Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
Meramente Mafuá
Sete é um número forte,
Fui ele durante as chamadas;
A Professora lia, eu respondia presente,
Me chamava atenção suas requebradas.
Sedução adolescente ou recordação recortada,
Recordo os apelidos e palmas nas conclusões,
Lembro antes das palmadas pelas malcriações.
Senhorita apalpada atrás da sala, colo e acolá.
Aprendizados presos aos costumes,
Acostumado com repreensões.
Abandonado por falta de ciúmes,
Quem compreende compulsões ?
Obrigado ao constrangimento,
Sou grato pelas humilhações;
A difícil fase, face ao descontentamento,
Cria e resolve as perseguições.
E criará...
Nicotina pra quem não fuma,
Barulho pros que dormem,
Trânsito pra quem apressa,
Obediência na desordem.
Fartura sem fortuna,
Firula sem fratura,
Conferindo o ferro que fere,
Ferindo a fé que confere.
Confete é o que há,
Só o que há.
Sol que arde há.
Meramente Mafuá.
Eu amo-a, mas meu amor é egoísta, interesseiro, individualista e ao invés de ambicionar a felicidade dela ilimitadamente, eu a oprimo, pondo-lhe na cabeça minhas falhas como se fossem dela, meu amedrontado como sendo dela, e puno-a por minha falta de caráter e insuficiente audácia, que são salientes e impactantes nela.
Eu quero ter liberdade, mas para isso tenho que ter um salário, mas para tê-lo, preciso de um emprego, que para conseguir necessito de estudo, e só estudo se tiver tempo, que só é cultivado se eu tiver dinheiro para me manter no ócio criativo e enfim conquistar a liberdade temporal, mental, financeira, na qual possa exercer minha autonomia vital.
Reciclando Retalhos em Meu Eu Descartável
Nosso inconcreto se concretizou,
Não se encaixando em qualquer definição,
Avançamos a etapa da distração,
Tapando os furos e as gafes,
Transpondo muros de pedra sabão.
Reciclando Retalhos,
Empilhando cascalhos,
Fragmento sou, em meu eu descartável.
Resíduos da sua fragrância,
Fragmentos da minha lembrança.
Todavia não fracassamos,
Deveras enfraquecidos estamos.
Provavelmente nos recuperamos,
Ou recuperaremos as bobeiras que escaparão,
Diálogos longos, bobos parágrafos sem significação.
Reciclando Retalhos,
Empilhando cascalhos,
Fragmento sou, em meu eu descartável.
O sabonete que era seu desgastou,
A avelã que me deu estragou,
O estoque de aveia esgotou,
O banquete pra dois esfriou.
A aliança na gaveta
E o álbum guardado.
Ela está satisfeita,
Me vou conformado,
Reciclando retalhos
Em meu eu descartável.
Mas conheci os teus amores,
Eu conheci as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama, lutadora, a flamejar.
Autoproclamação da Independência Poética
Eu sou o maior poeta
Que tive a honra de conhecer.
Eu sei o maior poeta
Que tive a honra de conhecer.
Não sei se o maior poeta
Que tive a honra de conhecer,
Cessou no maior poeta
Que tive a honra de conhecer.
Ao mentir para si mesmo
Fala inverdades diante outros.
Agora o poeta está morto,
Vida longa à poesia.
Cumulus Omnium
(o acúmulo de todas
as coisas)
Eu sou Mais um Amanhecer,
o Elo Solene,
(Des) rimando.
Sou O último registro da raça humana,
a Áspera Seda.
Sou a Impressão Intensa,
Eu sou CONECTATUM.
A Linha (Tênue)
Rompida,
Piekarzewicz.
Eu sou as Crônicas de um Espelho Meu
E os Fabulosos Contos Perdidos
Do Vale Encontrado.
A Esplêndida Face Magnífica.
Sou o
Delírio Absoluto da Multidão Atônita,
o Pacífico em Brasas
e o
Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas.
Sou eu, o Mestre dos Pretextos.
Vênus Indecifrável
aquela que eu
contemplei
pelo espelho,
num instante
tão inigualável,
único e particular,
que mesmo
os deuses
mais poderosos,
em teus suntuosos
tronos grandiosos,
me invejaram
e desejaram estar
em meu lugar.
(Michel F.M. - Trilogia Ensaio sobre a Distração - 05/11/23)
[Nebulosa Bumerangue]
sou eu,
o lugar mais frio
do universo conhecido.
composto
pela frieza total,
concentrando
tudo que há de negativo.
sou somente meio grau
mais quente,
que o zero absoluto.
eis aqui,
a temperatura
mais baixa
já registrada.
e toda essa metáfora,
não me serve pra nada,
pois não consigo
ocultar a verdade
imediata.
ela era
uma inspiração
forte demais,
pra um poeta
covarde como eu.
acostumado
a esconder
as iniciativas
atrás das palavras.
(Michel F.M. - Trilogia Ensaio sobre a Distração - 12/11/23)
A dor é sombria, Minhas horas são insônes,
Queridas são as sombras Com que eu vivo, são inúmeras Pequenas flores brancas,
Nunca vão acordá-lo Não onde estão os treinadores❔
A tristeza toma conta de você Anjos não têm pensamentos De jamais devolver você
Eles não se zangariam Se eu pensasse em me unir a você?
Com sombras eu passo ele todo Meu coração e eu Decidimos acabar com tudo Em breve haverá velas E orações que são ditas, eu sei Mas não deixe que chorem,
Que eles saibam que eu estou contente de ir
A morte não é um sonho Pois na morte eu estou acariciando-a Com o último suspiro da minha alma Eu vou ser sua benção,
eu estava apenas sonhando?
Eu acordo e encontro você dormindo No fundo do meu coração aqui Querida espero Que o meu sonho nunca assombre você Meu coração está te dizendo Como eu te queria antes de VC PARTIR.
Eu sei que o Natal com lugares vagos a mesa é doloroso triste e pesado...
mas vc já parou pra pensar que seus pais, tios, avós e todos aqueles que deixavam seu natal maravilhoso cheio de ótimas lembranças também haviam perdido alguém, mas por nossa causa engoliram o choro a tristeza e seguiram em frente...
pois é, os adultos agora somos nós, e cabe a nós garantir que a próxima geração tenham ótimas lembranças e que também façam isso para as próximas gerações!
O que me alegra é que Deus vê além do que eu posso ver, Ele sabe das minhas necessidades... Ele sabe do meu hoje e também do meu amanhã.
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