Eu Amo Minha Família
E Mãe Brinca?
Passei uma semana em um resort e, no penúltimo dia, vivi uma conversa muito especial.
Havia um tipo curioso de pessoas que permanecia à beira da piscina, quase imóvel.
Não podiam molhar o cabelo, mantinham sempre um penteado impecável, óculos de sol e chapéu.
Reclamavam da água quando estava quente e também quando estava fria.
Reclamavam do sol e, curiosamente, da sua ausência.
Pareciam seguir um mesmo padrão social e filosófico,como se existisse uma maneira correta de aproveitar a vida.
Eu percebia muitos olhares sobre mim, mas um deles chamou minha atenção.
Aproximei-me e disse:
— Oi!
Nenhuma resposta.
Ela me observava.
Às vezes com admiração, às vezes como quem observa algo completamente fora do comum.
Perguntei seu nome, mas não obtive resposta.
Ela me seguia com os olhos, aproximava-se e se afastava, até que finalmente criou coragem e perguntou:
— Você trabalha com o quê?
— Sou professora.
Ela pareceu surpresa.
— E professora brinca?
— Brinca.
— E professora nada?
— Nada.
— Quem é esse menino?
— É meu filho.
Então vieram as perguntas que mais me marcaram:
— E mãe brinca?
— Sim.
— Mãe nada?
— Sim.
— E mãe mergulha?
— Eu mergulho.
— E mãe usa o espaguete para nadar?
— Eu uso.
Sorri e perguntei:
— A sua mãe não faz essas coisas?
Ela respondeu com toda a sinceridade:
— Não. Nem meu pai.
Eles só sentam, conversam, me olham e depois subimos.
Fiquei em silêncio por alguns segundos.
— Entendi. Mas você pode brincar com a gente.
Quantos anos você tem?
— Tenho quatro anos.
Naquele instante, percebi que, para algumas crianças, o mais extraordinário não é um brinquedo novo, uma piscina enorme ou uma viagem inesquecível.
Às vezes, o que mais desperta encantamento é descobrir que os adultos ainda sabem brincar.
Que mães mergulham.
Que professoras nadam.
Que pais podem rir sem motivo.
E que crescer não deveria significar abandonar a alegria de viver.
A Letra, H.
Agar foi uma serva egípcia de Sara e mãe de Ismael, filho de Abraão. Sua história no livro de Gênesis é marcada por conflitos familiares, exílio no deserto e a experiência de ser vista e socorrida pelo próprio Deus em momentos de grande aflição.
Assim é ela:
Hilária, divertida, moleca, alegre, maçã com limão, mãe, irmã, amiga, avó, tia, sogra, cunhada, brigona, original, Skol, chopp, quibe, chá, café, café, café sem açúcar, patrola, dorminhoca, fogosa, bandida, descarada, sincera, honesta, meia boca inteira, e eu fico maravilhado com ela.
(Saul Beleza)
*Mulher, Poema Inteiro*
Faço poemas pois existe uma mulher,
desde a mãe que reza baixo ao pé da cama,
até a amada amante que acende a chama
com um só olhar de quem entende e quer.
A menina moça que carrega o mundo
no caderno aberto e no riso solto,
tropeça em sonhos, levanta em tumulto,
e escreve o futuro no segundo.
E a moça flor que desabrocha em calma,
tem pétala no gesto e raiz na alma,
perfuma a casa, a rua, a vida inteira
sem pedir licença pra ser primavera.
Faço poemas pois mulher é verbo:
nasce, cuida, luta, ama, inventa.
E quando o verso pensa que termina,
ela recomeça o ponto onde ele sentiu saudade.
(Saul Beleza)
As mães.
A minha mãe, e a sua mãe.
A mãe nossa, e a toda mãe.
A mãe que está no céu, e a mãe aqui da terra.
A mãe de paz, e a mãe de guerra.
A mãe que assumiu, e a mãe que sumiu.
A mãe que voltou, e a mãe que nunca viu.
A mãe cega, e a mãe que tudo vê.
A mãe que é pai, e o pai que é mãe.
A mãe que lê jornais, e a mãe que nada lê.
A mãe brigona, e a mãe brincalhona.
A mãe que ajudamos e a mãe que ajuda nós.
A mãe elegante, e a mãe demodê.
A mãe viajante, e a mãe que nunca sai.
Em nome da tua, da minha, e em nome da mãe de todos.
"Em nome do pai."
(Saul Beleza)
Rosa, por que choras?
Helaine Machado, para minha mãe Rosa Alves
Rosa, por que choras?
Se tua beleza é radiante,
tua pétala é tão delicada,
tua cor… puro resplendor.
— Eu choro…
porque minhas lágrimas ninguém vê,
minha dor se esconde no silêncio,
nos espinhos que em mim nascem
e contam tudo o que sofri.
— Mas, rosa…
tua beleza é mais que paixão!
— Para alguns…
mas para mim, sou um coração aberto,
cada cor que carrego
é um sentimento meu.
Sou suave, sou intensa,
sou feita de emoções…
mas cada espinho que cresce em mim
guarda aquilo que me feriu.
— Oh, rosa…
tua beleza é sublime,
enche de vida quem te vê.
— Mas nem todos querem sentir…
alguns desejam só a beleza,
sem aceitar os espinhos
que também fazem parte de mim.
Coisas de Mãe, Jeito de Mulher
Helaine Machado
Mãe é detalhe que ninguém vê,
mas sustenta tudo sem aparecer.
É mão que guia, é voz que acalma,
é colo que cura rachadura da alma.
Tem cheiro de casa, gosto de cuidado,
olhar atento mesmo estando cansado.
É pressa por dentro e calma por fora,
é quem se doa inteira… toda hora.
Coisas de mãe são feitas de silêncio:
um “vai dar certo” em meio ao sofrimento,
um joelho no chão quando ninguém vê,
conversando com Deus por você.
E ainda assim, é mulher — inteira, viva,
com sua dor que quase ninguém cativa.
Guarda vontades, adia desejos,
mas nunca economiza nos abraços e beijos.
Se reinventa em cada fase da vida,
mesmo quando se sente perdida.
Porque dentro dela existe um poder
que só quem é mãe consegue entender.
É raiz profunda, é vento leve,
é quem nunca solta, mas também não prende.
É amor que ensina, corrige e acolhe…
é mãe sendo mulher,
e mulher sendo forte.
Helaine Machado
Ser mãe de UTI é não segurar seu filho nos braços quando ele nasce... É olhar pela incubadora
É sentir seu bebê pelas pontas dos dedos esterilizados em álcool .
Ser mãe de UTI é ser viciada no monitor... É ver seu filho respirando por aparelhos com sensores medindo o que há de vida na sua criança... São os benditos 88% de saturação...
É tirar o leite manualmente... É ver o leite entrando pela sonda e torcer pra a quantidade aumentar todo dia... É ter paranoia com o processo ganha/perde de peso diário... Num dia ganha 10 gramas e no seguinte perde 15... Isso é um desespero... É se incomodar com as aspirações e procedimentos feitos a todo instante, mas saber que é um mal necessário é ver picadas e mais picadas para exames e não respirar enquanto o resultado não aparece... É chegar no hospital com o estômago dando cambalhotas... Com medo do que vai ouvir da pediatra... Para ser mãe de UTI, tem que virar pedinte e mendigar todo dia uma boa notícia, mesmo que seja a bendita palavrinha "estável" - que significa que não melhorou, mas também não piorou... E não se esquecer de agradecer o cocô e o xixi de cada dia... Sinal de que não tem infecção... Mãe de UTI também tem rotina: UTI-casa-UTI de segunda a segunda... Sem descanso... E como é possível descansar??? Para ser mãe de UTI é preciso muita Fé 🙏 porque na hora do desespero é você e Deus... É joelho no chão do banheiro da UTI para pedir milagre ou pedir que acabe o sofrimento... Haja Fé! E só com Fé... É ser rainha da impotência, por ver o sofrimento e a dor do seu bebê e simplesmente não poder fazer nada... Só confiar... É conversar com seu filho através da encubadora e ter lágrimas escorrendo pelo rosto todo dia por não poder sentir seu cheirinho e beijar seus cabelos... Mas ser mãe de UTI é superação, é ter história para contar.
É entender sobre um monte de doenças que ninguém imagina que existe... É sair da UTI com festa e deixar por lá amigos eternos e preciosos... Ser mãe de UTI é ter medo do vento... Da bronquiolite... Do inverno e do hospital... Toda mãe é um ser guerreiro por natureza, mas a mãe de UTI precisa ser guerreira em dobro, e isso nos difere e, ao mesmo tempo, nos iguala... Lutadoras, perseverantes, resilientes, frágeis a ponto de desabar a qualquer momento, mas com uma força absurda... Uma força que talvez venha de um útero vazio...
Assim são as mães de UTI.
Ps_hoje 9 anos depois ver o resultado das minhas orações cheio de saúde me da uma alegria imensa e voltar para oa mesma maternidade para ter meu segundo filho com a confiança de que serei bem atendida e meu bebê bem cuidado.
Agradecimentos a Deus em primeiro lugar, minha família, a recepção do hospital pela educação e o cuidado com que nos recebe na entrada a segurança os maqueiros a equipe que fez meu parto foi maravilhosa, gratidão e continuem sendo esses profissionais do bem que fazem a grande diferença para um bom plantão.
Deus abençoe a todos 🙏💙🩵@Jessica mãe do Luan e do Allan 🥰
Pensamento do dia;
JUSTIÇA PELO HENRY
Que a mãe pegue a pena máxima por deixar seu filho à mercê de um bandido.
#juripolar#justiça#julgamento
No final de uma escuridão, encontrei a luz de um ser que me ensinou a viver. Mãe, obrigado por seus conselhos.
Onde a pedra romana dobrou os joelhos ao invisível, a Mãe das Igrejas sussurra que até o trono do pescador é apenas uma sombra projetada pelo eco do Primeiro Pescado.
Reno Fioraso
Queria viver um sorriso tão lindo quanto aquele que inventei nas memórias da minha mãe.
Um sorriso que talvez nem tenha acontecido exatamente assim, mas que minha alma precisou criar para continuar acreditando na ternura.
Queria sentir algo tão glorioso quanto o abraço que imaginei ganhar do meu pai no dia da minha formatura. Um abraço inteiro, sem pressa, sem dívida, sem ausência. Um daqueles abraços que dizem, sem dizer: “eu vi você chegar até aqui”.
Queria um colo com gosto de lar.
Um lar com aroma de lavanda, janelas abertas para a paz, silêncio criativo repousando no canto da sala e uma playlist que parece não ter fim, como se o tempo tivesse decidido parar só para me deixar respirar.
Talvez eu não queira luxo.
Talvez eu só queira presença.
Um lugar onde a alma não precise se explicar tanto. Onde o coração possa tirar os sapatos, pousar suas guerras no chão e existir sem pedir licença.
Talvez eu só queira, por um instante, viver dentro da beleza que um dia precisei imaginar para sobreviver.
Se o homem mau é capaz de abusar da própria mãe, o que ele não será capaz de fazer com as mães dos outros?
Não houve espaço na rotina, cuidar da mãe envelhecida não cabia na agenda, mas coube no feriado do Natal.
Beatíssima Maria virgem
Amika Nostra
Mãe do espírito e de todo o princípio.
Origem do pequeno espelho do infinito
E parada central de estirpe deste mundo tão esquisito para o qual pariste o teu filho. Regadora da urtiga e do Nardo
Lírio da terra bivalente
Jardineira do quintal dos bardos,
Da poesia.
Está tudo morrendo
Conselheira dos agoniados,
Quem sou eu para vir novamente pedir perdão por todos os bardos?
Por essa raça sobranceira e enviesada
Que anda de luto pelos próprios excessos e à beira do teu cântaro gargareja, um duro lamento espúrio.
Que boceja um tédio estéreo a maneira de quem detesta o Absoluto.
E de tanto falar por Ele, acredita só no que usurpa.
Os que rabiscamos no espelho,
Nos mundos da estrutura, do nada, do vazio em pêlo.
Quem sou eu para pedir teu zelo por tantas pobres criaturas?
A mortalidade moral mata mais que faca e fuzil no território nacional.
De ponta a ponta ao meu país, cada dia mais infantil,
Mata a si mesmo com ardis,
Com imposturas num marasmo igual as diabruras e penduricalhos da pior africanização.
Como uma colcha de retalhos que não tapa mais nada
O chão de derrapantes assoalhos deste país sem direção é sacudido pela mão do entretenimento e do embuste.
Quando a noite, mais uma vez,
Com uma dissonância na acústica
Cai das alturas como um susto, um pesadelo a mais Talvez uma oportunidade,
E o que custa parar um minuto, dois, três e refletir e orar?
Ouvir, ver simplesmente o que fazemos da raça inteira De nós mesmos ?
Mas não, a cada anoitecer sacudimos pelos extremos a toalha em farrapos
Que demos pelas migalhas do Poder, ao banquete dos fratricidas,
Dos cambalachos,
Dos abortos.
O desfile nas avenidas, de machos eunucos e outros fantasiados pela vida
De cabeça para baixo na ida sem volta ao festival dos porcos
E enquanto isso morrem, Morrem filhos e mães, e irmãos no escuro
Órfãos de sonhos
E depois morrem o passado e o seu futuro
Morre tudo e ninguém socorre
A árvorezinha atrás do muro, ninguém colhe o fruto maduro
A mão do país que se afoga. Que Pantanal é esse nosso ?Em que é impossível dar um passo sem afundar?
Sem que a piroga vá desaparecendo no poço ?Num baldezinho cheio de ossos ?
Num vazio pendurado, à corda,
Num balanço de enforcamento.
Que multidão?
Que gente é essa ?
Seminua, com as mãos na cabeça
Ou no bolso alheio
Uma gente que estraçalha os filhos sem pressa
Num ritual de alinhamento Até que ninguém mais os conheça
Todos são teus filhos
E penso neste escuro dia, seguinte ao mais perfeito nascimento,
Penso no teu rosto sucinto, Que é a perfeição do pensamento
Amparado só do infinito,
Que contemplando cada berço.
Transforma o meu país Senhora da súbitas transfigurações.
Ó aparecida nos porões,
Em que torturam o homem à aurora,
Ó peregrina entre as visões,
Ó negra ó branca
Mediadora das grandes reaproximações,
Escuta-nos Mãe de Jesus Ora pro nobis
Vem a nós
Como estavas ao pé da cruz Na hora sombria
Um instante atrás,
Em que se ouviu aquela voz “porque Me abandonaste?”
A luz nos abandona.
Estamos sós
Terrivelmente,
Mas a culpa que temos todos
Do horror que fizemos de nós.
Ó mística
Ó rosa rústica
Ó penhor da salvação
À hora a última
Advoga em que o Senhor Venha a nós
Fala-nos
Que acústica da velha Catedral em ruínas e outra Vez com teu nome tua voz. Que os Farrapos do homem, que se devora e não termina o horrendo banquete da fome
Se reúnam em ti, mãe menina de todos nós
Os que mal somos
Os leprosos mal agradecidos Que não retornaram ao teu Filho depois de curados Perdidos desviados e maltrapilhos.
Retorna a nós como do exílio,
Velhos bondes em busca dos trilhos
Voltamos tantos iludidos
Nós, os mutantes
Nós os idólatras
Nas lucobrações orgulhosas Do encolhido intelecto,
Esse alcoólatra,
Que sim,
Se embebedou de paródias.
Atua inteligência da morte é o único modelo da nossa.
O mais, é a miragem do apóstata.
A ingratidão é filha de uma alma pequena e mãe de todas as rupturas indignas: primeiro, porque não reconhece o que recebeu sem merecer; depois, porque renega sem vergonha o bem que se lhe fez.
Sempre que vejo religiosos divididos, digladiando e se julgando pela Mãe do meu Senhor, lembro o quão fácil foi persegui-lo.
E ainda há quem defenda o Céu com flechas e pedras na mão.
Quem diga amar o Cristo, mas incapaz de reconhecer o amor no olhar do irmão.
Quem cite versículos para erguer muros — e não pontes…
Sem se esquecer dos que se valem do nome de Deus e da igreja para se esconder, aparecer e se promover.
Talvez o maior escândalo da fé não esteja nas diferenças doutrinárias, mas na incapacidade de amar sem rótulos.
Foi esse mesmo zelo sem ternura que O condenou — não o ateísmo, não o império, mas a arrogância de quem julgava conhecer melhor a vontade do Pai.
E assim, em nome d’Ele, seguimos ferindo o que há de mais Divino: o Amor ao próximo!
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