Eu Amo meus Inimigos

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Desculpe-me, mas eu não quero esfregar na sua cara que eu sou uma doente psicopata, uma louca desalmada, uma pessoa extremamente solitária.

Eu prefiro me afastar ao ter que me decepcionar. Pessoas fingem, machucam, usam-nos como se nossos sentimentos fossem objetos descartáveis.

Eu vejo um novo começo de era. De gente fina, elegante e sincera , com habilidade para dizer mais sim do que não

E sempre falta alguém, até festas são depressivas. Eu sei que as luzes de natal traz mais tristezas que alegria.'

Essa talvez seja uma das coisas mais egoístas que eu já te disse. Só preciso dizer uma vez, e você só tem que ouvir. Eu te amo, Elena. E é porque eu te amo que não posso ser egoísta com você. Eu não a mereço, Elena, mas meu irmão merece. Como eu gostaria que não precisasse esquecer. Mas precisa.

Pisar no outro? E se eu fosse o outro?

As vezes me perguntam como me tornei ateu, e eu simplesmente digo -- É que sempre dei muito mais ouvido ao que a vida me dizia do que ao que as pessoas me falavam.

Tenho apenas a mim mesmo para culpar pelo esforço insuficiente.
Eu não quero culpar mais ninguém pela vida que tenho.

a sua falta de fé não cancela o que eu acredito

É, quer saber? Eu sou assim mesmo, meio teimosa, cabeça-dura, às vezes, sou meio egoísta, altruísta, egocêntrica,irônica e implicante, sou sensível, mais do que transpareço ser, choro por nada, rio por tudo, faço coisas inexplicáveis, não peço que me entenda e nem que concorde com as coisas que eu faço só te peço que me respeite.

Quando eu morrer
você vai sentir minha falta...
além de remorso e culpa.
Vai se arrepender por ter me magoado,
não ter se desculpado...

não vai adiantar.

Aproveite enquanto há tempo
pra reparar seus erros...

Não vá se lamentar.

É como se matar e renascer. Acho que eu já vivi cerca de dez ou quinze mil vidas.

Beije-me, e você verá o quão importante eu sou.

Sylvia Plath
The Journals of Sylvia Plath. London: Faber & Faber, 2011.

Quando eu era criança, quando eu era adolescente, os livros me salvaram do desespero: me convenceram de que a cultura era o mais alto dos valores.

Simone de Beauvoir
BEAUVOIR, S. A Mulher Desiludida, Unibolso

Por vezes, quando acordo de manhã, estou chorando. O sonho que devo ter tido, eu nunca consigo lembrar. Mas... a sensação de que perdi alguma coisa, permanece por algum tempo depois de eu acordar. Há sempre algo ou alguém que eu estou buscando.

Que eu saiba puxar lá do fundo do baú o jeito de sorrir pros “não” da vida.

...- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,o vento leva!
- Não sei mas
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...

Melodrama


Eu sou uma mulher espantada
o amor me molha toda
me deixa com dor nas costas
ele diz no fundo gostas
no fundo ele tem razão

o amor tinha de ser
mais uma contradição
tinha de ser verdadeiro
confuso e biscateiro
como em toda situação

tinha de ter remorso
e um querer e não posso
e toda essa aflição
tinha de me dar pancada
e eu cantar não dói nem nada
com um radinho na mão

tinha de fazer ameça
que é pra poder ter mais graça
como toda relação
tinha de ser dolorido

rasgar um pouco o meu vestido
depois me pedir perdão
e como em todo melodrama
terminar na minha cama
até por falta de opção.

Se eu fosse um carpinteiro, eu construiria para você uma janela para minha alma. Mas eu deixaria a janela fechada e trancada. Assim, toda vez que você tentasse olhar por ela, tudo que veria seria seu próprio reflexo. Você veria que minha alma é um reflexo de você.

É cansativo viver sem vírgulas porque eu respiro a sua existência 24 horas por dia, e só coloco vírgulas teatrais para você não enjoar de mim.
Amar você não é fácil, é quase o antiamor. É muito, quase como se você nem existisse, porque só o homem perfeito mereceria tanto sentimento. E eu te anulo o tempo todo dizendo para mim, repetindo para mim, o quanto você falha, o quanto você fraqueja, o quanto você se engana.
Fazendo isso, eu só consigo te amar mais ainda. Porque você enterrou meu sonho aprisionado pela perfeição e me libertou para vivê-lo.
E a gente vai por aí, se completando assim meio torto mesmo. E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas que, se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado.

Tati Bernardi
BERNARDI, T. A mulher que não prestava. São Paulo: Panda Books, 2006.

Nota: Trecho da crônica "Linha cruzada"

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