Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
aquilo que escraviza não pode ser entendido como amor, mas como a paixão latente que captura toda autonomia própria e constitutiva do ser humano. Por isso, é preciso cuidar para que as tecnologias não tornem as existências obsoletas, síndrome da paixão pelo eletrônico, fim da relação de amor e afetos positivos
Processos auto avaliativos têm como finalidade a reflexão constante e contínua o que se traduz em dinamicidade.
Pessoas desequilibradas choram quando não dominam uma situação problema. Atuam como na Infância de forma imatura e mimada. Isso remete a birra, própria e constituinte do retardo emocional.
Como antenas que captam os rumores do mundo, penso que percebemos o que passa pelo imaginário coletivo e transformamos esta enorme quantidade de informação em arte.
O moralismo é a moralidade massificada como propaganda pessoal, e neste campo, se há propaganda é porque a virtude virou mercadoria... Logo, moralidade mercadológica não é nada confiável.
MOSCA MORTA
A mosca no chão
não me livrou
das tantas mais,
como pensei...
Cruel conclusão:
Acertei na mosca...
Mas errei.
O JAPÃO CONSEGUIRÁ SE REERGUER
O mesmo Japão que jamais se esquecerá da “rosa”, como Vinícius classificou a poeira atômica, mas conseguiu vencer seu trauma e crescer, tornar-se uma superpotência, certamente se reerguerá mais uma vez. É uma grande nação, na pobreza ou na riqueza. Tem um povo admirável. Cabe àquele povo esse bordão criado para o brasileiro, de que não desiste nunca. É o japonês que não desiste nunca. Persiste sempre, e chega lá.
Não há povo mais trabalhador e humilde; mais pacífico e organizado; mais educado e longânimo. Trata-se de uma nação que ama a paz por conhecer os efeitos da guerra. Que se apegou ao trabalho, por conhecê-lo como a única forma de progredir. Que não ambiciona o domínio de outras nações, porque se reconhece autossuficiente. O Japão é uma realidade que, ao cair, já se configura uma promessa de soerguimento. Promessa mesmo. Jamais uma ameaça de revanche ou forra, cobrando de outros países os preços de seus infortúnios naturais ou decorrentes de algum passo mal sucedido.
Um terremoto, ainda que gigantesco, não será o fim do Super Japão. Nem mesmo a nova grande ameaça radioativa que se afigura e ganha corpo. Estou convicto de que os japoneses reagirão. Renascerão do ponto em que houverem desfalecido e surpreenderão mais uma vez as nações do mundo inteiro, com sua dignidade, força e fé na vida.
Se qualquer outro país tivesse passado pelo que o Japão ora passa, e pelo que passou há quase setenta anos, dificilmente conseguiria despontar de novo como grande nação. Muito menos duas vezes. Seria grande o esmorecimento popular, e no meio político, neste caso posso citar o Brasil, haveria grande movimentação, sim, mas cada um por si. Todos querendo salvar a própria pele; em segundo plano suas famílias, em último a população. Seria o caos completo e ninguém falaria a mesma língua. O Brasil se tornaria uma torre de Babel da contemporaneidade, como já não é muito diferente.
Mas ainda podemos aprender com os japoneses. Com a sua solidariedade, sua organização, seu tino para reagir, e, sobretudo, com a suprema educação pessoal. As boas maneiras que não os deixam tentar se sobrepor aos compatriotas. Como todo o mundo, os japoneses querem se dar bem, mas não a qualquer preço. Não há qualquer “jeitinho japonês” semelhante ao famoso jeitinho brasileiro para cada situação.
Que o admirável povo japonês se reerga logo. Sem maiores sofrimentos. E continue a nos dar lições de vida, com as suas virtudes cotidianas de um povo, acima de tudo, patriota.
EDUCAÇÃO & REFLEXO
Demétrio Sena
Apesar dos que falam como quem vomita,
como quem acredita que o falar sem freio
atropela o silêncio dos que vão além;
sabem antes do meio o que virá no fim...
Sob todas as chuvas de palavras vãs
que abarrotam plenários, tribunas e salas,
ganham fãs e lacaios carentes de senso
e de falas vazias treinadas pra isso...
Mesmo tendo que ouvir falastrões burocratas,
sabichões de bravatas que a prática nega,
sei que a velha verdade continua nova:
Será sempre matriz a vivência real;
a palavra é capaz de transformar o mundo,
mas terá que fluir de quem vive o que diz...
Ter um marido ocioso é como criar um filho sem educá-lo para o mundo; a sociedade. É mimá-lo ao extremo; não exigir limites; fazê-lo sentir-se o centro do mundo - sem ideia de mundo real - e superior às pessoas que precisam fazer jus à sobrevivência. Em suma, um ser incapaz de compreender os valores éticos, legais e humanos dos quais um cidadão verdadeiro deve ser composto.
Como só se educa se fazendo imitar, saibamos de uma vez por todas, que o ato simples de ser tem muito mais eficácia do que a canseira do ensinar com palavras.
PROCESSO EDUCATIVO
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Educar não é um ato, como sentenciam educadores modernos. É, na verdade, quase um processo judicial. A depender de como educamos, podemos salvar ou condenar uma vida.
SEM ESSÊNCIA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Muitos não nascem para evoluir como pessoas, mesmo depois de crescerem tanto em tamanho, idade, profissão. Passam pelos vinte ou trinta, os quarenta ou setenta, como se o tempo jamais passasse. Ganham muito dinheiro, fundam empresas, fazem faculdade, mestrado, e no fim das contas não fizeram nada pela própria essência.
São grandes nomes, mas não propriamente grandes homens ou mulheres. Têm extensos currículos e saberes, mas quase ou nenhuma sabedoria. Seus corpos amadurecem, as rugas fazem propaganda enganosa de vivências relevantes, e no entanto, as mentalidades desmentem... as atitudes cotidianas derrubam tudo, e o que sai de suas bocas é um verdadeiro desastre... nada se aproveita.
Uma gente que apenas nasce, estica, incha... ganha músculos, estatura, beleza plástica. Torna-se placa de quem é, tentando expôr quem jamais será. Tem corpo de adulto, gente grande, mas o cérebro é de... "BBB".
FÔRMA DE SER
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Essa gente que sabe como a banda toca
ou de quanta madeira se faz a canoa;
põe os pingos nos "is" ou as cartas na mesa;
tem a velha certeza de seu dois mais dois...
Uma gente que nada conforme a maré,
tem o pé mais no chão do que adubo e raiz;
é pão-pão, queijo-queijo, diz coisa com coisa
e se dá por feliz por ser feliz assim...
Gente cheia de si; já não cabe ninguém;
diz amém pra si mesma e pra sua razão,
seu sim-sim; seu não-não; sua fôrma de ser...
Pobre gente que prova por seu A mais B,
sempre tem a dizer e com todas as letras,
as verdades das quais imagina ser dona...
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