Eu Amo meus Inimigos
Meus olhos querem chorar
Não tem motivo qualquer,
Acho que lembrei-me de alguma bela mulher
Mulher é esta tão bela,
Que os olhos doem de ver...
Mulher é esta tão bela,
Que a dor não cansou de doer
E dói dói dói
Dói tanto de dar dó,
Pena tenha de mim,
Mulher, Mãe e Avó.
A quem ler
Vim deixar meus pensamentos.
mas, sequer me levam a algum lugar...
Descreveria-o, ou descreveria-me,
Como se eu estivesse em uma mata fechada,
e tudo o mais fosse cheio de névoa.
E os galhos baixos, impedissem-me de ir com a visão
mais além do que onde vão meus passos.
Olho a minha direita, e nada tem, a não ser olhos pequenos
vermelhos me observando.
A esquerda mais olhos vermelhos me observando.
É inacreditavel, como as pessoas que estão em torno
não me deixam expandir.
Como a vida, cheia de leis, cheia de mandantes,
e mandamentos, me segurassem para eu não poder cometer meus erros e acertos.
Estou perplexo, em como é que as coisas mal se encaixam
E encalacram o direito de "vivencia" do ser humano.
Penso em mudar o mundo, sinto que sózinho, jamais poderia.
E não vejo forças em ninguem para poder mudar alguma coisa; e sou obrigado a me manter contido, resguardado..
acreditando nessa tal fé, dos cristãos, evangelicos, e Jeova`s. Que nem mesmo eles sabem realmente se essa coisa chamada de fé, é fé mesmo.
Estou enclausurado, neste mundo imperfeito repleto de perfeccionistas falastrões. Que se envolvem em nossas vidas, mesmo não querendo, pensando em seus bolsos
Em suas barrigas e em suas familias.
Mas esquecem-se que são tambem SÃO NOSSOS IRMÃOS.
Hoje é no ódio, ódio da preguiça, ódio da procrastinação, ódio de tudo que me afaste dos meus treinos e do meu foco! 💪🏿
Tenho rabiscado, mas feito caneta sem tinta assim estão meus pensamentos, as lágrimas presas na noite passada pingou no velho travesseiro, e com elas iam meus sentimentos que tanto carreguei outrora, foto na parede, madrugada fria, selênio profundo, para, escuto minha respiração, rolo na cama, e a poesia da noite faz jus, adormeci.
Antiga paixão
Meus pedidos eram sempre os mesmos, minhas velinhas estavam cansadas de saber, os dentes-de-leão já se desgastaram de tanto serem assoprados, as pétalas nunca ouviram tanto "bem me quer", as estrelas cadentes então... já sabem seu nome de cor.
A lua me acha louca por sair desejando alguém tão desesperadamente "Como pode? Assim tão nova!" e respondo "Isso por que não contei nem a metade do que sinto..."
Dona Lua é muito cuidadosa, morre de medo de eu me machucar, como em meus antigos amores. Nem ligo, me entrego sem medo de futuras dores.
Entre nossas conversas, acabo soltando que te amo, mas que erro, revelei meu maior segredo. Jogo tudo pro ar, deixando essa antiga paixão rolar.Você fica confuso, deixarei que se resolva, para que sentimentos por mim, você talvez desenvolva.
Por enquanto, deixo meus lábios à espera de seu beijo, e pode ter certeza de que direi a lua que este foi meu maior feito.
Quando se tornou anjo, voou para o infinito sem fim. Em homenagem a suas asas a chuva visitou meus olhos.
Trago comigo delicadezas perversas e maldades santas...
Meus valores são construções que foram cravadas em meu coração...
De algumas escapo em outras me prendo...
NEGRAÇÃO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
De alma negra
re(negro), imponho
a negritude
dos meus olhos;
da minha pele;
do meu sonho.
ô minha negra,
vem re(negrar)
a negração
do nosso amor;
do nosso humor;
da nossa raça.
Desce do muro,
fecha comigo,
sai da retranca;
ou eu te juro
que a coisa pode
ficar branca.
POEMA DE PANELA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Ter amor com que teça os meus versos diários
e meus versos diários pra fazer amor,
bom humor pra chorar sem perder o sorriso
que pertence aos meus olhos, apesar da vida...
Igualmente um motor, combustível nos temas
dos quais faço poemas pra poder viver,
como quero aplicar meus poemas nas pedras
das colunas e o piso da casa em que moro...
Apesar da ilusão de qual sempre disponho
ao compor cada sonho sem cair do mundo,
pulo fundo pra fora do lugar-comum...
Cada dia revela que o chão é meu céu;
quero letras cremosas pra passar no pão;
canjiquinha; feijão; torresmo com poesia...
BANDEIRA DO BRASIL
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Obrigado, Bandeira, por ter tremulado
aos meus olhos carentes de afeto e de letras,
ter me dado essa chave da porta pros livros
que devoro e que sirvo num ciclo constante...
Pelo dia em que pude colher tua ESTRELA
DA MANHÃ que mudou minha vista pro mundo,
numa caixa sem fundo que as traças roíam;
elas quase se fartam de seus madrigais...
Por meus versos ou plágios que fiz inocente,
mas que foram sementes dos originais
que mais tarde se abriram na minha lavoura...
Um acaso feliz me vestiu de magia
e da sua poesia me reconstruiu;
obrigado, Brasil, porque tive Bandeira...
RECOMPOSIÇÃO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Estas minhas emendas que rasgam de novo;
estes meus recomeços que já ficam velhos;
minhas voltas por cima cada vez mais vãs,
meus afãs engessados de mudar de vida...
Eis os passos cansados e os ombros caídos,
o presente que sempre morou no passado,
a certeza oscilante que jamais se apruma
e a nova pessoa sempre mais distante...
Um querer sem querer, uma força tão frágil
de vontade abalada, uma faca sem corte,
caminhada sem norte, apesar do meu alvo...
Há um eu que não eu na escuridão do ser,
que me cabe vencer pra recompor meu sonho;
refluir do meu caos; minha sombra; meu nada...
FÉRIAS EM MIM
Demétrio Sena
Volta e meia retomo este casulo
no qual volto a mexer nos meus segredos;
onde ovulo meus sonhos impossíveis
entre medos e algumas esperanças...
Neste fundo remexo em velhos dias,
fantasias guardadas na poeira,
em amores pendentes e marcados
destas nódoas eternas de presente...
Tiro férias, viajo para mim,
vou ao fim, ao começo de um afeto,
aos encantos erguidos e tombados...
Quando estou aqui dentro não me chamem;
apesar deste corpo, sou etéreo;
sou mistério fechado pra balanço...
VETADO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Desde sempre me guardo e preciso lhe dar
meus acúmulos, fardos, verdades contidas,
minhas vidas atadas num feixe de sonhos
costurados na sombra do afeto escondido...
Nunca pude acender uma luz ostensiva
que revele os sentidos, lance os sentimentos,
tome os ventos pro nada e não possa voltar
da corrida sem freio e da queda provável...
Guardo gestos, palavras, olhares e graus
deste fogo abafado em esperanças gastas
entre pastas de arquivos que temem morrer...
Não me tenho pra mim, jamais fui do meu eu,
porque sempre fui seu, mas me calo tão fundo
que meu mundo me veta para o seu olhar...
CADA VEZ QUE TE VEJO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Fico assim só de olhar nos teus olhos nos meus;
dou adeus e te levo, e permaneço assim,
por um curto sem fim que só depois me chama
e derrama o vazio de já não te ver...
Quando bebo em teu rosto esse dizer profundo
que me cala e consente ficar tonto e bobo,
eu me roubo pra ti; nem preciso de mim;
vou ao fim do meu mundo e colho céus ocultos...
É assim que me flagro desde que te achei,
desde quando não sei, porque lá me perdi
sob tuas presenças e muitos adeuses...
Ao saíres da linha do meu horizonte,
cada vez que te afastas ou cumpro essa pena,
fico assim, viro ponte suspensa no caos...
ASSIM, NÃO ASSADO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Quem quiser educar meus instintos de harpia;
dar à luz do meu dia seu clima de sótão;
modelar minhas asas para voos curtos,
cairá de meus surtos em plena vertigem...
Se tiver ilusão de me amansar aos poucos,
pôr coleira e corrente no meu coração,
saberá que meus sonhos são anti-armadilhas
e são anti-estratégias as minhas verdades...
Não invente uma forma de virar o jogo,
não há fôrma que amolde a natureza em mim,
sou assim, não assado por fogo de ofício...
Caso queira esse caso de acaso e soltura,
cuja lei da procura não distorce oferta,
venha simples e aberta pra fechar comigo...
ARQUIVO MORTO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Dou ao tempo a coragem dos meus passos,
porque tenho a missão de ser quem sou,
crio laços e driblo a solidão;
não me dou ao vazio que se oferta...
Quero apenas o quanto está pra mim;
vou pro mundo que vem ao meu olhar,
lá no fim se desenha o que já é
neste mar de verdades pré-moldadas...
As receitas estão no arquivo morto,
há um porto em que todas as sucatas
contam suas histórias pra ninguém...
Forjo a rota, o destino, crio a fé
sem correr, pois a vida me acomoda;
tenho muita preguiça de morrer...
RECONSTRUÇÃO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Reatar meus extremos e voltar pra mim,
dar começo ao meu fim pra caminhar de novo,
pra caber no futuro a partir do presente
que desmente o passado ao resgatar meus grãos...
Exalar do morrer que não se quis assim
e da minha omelete refazer um ovo,
desenhar a minh´alma na folha da mente
para o corpo caber entre as linhas das mãos...
Vou cair de mansinho dos voos que dei,
transgredir essa lei de só seguir além,
ser liberto por crime de sã consciência...
Consertar uma história que não tem conserto,
pôr enxerto no tronco daquela verdade
que me pede mudança e preciso atender
