Eu Amo meus Inimigos
Todos nós começamos de algum ponto. Para aqueles que estão há muito tempo, eu digo: ajudem os recém-nascidos a andar. O saber é algo extraordinário.
Os poderosos no final das contas são mais comuns do que eu e você. Só exercem o cargo ao qual foram capaz de assumir. Pessoas simples sabe ...
É impressionante como a sua própria família torce para seu fracasso! Azar o deles eu sou genial por natureza e, de tudo que escrevo possuo Diretos Autorais na Biblioteca Nacional!
Quando toco a vela acesa, eu não sinto dor
Tanto faz se estou no frio ou no calor
O meu coração não bate, mas ainda assim se parte
E não deixa de sofrer, recusando se render
A morte em mim está
Mas ainda tenho lágrimas pra dar!
Filme: A Noiva Cadáver
Música: Ele Ainda Te Conhece Tão Mal
Original: Tears to Shed — Danny Elfman
VOZES:
Emily: Marya Bravo
Aranha: Ester Elias
Verme: Telmo de Avelar
Dignidade, para quem veio do lugar de onde eu vim, é ter um lugar para dormir, um prato de comida para comer e um amor para chamar de seu.
Césio 137 — Não Tão 137!
Em meio ao eco do noticiário, lá estava eu na aridez do hospital.
A pele ardendo em chamas, fogo invisível que corroía a estrutura dos meus ossos.
Vieram as náuseas, mas nada se comparava ao estigma e ao olhar de pavor que vinham daquela multidão.
A dor maior, contudo, foi o desapego:
saber que perderia o contorno dos meus cabelos.
Nem a morfina ou o fentanil davam jeito. Ah, meus lindos cabelos...
Castanhos, reluzentes, cintilavam à luz da noite.
O que omitiram sobre o fascínio daquele pó azul era a exaustão mórbida que cobria o corpo.
Vomitar as próprias entranhas na apatia do silêncio...
A radiação era um golpe tão denso
que anestesiava os sentidos antes da ruína.Tontura, dor de cabeça, o colapso — tudo chegou depois, em ritmo lento.
Engraçado.
De todo esse caos, restou apenas uma réstia de luz:
a memória daquele dia, eu e você,
na serenidade da praia do rio.
Senti, enfim, uma paz absoluta.
Obrigado por ser a minha última lembrança de amor.
Autor: James Richard Ferreira Pantoja (Pseudônimo: KANGAL)
Se o bem ou mal existem eu não posso responder, más, talvez o véu que rompa a morte possa transcender.
_KANGAL
Uma vez, eu disse a uma mulher que nunca mais iria esquecê-la. Ela simplesmente respondeu:
“Vou te perturbar até nos teus sonhos, porque o tempo cura tudo, mas lembranças são eternas — menos as promessas que nós achamos que eram eternas. Promessas são quebradas!”
Releitura do Autor: Valdir Enéas
Por: KANGAL
O Preço do Erro
Eu cometo erros e sou julgado,
A minha reputação está na lama;
Vivo um dia de cada vez, calado,
Sem esperar de ninguém o que me ama.
Os meus dias me pertencem, mas e agora? Será que pertencem só a mim? Respiro devagar vendo ir embora o vento deste espaço até o fim.
Não há perdão para o que foi ferido,
Menti pra sustentar um ar marrento.
Tolero a dor de ser um mal-entendido, E chamo de solitude este tormento.
Já não me importa andar pelo caminho sem amor, sem esperança e sem abrigo;
Só me restou aprender a ser sozinho,
Levando a minha sombra comigo.
— KANGAL
Aviso de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual
Todos os direitos reservados.
Esta obra literária é de autoria e propriedade exclusiva de James Richard Ferreira Pantoja, protegido pelo uso do pseudônimo Kangal, nos termos da Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998) e das normativas internacionais de proteção à propriedade intelectual.
Nenhuma parte desta criação pode ser reproduzida, distribuída, comercializada ou utilizada de qualquer forma, por qualquer meio eletrônico ou mecânico, sem a prévia e expressa autorização por escrito do autor, ressalvados os casos de citação permitidos por lei.
Se eu pudesse rasgar a constituição
Se eu pudesse rasgar meu coração
Se eu pudesse rasgar o direito
Te traria pra perto de mim
Mas como o direito é um livio arbitrio
Me condiciono ao amor sem fim
Dentro de mim.
Eu não sou do tipo que, diante de uma ferida, coloca apenas um curativo por cima e finge que está tudo bem, dizendo que ela vai sarar sozinha ou que não houve culpa nenhuma no corte que a causou.
Sou do tipo que limpa a ferida, aperta para o pus sair e trata a infeção pela raiz, para que não se espalhe pelo pé inteiro. Vai doer? Vai, sim. Mas é necessário, e é para o teu bem.
"Toda autoridade deveria carregar consigo uma pergunta silenciosa: quem me impedirá se eu estiver errado?”
Quero descer
Para tudo...
quero descer.
Para tudo
antes de eu morrer.
Para tudo...
estou cansada de tanto sofrer
Para tudo
assim não há razão pra viver.
Para tudo...
quero esquecer.
Para tudo
não quero mais saber.
Para tudo...
chega de tanto anoitecer.
Para tudo
só quero amanhecer.
Para tudo...
quero voltar
dar voltas e voltas
sem parar...
Para tudo...
quero acordar,
abrir os olhos bem devagar,
e ver que tudo mudou de lugar.
Para tudo sempre há a possibilidade de mudar...
mas não pode parar ;)
