há muito tempo. A verdade é que o meu eu me envenena aos poucos e preciso abandonar-los todos os dias para sobreviver em minha existência querendo o eterno.

Inserida por MonikeAlves

Mentiras...
Não é que eu acredite mas sim aceito por não querer confrontar o passado, por não me sentir digna da verdade e não ousar ir além para buscar meus sonhos que forem destruídos.⁠

Inserida por MonikeAlves

⁠Eu sou a Leveza e a Extroversão...Ah, eu? Sou verdadeiro em expressar meus sentimentos mesmo na base da confusão. o que me faz muitas vezes ser confuso para os mundos ao meu Redor. Animar o mundo quando não estou pois pareço está sempre animado... é que no meu interior fruir alegria que mesmo na tristeza ainda sei sorrir...mas ao contrário, no meu egoísmo posso ser barulhento e deixar os mundos surdos.

Inserida por MonikeAlves

⁠Eu Sou a Leveza e Introversão..."Delicado e fofinho" é minha aparência natural e não que eu não sinta emoções ou sentimentos negativos...há muitas coisas que não vale a pena guerrear, é simplesmente melhor Relevar. O que me traz paz e apreciação mas ao contrário, meu egoísmo pode me levar à inércia.

Inserida por MonikeAlves

Eu sou o Peso e a Introversão...Mesmo estranho eu posso ser comum, talvez. Meu próprio mundo já basta. a solidão é uma companhia e eu gosto dela. Mas frequentemente eu me importo com o mundo afora sem com isso demonstrar. e sei que para os mundos lá fora eu faço uma infinita diferença pois trago comigo uma beleza para a realidade. O que me faz ter excelência e perfeição mas ao contrário, o meu egoísmo pode me fazer ser inútil até para mim mesmo.⁠

Inserida por MonikeAlves

⁠Você é um profissional de resiliência, para você não “vai colar” um “eu não sabia”. Deixe tudo muito claro para aqueles que precisam tomar decisões. Giovenardi

Inserida por rgiovenardi