Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
Diante de mim você
está se derretendo
todo com sapateios,
E eu me deliciando
com sarandeios,
Você sabe como
eu sei para onde
este tatu de castanhola
vai acabando nos levar.
Para você eu digo vem,
do teu coração sou o teu bem,
Te levo em sarandeios
e você cheio de charme
com seus ligeiros meneios,
E o teu coração serelepe
em marcha gaúcha
pelos meus poemas campeiros.
No vaivém face a face
com você meu bem
em sonho eu estive,
No auge do encontro
do amor a sós no maxixe.
Aquele pagode de mesa
tocando no rádio,
Me faz lembrar que
ninguém vive sem amor,
Eu sei que um dia
o meu bem ainda vem
ver o sol nascer,
tocar as estrelas comigo
e quando chegar o inverno
ele será o meu melhor abrigo.
Eu te trato com
toda a poesia,
E devagar está
me colocando
na sua folia,
Teu enternurado
olhar seguindo
a minha ginga
no coco de roda
com toda a magia.
Só eu e você sorrindo
lá na Festa do Divino
Espírito Santo é tudo
aquilo que mais preciso.
No Bambaê de Caixa,
a gente só de Mariquinha,
no Siriri e na Catarina,
Você doidinho na minha
e eu na sua toda caidinha.
Só eu e você festejando
como se a sós estivéssemos
neste Bambaê de Caixa
pela noite adentro dançando.
Você vai no Mamulengo,
e eu vou também,
Estou me preparando
o ano inteiro para
me tornar o seu bem,
Os fios do destino
vão ser firmes com
muito desejo e paixão,
Estou costurando
o presépio completo
e pedindo a intercessão
de São Francisco de Assis
para o amor encontrar
a gente para sempre. Amém.
Pelo quilombo eu sou
Caxambu espalhado,
bem tocado e dançado,
Poesia imparável que
nem mesmo o tempo
pode vir a capturar,
Estou presente aqui
e por todo o lugar,
Você pode ir por aí,
Mas sou eu o amor
que chegou para ficar.
Você está se mostrando
para mim com todo
este ritmo do Cateretê,
Você sabe que eu
morro de amores por você.
Eu nasci para você,
Você nasceu para mim,
O amor nasceu para nós,
Celebramos hoje tão
realizados e unidos
como as flores de benjoim,
Nenhum tempo ruim
foi capaz de acabar com
este amor escrito por Deus,
e temos certeza que não terá fim.
Olhando a fumaça da História
que te deu o seu nome,
assim escrevo a sua memória.
Eu te amo, Morro da Fumaça!
Recordo que teus fundadores
vieram da Bielorrússia
para a gentil terra
do Sul de Santa Catarina.
Eu te amo, Morro da Fumaça!
Depois vieram os italianos
e assim foi se erguendo
esta gentil e amorosa cidade.
Eu te amo, Morro da Fumaça!
Te amo com um amor tão lindo
que por nada neste mundo passa,
o teu povo tão querido tem uma
hospitalidade que com o coração
sempre quem chega ele abraça.
Eu te amo, Morro da Fumaça!
Você me levando pela mão,
e a gente se deixando
levar por nossa paixão,
E eu levando a minha
saia para lá e para cá,
Nós dois girando com
toda esta forte energia
na Dança do Camaleão,
Sem querer li nos teus
olhos a mais linda poesia
e que não é de hoje que
tenho morado no seu coração.
Você remexe de cá,
e eu remelexo de lá,
Neste Xote Bragantino
não vamos mais parar,
Eu bem sei que o seu
plano não é desistir,
Quando este dia chegar
você vai se enroscar,
não vai mais querer
outra coisa na vida
que não seja viver
o tempo só para amar.
Disseram para mim
que o início na poesia
era muito difícil,
Eu respondi que
escrevo para chegar
a lugar nenhum,
Disseram que quem
escreve poesia
não faz História,
e eu respondi que
escrevo poesia
por pura preguiça
e para sacudir o pó dos dias.
Neste Congado você
é o Rei e eu a Rainha,
Chico Rei voltou
do andar de cima
para nós saudar,
A Congada de Baixo
já está reunida
com a Congada de Cima
a festa já vai começar,
Nossa Senhora do Rosário
apareceu novamente
no mar e pedimos
para ela para abençoar
a Congada e o amor
da gente de todo o mal
que há no mundo para nos livrar.
Se não for para casar
com o cortejo
dançando Moçambique
eu não caso,
Quero com direito
a Capitão Chefe e Substituto,
dois guias, dois tambores
e com direito a tudo,
quatro pajens levando
o nosso guarda sol,
nossos trajes de Rei e de Rainha,
e você me declamando poesias.
Quero dois capitães bem enfeitados,
espadas reluzentes,
um Coronel bem apanhado,
por ambição mais
de um Alferes da Bandeira
um na frente e outro na retaguarda
para garantir a bênção
para sermos um só coração.
Quero esteiras de bastões
e os dançarinos com gungas
de sacudir os corações,
Quero você bem ajeitado,
todo perfumado dando a impressão
de flores desabrochando ao léu
e banho tomado de puro mel.
Se não for para casar
assim eu não caso,
passo o restante da minha vida
sem ter alguém ao meu lado.
Meu Negrinho do Pastoreio,
eu só posso contar contigo
para acreditar que
ninguém pode comigo;
Sempre que eu perder
a minha fé me ajude
a encontrar em Nossa Senhora
como você acredita,
Independentemente da hora
não me deixe só nesta vida.
Rodeio e o Beijo
O Outono beija a minha
linda cidade de Rodeio,
O amanhecer cinzento
eu pinto colorido com
todas as cores da poesia.
O beijo frio do Outono
no Médio Vale do Itajaí
não desencoraja por aqui
quem tem poesia e coração
quente para prosseguir.
O Outono que com um
único beijo me faz a deixar
para trás tudo aquilo
que rouba a minha paz.
O beijo que me traz coragem
de continuar escrevendo
poemas para que daqui
de Rodeio espalhem amor
e paz para o Brasil inteiro.
Morro Grande
Morro Grande adorada,
eu te reverencio
pelos teus morros,
terras férteis,
pelas tuas águas
e pelo teu povo virtuoso.
Morro Grande amada,
que das tuas raízes
originárias ainda
preservam carinhosamente
os seus vestígios,
nas intrigantes paleotocas
podem ser encontrados
poemas escondidos
e indescritíveis de tão lindos.
Vou saudosa pela antiga
Trilha dos Tropeiros
tocando na viola
envelhecida a esquecida
cantiga melosa da Serra do Pilão
que ainda fascina o coração.
Rumo ao lendário
Morro do Realengo,
porque meu amor
por ele é tremendo
para quem sabe se minhas
pernas e meu fôlego alcançam
os Campos de Cima da Serra
e dar aquele abraço nos amigos
de São José dos Ausentes
no Rio Grande do Sul.
Quem sabe se ainda der
tempo ainda não perco
a festa no Santuário
de Santa Gertrudes,
e saboreio os quitutes
da memória da infância.
Quem sabe irei na Missa do dia
seguinte na Igreja Santa Cruz
para pedir bênçãos, luz
prosperidade e inspiração
para continuar vivendo
toda a poesia Santa e Bela Catarina
e por esta nossa Morro Grande,
tesouro incalculável do Extremo Sul.
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