Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
Na vida nossas almas divergem na luz e cada qual brilha conforme sua humildade, quando mais humilde mais esplendor e quanto menos mais opaca, mas saibam que alguns encontrarão na morte a chama acesa que oscilará com o sopro da escuridão.
Nos momentos em que a vida sangra, a verdadeira grandeza não está em aparecer, mas em amparar. A dor do outro não é palco; é chamado à humanidade.
Quando a gente acha que vai fazer o gol, vem a vida e te dá uma rasteira e o juiz (paciência) apita e diz que é pênalti e aí vem novamente os nossos sonhos fazer barreira.
Cada linha de expressão em meu rosto são caminhos que percorri e cada ruga são marcas da vida que venci.
A vida é uma caixinha de música, temos sempre que dar corda para que a nossa bailarina interna (alma) dance conforme os passos sincronizados dela.
As vezes precisamos virar a vida do avesso pra desembaralhar o cordão umbilical que deu origem ao começo.
Não foi fraqueza,
foi amor demais.
Não foi o fim,
foi a vida pedindo paz.
Perdi pessoas,
perdi chão,
mas não perdi a fé
nem o coração.
Aos sessenta,
não quero luxo nem correr:
quero dignidade,
silêncio
e tempo
pra florescer.
"A humildade nos protege nas decisões e nos dá vida com qualidade.
Reconheça a mão de Deus nos seus caminhos."
Provérbios 3:6-8
Amor, Extremo Amor!
Minha vida com você parece coisa de cinema, nossos corpos tem uma sintonia incomparável, nem as leis da física conseguem calcular a pureza do nosso amor, as vezes não me importo com mais nada, só quero vê as horas passando na velocidade da luz para chegar novamente o momento de te reencontrar. Eu não espero respostas sobre o futuro do nosso amor e também não quero chegar a exaustão, só te peço que entenda porque os meus abraços são fortes, os meus beijos são quentes e porque o meu corpo é só sentimentos e magia junto ao teu.
Estou numa linha tênue entre viver o amor extremo ou conhecer o amor ao extremo.
Em cada templo humano (corpo e vida), coexistem dois seres, um é jovem (a alma), e o outro é eterno (o espírito), a alma tende a atrair para si dores e perturbações, mas em tudo o espírito lhe faz sobressair.
Os golpes e murros da vida?!
Perdi a conta, mas...
Eles floresceram poesia em mim...
Os golpes e murros da vida
feriram minha carne,
rasgaram meus silêncios,
fizeram da minha alma
um campo de cicatrizes...
Mas...
no mesmo chão árido
onde chorei minhas perdas
brotaram flores indomáveis...
E cada pétala,
ensanguentada e viva,
não é apenas lembrança da dor,
mas a prova ardente
de que a poesia floresceu em mim...
Os golpes e murros da vida
não me pouparam a carne,
me deixaram roxa de silêncios,
com os ossos da alma estalando...
Eu gritei em silêncio
eu sangrei na alma
e até quis desaparecer
para não mais sangrar
e sofrer...
Mas da minha boca,
antes cheia de gritos mudos,
escorreu poesia...
Ela nasceu da ferida aberta,
da mão que não pude segurar,
do olhar que se foi do meu viver,
do vazio imenso
que tentou me levar ao abismo total...
Não foi escolha,
foi sobrevivência:
florescer poesia
ou apodrecer...
falecer por dentro...
E eu floresci,
mesmo entre meus cacos,
mesmo cuspindo lágrimas e dor,
mesmo sabendo
que cada verso meu
é também cicatriz...
Minhas cicatrizes
são canteiros floridos
de muita força, coragem
e poesia viva! ...
✍©️@MiriamDaCosta
Minha’alma cigana
arde na fogueira da vida
dança no vento do destino
se despe das amarras do mundo
e nunca se cansa de ir e vir
com a jóia do viver ...
Carrega em si o Sol e a Lua
o brilho das Estrelas
o fluir dos rios
e o perfume das flores
que nunca tiveram dono...
Minha’alma cigana
me guia, me rege
e me encanta
porque dentro dela,
mesmo nas dificuldades,
há sempre música
há sempre poesia...
✍©️@MiriamDaCosta
A vida se revela no intervalo sutil
entre o pouso da abelha
em uma flor e outra...
colhe de uma,
oferece à outra,
e nesse ciclo de polinização ...
a natureza nos ensina
que a beleza e a força da vida
estão em dar, em receber
e em compartilhar...
✍©️@MiriamDaCosta
Meu apetite pela poesia da vida
é insaciável...
minh'alma é gulosa da essência
poética do viver...
trago nas memórias do meu ser lírico
um pergaminho ancestral
bordado de palavras e versos ...
e nesse manuscrito eterno
há dores que florescem
e saudades que se eternizam...
há silêncios que falam mais
do que a voz das palavras...
e esperanças acesas que sobrevivem
mesmo sob os escombros do tempo...
Sou herdeira de vozes antigas
ecoando em mim
como rios subterrâneos
alimentando cada sede
e cada fome de poesia...
Meu apetite pela poesia
da vida é insaciável...
minh’alma é gulosa
da essência poética do viver...
trago nas memórias do meu ser lírico
um pergaminho ancestral
bordado de palavras e versos...
nesse pergaminho secreto
repousam tardes douradas
de infâncias guardadas
no coração das flores e das cores...
sussurros de rios que nunca se calaram
e o voo livre das borboletas e das gaivotas
que ainda dançam em meus olhar...
cada lembrança é uma pétala
que o tempo não desfez...
cada verso é um sopro
que me devolve a eternidade
dos momentos...
sou feita de silêncios luminosos
de auroras que se abrem dentro de mim...
e em cada nascer do dia
reencontro a poesia
que me alimenta de ternura
das carícias da saudade...
Minh'alma é poesia da vida
de todas as minhas memórias ...
✍©️@MiriamDaCosta
Calma!
Pare um momento...
um momento que baste
para você respirar
as cores da vida
ao seu redor...
e pintá-las na tela
do seu âmago...
✍©️@MiriamDaCosta
Dêem-me mil e uma páginas em branco
e uma caneta transbordando tinta,
e escreverei uma vida inteira
com as cores da minha alma...
Sim!
Dêem-me mil e uma páginas em branco,
um abismo de silêncio à espera,
e uma caneta sangrando tinta,
e escreverei uma vida inteira
e as dores que me corroem,
o amor que me incendiou,
os fantasmas que nunca partiram,
os gritos que não couberam na boca...
E ao final...
as páginas me devorarão,
como se fossem o meu próprio espelho
de carne e osso,
de veia e sangue,
de pele e suor,
de sal e lágrimas
de coração e alma...
Sim!
Dêem-me mil e uma páginas em branco,
e uma caneta cheia de tinta,
e nelas bordarei a vida inteira,
com as delicadezas que o tempo me ensinou,
com as memórias que florescem na pele,
com os silêncios que também escrevem...
Cada linha será um sopro,
cada palavra, uma centelha,
e o livro, ao fim,
será meu coração aberto
pulsando poesia
e minh'alma escrevendo-me nela ...
✍©️@MiriamDaCosta
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