Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
Eu escrevo, mas as palavras parecem mais pesadas do que eu esperava. Cada uma delas carrega um fardo que eu não consigo carregar sozinho. Tento organizar tudo o que sinto dentro de mim, mas elas se entrelaçam, se confundem, se distorcem. A cada frase, uma dor, uma angústia que me acompanha sem pedir licença, e o medo de ser mal interpretado me consome. Eu tentei falar, tentei explicar, mas parece que o mundo só consegue enxergar a fragilidade de um ser humano quando ele está caído, já exausto de lutar.
Talvez o meu maior erro tenha sido acreditar que alguém poderia entender. Porque, a cada palavra que eu entreguei, fui tratado como se fosse fraco. Meu ponto fraco foi justamente a tentativa de ser entendido. Mas ninguém viu o quanto essa tentativa me destruiu por dentro. Cada conversa que tentei, cada expressão de dor que revelei, me distanciou ainda mais de quem eu sou. Agora, resta apenas o vazio de um coração que se fechou, com medo de mais uma ferida.
Escrevo porque é tudo o que me resta. Não posso mais falar, porque as palavras já foram mal interpretadas demais. Não posso mais expor meus sentimentos, porque já não sou mais visto como alguém que sente, mas como alguém que só se lamenta. O silêncio se tornou o meu único refúgio, mas mesmo ele não é suficiente para curar a dor. Sinto-me só, mais só do que nunca, e talvez, quem sabe, em algum momento, alguém encontre esses pedaços de mim que restaram em um bloco de notas, e entenda tudo o que eu fui e não pude ser.
E, no fundo, é isso que me assusta. Talvez, quando me encontrarem, será tarde demais. Talvez, quando virem minhas palavras, já não haja mais nada para ser dito, porque eu terei me perdido entre elas. Isso me dilacera, mas é o preço que se paga por tentar sentir demais em um mundo que não sabe mais como ouvir.
Serei eu, aquele que irá segurar suas mãos, aquele que vai está contigo em todos os momentos, sendo lendo um livro, um autor, ou até mesmo me molhando na chuva de nossas consciências, e quando houver chuva, dançaremos como uma só pessoa!
Eu sou a rainha do teu inferno
sou tua deusa
perdida no tempo
que te procurou
por milenios
até encontrar
novamente
teus braços viris.
Sou a musa dos teus sonhos
a alma que te acompanha
desde a criação do universo
tua fera
teu refúgio
teu alento.
Eu sou tua vilã
mais perfeita
porque compreendo teus sonhos
teus desejos
e perdoo teus fracassos
assim como perdoas os meus.
Sou teu complemento
tua floresta
aquela que chamas quando tocas
tua flauta
na solidão do encantamento
que te tornou um deus
e me deixou humana.
Estou cumprindo minha última jornada
e estarei livre
depois disso
para correr ao teu encontro
e te abraçar
e te beijar
e sucumbir
para sempre
em teu espírito!
Em meio à escuridão que me envolvia, à tristeza que me oprimia e à solidão que me acompanhava, eu despertei para a minha própria importância. Pois, naquele momento, percebi que ninguém estava lá para me salvar, apenas eu mesmo.
Eu não posso me dar luxo de ser frágil, de me fazer de vítima, de ficar de mi-mi-mi...
Ah, não espero que ninguém me defenda ou tenha pena de mim.
Vim ao mundo pra lutar e trabalhar muito, e ser forte é consequência.
Meu erro foi crer que eu era importante,
mas sigo a sentir tua ausência cortante.
Pois mesmo ilusão, me fazia encantar
o modo em que soubeste me amar.
Tua graça, teu toque, tua educação,
o afeto envolto em doce expressão,
teu amor, ainda que mera aparência,
fez-se em mim profunda carência.
Ao te perder, me parti sem medida,
milhares de pedaços sem guarida.
E agora, na sombra do que já não há,
as vozes em mim não cessam de assombrar.
Mamãe sempre me dizia para não ir muito longe no futuro, pois um dia eu decidiria nunca mais voltar. Embora odeie seu pensamento e tente provar que está errada, é de mim que tenho medo. Tenho medo que ela esteja certa. As vezes questiono a racionalidade das minhas ações. Tenho medo de quando atravessar o oceano e quando os portões de fecharem atrás de mim, seja como chegar em casa.
Você sempre me perguntava se eu continuaria sua luta caso algo acontecesse. Eu ficava calada, sem saber o que dizer. Hoje, eu digo que continuarei sua luta (...) até o fim.
Eu penso assim: “É Deus, eu hoje ainda estar viva”. Passar as noites que eu passei sem dormir, pensando nos filhinhos que ficaram todos abandonados, as lágrimas que caíram pelos filhos que soube que foram assassinados. Meu Deus do céu, como é que eu ainda estou viva? É Deus ou não é? Sou uma velhinha muito sofrida nesse nosso país.
Com consciência ou sem consciência de luta, eu marcharei na sua luta, (...) pro que der e vier.
Sempre busquei grandeza
riqueza, saber, poder.
Mas em ti encontrei o que nem eu sabia querer.
Ao te ver, riquezas me envolvem,
teus gestos me ensinam,
e teu amor me dá o poder de
sonhar em ter-te ao meu lado, sempre.
Eu prometi a mim mesmo que não iria errar mas lá vai eu e cometo o mesmo erro outra vez, outra vez e outra vez. Até quando eu vou ter que aprender que não terei você aqui nos meus braços para ficar aqui comigo para sempre.
Você vem e me diz lindas palavras, me beija, me abraça e até me leva para sair, mas já é outro dia e você já foi embora como sempre.
Você não pertence a mim, não posso amar alguém que é de outro alguém
Mais como deixar alguém que te faz sorrir mais, como deixa alguém que te deixa sentir viva, esquece alguém
Se ela é a sua droga lícita, é a sua droga lícita.
Um dia você vai dizer que me ama
Mas quando este dia chegar
Eu vou estar dizendo adeus a este mundo.
Será meu último adeus
Minha última alegria
Minha despedida
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