Eu Amo meus Inimigos
Eu sou fruto de um absurdo,
Do que é mais valioso no mundo,
Talvez você não entenda,
mas sofra por não ter.
Ninguém tem o poder de tirar de você,
O que você se deu.
Exemplo:
Para defender minha paz eu declaro guerra.
Eu não fui salvo, fui atravessado pela ruína até que algo em mim deixasse de ceder, não intacto, não ileso… mas irrepetível na queda e, por isso, cada vez mais difícil de ser destruído.
E se...
E se poeta
eu não fosse,
me amaria
mesmo assim?
E se eu chegasse
sem palavra alguma,
só um silêncio
imperfeito?
E se em mim
houvesse apenas
essa feiura
feita rachadura?
Ainda assim
me tocaria
onde sou
imperfeita?
Carina Gameiro
Sei que falta alguns pedaços em mim, mas os que sobraram que não puderam levar, eu guardei para quem souber cuidar.
Eu até pensei que fosse masoquismo, duvidei que fosse sabotagem, mas entendi que é covardia mesmo, sofrer com medo de amar.
Dizem que cada átomo no nosso corpo alguma vez foi parte de uma estrela, talvez eu não vá embora, talvez eu vá para casa.
"Senhor, não me permita fraquejar, mas se eu balançar, que o Senhor me sustente. Que eu não tenha medo, mas se tiver, que o Senhor seja meu guia. Que não veja a escuridão, mas se vir, que o Senhor seja minha luz. Que eu esteja sempre em solo firme, mas se não tiver, que o Senhor seja minha Rocha. Se minhas pernas tremerem e ameaçarem não suportar, que o Senhor me faça lembrar do quanto sou forte por ser Teu filho! Obrigado, Pai amado! Nunca me abandona, mesmo quando não sou ou não fui um bom filho! A vida é difícil, mas com Tua proteção, tudo é suportável!"
A busca das virtudes exige coragem constante; só avançamos nelas quando enfrentamos o nosso eu de ontem.
Eu tenho uma espécie de vício silencioso que ninguém diagnostica, mas eu sinto todos os dias: olhar pro céu. Não é nem olhar, é encarar mesmo, como quem procura resposta num lugar que nunca prometeu nada. E ainda assim, entrega tudo. É curioso isso… o céu não cobra, não julga, não pede senha, não trava acesso. Ele só está ali, aberto, escancarado, como se dissesse: “se vira aí com o que você sente”.
E eu me viro.
Tem dia que eu olho e penso que a vida podia ser mais simples, tipo o vento passando entre as árvores, sem reunião, sem boleto, sem gente complicada. O ar entra no pulmão como se fosse um abraço invisível, desses que ninguém vê, mas muda tudo por dentro. E eu fico ali, respirando como se estivesse reaprendendo a existir. Porque no fundo, viver mesmo é isso: perceber que você está viva enquanto o mundo continua sem precisar de você.
A natureza tem esse talento meio debochado de continuar linda mesmo quando a gente tá um caos. A árvore não entra em crise existencial porque perdeu uma folha. O rio não faz drama porque tem pedra no caminho. E eu? Eu já quis surtar porque o Wi-Fi caiu. É humilhante.
Mas aí eu sento, olho pro céu de novo, e lembro que tem coisas que simplesmente seguem. O vento não pede licença pra tocar meu rosto, o sol não pergunta se pode nascer, e os pássaros… ah, os pássaros não fazem planejamento estratégico pra voar. Eles só vão.
E talvez seja isso que me prende tanto nesse ritual de observar tudo: a natureza não tenta ser nada além do que é. E eu, no meio disso tudo, tentando entender quem eu sou, acabo encontrando pequenos pedaços de resposta no barulho das folhas, no cheiro da terra, no silêncio entre um pensamento e outro.
No final das contas, eu acho que não é só sobre gostar do céu. É sobre precisar dele. Como quem precisa lembrar que existe algo maior, mais leve, mais livre… e que talvez eu também possa ser assim, pelo menos um pouquinho.
Agora me conta… você também para pra sentir isso tudo ou tá só sobrevivendo no automático?
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