Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
Efígie
Foi-se como um sonho,
Devaneio de prazeres proibidos,
Deusa foragida do paraíso,
Flecha que acertou o mais destemido,
Desbravador de Quimera e Basilisco,
Um lobo temido,
Que sucumbiu nas graças,
De uma predileção,
Agora resta os encantos,
Na caligem das guerras,
Na esbórnia dos lambareiros,
O cavalheiro tornou-se assisado,
De coração ameno e ponderado,
Aflorado de talentos adormecidos,
Um fabro mudado,
Sua obra aos poucos foi-se talhada,
Dotada de formas delicadas,
Fruto de paixão e inspiração,
Efígie que sobreviverá aos tempos,
Viverá aos atentos,
Encantados por seus condões,
Que embeleza, gera e transforma.
Aquela areia do passado é desmachada pelos ventos. Nada é como antes, nada fica igual, nem os grãos.
As dunas do passado quando assombram o presente, precisam de ventos fortes pra desmanchar e
abrir os caminhos. Tudo se integra e desintegra como areia para novos começos e recomeços.
Areia que voa, como ciclos que se integram e desintegram, formam e desmancham. Desliza nas mais variadas formas, que serve de chão quando endurecida pra sustentar a confiança, e pó quando dispersada pra firmar a esperança. Nas andanças da vida, de um lado para o outro, um eremita caminhante como um grão.
Sambando na chuva da noite
Sou como sou!
e você é como é!
Então somos como somos!
Não exijo nada de você e nem você de mim!
Então vamos nos jogar na chuva!
Molhar nossas cabeças!
Esquecer das nossas diferenças!
Que competimos pelos mesmos ideais!
Nossos dissabores! Nossas desavenças!
Vamos nos jogar na chuva!
E molhar nossa consciência!
Rebatizar nossas ideias!
Esquecer nossas bobeiras!
Somos dois palhaços querendo nos divertir!
Sambando o samba do amor!
Nessa noite quente! Juntos! Até amanhecer!
Vamos nos jogar!
A normatização deixou às pessoas todas iguais! Como um exército que quer e repete sempre as mesmas coisas! Tenho orgulho de ser anormal! De criar e fazer o diferente! Querem mudanças, mas repetem sempre com os mesmo gestos e pensamentos!
Plante sonhos, como sementes, deixe germinar, enriqueça a terra, afinal tudo que existe no mundo, seja qualquer prédio emergido do chão, foi um sonho!
Se seus olhos penetram a invadir-me...
Tempestades de sentimentos caem sobre mim...
Como choro... Regurgitadas...
Se seu coração bombardeia a fuzilar-me...
Emoções caem inquietas sobre mim...
Não há nada q possa fazer...
Não há lugar q possa correr...
Nenhum erro é em vão...o erro é como uma chave tentante na fechadura errada...
o desencaixe... que indicará a porta certa!
A lua ilumina minha alma e me faz abrigo aquece e conforta, faz meu coração vivo
Como é linda essa lua, que motivo da minha felicidade ...
Será que sou digno (^-^)
E como seria interessante se soubéssemos amar,
Se entregar, cativar, respeitar e admirar,
Para uma relação que nos fizesse voar,
Sem nunca ter medo de se machucar.
Em muitos momentos procuramos alguém,
Para com ela vivermos além,
Rompendo ideologias de uma sociedade que nos faz refém.
Só que quando encontramos o que procuramos,
Sem querer acabamos estragando,
Deixando ir embora o que mais sonhamos.
O que mais almejamos é poder aprender,
A amar, cuidar e alvorecer.
Sem medo, sem culpa de se arrepender.
Calendário de Cinzas
Mais um ano se abre
como uma porta pesada de ferro,
rangendo nos nervos do mundo.
Não é o tempo que envelhece,
somos nós que ficamos sem ar
quando a história decide gritar.
Carrego nos ombros
o peso de amar demais:
a terra,
as pessoas,
o futuro que ainda não sabe
se quer nascer.
Sou feito de urgência,
de atenção que pula como faísca,
de um coração que não aprendeu
a ser morno.
E isso cansa.
Isso dói.
Há fogo onde antes havia vento.
Há sede onde o rio costumava cantar.
Há gelo endurecendo cidades inteiras,
como se o inverno tivesse esquecido
o caminho de volta.
O planeta pede silêncio,
mas os homens gritam.
Alguns brincam com o medo
como crianças cruéis
quebrando o próprio brinquedo
só para ouvir o estalo.
Enquanto isso,
alguém no sul vê a floresta arder
como uma carta nunca respondida.
Alguém no norte
aperta os braços contra o corpo
e espera que a luz volte.
Alguém em algum lugar
só queria viver.
Há guerras que rasgam mapas,
e há outras que rasgam dentro.
Explosões que não fazem barulho,
mas deixam tudo escuro
por muito tempo.
A sensação,
não dita,
não nomeada,
apenas presente
como um sol atrás de nuvens grossas.
Um amor que não coube no mundo,
mas insistiu em existir
no espaço exato entre
o que foi
e o que nunca pôde ser.
Talvez seja isso que ainda me mantém de pé,
saber que, em línguas diferentes,
em culturas distantes,
milhares sentem este mesmo nó,
essa vontade simples, quase infantil,
de acordar sem medo
e chamar a vida de casa.
Não há muita esperança hoje.
Mas há lucidez.
E há beleza nisso:
o despertar dói,
mas é sinal de que ainda estamos vivos.
Se o mundo arde,
que ao menos nossos olhos permaneçam abertos.
Se o futuro treme,
que nossos corações não aprendam a odiar.
Porque amar, agora,
é um ato de resistência.
É engraçado como as pessoas possuem a síndrome da bipolaridade,
Uns dias amanhecem bem, outros sem sensibilidade.
Egoístas, individualistas, ranzinzas, superiores
São pessoas com essas características em nossos bastidores.
Bastidores que “a mim” eu chamo de vida,
E que em hipótese alguma,
Pode ela passar despercebida.
O meu erro é dentro do peito sempre ficar guardando,
Coisas, que poderia estar vomitando.
Mas, com o medo de as pessoas machucar,
Prefiro aqui dentro do peito elas guardar.
As guardo porque as vozes são perigosas,
Por isso sempre é necessário palavras afetuosas.
Se os meus vômitos em algum momento se tornarem singelos,
Serão conquistas que meus estudos não foram barrelos.
Enquanto isso ficarei aqui a guardar,
Explosões no momento “desnecessárias” nas quais iriam somente me machucar.
A dúvida se existe amor entre a gente,
Como saber? Como ter certeza? Como não ter medo de ir?
São cascas de ovos,
São discursos pesados,
São caras fechadas,
São corações acelerados.
Em momentos...
São gritos ecoados,
São dedos apontados,
São discursos vazados,,
Em momentos...
É um amor que as vezes se esvazia, mas as vezes preenche,
É um amor que as vezes entristece, mas as vezes alegra,
É um amor que as vezes dói, mas as vezes cura.
Em momentos...
É um amor que nos condena,
A querer seguir separados,
Mesmo muitas vezes,
Não querendo.
Ao longo das eras, indivíduos eminentes, como pensadores, visionários, cientistas, investigadores, líderes políticos, líderes religiosos, comunicadores e instrutores, têm exercido um papel crucial como agentes influentes e forjadores de opinião, moldando a consciência coletiva de uma geração para a próxima.
Eles têm transcendido fronteiras ao apresentar suas descobertas revolucionárias, expressas através de suas expressões artísticas, experimentos inovadores e até mesmo suas dissertações e pesquisas acadêmicas. Foram visionários que conseguiram expressar suas ideias de forma clara, criando conexões em todos os níveis de consciência e setores sociais, através do incrível poder da imaginação, pois foram idealistas extraindo de suas mentes criações inovadoras, levando ao mundo suas idealizações ainda inexistentes que hoje desfrutamos.
E derrepente, acontece um estralo! Um som dentro de você como os dedos em atrito 👌🏼 fazendo aquele sinal de "saquei"... E realmente você saca tudo! Tudo que você pensava saber, seu jeito de ser, suas metas e seu interior muda, sua visão abre e começa a abranger um espaço que você nunca imaginou ver, e então vem na cabeça um pensamento " por que eu não pensei nisso antes, por que eu não mudei antes." Tudo começa a fazer sentido na vida, seu foco começa a ter um significado e já não é mais tão difícil ter foco. Derrepente você caiu em si, caiu na real de que você precisa fazer aquilo e você pode fazer aquilo, desde que, você viva intensamente esse seu novo ser que foi despertado em você. 🤞🏼
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