Eu Amo meus Inimigos
És bela menina
bela como uma flor
sua beleza estonteia
flor de Lótus.
Trouxeste aos meus lábios sorriso
e à minha alma calor
calor que aquece
calor que refresca!
Tocaste meu coração
despetando-o para o amor...
Amor simples e puro
doce e ingênuo..
como resistir?
Tomaste meu coração
ligando minha alma a sua
meu corpo ao seu
minha vida a sua...
"...Queria perguntar ao tempo
Se ele nunca volta atrás
Pois deixei meus melhores dias
Tempo que não volta mais..."
Águia, rainha dos ares, caçadora! Por favor, não venhas a devorar meus pimpolhos! Assim implorou um dia a coruja a Sua Majestade. Com tais respeitos, a águia concedeu: Sim! Respeitarei teus corujinhos. Basta que os mostres ou me descrevas como são. Com medo de exibir seu ninho, a coruja se explicou: São os filhotes de passarinho mais lindos e rechonchudos do mundo! E lá se foi a trabalhar e a águia a caçar. Em pouco tempo a soberana da caça encontrou o ninho da coruja e olhou bem: Esses miniaturas de dinossauro sem penas não podem ser os filhotes da minha admiradora coruja! E foi um belo manjar para o papo! Quando a coruja voltou e não achou os seus filhos, soltou seus gritos desesperados e atraiu a águia de volta que lhe replicou: Tu disseste que eram teus filhos os mais lindos passarinhos do mundo! Se te explicasses melhor, na certa eu os teria poupado! Conclui o fabulista - Para quem ama o feio, bonito lhe parece. Em outras versões se explica que bonito e feio são conceitos subjetivos e de pouco valor para quem nos ouve. Bem que poderiam os reformadores sociais entender a fábula e não querer devorar os seus semelhantes em nome de conceitos de ódio, inveja, arbitrariedade e rapinagem. Perceberiam que seus ideais são como miniaturas de dinossauros para os outros enquanto eles acreditam que são os mais belos corujinhos do mundo!
(A águia e a coruja)
"Súplica"
E os meus joelhos doem:
pelas preces pedidas,
pelas provas vencidas, pelas dores sentidas,
pelo arder das feridas, e sentido da vida...
E meus joelhos doem:
pelo afago sincero,
pelo amor que é o mais belo, e pelo sorriso
que quero quando de longe te espero...
E os meus joelhos doem:
em meio a correria, entre versos e poesias,
do sentimento que ardia, sem dó e em demasia, que em mim existia...
E meus joelhos doem, doem, doem...
Ainda doem e eu vejo que há contigo um segredo,
escondido entre os beijos, cheiro tentado do desejo que camuflado sucumbia.
E os meus joelhos doem:
doem e faz festa, lateja e me testa,
na dor que me resta desse amor que sedia...
E os meus joelhos doem:
doem no cimento, doe no lamento,
doe mas aguento, e nem ligo o tormento
de um chão frio molhado em sofrimento.
E eles doem:
doem cravados na preza, clamando na dor
e na reza o que a Deus pedia...
Doe mas tem que doer, pois, todo amor que viver,
do nascer ao morrer, ai de aprender ser respeitado até o seu ultimo dia!
(Franklin Lima)
Desejos...Desejos...
Quando meus olhos te vêem o meu corpo estremece.
Sinto o teu calor, e o meu corpo já sente a presença do teu.
Desejo-te com toda a força do meu ser.
Quero-te mais do que possa imaginar.
Quero ser o teu desejo, me envolver no teu suor, e os nossos corpos unidos como um só, em puro êxtase elevamos o nosso amor.
Amando-te com toda a plenitude do nosso ser!!!
Lembro-me do tempo em que quando criança, meus problemas se resumiam as brincadeiras no intervalo do colégio. Esse tempo passou, e junto com ele, inúmeros problemas começaram a fazer parte do meu cotidiano. Naquela época, a vontade de crescer era enorme, me tornar adulto e poder fazer tudo aquilo que não era permitido. Hoje, sinto saudades daquela época, e vejo que se tornar adulto, não são as mil maravilhas que plantam em nossa cabeça. Se pudesse, gostaria de ter vivido ao inverso, começasse minha vida como um velho e a terminasse como um bebê. A sabedoria da vida adulta me faria aproveitar muito mais minha infância e saber que, todos os problemas que temos quando jovens, não são nada perto daqueles que enfrentamos ao envelhecer.
Traga-me Para a Vida
Como pode olhar dentro dos meus olhos como portas abertas?
Guiando você até o meu interior
Onde me tornei tão insensível?
Sem uma alma, meu espírito está dormindo em algum lugar frio
Até você encontrá-lo ali e guiá-lo de volta pra casa
(Acorde-me)
Acorde-me por dentro
(Eu não consigo acordar)
Acorde-me por dentro
(Salve-me)
Chame o meu nome e salve-me da escuridão
(Acorde-me)
Faça o meu sangue correr
(Eu não consigo acordar)
Antes que eu me desfaça
(Salve-me)
Salve-me do nada que eu me tornei
Agora que eu sei o que me falta
Você não pode simplesmente me deixar
Dê-me fôlego e me faça real
Traga-me para a vida
(Acorde-me)
Acorde-me por dentro
(Eu não consigo acordar)
Acorde-me por dentro
(Salve-me)
Chame o meu nome e salve-me da escuridão
(Acorde-me)
Faça o meu sangue correr
(Eu não consigo acordar)
Antes que eu me desfaça
(Salve-me)
Salve-me do nada que eu me tornei
Traga-me para a vida
Eu tenho vivido uma mentira
Não há nada por dentro
Traga-me para a vida
Congelada por dentro sem o seu toque
Sem o seu amor, querido
Só você é a vida entre os mortos
Todo esse tempo
Não posso acreditar que não pude ver
Mantida na escuridão, mas você estava lá na minha frente
Eu estive dormindo por mil anos, ao que parece
Tenho que abrir meus olhos para tudo
Sem um pensamento, sem uma voz, sem uma alma
Não me deixe morrer aqui
Deve haver algo mais
Traga-me para a vida
(Acorde-me)
Acorde-me por dentro
(Eu não consigo acordar)
Acorde-me por dentro
(Salve-me)
Chame o meu nome e salve-me da escuridão
(Acorde-me)
Faça o meu sangue correr
(Eu não consigo acordar)
Antes que eu me desfaça
(Salve-me)
Salve-me do nada que eu me tornei
Traga-me para a vida
Eu tenho vivido uma mentira
Não há nada por dentro
Traga-me para a vida
Porque, meus amigos, tudo passa tão rápido que, se procuramos traçar um perfil metódico para toda a nossa existência, num lampejo veremos que de nada adiantou tanta cautela, tanto medo, tanto senso em se guardar quando, na verdade, tudo o que provamos foi um prato insosso, doente... E aí já não há mais tempo, tempo pra nada; nem mesmo pra curtir sua eternidade, já que você não acredita nela.
Desabafo
A lua riu de mim
e quando vi já era tarde demais
Os meus sonhos já tinha deixado pra trás
continuei minha estrada
e quando cheguei ao fim
vi que não encontrei nada
A vida é curta demais
e andei em frente sem me importar com nada
com a carne, nem com a alma
e agora pergunto o que irá me restar?
``Enquanto os meus braços abertos, forem a extensão do meu coração,me permita te abraçar fortemente.´´
Quem és Tu Mulher?
Sou quase como vocês homens.
Sou guerreira, justiceira,
cumpridora de meus deveres, mas
desconhecida de meus direitos.
Sou a mulher que traz o odor de cebola nas mãos;
também sou a mulher que traz o aroma de uma flor na pele.
E sou a mulher que transpiro e derramo suores.
Quem és tu mulher?
Sou tua mulher;
sou tua mãe,
sou mãe de teus filhos,
sou tua namorada,
sou tua amiga,
sou mulher.
Trago no olhar as lágrimas de um sofrimento e de uma dor,
também transpareço neles o brilho de uma felicidade.
E demonstro no sorriso o sentimento de uma perda e
ao mesmo tempo o valor de uma conquista.
Mas quem és tu mulher?
Sou mãe,
sou advogada,
sou médica,
sou faxineira,
sou mulher-da-vida,
sou professora.
sou também a flor que encanta seu jardim,
a estrela que ilumina o seu céu, mesmo em noites de escuridão.
Eu sou mais do que mulher...
Sou a flor de seu jardim,
que espera ser regada pela água da sua fidelidade;
que espera ser condimentada pela sua confiança e
que espera ser colhida por suas mãos cheias de Amor.
Mas quem és tu homem?
Quero respirar o entusiasmo e ter em meu viver uma inocência de criança, até o fim dos meus tempos, somente assim o infinito é pouco.
Tenho que aceitar.
Meus sentimentos estão embaraçados em uma escuridão (desconhecida) por mim mesma. Lá no fundo não sei bem explicar o que está acontecendo, as pessoas à minha volta não percebem que meus dias estão sendo de trevas. Prefiro calar-me. As vezes é melhor do que tentar explicar o (inexplicável)
Ninguém entende muito bem o que se passa dentro de mim, é algo barulhento, e solitário que apenas (eu) sei narrar. Por alguns instantes me sinto leve, por outros me sinto carregada à ponto de sair gritando por apenas (um) motivo; me encontrar.
