Eu Aprendi que ser Boazinha

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Estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior. Vejo sua feiura e sua beleza e me pergunto como uma coisa pode ser as duas.

⁠não esquece de contar que eu
era o lugar mais quente do mundo
e você me deixou fria

Boazinha,Eu?
imagina.

Não se iluda
Comigo!

Posso lhe surpreender:
Eu lhe digo.

Não sou
Boazinha coisa nenhuma.

Talvez
"EU" nunca fui.

Pois de boa
Nem mesmo o sobrenome

"EU" tenho.

Não ir embora: Ato de amor e confiança.

Em algum lugar, em toda aquela neve, ela via seu coração partido em dois pedaços.

"A única coisa que você pode controlar são suas escolhas."

Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito.

Como a maioria dos sofrimentos, esse começou com uma aparente felicidade.

Por algum motivo, os homens agonizantes sempre fazem perguntas cujas respostas já sabem. Talvez seja para poderem morrer tendo razão.

Olhou para o rosto sem vida, e então beijou a boca do seu melhor amigo, Rudy Steiner, com suavidade e verdade. Ele tinha um gosto poeirento e adocicado. Um gosto de arrependimento á sombra do arvoredo e na penumbra de coleçao de ternos do anarquista. Liesel o beijou demoradamente, suavimente, e, quando se afastou, toucou-lhe a boca com os dedos.

-Que tal um beijo, Saumensch?
Ficou parado mais alguns instantes, com água pela cintura, antes de sair do rio e lhe entregar o livro. Tinha as calças grudadas no corpo e não parou de andar. Na verdade, acho que ele sentiu medo. Rudy Steiner ficou com medo do beijo da menina que roubava livros. Devia ter ansiado muito por ele. Devia amá-la com uma intensidade incrível. Tanto que nunca mais tornaria a lhe pedir seus lábios, e iria para sua sepultura sem eles.

A pergunta é: e quando o outro é muito mais do que um?

Que tal um beijo Saumensch?

Até a morte tem coração.

Ele era o segundo boneco de neve a derreter diante de seus olhos, só que esse era diferente.
Era um paradoxo. Quanto mais frio ficava, mais derretia.

O amor é assustador: ele se transforma, ele murcha. Faz parte do risco. Não quero mais ter medo. Quero ser corajosa…

Só confiamos nas pessoas em quem temos de confiar.

Duas semanas para mudar o mundo e quatorze dias para destruí-lo.

Ela era a roubadora de livros que não tinha palavras.
Mas, acredite, as palavras estavam a caminho e, quando chegassem, Liesel as seguraria nas mãos feito nuvens, e as torceria feito chuva.