Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio

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Eu vi o tempo mudar,
e com sua inevitabilidade
passar.

Tudo se enfrenta,
se contorna
e se contenta,
mas o tempo
é amigo ou inimigo
pro silêncio
de quem não se atenta.

Eu vi meu passado
destruir toda minha imagem
perante o mundo,
não o mundo visto pelos outros,
mas aquilo
que é mais profundo.

Destruiu a mim
por minha incapacidade
de perceber
que o tempo passará
e eu continuarei
a sofrer.

Entendi, por fim,
que o tempo levaria
tudo que eu tinha
apego e amor:
minha família,
minha juventude,
e aquilo
que dava valor.

Gostaria de parecer
uma boa pessoa
e dizer
que minhas prioridades
eram as acima citadas,
mas entre as vielas do tempo
dei valor
apenas
em coisas erradas.

E com o tempo
não se negocia:
se aprende.
Ou mudo,
ou continuarei errando
no meu presente.

E tal regalo
não pode mais
ser desperdiçado,
porque afinal de contas
já perdi meu amor
e as chances
de ser amado.

O futuro eu olho
com fé,
apenas pelo aprendizado,
por ser uma pessoa
que errou muito
em seu passado.

Mas o tempo
também tem
suas peculiaridades:
entre idas e vindas
traz
novas oportunidades.

Aprendi
que o que tem valor
sempre esteve em mim,
embora procurei saciar
com o externo,
porém o tempo
me ensinou
a voltar
ao seio materno.

Hoje eu engatinho,
amanhã começo a andar,
logo, logo
nessa estrada da vida
começo
a aprender
a caminhar.

Antes tarde
do que nunca
é o que muitos dizem,
e com razão
eu concordo.

Com a minha vida
eu quase paguei
por esse acordo.

Hoje, acordado,
me vejo
infinitamente pleno,
porque passei
pelo vale do inferno
e hoje acordei
sereno.

Pronto
pra mais um dia presente
que Deus nos deu,
para que no futuro
não olhe pro passado
como hoje,
com dor,
como alguém
que sofreu.

Raphael Bragagnolle

Eu te carregava no colo, rainha do meu peito,
Comprava flor, te mimava todo dia,
Mas você veio com falsidade no jeito,
Trocou meu beijo por outro aí.
Triste situação viver fingindo


Eu fazia planos de casa e aliança,
Você jurava amor olhando nos olhos,
Hoje eu vejo que era só esperança,
Enquanto eu sonhava, você fazia seus jogos.
Triste situação viver fingindo.


Te dei meu tempo, meu mundo e confiança,
Fui abrigo nas noites de medo,
Mas você brincou com a minha esperança,
Guardou mentiras em cada segredo.
Triste situação viver fingindo.


Agora eu junto os pedaços do peito,
Aprendo a me amar de novo, enfim,
Você perdeu quem te amava direito,
E eu ganho liberdade por mim.

*Eu não sei em que momento você se tornou tão essencial pra mim… só sei que, hoje, meu coração sorri quando pensa em você. No meio de tantas batalhas que você enfrenta todos os dias, queria ser o seu abrigo, o seu descanso, o seu amor mais tranquilo e verdadeiro. Você não é só alguém que eu amo… você é onde eu quero ficar. Para sempre.*

Há quem pense que a riqueza traz felicidade; eu acredito que a felicidade é a maior das riquezas!

Eu só queria ser amado… ser importante para alguém, sentir que pertenço a algum lugar, a algum coração, queria experimentar aquela alegria genuína de saber que existe alguém que se preocupa comigo de verdade, que pergunta como estou porque realmente quer saber, não por obrigação, queria ser a pessoa que procuram para sair, para rir, para conversar sobre a vida sem pressa, sem interesse oculto, apenas porque minha presença faz falta, queria ser, ao menos uma vez, a escolha e não a alternativa, mas, no fundo, sinto que estou condenado a ser sempre a última opção, sou lembrado apenas quando sou útil, quando não há mais ninguém disponível, quando precisam de algo que eu posso oferecer e depois que consigo cumprir meu papel, sou deixado de lado, descartado, humilhado, criticado, como se eu fosse apenas um objeto, um brinquedo, uma ferramenta nas mãos de quem diz se importar, mas que, na verdade, só enxerga a si mesmo, e dói perceber que, eu nunca fui alguém… apenas algo.

Seria eu o anormal?
O único que observa
que vivemos num mundo
totalmente desproporcional?

Não seria muita rede social
para pouca vida social?
Mas que mundo irracional!

Mas que sensacional!
A meritocracia tornou-se um ideal.
Isso é uma pura pressão mental e emocional.

Enquanto uns morrem de fome,
Outros esbanjam e desperdiçam bacalhau.
Mas que mundo desigual!

Vivemos num mundo extremamente irreal!

Não me importo se não gostam de mim. No lugar deles, eu me sentiria extremamente inseguro e impotente; na verdade, até sinto inveja quando me vejo no espelho.

Eu queria ter nascido no meio do mato... Cercado pela natureza e pelos bichos, não ter conhecimento de civilização e nem de outro tipo de existência que fosse diferente da minha, não ter diferença de credo, de raça, não ter conhecimento de doenças, remédios e nem de médicos, não saber o que é riqueza e nem pobreza, principalmente não saber o que é a fome ou que é a fartura, não saber o que é avareza e nem a raiva, não conhecer o que é homem mal, e nem o que é violência, não ter conhecimento do sistema, capitalismo, política e tudo que é ruim dentro de sistema podre... Queria ter nascido longe de tudo isso... Utopia, sonho de uma cabeça que só pensa num mundo melhor... Pq esse já não presta mais 😔🥺

Eu queria tanto ser teu, mas tu nunca me pertenceu.

Hoje, notei que não sou nada. Acreditei ser muita coisa por muito tempo, diria eu, um pernóstico, mas notei que não sei nada. Não quero mais saber nada. E, principalmente, suspeito não ter mais ambição de tornar-me nada.

Eu tenho o poder de voltar ao passado quando leio algo que escrevi.

Eu fui apaixonado pelo que você foi, sou apaixonado pelo que você é e sei que serei apaixonado pelo que você se tornará, porque eu te amo, e o meu amor por você nunca vai acabar. Bonita.

Eu vivi a morte de um poeta que não chegou a nascer.

A pessoa que me ensinou a não confiar em mulheres é a mulher em quem eu mais confio.

Eu aprendi tarde demais que o amor é para ser vivido cedo.

o Beijo que você me roubou
Não foi da boca foi do que eu guardava desde então carrego teu gosto na parte de mim que nunca mais voltou ⁠

Depois que você desistiu de mim
Eu também desisti...

Eu me sinto sem respostas para essa ausência de palavras, para tudo aquilo que quero dizer. Talvez porque deixei tempo demais. Intervalos longos entre quem eu fui e quem me tornei. Sem perceber, sem discutir, sem cobrar. Fui sendo.


E no instante de permissão — não por ter tempo, não por razão, sequer por ter as palavras certas — não pude recuar. Ainda estou ali. Não me posso perder.


Não é que eu não sustente a intensidade. Eu sustento. Talvez esse seja o ponto. Justamente por saber que sustento, não posso me jogar. Há muito mais além de mim para escolher. Há consequências, há territórios que não são só meus.


Não é fuga. Não é negação. É consciência.


Algo me atravessou e permanece. Não como urgência, não como descontrole — mas como presença. Uma parte de mim que desconheço e ainda assim reconheço.


E talvez maturidade seja isso: sentir profundamente, perceber o abismo, saber que poderia atravessar — e ainda assim escolher permanecer inteira.


Ainda estou ali.
E não me perco.

Depois que eu aprendi a amar o mal, quase nada me faz mal;
O mal é aquele bem que eu não aceitava em mim.

Eu te amo, eu te amo mais do que você pode imaginar.
Não é medida que caiba em mapas, não é comparação que suporte balança, é uma intensidade que não sei como falar, estou demonstrando por não conseguir amar outra, é um amor que atravessa o invisível, que respira no silêncio e ainda assim ocupa todos os espaços do espaço.
Maior que a escuridão da noite, porque não se perde nela, mais vasto que as estrelas incontáveis, por que meu amor por você permanece, mas não é amor de superfície, e tô começando a achar que não é suficiente, sinto que é daqueles que afunda sem medo,que encara abismos e decide ficar, não é sentimento que treme com o vento, é raiz que rompe as montanhas se preciso for, é chão que aguenta tempestade, é ombro quando o mundo pesa.
Existe porque escolhe existir, porque o amor suporta tudo, suporta os dias difíceis, as falhas humanas, os silêncios mal interpretados, as distâncias que tentam ensinar ausência, e ainda sim ele não desiste na primeira sombra,
não se desfaz no primeiro erro, ele aprende, insiste, amadurece.
É firme sem ser prisão, é profundo sem ser peso,é entrega com intensidade, e se o universo inteiro resolvesse diminuir, ainda assim caberia inteiro aqui dentro, porque o que sinto não depende da imensidão do céu, mas da decisão de permanecer, isso é o que mora em mim não é discurso é a rotina que criei.
Lembrar de você quando algo acontece e meu primeiro impulso, pensar em você é o que me dá energia pra continuar, guardo os detalhes que você esqueceu, presto atenção no jeito que sua voz muda quando você está cansado, e fingi que está bem.
Não é grandioso, é específico, presto atenção no jeito em que seus olhos falam a verdade.
Eu não te amo como quem olha um céu estrelado e suspira, com quem deseja o que não se pode ter, eu te amo como quem aprende os seus silêncios e sabe qual deles é sono e qual deles é peso, eu te amo mesmo quando o barulho é alto demais, porque não é sobre ficar quando você está difícil, é sobre não usar suas falhas como argumento de saída, é sobre não transformar frustração em ameaça de abandono.
Não quero que meu amor faça cena, quero que ele seja o que constrói a segurança da sua noite fria, porque não precisa ser dramático para ser profundo, precisa ser firme o bastante para não ir embora quando a versão bonita acaba e sobra a real.
E se às vezes parece que não é suficiente, talvez seja porque ele não grita, talvez seja no silêncio que ele trabalha, trabalha para entender, trabalha para perdoar, trabalha para continuar escolhendo você, não no auge, mas no comum, pois no extraordinário foi descartado.Isso é o que mora em mim (VOCÊ)
Não é exagero, é permanência prática.