Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
Amar não é simplesmente dizer " Eu te amo " é poder sentir o seu coração querer gritar e expulsar qualquer tipo de afeição amorosa que ele sinta por alguém.
As vezes é mais fácil pra mim acreditar na perfeição do que no amor...não que eu desacredite do amor, mas este apesar de ser tão enloquente so consigo identificá-lo quando já o perdi, ou então quando não posso tê-lo. E mais uma vez me limito a dizer que a única forma de amor para com outro, é o amor platônico.
MEU OLHAR
Estranham o meu jeito de olhar
Que jeito eu posso dar,
Nos meus olhos e no meu rio.
Acham que quero morrer,
Porque solto meus olhos nas águas
E só os tiro no escurecer.
E que jeito podem dar
Pra darem ao rio uma feiúra
Que eu não suporte vê-lo.
Dizem que sou narciso
Erraram todos os adivinhos,
A beleza que miro
É da água, longe a minha passou.
O rio e eu nos conhecemos
Ele um pingo de uma fresta
Somos irmãos siameses,
Gerados no mesmo útero da natureza.
Quem vê a mim ver o rio
O mesmo ente escorregadio.
Às vezes água, às vezes peixe,
Barca encalhada,
Bandeira do Brasil,
Às vezes ponte,
E sempre amor, perplexidade,
Focos de muita saudade.
EU LA MANCHA
Amar um gesto que de tudo ébrio,
Permite-se no vento afundar,
E dar-se mais, ao que tiver na espera.
A pedra o risco de voltar jamais.
Amar perdido de amor tomado,
Puxado a vil monumento agastado,
A voz já rouca de implorar que deixem
Seus olhos verem se lhe cabe a cabeça,
A altura a forca que se vão largar.
Solto o destino, solta a sorte,
Larga-se sozinho espreitando a morte,
Que antes de abraçá-lo se compadece e chora,
Ainda não é hora, o amor vai se abrasar.
Amar redondo, o mundo circundar,
Cadê Dulcinéia, fugiram meus lugares,
Onde fico, dormem meus cansaços,
E a minha fadiga de me levantar.
Acorda-me amor, amor, com beijos,
Retira a infante veste,
A espada pesa, sinto que a loucura,
Deixara-me louco, por não te encontrar.
Campos, trigais, moinhos ao vento,
Vê-se distante, mais longe, te amo,
Mostra-me antes, dos caminhos limpos,
O lume longe do olhar da bela.
Ó formosura, amar encarnado,
Amor que sinto, corpo atormentado.
Se eu pudesse escolher entre não te amar e não sofrer ou te amar e sofrer, eu continuaria te amando.
Quem sou eu pra tentar mudar o que o coração dos outros sente, se eu não consigo controlar nem o meu sente!?
Eu Queria Ter Uma Flor
Mais A Flor É Cheio De
Espinho Poriso Te Dou
Meu Coração Que é Cheio
De Amor Paz E Carinho
Retorno à Inocência?
Às vezes, eu viajo no tempo.
Não há máquinas ou naves:
Apenas o meu pensamento.
E estas viagens são suaves.
Sigo as ruas da lembrança.
Basta uma brisa, um sopro,
E, súbito, o ido me alcança.
Então, não sou eu, sou outro.
Muito mais doce, puro e leve.
Exemplo: lembro de um celeiro.
E sinto uma paz quente, breve,
Além da carícia do vento-norte.
Ouço cantigas, até candeeiros.
E percebo: que minha, a sorte...
Eu só queria dormir com a certeza do teu olhar no meu ao criar coragem pra abrir no dia seguinte. Só fazia questão de não dividir seu sorriso, seu abraço, seus lábios, sua atenção, e quando a lua invadir a minha noite só deixando clara a sua ausência, poder não me sentir culpada por querer algo tão simples. Eu gosto como as coisas entre nós se resolvem rápido, e gosto de saber que em muitas coisas a gente pensa igual. Por isso, a expectativa que me tira o sono é, ironicamente, a mesma que me faz sonhar. E eu apenas queria ter o que responder aos que perguntam sobre o nosso futuro. Assim, estaria certa de que acordar nos teus braços é tão bom quanto dormir sem lembrar como. Eu viveria sem dúvidas sobre o quanto ainda posso me surpreender com você. E, pra sua surpresa, eu tentaria te fazer feliz todos os dias, incansavelmente, só pra te merecer. Só pra não te perder. Te amar estando perto ou longe, correr o risco sem entender o porquê. Te querer e poder dizer, mesmo distante, com cara de pedinte. Na verdade, o que eu mais queria era dormir com a certeza do teu olhar no meu ao criar coragem pra abrir no dia seguinte.
Eu cada dia, mato um pouco de mim mesmo, com o objetivo de fazer calar minha voz interior, ou melhor, estou tentando me livrar das perturbações interiores desenvolvendo uma consciência depravada, fraca, viciada que me faça feliz no torpor da vida. Quero me aquietar diante dos homens e de Deus. Ou perder o respeito de mim mesmo. Ou ainda deixar de preocupar com o que os outros pensam de mim. Nesse suicídio a prestações, mareio meu brio.
PALMA DA MÃO
Eu não conheço a palma da minha mão.
Entre tantos cruzados de linhas,
E mais de um veio principal
Onde descambam as águas dos meus dias.
Não tenho noção do que seja a palma da minha mão,
Reconheço, e já é volumoso
As coisas que toco, a embaralhar meu destino.
Reconheço, quando a espalmo frente aos olhos,
Alguns poros suados, o anel centenário,
A cor, que coincide com a cor do meu corpo inteiro.
Na aventura a que me lancei,
Em me procurar e me achar,
Em algumas partes de mim deu pra ver
Outras nem que eu virasse o mundo o contrário
Daria para medir, saber, esboçar.
Alguém, como eu, desconhece, numa vista frontal
O seu crânio, seu cabelo, tal como tal, são?
Ou conhece seus buracos
Que só na cabeça contam-se sete,
Afora os outros por onde se mete
Nosso temor, dizer explorar.
E os seus encontros de mãos e pernas,
Como uma árvore, quem conhece?
O por trás todo, ninguém sabe o que é.
Sabemos dos outros, também minúcias,
Nada de definido se sabe
O que conhecemos de nós mesmos
Também os ouros conhecem,
E somos mais conhecidos por eles,
Do que por nós, da mesma forma inversa.
Se por fora de nós pouco sabemos,
Imagine um devaneio por dentro.
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